Escrito por: Vitor Martins
Historicamente, a organização do torneio futebolístico mais importante do planeta tinha a alternância entre nações da América e Europa como seus países-sede, mas a partir dos anos 80. a FIFA - aos poucos, rompia a tradição “café com leite” do futebol, passando a discutir uma internacionalização ainda mais abrangente, dando mais espaço e destaque para países do continente africano, asiático e da Oceania em suas competições mais relevantes.
Entre os anos 90 e os primeiros anos da década de 2000, a organização mais poderosa do futebol deu um passo importante nesse aspecto com duas decisões importantes: A definição de Coreia do Sul/Japão como sede-conjunta para a Copa do Mundo de 2002, além da criação do processo rotativo de sedes, que consiste que o mesmo continente não seja sede do torneio de maneira consecutiva.
Em 2001, após uma cúpula entre os dirigentes da FIFA, foi definido que o sistema rotativo entraria em vigor em 2010 e que tal edição seria realizada, pela primeira vez, em solo africano. Tal decisão fez com que fosse definido que para tal eleição, só fossem aceitas candidaturas de países da África.
Após três anos entre idas e vindas de nações que desistiram da candidatura por não se enquadrarem em uma série de exigências da FIFA, a eleição foi realizada em 2004 e teve a Africa do Sul escolhida como sede da Copa de 2010, fazendo o continente africano atingir seu auge histórico no esporte.
Porém, o que poucas pessoas sabem, é que tal momento histórico carrega controversas por trás…
Segundo jornais ingleses e ex-integrantes do Comitê Executivo da entidade, a contagem de votos não teria sido feita adequadamente e que Marrocos teria vencido a eleição por dois votos.
De acordo com investigações feitas por autoridades e jornalistas, teria ocorrido um acerto de “propina” tanto dos sul-africanos quanto dos marroquinos, tendo como consequência a "palavra" que pessoas votariam em um, quando acabaram votando em outro.
A FIFA teve acesso às gravações e jamais abriu qualquer investigação, jogando toda a polêmica de um momento histórico por baixo dos panos, além de deixar claro o tamanho da corrupção dentro da entidade "anti-corrupta".