Escrito por: Vitor Martins
Tratando-se de um esporte coletivo como o futebol, chegar e manter-se no topo da modalidade é uma tarefa difícil visto a regularidade necessária que o grupo de atletas precisa. Contudo, uma equipe paulista de pouca tradição surpreenderia a todos devido sua constância em figurar entre os maiores do futebol brasileiro por certo tempo.
No início dos anos 2000, com uma mescla de um elenco jovem cheio de vigor com famosos veteranos de técnica aprimorada, a equipe do São Caetano chegou a duas finais de Campeonato Brasileiro e se apresentou a América ao chegar à final da Libertadores.
Aos poucos, o clube do grande ABC paulista se credenciou como um dos favoritos nas competições das quais disputava, tornando-se o “segundo time” de grande parte dos torcedores brasileiros. Mas quis o destino que em 2004, justamente no “ano das surpresas” no futebol, a equipe sofreria seu maior impacto que encerraria com seu conto de fadas cada vez mais real.
Válido pela 38ª rodada do Brasileirão, o São Caetano enfrentava o São Paulo em um jogo duro, até que aos 15 minutos, o jogador Serginho (do São Caetano) caiu repentinamente no gramado, esbarrando em Grafite que logo notou que o jogador estava desacordado.
Em questão de segundos, os demais jogadores se aproximaram de Serginho e viram que a situação era extremamente séria, fazendo-os entrar em total desespero chamando a ambulância. Massagem cardíaca e respiração boca a boca foram realizadas ainda no gramado e, naquele momento, a ambulância do estádio estava trancada, o que despertou ainda mais desespero dos jogadores que choravam em campo.
O jogador foi encaminhado ao Hospital São Luís e sua morte, em decorrência de parada cardíaca, foi declarada às 22h45 daquela noite e, consequentemente, a partida foi suspensa.
Em bateria de exames ergométricos realizada naquele ano no InCor (Instituto do Coração), foi visto que Serginho teve uma arritmia de grau leve e dito a ele que era uma alteração típica de coração de atleta, que não iria impedir que o mesmo fosse proibido de jogar.
O mundo futebolístico, que havia perdido Foé e Feher em um ano, perderia mais um atleta da mesma forma e, infelizmente, também não seria o último...