Galeria Cocaco
Por Ana Clara Viana Benitez e Lais Magalhaes
Por Ana Clara Viana Benitez e Lais Magalhaes
Proponho aqui uma revisão da História da Arte no Paraná e da modernização do Estado. A partir dos anos 1950, o Paraná se encontrava, em relação à política, em um clima otimista, em que se destacava a modernidade e inovação, capaz de ‘libertar o Paraná do provinciano’ (CAMARGO, 2002. p.3 - 4). Entretanto, no campo das artes plásticas, predominava um caráter fortemente conservador, no qual o artista Alfredo Andersen era o grande mestre da pintura.
A Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) transmitia a prática artística de caráter figurativo acadêmico, assim como conteúdos da história da arte anteriores ao abstracionismo, o que demonstra que os artistas formados naquela época não tinham contato com os novos movimentos artísticos (CALDERARI, 2005). No entanto, fora da escola, os novos artistas curitibanos puderam ver de perto as atualidades do campo artístico em 1951, com a primeira Bienal de São Paulo, onde tiveram contato direto com obras do Cubismo, Abstracionismo e Expressionismo Abstrato. Nesta conjuntura de modernização econômica, social e política, começava-se a delinear como caminho possível a ruptura com o conservadorismo cultural e a aceitação de uma produção artística e intelectual moderna. A história da arte paranaense, naquele momento, foi marcada pelo antagonismo entre “antigos” e “modernos” (FREITAS, 2003. p.103), e aí entra a querida Cocaco.
O final da década de 1950 marca o fortalecimento da arte moderna, que por sua vez está relacionado com o aparecimento das primeiras galerias de arte na capital: de um lado, a El Greco, como oficialmente a primeira tentativa de estabelecer um comércio de arte em Curitiba, tendo pouca duração, foi iniciativa de três artistas: Loio Pérsio, Günther Schierz e Guido Viaro; de outro, a Galeria Cocaco (CAMARGO, 2002. p.10). Porém a Cocaco não começou como galeria, e sim como uma pequena fabriqueta de molduras que também expunha quadros para possível venda. O local foi aberto em 1955 por Ennio Marques Ferreira e Alberto Nunes de Mattos, chamado primeiramente de ‘Marques Nunes Decorações Ltda.’ e localizado na Rua Ébano Pereira, 52 (ARAÚJO, 1980. p.43 - 46).
Em uma entrevista FERREIRA (2003 p.217) diz: “Começamos a trabalhar ali e aos poucos aquilo já se tornou um ponto de encontro de artistas, jornalistas e intelectuais. Já parecia que estava se preparando para receber a ‘Galeria’ Cocaco. Foi o resultado do que nós fizemos nestas duas salas. A sala da frente tinha um balcão para receber os clientes, e alguma coisa na outra sala com exposição de obras e de molduras, etc.”. Posteriormente, com a exposição de Loio-Pérsio em 7 de novembro de 1957, foi inaugurada oficialmente a ‘Galeria Cocaco de Arte Ltda’, substituindo Alberto Nunes por Manoel Furtado como sócio, sendo a primeira galeria de arte de Curitiba que representava a arte moderna, em particular a corrente abstrata (ARAÚJO, 1980. p.43 - 46).
Ennio Marques Ferreira quardando molduras na Galeria Cocaco. ARAÚJO, Adalice Maria. Dicionário das artes plásticas no Paraná. Curitiba, 2006. p.650.
Neste período, os artistas abertos a linguagens plásticas “atualizadas” como Fernando Velloso, Loio-Pérsio, Nilo Pevidi, Paulo Gnecco, Violeta Franco, Alcy Xavier promoviam encontros para discussão de novas formas de expressão da arte, entrando na história da arte como “Movimento de Renovação das Artes Plásticas no Paraná” (COSTA, 2015. p.30). A partir dessas reuniões, alguns jovens artistas e intelectuais unidos idealizaram os meios de conquistar o espaço de exposição mais importante de Curitiba: o Salão Paranaense de Belas Artes. Assim, o Salão serviria para exposição das obras, e a Cocaco para o comércio das mesmas (GASSEN, 2011). Em termos de galeria de arte, destinada exclusivamente ao comércio específico de quadros, desenhos e esculturas, foi a primeira a efetivamente se instalar em Curitiba e por isto, em seus dois primeiros anos nunca apresentou saldo positivo para seus jovens e esforçados proprietários, mesmo sempre estando lotada (MILLARCH, 1979. p.1).
