Nilo Previdi
Beatriz Anacleto - Doane Carvalho - Guilherme Antonelli
Beatriz Anacleto - Doane Carvalho - Guilherme Antonelli
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Nilo Previdi (1913-1982) foi um artista curitibano, pintor, gravador e desenhista. Iniciou sua formação na década de 1940 no ateliê de Guido Viaro e graduou-se na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 1959. Além disso, teve aula com Oswaldo Lopes (1910-1964), professor de modelagem, gravura em metal, com Poty Lazarotto (1924-1998) e escultura com Erbo Stenzel (1911-1980) e João Turin (1878-1949), apesar de que até o momento não foram identificadas esculturas de sua autoria. (PREVIDI, Nilo. Enciclopédia Itaú Cultural)
De acordo com Carla E. Nascimento em sua dissertação de mestrado em História para a Universidade Federal do Paraná, pode-se notar as marcas dos mestres de Previdi em suas obras ao longo dos anos (NASCIMENTO, 2013, p. 40-41). Ele inicia sua produção artística com clara influência de Guido Viaro, seu primeiro professor, ao retratar paisagens e cenas cotidianas, característica comum entre a geração de artistas formados por Alfredo Andersen (1860-1935). (NASCIMENTO, 2013, p. 22)
Nilo Previdi mostra, com o passar do tempo, tendência a trabalhar imagens mais figurativas. Suas obras desenvolvem características de simplificação da forma e algumas contém apenas poucos traços. Ele também usava pinceladas fortes com cores vibrantes e frias. As dimensões dos quadros chamavam atenção por ser, na maioria das vezes, pequenos, muitos tendo poucos centímetros. (NASCIMENTO, 2013, p. 43-59)
Os esboços e estudos do artista permitem observar seu estilo e seu traço. Alguns exemplos da década de 40 mostram a diferença entre o desenvolvimento de seu estilo original e as obras feitas para serem aceitas no campo artístico, como seus quadros para o I Salão Paranaense de Belas Artes. (NASCIMENTO, 2013, p. 55 a 58)
Na galeria de fotos ao lado temos desenhos de Nilo, neles podemos observar a construção figurativa, a diversidade nas representações sendo elas de caráter familiar, esportivo, trabalho, lazer. Esboços esses que não possuem uma formatação de tamanho, sempre variando de formato entre si. Em seu estudo sobre forma e composição o artista usa de hachuras, linhas circulares para decompor e simplificar as figuras representadas. Essa característica transborda por todo seu trabalho, a muitas vezes utilizar de uma simplificação das formas para exaltar uma imagem comum.
Os desenhos de Nilo, mesmo em seus esboços transmitem a ideia principal da composição, com o mesmo dinamismo de um desenho detalhista. Essa é uma característica que o artista aplica em maior intensidade a partir de 1950 tornando parte de suas pinturas. (NASCIMENTO, 2013, p. 55 a 58)
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"O artista pertencendo à sociedade em que vive, reflete em sua arte a vida mesma, sua obra traz em si conteúdos capazes de influir no aperfeiçoamento humano"
(PREVIDI, Nilo. Revista Joaquim. Curitiba, nº13, set. 1947, n. 13-14)
Nilo era versado em muitas técnicas, essas adquiridas conforme os anos e que, em seguida, seriam espalhadas pelos seus ideais através do ensino. Previdi possuía experiências com tinta automotiva (piroxilina) devido ao seu trabalho no serviço público como pintor de bondes e depois, em 1960, trabalhou como paisagista no DER (Departamento de Estradas de Rodagem), expandindo suas representações artísticas. (NASCIMENTO, 2013, p.10)
Conforme o trabalho de mestrado de Carla Emilia Nascimento "NILO PREVIDI: CONTRADIÇÕES ENTRE A ARTE MODERNA E ARNILOTE ENGAJADA EM CURITIBA ENTRE OS ANOS 1940-60", Nilo representava em suas pinturas a vida como ela era, o que via e vivia em cada momento. São obras desde autorretratos à cenas do cotidiano, o universo feminino, até o crescimento vertical rápido da cidade de Curitiba. Aplicava estilos de diferentes artistas, conforme o que o tempo e o momento exigiam, mas sem perder sua autenticidade. Deixando registrado os seus estudos e a transformação das próprias técnicas, consolidando sua identidade a cada obra de arte. (2013, p.103; p.136-138)
Previdi e o Salão Paranaense
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O Salão Paranaense de Belas Artes, sendo um dos principais lugares de afirmação e validação da arte no contexto de Nilo, cruza a sua história várias vezes. Sua relação não se limita apenas a participação do evento. É possível observar seu empenho nas discussões acerca da integração da arte moderna nos espaços de validação da arte do contexto em que estava inserido (NASCIMENTO, 2013, p. 178).
