Andréia Santos
Thays Beira
Thays Beira
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Andréia Santos nasceu no município de Ortigueira- PR no ano de 1987, atualmente reside em Piraquara - PR, é graduada em Artes Visuais/Bacharelado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), 2014. A artista participou de inúmeras exposições coletivas realizadas em Curitiba, em 2019 realizou sua primeira exposição individual na Boiler Galeria.
"A arte para mim é como se fosse um encontro onde ambos estão dispostos a se abraçarem: pessoa e energia criativa. E enquanto este abraço existir estarei fazendo arte."
Sem Título, tríptico, tinta guache sobre papel, 15x20cm, 2012.
Sem Título, tríptico, tinta guache sobre papel, 15x20cm, 2012.
Sem Título, tríptico, tinta guache sobre papel, 15x20cm, 2012.
"Ver: fenômeno físico em tudo simples, talvez por isso extra ordinário como meio para compreensão do intáctil. Aquilo que vemos existe lá fora e aqui dentro, o olho é uma língua que lambe a superfície volátil das imagens e decifra seus sabores. Daí a arte: fenômeno em tudo humano - o ambíguo casamento da ciência com a alma - que nutre a coragem contra o eterno medo de não saber quem somos. O piso que sustenta as escolhas dos artifícios que criamos, dos lugares que procuramos, ou, o espelho que reflete nossos limites. Daí a pintura: linguagem suprema da visualidade, código palpável, argumento extremado da carne em forma de louvor, tão "real", tão lídimo, quanto o canto de um pássaro."
(Tony Camargo, Fevereiro de 2019)
Sem Titulo, acrílica sobre tecido tricoline e feltro, 30x30, 2019.
"Num quase contra-senso, e não poderia ser diferente, é na agonia dos limites que a obra de artistas como Andréia Santos ilumina o caminho por onde é possível ver o invisível, a eternidade da natureza, o vazio infinito que o todo e o nada contêm. Sem qualquer pretensão, na humildade serva da matéria-prima, Andréia Santos pinta buscando dialogar com os deuses, flertando com a história da arte e da cultura, não a fim de trazer mais provas do transcendente para o mundo, nem de dar cabo à linguagem, cuja sorte é eternamente instável, mas simplesmente desejando encontrar um lugar onde a natureza fulgure a integridade da vida. Caminhando dignamente pelo lado mais difícil, num país onde muitos artistas, reféns de uma desesperança, se prendem às superfícies e não submergem, Andréia Santos quebra o aço das espadas de muitos pretensos e até famosos pintores. Seus trabalhos não apenas são pinturas pela necessidade intrínseca da linguagem, mas vão além, são pinturas por serem arte."
(Tony Camargo, Fevereiro de 2019)
C16 dois de um diptico, colagem papel e tecido sobre papel, 21x20cm 21x20cm, 2016.
"Primeiramente tive interesse pela escrita e pelo desenho artisticamente. Foi na graduação que meus desejos artisticos e minha paixão pela pintura toma forma, talvez o meu interesse por cor tenha me motivado a continuar nesta linha. E a partir dai já não havia dúvidas, não importava a linguagem utilizada a cor seria meu objeto principal de estudo."
C21, colagem papel e tecido sobre papel, 20x20cm, 2016.