Catálogo exposição coletiva 'Cocaco 20 anos depois...' , Curitiba, maio de 1979.
Em 1959 a galeria foi comprada por Pedro Kuratcz que por sua vez, deixou nas mãos de sua filha de 20 anos, Eugenia Kuratcz Petrius, musicista da Escola de Música e Belas Artes. A nova direção: mulher, de origem Europeia e estudante de música; causou estranheza para os frequentadores da galeria. Parecia que a Cocaco cairia na caretice, mas não foi o que aconteceu. Eugênia transformou a galeria no seu primeiro e único emprego. Mesmo com tamanha dedicação e pouco retorno financeiro, obteve êxito na administração do local e não tardou em receber o apelido de ‘Eugênia da Cocaco’, colocando Curitiba no mapa da modernidade ao conecta-la com os circuitos das artes visuais a nível nacional. Sobre ela, foi dito por Laurentino Gomes:
“Como uma pianista inquieta, dona de uma sala de exposições minúscula, tirou o cheiro de naftalina da cultura paranaense”
Eugenia procurou equilibrar o lado artístico, com a venda de objetivos talvez não tão artísticos, mas que possibilitaram a sobrevivência do galeria (FERNANDES, 2017). E ainda sobre as exposições regulares de arte na galeria, mencionamos aqui a primeira exposição individual, organizada a partir da obra da artista Ida Hanneman de Campos, em 14 de Novembro de 1959.
Durante seus anos de ouro, a galeria contou com o apoio de amigos próximos, como do artista Poty Lazzarotto (FERNANDES, 2017), e diversas exposições de importância para a história da arte como a primeira individual de Álvaro Borges, apresentando composições abstratas com utilização de finos grafismos em nanquim, em 1963; e a última exposição do mestre Guido Viaro, em 1971 - ele morreria logo depois da mostra, a cuja abertura ameaçou não ir. A Cocaco mudou o endereço de sua sede diversas vezes: na Praça Osório, depois na Ermelino de Leão, rua Voluntários da Pátria até finalmente se estabilizar na Rua Comendador Araújo, 711 (VAZ, 2004. p.229) e alí permaneceu até 1993, quando fechou suas portas.
Cartões de visita da galeria Cocaco. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Eugênia Kuractz Petriu, diretora da Galeria Cocaco. Catálogo de exposição coletiva 'Cocaco 20 anos depois...'. Curitiba, maio de 1979.
No Brasil e no mundo, em fins do século XIX e começo do século XX, havia uma presença muito restrita de mulheres no campo das artes e das ciências. Elas ficavam à margem do contexto de produção artística e dos discursos da história da arte. (SIMIONI, 2008). A realidade de inserção das mulheres na profissão de artista no Paraná não foi muito diferente do que acontecia no âmbito nacional, pois vivenciaram um processo de marginalidade da história, de exclusão do processo criativo, de não reconhecimento de sua arte e de suas histórias. Pouquíssimas eram as que alcançavam inserção e destaque no mercado das artes, muito menos na profissão de galeristas. (PRIORI, 2017. p.8). Nesse contexto, trazmos Eugênia Kuratcz Petriu à tona.
“Escrever foi difícil. Pintar, esculpir, compor música, criar arte foi ainda mais difícil. Isso por questões de princípio: a imagem e a música são formas de criação do mundo. Principalmente a música, linguagem dos deuses. As mulheres eram impróprias para isso. Como poderiam participar dessa colocação em forma, dessa orquestração do universo?” (PERROT, 2008. p.101)
Apesar de tudo isso, Eugênia sempre soube que seu caminho seria as artes. Foi musicista e estudou no Instituto de Música Raul Mensig e era estudante da Escola de Música e Belas Artes quando, aos 20 anos, recebeu de presente um pequeno estabelecimento de nome estranho com apenas dois cômodos. Àquela altura de 1959, moças bem nascidas costumavam ser mimadas com anéis de brilhante, vestidos, ou no caso de Eugênia, um piano Essenfelder cairia muito bem. Por isso a estranheza quando seu pai, o ucraniano Pedro Kuratcz – dono de uma fábrica de móveis – entregou em suas mãos a Galeria Cocaco (FERNANDES, 2017).
