Volta do futebol divide opiniões
Por Matheus Souza
Todos sabem que o futebol brasileiro voltou, mesmo durante a pandemia, e isso gerou muitas opiniões, uma vez que pessoas se posicionaram a favor da volta do futebol alegando que, em meio a tanto caos, o futebol pode ser uma forma de “escapar” um pouco da nossa atual realidade, enquanto outras se posicionaram contra, pois acreditam que neste momento a vida das pessoas têm que ficar em primeiro lugar.
Com a volta do futebol, os atletas e a comissão técnica estão correndo risco de contrair a Covid-19, ademais vários clubes já informaram atletas com o vírus, como no caso do Grêmio, em que o lateral Bruno Cortez foi confirmado com a doença, ou do Inter, que confirmou que quatro atletas os quais não tiveram seus nomes divulgados também contraíram o vírus, além desses também há casos mais graves, como o ocorrido no Flamengo, clube que confirmou a morte de um massagista Jorge Luis Domingues, que estava há 40 anos trabalhando no clube.
Essa discussão, sobre voltar ou não voltar, também envolveu pessoas influentes no meio futebolístico, e alguns resolveram se pronunciar, como Walter Casagrande, ex-atleta que jogou profissionalmente entre as décadas de 80 e 90 e, atualmente, trabalha como comentarista esportivo. Casagrande se pronunciou em uma rede social contra a volta do futebol, escrevendo: “Vai ser um jogo em um estádio vazio, em um país onde morreram mais de 80 mil pessoas. E eu lamento porque, daqui há dez anos, esse jogo vai ser lembrado como o ‘jogo da pandemia’, o ‘jogo que não deveria ter acontecido’. É triste”.
Por outro lado, os jogadores dos clubes brasileiros se posicionaram a favor da volta dos torneios esportivos; segundo uma pesquisa do Globo Esporte, 68% dos jogadores apoiaram a volta do futebol, e a maioria alegou que apoia pela necessidade financeira.
Mas o que mais pesou para a volta do futebol? O que mais pesou para a volta do futebol no Brasil não foi a opinião dos jornalistas, muito menos dos jogadores. O que pesou foram as opiniões dos clubes sobre a volta, e quase todos se posicionaram a favor, pois eles estavam ficando em péssimas condições financeiras. Então, com a volta do futebol, eles irão lucrar com mais coisas, como as cotas de televisão.
Referência da imagem:
https://midias.agazeta.com.br/2020/05/08/a-maioria-dos-paises-permanece-com-as-competicoes-de-futebol-paralisadas-devido-a-pandemia-do-novo-coronavirus-243137-article.jpg
Por Giovanna Bianchi
O futebol feminino não é tão reconhecido no Brasil, mas mesmo assim somos conhecidos como “o país do futebol”, o futebol feminino no Brasil não é transmitido em canais de televisão aberta. O futebol feminino já é jogado no Brasil há mais de 100 anos. Entretanto, foi legalizado há 26 anos. Antes disso, o jogo era praticado de maneira escondida. Foi no ano de 1983 que surgiram os primeiros times profissionais no Brasil: o Radar, no Rio de Janeiro e o Saad, de São Paulo. O cenário esportivo na categoria feminina é ainda pouco visível e sofre com a falta de estrutura, investimento e patrocínio.
O futebol feminino é bastante conhecido nos Estados Unidos e Europa. Na Europa, o Lyon é um dos principais times do futebol feminino, o Lyon ganhou o bicampeonato da Copa da França Feminina, ganhou do PSG.
O Lyon e o PSG fazem parte da rivalidade do futebol feminino francês, o Lyon é o dominante do futebol francês, foi campeão nos últimos 14 campeonatos Franceses femininos e oito vezes campeão da Copa da França, o PSG tem conseguido mudar a diferença nos jogos, mas o Lyon continua como o maior da França.
Temos - no Brasil - a Marta, que já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, sendo cinco de forma consecutiva, Marta joga em times estrangeiros, mas poderíamos ter ela jogando em um time brasileiro se o país investisse no futebol feminino.
O machismo é muito presente nos esportes, mas isso vem mudando ao longo dos anos, quando acontecem as olimpíadas, um dos jogos que mais vendem ingressos são os de futebol feminino.
Referência da imagem:
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