Na primeira edição do Salão Paranaense (1944), o artista é premiado por sua tela Emoção no Salão Livre. Apesar de haver controvérsias sobre qual teria sido a colocação do artista, é provável que tenha ficado em terceiro lugar como consta na sua inscrição em um ano posterior ao do evento. Ao todo o artista participou de 16 edições até os anos 1970, dessas sendo premiado em 9 edições. (NASCIMENTO, 2013, p. 49)
Em 1957, ele participa do Salão dos Pré-Julgados, uma exposição formada com as obras que artistas retiraram do XIV Salão Paranaense após discordarem do júri com tendências mais conservadoras. Foi necessário coragem, pois a maioria dos artistas que o fizeram – entre eles Loio-Pérsio, Fernando Velloso e Ênnio Marques – também precisavam do Salão Paranaense para sua projeção no mundo artístico. Dessa forma, não bastava que tivessem outro lugar para expor, e sim o reconhecimento no circuito oficial (NASCIMENTO, 2013, p. 175 à 179).
PREVIDI, Nilo. Emoção, 1944, 37x28 cm. Acervo MAC. Tela premiada no I Salão Paranaense com medalha de bronze no Salão Livre. Foram expostas nessa ocasião outras 6 obras do autor que se perderam.
Em 1962, o 19° Salão Paranaense de Belas Artes é unido ao 3° Salão de Curitiba devido aos esforços do Departamento de Cultura do SEC, em conjunto com o diretor do Museu de Are do Paraná (MAP) criam o Salão do Paraná para comemora o cinquentenário da Universidade do Paraná. Nesse contexto temos uma insatisfação de muitos artistas figurativistas e comentários dos adeptos do abstracionismo “A principal acusação que se faz à mostra é a de que o júri de seleção e premiação agiu tendenciosamente, preferindo as obras enquadradas na corrente abstracionista.” (Salão do Paraná na Berlinda: Para Virmond premiação não poderia se outra. O Estado do Paraná. Curitiba, 29/12/1962. ).
Essa polêmica reverberou principalmente em uma coluna criada no jornal O Estado Paraná a "Salão do Paraná de Berlinda" na qual as opiniões tanto dos defensores quando dos acusadores foram relatadas, nelas temos um depoimento de Nilo Previdi:
As declarações prestadas à imprensa pelo diretor do DC [Departamento de Cultura] de que nenhum artista quis participar do júri, só tendo encontrado “ausências” por parte dos críticos de arte deixam bem ver que os organizadores não queriam vozes livres nesse júri, mas simplesmente concordância com seus prévios pontos de vista.
(Salão do Paraná na Berlinda: Previdi diz que o julgamento foi verdadeira farsa.
O Estado do Paraná. Curitiba, 04/01/1963.)
Apesar dessas declarações o avanço da arte abstrata continuava, principalmente devido a Comissão Julgadora do Salão que mostrava inclinação a essa vertente (GASSEN, 2007, pg.103-105.). Se consolidando na década de 1960 com o desaparecimento de reportagens voltadas a essa inconformidade.