Eugênia Kuractz Petriu, diretora da Galeria Cocaco. Fotógrafo: José Carlos Fernandes. Julho de 2018.
Imersa naquele novo mundo, Eugênia foi seduzida por aquele grupo de pintores, gravadores, escultores e críticos cuja espontaneidade contrastava com a turma da música erudita de sua época. Recíproca verdadeira. Os artistas da época se renderam a ela, que preparava cada exposição com mesuras e total respeito pela poética de cada artista (FERNANDES, 2017). Foi o caso, por exemplo, de sua relação com o artista Fernando Velloso. A descrição que o pintor faz do clima da galeria só tem uma rival à altura - a própria Eugênia. Mesmo que "Eugênia da Cocaco" não fosse uma unanimidade, difícil quem não reconheça que graças à eletricidade dessa mulher a capital curitibana se conectou com os circuitos de artes visuais,
“O Minúsculo estabelecimento fez mais pela cultura paranaense do que qualquer elefante branco do poder. Não duvidem. Eugênia é uma festa.”
(FERNANDES, mar. 2018)
Tinha sempre a seu lado, sobretudo, poetas como ela, membros do fidelíssimo círculo das discípulas de Helena Kolody, as “Helenas”. Fazia parte do círculo íntimo de alunas, com licença para visitar sem hora marcada o apartamento da professora, com quem partilhava as raízes ucranianas. São exemplos de convivas com livre passaporte a própria Adélia Woellner, a literata Rosa de Oliveira e a cineasta Josina Melo (FERNANDES, set. 2018. p.13). Eugênia também era amiga íntima de Potty Lazzarotto, com direito a troca de cartas constantes para contar todas as peripécias que aprontava na Cocaco com seu esposo Demétrio. Além de ser a maior fã e defensora da arte de Miguel Bakun – um incompreendido em seu tempo, apesar de ser um dos nomes mais originais da arte moderna brasileira. Sobre o suicídio que o amigo cometeu aos 53 anos, Eugênia diz “Ao receber a notícia, fechei as portas da Galeria Cocaco” (FERNANDES, jul. 2018)
"Helena Kolody, nossa Mestra e madrinha, eterna saudades" (PETRIU, Eugênia. 2020). Escola Normal-Turma 1954. Foto da Posse na Academia Paranaense de Letras, em 1991. Alunas: Ivony Cardoso, Uzziara Holtz, Marion Kindler, Raquel Mestre, Elinor Moro e Eugênia Petriu.
Com todas as histórias que viveu e os amigos que conquistou ao longo da sua jornada, fica fácil entender porque Eugênia aposentou o piano. Marcou uma geração inteira com seu brilho e carisma natural, jamais poderia escolher outra profissão. Afinal, te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Lília Souza, Eugênia Kuractz Petriu e Adélia Maria Woellner. Fotógrafo: Bruno Stock. Revista Tinteiro. Ano 1, Vol.1, editora UFPR. Curitiba, set. de 2018. p.14.
OGASSAWA & SADE LTDA. Fernando Velloso, 1970. Fotógrafo: Ennio Marques Ferreira.
A Galeria Cocaco, inaugurada com a exposição de Loio-Pérsio em 1957, foi importante, pois foi a primeira galeria que trabalhou em nível profissional com a arte moderna, e além de outras coisas, constituiu o primeiro espaço importante cuja relação com o mercado não estava vinculada ao Estado. (BORGES, Eliana. FRESSATO, Soleni, 2008). A galeria Cocaco, “passou a ser o ponto de reunião de artistas e intelectuais, e se tomou o núcleo do grupo de artistas que iriam reformular os conceitos de arte moderna no Paraná. Lá surgiu já em 1957, o que seria chamado de movimento de Renovação” (CAMARGO, 2002).
