Escrito por: Vitor Martins
Quando estamos familiarizados a respeito dos atletas nas ligas norte-americanas, logo vem à cabeça suas personalidades, egos inflados, falta de comprometimento de uns e a excessiva busca por vencer de outros. Somado a isso, inclui-se contratos milionários e prestígio dos fãs dentro e fora das quadras.
Dezenas de crianças e jovens sonham em um dia se tornar atleta de alguma das principais competições esportivas e dificilmente deixariam tudo isso para trás, uma vez que chegam lá, para viver no sossego do anonimato.
Mas com Bison Dele foi exatamente o oposto, e desde sempre mostrou-se ser uma pessoa totalmente distinta do estereótipo de atleta egóico. Vindo do basquete universitário, Bison deixava claro uma maior importância no ambiente e das pessoas que compunham a franquia do que do próprio jogo e carreira em si.
Com uma infância difícil e por ser uma pessoa muito introvertida, Bison dedicava seu tempo para estudar e era descrito como um pessoa extremamente inteligente e sábia.
Mesmo com sua idade e talento estando ao seu favor, Bison demonstrava um interesse menor no basquete do que os atletas que compunham sua equipe - e sua personalidade cativante e singular contribuía para isso.
Enquanto os demais jogadores e superastros da NBA aproveitavam os dias de folga com festas regadas a álcool e mulheres, o atleta prezava pela tranquilidade, imerso a livros, desfrutando músicas clássicas e jazz, além de ser um amante de poesias, fissurado pela prática de continuar estudando e apaixonado pela primeira/única mulher de sua vida.
Nem mesmo quando se juntou a histórica equipe do Chicago Bulls que incluía Michael Jordan, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Steve Kerr e Tony Kukoc, em 1997, para se tornar campeão da NBA no mesmo ano foi o suficiente para Bison ter um interesse maior pelo jogo.
Em 1999, aos 30 anos, anunciou sua aposentadoria, abrindo mão de pouco mais de 25 milhões que receberia em seu contrato, fazendo as coisas que gostaria e ao lado da mulher que amava, coisa que a rotina caótica da NBA não o possibilitava fazer - e em 2002, ao lado de sua namorada, embarcou em seu barco batizado de “Hakuna Matata” para uma expedição ao redor do Oceano Pacifico, o que o ex-atleta não esperava era a repentina aparição de seu irmão, Miles Dabord, que tambem embarcou com a justificativa que gostaria de reatar relações com o irmão, visto que ambos estavam afastados.
A partir de 7 de julho de 2002, não houve mais qualquer contato com o barco de Bison Dele. Porém, dias após o desaparecimento, Miles Dabord foi interrogado pela policia por estar com o passaporte do irmão, além de falar sobre o que teria acontecido, pois o mesmo era o unico que se tinha notícias dentre os que estavam a bordo.
Após meses, o barco foi encontrado pela policia com sinais de alteração na cena do crime, pois não havia vestígios de sangue. Miles Dabord acabou sendo considerado fugitivo da policia e, devido a enorme pressão, acabou suicidando-se no México devido uma overdose.
Até hoje não se sabe ao certo o que ocorreu a bordo, mas tudo indica que Miles matou seu irmão, cunhada e o capitão, mas as reais respostas, talvez, nunca sejam respondidas.