Escrito por: Vitor Martins
Nascida em São Paulo, a pequena Maria Esther Bueno, desde muito cedo, foi incentivada por seu pai a praticar balé como forma de manter-se ativa, contudo - foi através da natação, que teria seu primeiro contato direto com o esporte no fim dos anos 40.
Aos 11 anos, iniciou sua carreira no tênis juvenil no clube do Tietê, entretanto, por haver pouquíssimas mulheres praticantes de tênis no Brasil devido ao forte preconceito da sociedade, Esther passou a treinar com homens diariamente e, consequentemente, faz com que a jovem atleta aprimorasse sua força física e precisão.
Sua ascensão era visível e sua consolidação no cenário mundial era questão de tempo, mas pouco se imaginava que tal glória estava tão próxima
Em 1956, a brasileira passa a conquistar títulos internacionais com certa frequência, porém foi em 1959 (vencendo o torneio de Wimbledon) que a pequena Maria Esther, com 19 anos, tornou-se gigante alcançando o posto de número 1 do mundo e o posto de “queridinha da Inglaterra”.
Além de seu jogo vistoso, potente e de conquistas que atraía público de todo mundo, seu visual em quadra chamava muita atenção.
Diferente das eventuais vestimentas mais largas e longas que eram utilizadas pelas tenistas da época, Maria Esther inovou…
Seu estilo de roupa mais elegante, utilizando mini-saias acima do joelho e shorts por baixo delas em suas partidas, quebrou um paradigma dentro e fora do esporte em uma época mais conservadora, aproximando o mundo da moda com a prática esportiva, tornando-se uma das primeiras atletas a se preocupar com vestimentas mais confortáveis e apropriadas para cada padrão de corpo, revolucionando toda uma geração que estaria por vir nas décadas posteriores.
Apesar de sua carreira extremamente vitoriosa, seu corpo já dava sinais de exaustão antes mesmo dos 30 anos. Entre idas e vindas, aposentou-se oficialmente em 1977.
Até seus últimos dias de vida, Maria Esther recebeu inúmeras homenagens em todo mundo e apesar de poucos brasileiros conhecerem sua magnífica história em relação ao resto do mundo, a “bailarina das quadras” provou ao mundo sua beleza, força e talento contra toda a desconfiança por ser uma mulher brasileira bem-sucedida no esporte.