Paralelos entre Previdi e Portinari
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Desde o início da sua trajetória, Previdi tendia para as representações sociais, sendo influenciado por outros artistas como Di Cavalcanti, Cândido Portinari e Potty Lazzaroto. Essa influência é ressaltada pelo depoimento em entrevista com Carla Nascimento em sua tese "ARTE ENGAJADA NO BRASIL E A PRODUÇÃO DE NILO PREVIDI NO PARANÁ". Outra característica que ligava Portinari à Nilo é a sua influência expressionais, isso é visível nas representações deformadas e dramáticas usadas para enquadrar a melancolia muitas vezes característica do expressionismo.
PREVIDI, Nilo. Gravura, 1962. Fonte: Museu da Gravura/Solar do Barão, Curitiba.
Previdi e a Gravura
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Autodidata em gravura, Previdi e o antigo clube de gravura proveniente do incentivo a gravura em Curitiba por Poty levam a criação do Centro de Gravura (1952), dirigido por Nilo. Junto ao apoio de Violeta Franco adquirem um espaço no subsolo da EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná), centro esse destinado a todos aqueles que quisessem aprender a técnica da gravura, até os não alunos. (NASCIMENTO, 2013, p.3).
"Previdi era um autodidata em xilogravura e com um temperamento boêmio, desorganizado por índole, de uma forma desprendida dedica seus dias a orientar jovens para a gravura”
FRANCO, Violeta. Breve relato histórico da gravura no Paraná.
Documento datilografado, s/p. Setor de Pesquisa do MAC
Publicou gravuras na Revista Joaquim (1946-1948), além de um comentário pessoal sobre arte, tendo ali o reconhecimento por ser um artista ativo em discussões atuais. A revista trazia temas diferenciados para a época, como questionamentos sobre o conservadorismo. (NASCIMENTO, 2013, p.57)
Previdi trabalha com imagens sobre o cotidiano, usando da técnica de gravura. Suas obras são marcadas pelo teor social voltando as suas referências e inspirações para representação de trabalhadores, e para o povo de Curitiba. Representações essas que voltavam a sua filiação ao Partido Comunista (desde 1930), lutando pelas suas convicções até no período da Ditadura Militar. (NASCIMENTO, 2011, p.7 a 9) E esse direcionamento de Previdi nos faz lembrar de sua convivência com Guido Viaro, cuja obra e trabalho como professor de arte também são marcados por esse posicionamento.
Sua relação com a Educação
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Previdi foi assíduo em sua causa, desde a década de 1940, suas obras relatam a situação do cotidiano, mas suas influências não se limitam a isso. Seu impacto na perspectiva de um ensino artístico menos regrado e dogmático pode ser notado em sua atuação no Centro de Gravura. "Documentos indicam que o Centro de Gravura foi estabelecido como uma instituição de utilidade pública, ficando estipulado o recebimento de recursos para a manutenção do local. Segundo depoimentos de pessoas da família de Previdi, o artista não recebia nada pelo exercício que desempenhava e ainda conseguia manter o local com recursos próprios." (NASCIMENTO, 2011, p.12).
Buscando sempre uma arte acessível optando pela xilogravura (gravura em madeira) a qual dizia ser "mais da terra". Seu trabalho em gravura se tornava mais acessível do que a gravura em metal. (NASCIMENTO Carla. Arte engajada no Brasil e a produção de Nilo Previdi no Paraná, 2011, p.12)
Como visto em jornais da época como "O Dia", o "Diário de Notícias", o "Estado do Paraná", a "Gazeta do Povo", Previdi defendia a criação de cursos profissionalizantes para a propagação da arte pelos bairros. Porém sua empreitada educacional, mesmo trazendo frutos, foi motivo de uma polêmica no embate entre a EMBAP envolvendo o Centro de Gravura no qual atuava e sua insistência ideológica sobre a arte fizeram com que fosse afastado do circuito oficial nesse tempo voltado ás linguagens não figurativas, isso e sua relação do ensino aos marginalizados que levou ele à ser visto como artista marginal e reacionário. (NASCIMENTO, 2013, p. 170 -183)
"Eu sempre me preocupei com os esquecidos, principalmente os esquecidos da sociedade. Por isso comecei a recolher artistas e marginais que dormiam na Praça Osório no Centro de Gravura. Eu pergunto: por que a sociedade gera marginais? Por que não se evitar tal marginalização criando núcleos profissionais em cada bairro, não só com artesanato, mas com oficinas de carpintaria, etc...! Foi isso que tentei fazer: levar mendigos para o Centro de Gravura, tentar ensinar-lhes uma profissão. Mas, não me compreenderam. Eu era subversivo."
