Por André Morandi
Meu caro leitor, se você está lendo essa crítica construtiva, é por que você se interessa por seu país e quer melhorá-lo. Chegamos num grande e decisivo momento, o qual nunca passamos na vida: o real enfrentamento do Coronavírus. Este é um vírus que pertencem a uma grande família de vírus que causa infecções respiratórias, que podem variar de um resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), e já matou mais de 140 mil pessoas o Brasil em pouco mais de cinco meses. Por dia, morrem, em média 900 pessoas no país. Não sabemos ainda de onde ele surgiu, mas podemos ter certeza que ele é bem perigoso.
A economia é um assunto muito importante pois ela é quem conduz o país. Pois é lá que está o nosso dinheiro feito do nosso trabalho. Mas muitas pessoas perderam emprego nesta pandemia pois seus chefes não puderam pagar, ou demitiram para liberar custos pois sabemos que não está muito bem o comércio. A crise econômica afetará o mercado de trabalho e os indicadores sociais de forma significativa no País. A taxa de desemprego saltará com a pandemia de 8,1% em 2019 para 11,5% em 2020. Isso significa que o País fechará o ano com 37,7 milhões de desempregados, alta de 11,6 milhões em relação ao ano passado. Muitas pessoas estarão desempregadas por conta da pandemia.
Os indicadores de pobreza se deterioraram em ritmo pior. A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), projeta que 28,7 milhões de pessoas passarão para a situação de pobreza na América Latina neste ano, com a taxa subindo de 30,3% para 34,7%. Em relação à extrema pobreza, 16 milhões de latinos americanos e caribenhos migraram para essa categoria, com a taxa aumentando de 11% para 13,5%.
Após cinco meses de pandemia, o Brasil experimenta um cenário de retomada econômica mais expressiva do que as projeções no auge dos temores com a pandemia do novo Coronavírus indicavam. Se, entre meados de março e abril, esperava-se que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional fosse cair entre 7% e 9% em 2020, as expectativas agora passam a convergir para baixa de 5% ou até menos expressiva, de cerca de 4%.Contudo, alguns setores não estão reagindo da mesma maneira e há algumas questões ainda em debate para entender como será o ritmo dessa recuperação. Com a retomada no setor imobiliário, o economista João Manoel Pinho de Mello destaca que o segmento de construção sentiu pouco o efeito negativo da crise com a contaminação baixa pelo Coronavírus dos trabalhadores do setor, além de se beneficiar de um cenário de juros baixos, o que favorece o financiamento de imóveis.
Por Rafaella Curcz
A pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus causou algumas dificuldades e afeta de algumas maneiras o cotidiano de nossas vidas, nós nos vimos obrigados a cumprir o isolamento social e com isso a nossa rotina teve algumas mudanças, na de alguns trabalhadores o meio online veio com tudo e na de outros, o desemprego.
Com o isolamento para conter a propagação da doença a forma online e o home office foi o meio de continuar as atividades para diversos profissionais, a exceção é aqueles trabalhadores que precisam obrigatoriamente do meio físico. Todavia com o trabalho e vida online vieram alguns sacrifícios para algumas pessoas.
Em uma pesquisa com 43 mil trabalhadores em todo o mundo mostra que antes da pandemia, os brasileiros responderam que trabalhavam em média, 4,3 horas extras por semana e que após a pandemia essa quantidade subiu para 5,3 por semana, além de que todas as regiões do mundo analisadas apresentaram aumento da carga de trabalho após a doença, acrescentando que agora trabalhando mais, também tornaram-se mais dispostas a fazer sacrifícios para manter o emprego.
Porém, no mês de maio cerca de 10,9 milhões de pessoas estavam desempregas e não haviam tido sucesso na busca de uma ocupação e outras 17,7 milhões que não conseguiram buscar emprego devido à pandemia, sem contar as 14,6 milhões de pessoas que foram afastadas do trabalho em razão ao distanciamento social e 8,8 trabalho remotamente.
Podemos então concluir que sim a pandemia afeta tanto os beneficiados com a nova forma de trabalhar e aquelas que não tem essa opção, porém qual é esse peso? As maiores vítimas da pandemia são, inegavelmente, os trabalhadores temporários e sub-remunerados, os que vivem de atividades informais, os desempregados e os sem teto por habitarem as áreas mais precárias das grandes cidades brasileiras, mas não negaremos que ela afeta a todos nós, enquanto algumas mais, alguns menos.