Em artigo datado de 19 de setembro de 1959, Guido Viaro afirma:
"A Cocaco nasceu para iniciar os moços e não para glorificar os velhos”
(ARAUJO, 2006)
Os artistas das décadas de 1950 e 1960 sentiram a necessidade de criar um lugar em que se pudesse quebrar o paradigma da pintura clássica e figurativa paranaense, com a iniciação do movimento abstracionista e o abandono de seus mestres. Os principais objetivos da criação da Cocaco foi transformar o meio artístico local a partir do Salão Paranaense. Em um texto de autoria do artista Loio-Pérsio, também o primeiro artista a expor na Cocaco, que foi considerado um manifesto da chamada Geração Cocaco, vemos:
O grupo Cocaco passa a ser constituído pelos artistas plásticos Alcy Xavier, Paul Garfunkel, Fernando Velloso, Paulo Gnecco, Werner Jehring, além dos seus fundadores também artistas Ennio Marques Ferreira e Alberto Nunes que tiveram grande participação na influência da nova geração de artistas paranaenses. (ARAUJO, 2006, p.86)
O mercado da arte representado pelas galerias de arte surge no momento posterior em que as primeiras instituições artísticas em Curitiba começavam a se oficializar: o Salão Paranaense de Belas Artes e a Escola de Música e Belas Artes do Paraná. As estruturas de funcionamento seguiam o modelo acadêmico, sendo ambas instituições oficiais do Estado.
Do ponto de vista dos artistas e críticos de arte, de um lado, há a arte do passado que representa o grupo comercial, modelo ultrapassado que deve ser superado, mas que até a década de 1970 permanece como modelo de ensino; também é reproduzido por várias gerações de artistas em Curitiba, pois já era fruto do modelo que representava a tradição trazida por Alfredo Andersen.
De outro lado, há a arte experimental, modelo aceito que deve ser seguido: o pertencimento a esse grupo implica em regras e condutas próprias, mas que é recompensado pelo poder e prestígio que possui o seu integrante, visto que o grupo é formado por uma minoria superior, reproduzido no campo artístico pelo ensino superior de arte como o modelo de vanguarda (VAZ, 2004).
De acordo com FERREIRA (1986, p. 123), essa percepção do público irá refletir no próprio comércio de arte, pois isso faz com que Curitiba tenha que se contentar com uma posição subalterna em relação a São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife. No que se refere ao desenvolvimento inicial do mercado em Curitiba, FERREIRA (1986, p. 123) menciona a Cocaco, primeira galeria da capital, que trabalhou semi-amadoristicamente cerca de dez anos, sem nenhuma concorrência no mercado. A Cocaco viu surgir outras galerias em meados de 1960 e 1970, mas poucas delas apresentavam um serviço estritamente profissional (VAZ, 2004, pg 119) .
Do grupo que se reunia na Cocaco sai a rebelião contra o 14º Salão Paranaense de Belas Artes. Na foto Ennio Marques Ferreira e Manoel Furtado – fundadores da Cocaco – os dois primeiros à esquerda, em frente à galeria. IV Salão Nacional de Artes Plásticas. Presença das regiões: Paraná, Rio de Janeiro, 1981. Catálogo de exposição, p.42.
CAMARGO (2002) menciona que a Galeria Cocaco aparece como uma das primeiras galerias de arte cuja marca a identifica como vanguarda da arte abstrata no Paraná, permanecendo como a única galeria existente até o início da década de 1960. Na década de 1960, a produção e a subsistência do artista ainda dependiam da validação oficial; as disputas eram sempre unilaterais, pois o foco estava centrado no padrão definido pelo Salão Paranaense, que se justificava, segundo Camargo, pela ausência de um comércio de arte que permitisse aos produtores uma subsistência independente da aceitação oficial. Neste período, continua CAMARGO (2002, p. 104-105), os artistas não dispunham de um público capaz de manter a demanda por diferentes tipos de arte. Assim, o Salão só poderia sobreviver à luta através das atenções do Estado, que era a instituição que dava respaldo para que o artista se estabelecesse profissionalmente (VAZ, 2004).