Sem título. Acrílica sobre algodão cru, 40cm X 40cm, 2016
Sem título, Massa e tinta acrílica sobre tela, 50 cm X 50 cm, 2017
"Como que rasgadas de uma película que ligeiramente segue o gesto mas desobedece a direção, as formas estruturais da pintura de Andréia Santos rememoram por outro caminho a iconografia das histórias em quadrinhos. O gesto desenhadamente "aprisionado" quando dentro, e "enrolado" quando fora dos recortes, sugere a impermanência e expansão do abstrato. Um desenho que não é feito, mas que cai como um meteoro e se cola ao mundo, que germina de fato, como uma planta jovem que conta por onde irá crescer, simplesmente seguindo o impulso da luz do sol. Mesmo estando consciente do vasto vocabulário que a pintura já nos ofereceu, e aceitando a gnose industrial do nosso contexto como pauta, num imaginário pop hodierno e pulsante, Andréia não foge à responsabilidade do verdadeiro artista, aquele que produz cultura por natureza, sem romance, mas levemente, com espírito, não ignorando o biológico da vida, mas sim elogiando o caminho da formiga, o voo da borboleta, o rastro da lesma, a beleza incontestável das coisas simples. E se pendermos ao pragmático da forma - o que talvez nem caiba na análise de uma pesquisa visual como essa - não faltará em nada coerência, tudo é último e primeiro plano, o retrato e a paisagem ocupam o mesmo lugar, estruturando nossa memória pictórica. Os degradês evidenciam também que os lugares nunca são únicos, que o espaço é incomensurável sempre. O próprio gesto não é sempre desenhado pela mão, mas chove, faz rastro, é um misto de guias e batismos. Quando as formas se encerram num dos cantos do quadro, isso ocorre não para fixar a quadratura, mas para que nosso olho compare os limites onde a pintura pode parar ou não, pois noutros cantos as formas vazam, ou simplesmente são cortadas, criando o caráter dúbio mas íntegro de segmento e remate."
(Tony Camargo, Fevereiro de 2019)
Sem Título, acrílica sobre tecido de algodão cru, 25x25cm, 2017.
Sem título, acrílica sobre tecido (tricoline estampado), 25cmX25cm, 2017.
P.02, acrílica sobre tela, 136x140cm, 2018.
"A velocidade do mundo atual está refletida nas escolhas mediadas com equilíbrio entre o espírito e a razão de uma frieza quase involuntária. Os módulos retangulares de cor chapada não espantam o procedimento oposto do gesto, pelo contrário, definem e estabelecem para tudo o que há no quadro um lugar preciso, sem apoio em qualquer apelo compositivo. Uma pintura que não se compromete e ao mesmo tempo não foge de nenhum eventual compromisso, que é leve e robusta, onde arabescos definem a beleza das cores que se distanciam e ao mesmo tempo conjugam e compartilham de um mesmo sítio, e com isso novamente a arte nos lembra do viver da vida, de que a harmonia de qualquer ambiente ou assunto não depende exclusivamente da peculiaridade das relações sutís, mas sim da integridade natural e orgânica dos atritos e das fusões das versáteis divergências do mundo. Então, apenas como sugestão, devo lembrar o quanto - assim como todo grande trabalho de arte - a obra de Andréia Santos, além de tudo, é meritória e notável social e politicamente, ao situar-nos no hoje, num contexto universal onde as máculas estão às flores das peles de nós todos, seres divergentes mas tão iguais, tão da mesma raça."
(Tony Camargo, Fevereiro de 2019)
Sem Título, resina e tinta acrílica sobre tela, 30x30cm, 2019.
Sem titulo, Acrílica sobre tricoline, 26X26cm, 2019.
Meio cheia ou meio vazia, Acrílica sobre tricoline, 26X26cm, 2019.
"Por essas e outras, esse magnífico e profundo estar sem saber onde, mas estar, coisa que pode gerar extensas e intensas conversas, de minha parte, como espectador, resta apenas agradecer e oferecer com reconhecimento pleno, os aplausos à Andréia Santos, pela coragem e generosidade de sua arte, coisa grande, de fato."
(Tony Camargo, Fevereiro de 2019)
Sem Título, Acrílica sobre tela, 20x20cm, 2019.
Sem Título, acrílica sobre tecido tricoline estampado, 25x25cm, 2019 -2020.
REFERÊNCIAS
ANDRÉIA SANTOS. Andréia Santos, 2024. Página inicial. Disponível em: https://andreiasantos08.webnode.page/ . Acessado em 23 de fev. de 2021.