(PREVIDI, Nilo. Depoimento datil, s.d- Setor de Pesquisa do MAC PR)
Fotografia: Nilo Previdi na porta do Centro de Gravura. Elegia a Nilo Previdi. Gazeta do Povo, Curitiba, 11. mar.1982.
PREVIDI, Nilo 1948. Acervo: Andrea Previdi Foto: Carla Emilia Nascimento.
Clube de Gravura do Paraná
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Formado originalmente pelos integrantes do grupo Garaginha, Taller da Gráfica Popular (TGP) funcionava como uma espécie de cooperativa de artistas que divulgava programas revolucionários “de reforma social e combate do fascismo europeu de Hitler e Mussolini, da ditadura de Franco e do imperialismo capitalista”. As atividades giravam em torno da produção de cartazes, álbuns de gravura, panfletos, cartilhas de alfabetização e impressos educativos (SCARINCI, 1982, p. 86). Fundado por Violeta Franco e composto por: Nilo Previdi, Fernando Velloso, Paul Garfunkel, Alcy Xavier e Loio Pérsio. O Clube de Gravura nasce desse grupo de artistas, iniciando suas atividades com dificuldades devido as filiações ideológicas que não condiziam com a do governo da época. (NASCIMENTO, 2013, p.4 a p.6).
O Clube com sede no subsolo da EMBAP (BORGES e FRESSATO, 2008), seguia os moldes do Clube da Gravura de Porto Alegre (movimento que começou em 1950) e contava com Carlos Scliar como mentor, recém vindo da Europa. Ambos os grupos mantinham a mesma posição estética do Realismo Social. O Clube se extinguiu mais tarde com a dispersão dos integrantes: Loio Pérsio foi para o Rio de Janeiro e Violeta Franco foi para São Paulo (FRANCO, 1982). (ANDRADE, 2010. p 7.)
Caracterizado como um ambiente de passagem, dito pela própria Violeta Franco, afirmando a passagem de artistas como Juarez Machado, João Osório Brzezinski e Fernando Calderari. Essa característica aberta do clube tornou possível diversas atividades que nele eram realizadas, como turmas femininas estudando pintura abstrata orientadas por Nilo Previdi como Professor (documentados pelo jornal Gazeta do Povo). (NASCIMENTO, 2013, p.7)
Com o corpo de professores compostos por: Alcy Xavier lecionando estética, Esmeraldo Blasi Junior, ensinando História da Arte e Nilo Previdi com a gravura. Ensinaram por volta de quarenta alunos não registrados, no entanto, com a saída de Xavier, a situação do clube piorou. O clube começa a ser associado ao estado de abrigo, no qual pessoas iriam para passar a noite e se alimentar. Devido a todos esses problemas o clube não durou muito, porém seu impacto na gravura paranaense não pode ser ignorado. (NASCIMENTO, 2013, p.8)
PREVIDI, Nilo. 1948. Acervo: Rogério Hasemann. Foto: Carla Emilia Nascimento.
PREVIDI, Nilo. S/ título, s/data. Acervo Andréa Previdi. Med. aprox.: 15 x 10 cm.
PREVIDI, Nilo. S/ título, s/ data. Acervo Andréa Previdi. Med. aprox.: 15 x 10 cm
PREVIDI, Nilo. 1948. Acervo: Rogério Hasemann. Foto: Carla Emilia Nascimento.