Pedro Kuratcz, adquire a Galeria e passa a direção à sua filha, Eugênia Kuratcz. A nova proprietária escuta a opinião de jovens artistas e críticos de arte. A Cocaco passa a contar com uma Comissão para a seleção dos novos expositores, renovada a cada três meses, com o objetivo de impedir que prevalecessem sempre os mesmos critérios. Em 1979, para comemorar a aquisição da Cocaco pela família Kuratcz, é lançada a exposição Cocaco 20 anos depois. A exposição contou com a presença de grandes artistas como Poty, Érico da Silva, Fernando Velloso, os irmãos Renato e Domício Pedroso, Antonio Arney, João Osório Brzezinski, Fernando Calderari, Suzana Lobo, Wilson Andrade e Silva, Ida Hanemann de Campos, Helena Wong e Sofia Dyminski (ARAUJO, 2006. p.650).
Em 1989, para a comemoração de 30 anos, a Cocaco - dirigida pela de Eugenia Kuratcz Petrius e pelo seu marido Demétrio Petrius- expõe trabalhos dos mesmos artistas presentes no aniversário de 20 anos, acrescentando trabalhos de outros artistas como Alberto Massuda, Álvaro Borges, Jair Mendes, Mário Rubinski e René Bittencourt. No ano seguinte, em reconhecimento aos valores surgidos nas décadas de 1970 e 1980, a Cocaco lança a exposição coletiva Renovação de Valores 1990 - Arte Contemporânea. (ARAUJO, 2006, p.650).
Catálogo da Exposição 20 anos depois. Acervo da biblioteca da Escola de Belas Artes - EMBAP.
A partir de 1980 a Galeria de Arte Cocaco mantém atelier para cursos orientados por Erico da Silva, Fernando Calderari, Ida Hanemann de Campos, Lina Iara, Eloina Motta e Cristina Mendes. No espaço cultural funciona o Atelier de criação, dirigido a crianças e adolescentes, coordenado por Eugênia K. Petrius. Apesar de seu pioneirismo, a Cocaco encerra seu calendário de exposições, na década de 1990, sendo que sua proprietária conserva o importantíssimo acervo da Galera, bem como seu arquivo, que pretende tornar público com a edição de um texto sobre a Cocaco Galeria de Arte (ARAUJO, 2006. p. 651).
Catálogo da exposição "Cocaco 30 anos", 1989. Fotos por Ventilino Theodorou. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Catálogo da exposição "Renovação de Valores da Galeria Cocaco", 1990. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Folder da exposição "6 pintores do Paraná", galeria Cocaco, 1958. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Folder da mostra coletiva de gravadores nacionais, galeria Cocaco, 1975. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Convite da exposição "Cocaco 30 anos", galeria Cocaco, 1989. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Convite do 1º Grande Leilão Cocaco, 1980. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Convite de inauguração do Ateliê de Criação Cocaco. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Convite para exposição de pinturas de Álvaro Borges, Rene Bittencourt e Wilson Andrade e Silva, 1972. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Convite para exposição "Pinturas Brasileiras", 1970. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Catálogo da exposição de artistas paranaenses, 1963. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Catálogo da exposição coletiva de artistas paranaenses, 1972. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Fotografia na exposição 30 anos depois, 1989. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Eugenia Petriu para Gazeta do Povo, 1980. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Ateliê de criação da Galeria Cocaco, 1991. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Escritório da Galeria Cocaco, Rua Comendador Araújo, 1991. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Sala de exposições da Galeria Cocaco, 1991. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
O Jornal do Estado, 1997. Primeira galeria de artes de Curitiba será reaberta em 1998. Texto por João Graff. Imagem: Reprodução MIS. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Gazeta do Povo, 2001. Memória: Aventura da Cocaco é desafio para pesquisadores, Eugênia Petrius guarda arquivos em casa. No rodapé de uma história. Pequena galeria hoje desativada foi ponto de encontro para vanguardistas de Curitiba. Textos por Adriane Perin, imagens de arquivo. Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
Atuação no campo: Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário
Exposições na Cocaco:
1957: realiza exposição individual;
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses'.
Título: Sem título
Linguagem: Pintura
Materiais: Tinta óleo sobre madeira entalhada
Dimensões: 19,3 x 19 cm
Ano: 1964
Atuação no campo: Pintor, museólogo, crítico de Artes Visuais, gravador
Exposições na Cocaco:
1958: realiza exposição individual;
1958: participa de exposição coletiva '6 Pintores do Paraná';
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1989: participa de exposição coletiva 'Cocaco 30 anos'.
