A formação do leitor literário é um dos grandes mistérios do exercício docente. Não tratamos aqui do leitor proficiente, capaz de localizar informações, hierarquizar tópicos, sintetizar, responder… Mas do leitor afeito à fabulação: leitor de poemas, contos, dramas, romances. Como localizá-lo? Afinal, o leitor de literatura deve ser, concomitantemente, um decifrador de códigos e um criador de sentidos. Ler forma e transforma. É um leitor que aprende quando inventa.
Literatura é, antes de qualquer definição pedagógico-científica, um fazer artístico. Não é conhecimento que se transfira a frio, mas atividade que se apreende em ato: mais que explicação, exige-se implicação. É também gesto. Respiração.
Os professores e as professoras de língua portuguesa e literatura desta escola – em consonância com nossa assessoria – preocupam-se em ofertar possibilidades de leitura criativa, que ultrapassem os limites da sala de aula. Bibliotecas flutuantes, que fomentem a fruição crítica das narrativas, que permeiam nosso imaginário e orientam o impulso de compreensão do que nos cerca. Além de também promover a troca de impressões sensíveis sobre as múltiplas experiências de leitura realizadas por nós.
Convidamos nossa comunidade a conhecer os projetos de formação leitora em nossa escola, cuidadosamente pensados pela equipe de Língua Portuguesa: Leitura nas Férias; Clube do livro; Encontros Literários…
Todo livro é uma asa.
É preciso soprá-la.
Professores de Língua Portuguesa da Unidade Cerro Corá
Na jornada humana, de repente, sem aviso, nos encontramos em um lugar onde nunca estivemos e que nunca estaremos de novo: a adolescência.
A juventude nos convoca a negociar com a nossa cultura, nossas famílias, nossos medos, nossos sonhos, nossas dúvidas e novidades. Enfim, entre nosso desejo de pertencer a uma tradição e o ímpeto nascente de criar algo novo. Sendo assim, os estudantes que fazem Atendimento Individual e em Grupo no Contraturno (AIC e AGC) foram convidados a narrar a própria adolescência e a adolescência dos outros, investigando as formas do adolescer em diferentes culturas, classes sociais, raças e etnias, gêneros e sexualidades. E você? O que tem para nos contar?
Ana Carolina Berti, Maria Galdino, Nara Augusto e Vitor Cozza