Integrantes originais do Clube de Gravura do Paraná
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Pintora, desenhista e gravadora curitibana. Estudou pintura com Guido Viaro e gravura com Poty Lazzarotto. Em 1943, fundou o Estúdio Garaginha.
Recebeu o prêmio de Gravura, em 1952. Ainda em Curitiba, fundou também o Clube de Gravura do Paraná (1953-1956), juntamente com Nilo, Alcy, Fernando e Loio.
Exerceu grande atividade cultural no estado Paraná. Ministrou aulas de estampa em São Paulo, além de ter sido convidada a participar do Conselho de Artes Gráficas do Museu da Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP).
Paul Garfunkel (1900-1981)
Pintor e desenhista francês.
Mudou-se para Curitiba em 1936 e abriu uma loja de embalagens. Paralelo a isso, era artista, juntamente com Alcy Xavier e Nilo Previdi.
Em 1985, teve cerca de 30 de suas aquarelas destruídas devido a um protesto contra autoridades culturais.
Fernando Velloso (1930)
Se formou em pintura na EMBAP, atuava como crítico de arte, pintor, gravador e museólogo.
Teve uma obra incorporada ao acervo do Musée D'Art de La Ville de Paris em 1972, foi membro da comissão julgadora do 29º Salão Paranaense.
“Uma vida talvez seja pouco para fazer um bom quadro, de modo que não se pode ficar pulando de um galho a outro. O artista precisa manter a coerência até o fim da vida, principalmente porque de um momento em diante já não tem mais espírito para aventuras perigosas". (VELLOSO, Fernando. In: <https://museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/exposicoes/fernandovelloso>.Acesso em 02 de Jul.2021.)
Alcy Xavier (1933)
Pintor, desenhista, gravador e professor.
Começa os estudos em 1940, com Narciso Xavier (seu pai), estuda com Guido Viaro desenho e pintura (1897 - 1971) , depois gravura com Poty Lazzarotto(1924 - 1998).
Aluno da primeira turma da Escola de Belas Artes do Paraná, mas acaba abandonando o curso devido a conflitos com os professores acadêmicos.
Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Salão Paranaense de Belas-Artes, Curitiba, várias edições entre 1950 e 1959 (várias vezes premiado).
Loio-Pérsio Navarro Vieira de Magalhães (1927-2004)
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário.
Estuda pintura com Guido Viaro (1897-1971). Cursou pintura com Ado Malagoli (1906-1994) e cenografia com Santa Rosa (1909-1956).
Na década de 1950 volta seu trabalho a temas sociais. Começa a se introduzir na linguagem abstrata, em 1957, evitando qualquer tipo de associação figurativa com assuntos de referência externa. Marcou presença nos movimentos para validar a arte moderna no circuito oficial de Curitiba e chegou a publicar um texto criticando o Júri "velho e antiquário", nas palavras do artista, do Salão Paranaense. Anos mais tarde, chega ele mesmo a formar a banca julgadora nesse mesmo Salão.
Palavras de Nilo
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Nilo criticando os "ismos internacionais" e "receitas prontas" para a arte:
"O academicismo abstrato ou de outra forma qualquer é principalmente em torno de uma pintura estereotipada que não reflete qualquer sentimento de povo algum e que anula a personalidade do próprio artista. Cada povo tem seu modo peculiar de vida e os artistas de cada povo devem ter seu modo peculiar de interpretar esta vida. Portanto, não há razão de ser desta arte pré-fabricada."
Publicado no jornal Leia Recorte de jornal, sem data,
arquivado na pasta do artista no MAC.
PREVIDI, Nilo. Deposição, 1954. Acervo MAC. Med. aprox.: 102 x 73 cm.
Natureza morta Acrílica sobre eucatex 60 x 79 cm Categoria: pintura
PREVIDI, Nilo. São Francisco, Acrílica sobre eucatex, 91 x 67 cm Categoria: pintura
PREVIDI, Nilo. S/título, 1940. Acervo Andréa Previdi. Med. aprox. 12 x 6 cm.