Título: Composição em Castanho
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 80 x 40 cm
Ano: 1961
Atuação no campo: Pintora, desenhista, gravadora, tapeceira e ceramista
Exposições na Cocaco:
1959: realiza sua primeira exposição individual;
1961: participa de exposição coletiva 'Coletiva da galeria Cocaco';
1972: participa de exposição coletiva ‘Artistas Paranaenses';
1979: participa de exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1980: participa do 'I grande leilão Cocaco';
1989: participa de exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’.
Título: O descanso das vaquinhas
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 58 x 68 cm
Ano: 1958
Título: Árvores do bosquedo sanatório Bom Retiro
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 62 x 52 cm
Ano: 1959
Título: Paisagem com flores
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 39 x 48 cm
Ano: 1950
Título: Centro cívico em obras
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 44 x 64 cm
Ano: 1950
Livro de assinaturas da primeira exposição individual de Ida Hennemann de Campos na Galeria Cocaco. CARVALHO, Siamara Kuter de Paula (Org.). Ida Hannemann de Campos: a artista de seu tempo. Brasília, 2018. p.260.
Na ordem: Nelly Almeida, Ida Hannemann, Juril Carnasciali e Ceres de Ferrante. Fotógrafo: Fernando Velloso. Gazeta do Povo, 1989.
Atuação no campo: Pintor, cenógrafo, vitrinista, ourives, cartazista e ilustrador
Exposições na Cocaco:
1963: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1965: realiza exposição individual;
1979: participa de exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1980: participa do 'I grande leilão Cocaco';
1989: participa de exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’.
Título: Sublime Amor
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 130 x 100 cm
Ano: Década de 1960
Atuação no campo: Pintor e professor
Exposições na Cocaco:
1966: realiza sua primeira exposição individual;
1972: participa de a exposição coletiva ‘Artistas Paranaenses';
1973: participa de exposição coletiva ‘Antônio Arney e Fernando Calderari’;
1979: participa de exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1989: participa de exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’.
Título: Para amanhã sem falta
Linguagem: Pintura
Materiais: Metal, papel colado, betume sobre madeira
Dimensões: 106 x 84 cm
Ano: 1966
Atuação no campo: Pintor, ilustrador, caricaturista, desenhista, escultor, gravador, professor e articulista
Exposições na Cocaco:
1958: participa de exposição coletiva '6 Pintores do Paraná';
1971: realiza exposição individual;
1972: suas obras participam da exposição coletiva "Artistas Paranaenses".
1980: suas obras participam do 'I grande leilão Cocaco'
Título: Retrato da esposa
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 49 x 39 cm
Ano: 1937
Atuação no campo: Pintora, desenhista e gravadora
Exposições na Cocaco:
1972: participa de exposição coletiva ‘Artistas Paranaenses'.
Título: Natureza morta, nº5
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 50 x 58 cm
Ano: Sem data
Título: Sem título
Linguagem: Pintura
Materiais: Aquarela
Dimensões: 57,5 x 32,5 cm
Ano: 1987
Título: Natureza morta, nº5
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 50 x 58 cm
Ano: 1968
Atuação no campo: Gravador, desenhista, ilustrador, muralista e professor
Exposições na Cocaco:
1972: participa de exposição coletiva ‘Artistas Paranaenses';
1979: participa de exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1989: participa de exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’.
Título: Índio e pássaro
Linguagem: Desenho
Materiais: Nanquim e guache sobre papel
Dimensões: 24 x 36 cm
Ano: 1971
Atuação no campo: Pintora e desenhista
Exposições na Cocaco:
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1979: realiza exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1989: realiza exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’.
Título: Poluída até certo ponto
Linguagem: Pintura
Materiais: Tinta acrílica sobre madeira recortada
Dimensões: 110 x 100 cm
Ano: 1971
Atuação no campo: Pintora, desenhista e gravadora.
Exposições na Cocaco:
1963: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1979: realiza exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1980: participa do 'I grande leilão Cocaco';
1989: participa de exposição coletiva 'Cocaco 30 anos'.
