Os resultados do Programa Internacional de Avaliação (Pisa), divulgados em setembro de 2026, revelam uma perda em leitura que afeta adolescentes de diversos países. A diminuição da leitura por prazer e a simplificação do vocabulário prejudicam a compreensão de enunciados, a produção de textos, o autoconhecimento e a expressão das próprias emoções.
Nos cursos de “Filosofia” e “Filosofia Política e Antropologia”, da 2ª e 3ª série do Ensino Médio, respectivamente, os estudantes vivenciam aulas criadas para praticar a habilidade de ler produzindo registros manuscritos de sínteses dos textos, de suas próprias opiniões e das discussões que acontecem. Por alguns minutos, uma vez por semana, os jovens se dedicam à leitura profunda, buscando uma experiência do pensamento para além da transmissão de informações.
O teor figurativo de certos textos, como a “alegoria da caverna”, de Platão, e o “discurso sobre a desigualdade”, de Rousseau, ativa a imaginação do leitor. Os alunos e as alunas foram provocados a ilustrá-los como se fossem filmes. Dois diretores de cinema podem criar cenas diferentes a partir do mesmo roteiro, variando os ângulos, movimentos de câmera, cenário e reações emocionais, assim como são diferentes os filmes que passam nas nossas cabeças quando lemos os mesmos textos.
Muitos diretores de cinema ilustram as cenas antes de filmá-las. Esses esboços de filmes são chamados de storyboards. Apresentamos, assim, alguns registros visuais de fantasias que surgem a partir da leitura e da troca de ideias.
José Bento Machado Ferreira