uma nova rotina a partir dos aplicativos
Por Robson Azevedo
Após o início da quarentena os índices de aplicativos instalados na plataforma Google Playstore cresceu rapidamente, pois a maioria das escolas - do Brasil e do mundo - recorreu ao Google Sala de Aula, Meet e a outras tantas ferramentas do Google. Com base nisso, podemos associar o índice alto de downloads entre esses cinco meses por conta não apenas do estudo, mas também na priorização da saúde, sem prejudicar a qualidade da aprendizagem. Entretanto, mesmo que seja possível estar logado em praticamente todos os lugares, nem sempre há totais condições para o ensino a distância.
Na minha opinião, o crescimento desses índices teve uma grande repercussão mundial, pois professores, alunos e empresas descobriram que a Internet e o próprio Google têm muitas ferramentas que eram poucos usadas quando não havia a necessidade de uso intensivo desse meio virtual de ensino-aprendizagem.
Os aplicativos - como Google Sala de Aula e Meet - auxiliam bastante no desenvolvimento e apreensão do conhecimento de uma parte da população, pois aqueles que têm acesso à Internet e estão tendo aulas virtuais, estão apreendendo conhecimentos; claro não seria a mesma coisa que estar dentro de uma sala de aula presente com um professor, pois - na aula - há mais interações, mais possibilidade de discussão e incidência de erros e, com estes, normalmente aprende-se mais e, simultaneamente, se cresce como pessoa. Além disso, há diversos aplicativos que utilizam ferramentas fundamentais para o ensino, como compartilhamento de tela, de arquivos e até mesmo de vídeos, sem falar dos que propõem uma chamada totalmente ao vivo sem muito delay, a qual dá a mesma sensação de como se fosse em uma sala de aula, mas claro dentro de sua casa e de suas “regras”.
Para a influência desses aplicativos ser mais eficaz, deveria haver maior interação por parte de quem está passando por esta experiência, no caso aos alunos, haja vista que, normalmente, os professores estão dando seu maior desempenho para que os aluno apenas façam a atividade de mal jeito e ainda querem tirar uma nota razoável. Claro, sabemos que muita gente já está esgotada de estar apenas em casa, mas nem por isso devemos desprezar o esforço e tempo dos professores para nos proporcionar um conhecimento que usaremos por um tempo limite. Quanto mais soubermos tirar proveito desta situação, bastante útil serão estas descobertas para nossa vida futura.
Por Pedro Cogo
Com o início da pandemia, em março deste ano, as medidas de isolamento social forçaram as escolas a desenvolverem novas formas de ensino. As escolas privadas implementaram um novo sistema de ensino remoto fazendo uso de aplicativos de videoconferência tais como o Google Meet, o Zoom e o Hangouts, o que permitiu o contato entre os professores e alunos de forma dinâmica e sem grandes perdas para continuar o aprendizado.
Enquanto isso, a rede pública tem tentado se mobilizar, segundo as secretarias estaduais de educação já está sendo implementado, em 15 estados do Brasil, o ensino à distância, no entanto boa parte dos alunos não têm acesso a rede de internet e a equipamentos compatíveis com tais aplicativos. Esta tem sido, sem dúvida, a maior dificuldade enfrentada, pois como divulgado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, em 29 de abril de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet.
Algumas ações vêm sendo tomadas, tais como campanhas para doações de equipamentos sem uso, cito Abra a gaveta para a educação, e a doação de chips com acesso a internet para alunos da rede pública feitos pelo governo federal.
Já se passaram sete meses e alguns alunos ainda não estão tendo aulas, felizmente outros recursos também estão ajudando neste momento, como o caso da TV E, que tem transmitido em sua programação de segunda a sexta, até dez horas de conteúdo didático.
Penso que com a ajuda da tecnologia que dispomos, poderemos passar por este momento de isolamento social, mas de engajamento e em prol da educação, mesmo com todas as dificuldades econômicas enfrentadas pela população brasileira.