Título: Figuras
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 99 x 110 cm
Ano: 1967
Atuação no campo: Pintor, desenhista e professor.
Exposições na Cocaco:
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1980: participa do 'I grande leilão Cocaco';
1989: realiza exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’;
1993: realiza exposição individual.
Título: Desenho II
Linguagem: Pintura
Materiais: Guache sobre papel
Dimensões: 39 x 48,3 cm
Ano: 1963
Atuação no campo: Pintor, gravador e professor.
Exposições na Cocaco:
1971: realiza exposição individual;
1963: participa de coletiva 'Artistas Paranaenses';
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1973: participa de exposição coletiva ‘Antônio Arney e Fernando Calderari’;
1979: participa de exposição coletiva ‘Galeria de arte Cocaco 20 anos depois’;
1989: realiza exposição coletiva ‘Cocaco 30 anos’.
Título: Marinha LVII
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 40 x 30 cm
Ano: 1980
Atuação no campo: Pintor e desenhista.
Exposições na Cocaco:
1958: participa de exposição coletiva '6 Pintores do Paraná';
1972: participa de exposição coletiva 'Artistas Paranaenses';
1980: participa do 'I grande leilão Cocaco'.
Título: Sem Título
Linguagem: Pintura
Materiais: Óleo sobre tela
Dimensões: 55,5 x 44,5 cm
Ano: 1950
ARAÚJO, Adalice Maria de. Dicionário das artes plásticas no Paraná. Curitiba: Edição do autor, 2006. Disponível em: <http://academiaparanaensedeletras.com.br/ennio-marques-ferreira-1926/> Acesso em: 07 jun. 2021.
ARAÚJO, Adalice Maria de. Arte no Paraná I. Referência em Planejamento. Curitiba, v. 3, n. 12 de jan./mar. de 1980.
CALDERARI, Fernando. Entrevista. Curitiba, 15 dez. 2005. Uma fita com 44:59 min. BORBA, Lígia. Entrevista. Curitiba, 12/12/2005. Centro de Pesquisa do Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Pasta EMBAP.
CAMARGO, Geraldo Leão Veiga de. Escolhas abstratas – arte e política no Paraná (1950-1962). Dissertação (Mestrado em História Social da Cultura). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2002.
CARVALHO, Siamara Küster de Paula (Org.). Ida Hannemann de Campos: a artista de seu tempo. Brasília: Universidade de Brasília, 260 p. 2018.
COSTA, Fernanda Micoski da. Um museu de arte em Curitiba: considerações sobre a criação do museu de arte contemporânea do Paraná (1970), em meio ao processo de modernização de Curitiba. Revista Ciclos, Florianópolis, V. 2, N. 4, Ano 2, Fev. de 2015.
FERNANDES, José Carlos. Um lugar chamado Cocaco. Gazeta do Povo. 4 Jun. 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/um-lugar-chamado-cocaco-0o3eb33spq5s4mhkiycoc4cdp/> Acesso em: 02 jun. 2021.
FERNANDES, José Carlos. Aquele abraço pro Fernando Velloso. Gazeta do Povo. 18 Mar. 2018. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-carlos-fernandes/aquele-abraco-pro-fernando-velloso/> Acesso em: 06 jun. 2021.
FERNANDES, José Carlos. Miguel Bakun: um doc. post mortem. Reportagem jul. 2018. Disponível em:<https://www.bpp.pr.gov.br/Helena/Noticia/Miguel-Bakun-um-doc-post-mortem#> Acesso em: 16 Ago. 2021.
FERNANDES, José Carlos. A poeta no Plural. As Helenas: Um café com três amigas de Helena Kolody. Revista Tinteiro. Ano 1, Vol.1, editora UFPR. Curitiba, set. de 2018. Disponível em <http://www.editora.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2020/10/TINTEIRO-1-PARA-O-SITE_compressed.pdf> Acesso em: 15 ago. de 2021.
FERREIRA, Ennio Marques. Das estruturas aos artistas. JUSTINO, M. J. Tradição e Contradição. Catálogo de exposição. Curitiba, 1986.
