Por Mariana Rodrigues
A sexualidade, hoje, é um tabu para muitos. Embora exista a compreensão e uma ampliação das relações sociais, ainda temos problema para aceitar os outros como são, o que nos leva, muitas vezes, à homofobia.
Homofobia vem do grego ( homo= igual e phobia= medo) e começou a ser usada no ano de 1917 quando o psicólogo norte-americano George Weinberg leu o livro “Society and the Healthy Homosexual”. Com o passar dos anos, o medo de que relações entre duas pessoas do mesmo sexo se tornassem tão comuns quanto às heterossexuais foi se transformando em ódio e repugnância, levando à situações de intolerância, chegando ao ponto de pessoas serem assassinadas por elas não estarem nos padrões que foram impostos pela sociedade.
Hoje, 70 países ainda tratam a homossexualidade como crime. Em 44 deles, a criminalização vale para todos os gêneros; em seis, a lei prevê pena de morte e, no restante, vale somente para homens. Há três anos, o Brasil ocupa o primeiro lugar entre os países que mais matam LGBTQI+ no mundo e, embora exista maior discussão sobre o assunto, essa realidade continua.
Estamos nessa terrível posição há três anos consecutivos sem perspectiva de evolução, pois mesmo sabendo desses crimes, pouco é feito para combatê-los. Parece que - cada vez mais - estamos regredindo como seres humanos, haja vista que não deveríamos recriminar e/ou julgar outras pessoas em razão de sua orientação sexual. Apesar de a lei dizer que haverá punição para quem praticar homofobia, vemos diariamente crimes dessa natureza.
Para se ter uma ideia, no dia 10/08/2020, o cantor Netinho da Bahia e o humorista Carlinhos Silva foram denunciados pela Aliança Nacional LGBTI+ por ofensas homofóbicas e transfóbicas postadas em uma rede social. São pessoas famosas, que poderiam ajudar na diminuição do preconceito, mas estão, na verdade, dando exemplo do que não fazer.
Atitudes como essas só aumentam o preconceito e fazem com que os homossexuais se sintam inibidos e ameaçados. Além de toda a agressão física e verbal pelas quais passam, ainda há a agressão psicológica, o que leva ao medo de se assumir como parte da comunidade LGBTQI+. Não poder ser quem realmente se quer ser é muito difícil.
Podemos diminuir com o preconceito se todos se juntarem em uma luta a favor dos direitos de liberdade de ser quem se é. Crenças e boatos que são espalhados por vários lugares sobre ser gay devem ser desmentidos. A ideia que muitos têm de que ser homossexual é doença tem que ser combatida. Dizer que Deus não não aprova relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo é esquecer seus ensinamentos de amar e respeitar o próximo. Desde cedo, os pais ou responsáveis precisam ensinar aos filhos e filhas que o relacionamento homossexual não é anormal, que se deve sempre ter respeito com todo mundo independentemente da sua orientação sexual.