PREVIDI, Nilo. S/ título, 194?. Acervo Andréa Previdi. Med. aprox. 12 x 6 cm.
Acervos
Banco de Desenvolvimento do Paraná - Badep - Curitiba PR
Museu de Arte Contemporânea - Curitiba PR
Museu Municipal de Arte - Curitiba PR
1953 - Curitiba PR - Individual, na Galeria Flora
1943 - Curitiba PR - Salão da Primavera - menção honrosa
1944 - Curitiba PR - 1º Salão Paranaense de Belas Artes, na Escola de Professores - medalha de bronze
1946 - Curitiba PR - 3º Salão Paranaense de Belas Artes, no Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto
1947 - Curitiba PR - 4º Salão Paranaense de Belas Artes, no Edifício do Orfeão da Escola Normal
1949 - Curitiba PR - 6º Salão Paranaense de Belas Artes, no Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto - menção honrosa
1950 - Curitiba PR - 7º Salão Paranaense de Belas Artes, no Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto - medalha de ouro
1950 - Salvador BA - Salão Baiano de Belas Artes
1951 - Curitiba PR - 1º Festival da Juventude - medalha de prata
1951 - Curitiba PR - 8º Salão Paranaense de Belas Artes, no Departamento de Cultura. Sala de Exposições - Prêmio Aquisição Departamento de Cultura/SEC
1951 - Curitiba PR - Salão da Primavera - medalha de bronze
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Curitiba PR - 9º Salão Paranaense de Belas Artes, no Departamento de Cultura - medalha de bronze
1953 - Curitiba PR - 10º Salão Paranaense de Belas Artes - prêmio viagem
1954 - Curitiba PR - 11º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1954 - Goiânia GO - Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais
1955 - Curitiba PR - 12º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna
1956 - Curitiba PR - 13º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de prata
1957 - Curitiba PR - 14º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1957 - São Paulo SP - Pintores do Paraná, no MAM/SP
1958 - Curitiba PR - 15º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1958 - Porto Alegre RS - 1º Salão Pan-Americano de Arte
1959 - Curitiba PR - 16º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de prata
1960 - Curitiba PR - 17º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - prêmio aquisição
1961 - Curitiba PR - 18º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1961 - Curitiba PR - 2º Salão Anual de Curitiba
1963 - São Paulo SP - Artistas Paranaenses, na Galeria La Ruche
1969 - Curitiba PR - 26º Salão Paranaense, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná
1969 - Londrina PR - 5º Salão de Arte Religiosa Brasileira
1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra
1976 - Curitiba PR - 22 Artistas do Paraná
1986 - Curitiba PR - 7ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural de Curitiba
1986 - Curitiba PR - Tradição/Contradição, no MAC/PR
1988 - Curitiba PR - 8ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba - Gravadores Paranaenses das Décadas de 50/60, no Museu Municipal de Arte
1989 - Curitiba PR - O Autorretrato na Pintura Paranaense, no Museu de Arte do Paraná
1992 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte
1998 - Curitiba PR - Arte Paranaense: movimento de renovação, no Conjunto Cultural da Caixa
2000 - Curitiba PR - Exposição Acervo BADEP, na Secretaria do Estado de Educação
2004 - Curitiba PR - A Paisagem Paranaense e seus Pintores, na Casa Andrade Muricy
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PAUL Garfunkel. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9935/paul-garfunkel>. Acesso em: 02 de Jul. 2021. Verbete da Enciclopédia.
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VIOLETA Franco. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10648/violeta-franco>. Acesso em: 02 de Jul. 2021. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
VELLOSO Fernando. In: <https://museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/exposicoes/fernandovelloso>. Acesso em: 02 de Jul. 2021.
VELLOSO Fernando. In: <https://www.guiadasartes.com.br/fernando-velloso>. Acesso em: 02 de Jul. 2021.