FERREIRA, Ennio Marques. Entrevista para Mestrado de VAZ, Adriana. p.215, p.236. Curitiba, 03 de out. de 2003.
FREITAS, Artur. A consolidação do moderno na história da arte do Paraná. Revista de História Regional, Ponta Grossa, n.8, p. 87 - 124, 2003. Disponível em: <https://www.inesul.edu.br/site/documentos/revista_historia_regional4.pdf> Acesso em: 02 jun. 2021.
GALERIA DE ARTE. Catálogo exposição coletiva 'Cocaco 20 anos depois...'. Curitiba, maio de 1979.
GASSEN, Lilian Hollanda. Mudanças culturais no meio artístico de Curitiba entre as décadas de 1960 e 1990. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. Disponível em: <http://www.poshistoria.ufpr.br/documentos/2007/Lilianhollandagassen.pdf> Acesso em: 02 jun. 2021.
GASSEN, Lilian Hollanda. Dos cavaletes às metalúrgicas: uma análise geracional nos caminhos da arte em Curitiba. Disponível em: <http://www.gruponavis.com.br/liliantexto.htm> Acesso em: 07 jun. 2021. Apresentado no grupo de pesquisa NAVIS em 31 out. 2011.
JUSTINO, Maria José. Passeio pela Pintura Paranaense. Editora da UFPR. Curitiba, 2002.
MILLARCH, Aramis. Cocaco, 20 anos depois. Artigo no jornal Estado do Paraná. S. Tablóide. p.1. Curitiba, 01 jun. 1979. Disponível em: <https://www.millarch.org/artigo/cocaco-20-anos-depois> Acesso em: 02. jun. 2021.
MURÁ, Aroldo. COM CALDERARI, “MEMÓRIAS VIVAS” INICIA DOCUMENTÁRIOS IMPERDÍVEIS NA TV EDUCATIVA. 2019. Disponível em: <http://www.aroldomura.com.br/com-calderari-memorias-vivas-inicia-documentarios-imperdiveis-na-tv-educativa/> Acesso em: 07 jun. 2021.
MUSEU OSCAR NIEMEYER. Programação semanal do MON tem oficina com o artista Mario Rubinski. 2017. Disponível em: <https://museuoscarniemeyer.org.br/noticias/2017/08/31/mon_programacao_semanal> Acesso em: 07 jun. 2021.
MUSEU OSCAR NIEMEYER. Álvaro Borges, Biografia. Paraná. Disponível em: <https://www.tourvirtual360.com.br/mon/biografias.html#alvaro> Acesso em: 07 jun. 2021.
PRIORI, Claudia. Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos). Florianópolis, 2017. Disponível em:<http://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1498530308_ARQUIVO_TrabalhoCompleto-ClaudiaPriori-13MundosdeMulheres_FazendoGenero11.pdf> Acesso em: 14 ago. 2021.
PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo, 2008, p.101.
RUSSO, Débora Maria. As interfaces do patrimônio cultural de Guido Viaro, na Curitiba de 1930 a 1960 e sua atuação na revista Joaquim. PDE. 2008. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2306-6.pdf> Acesso em: 07 jun. 2021.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Acadêmicas brasileiras. São Paulo: Fapesp, 2008, 360p. Disponível em: <http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rpcsoc/article/view/1030/2738> Acesso em: 12 ago. 2021.
TRINDADE, Etelvina M. de Castro; ANDREAZZA, Maria Luiza. Cultura e Educação no Paraná. Coleção História do Paraná. Curitiba, 2001.
VAZ, Adriana. Artistas plásticos e galerias de arte em Curitiba: consagração simbólica e comercial. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2004. Disponível em: <https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/33899/R%20-%20D%20-%20ADRIANA%20VAZ.pdf?sequence=1&isAllowed=y> Acesso em: 02 jun. 2021.
SETOR DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PARANÁ. Dossiê Galeria Cocaco. Convites, fotografias, catálogos, jornais, Pastas 1.13, 2.13, 3.13 e 12.3.
ECOA. Da garaginha à Galeria Coca Cola - ECOA com Fernando Velloso #2. Youtube, 21 de agosto de 2020. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=DEaeY6ibrV4>. Acesso em: 06/09/2021.