Escrito por: Vitor Martins
Apesar do fim da Guerra Cívil Americana em 1865, os direitos da população negra permaneceram inferiorizadas perante aos mesmos direitos destinados aos brancos dentro das lesgislações estaduais de cada estado, dando ainda mais força a segregação racial no país.
Diante disso, na metade so século XX, líderes ativistas como Rosa Parks, Bayard Rustin e Martin Luther King lideraram uma série de movimentos a favor dos direitos civis da população afro-americana na busca do fim da discriminação institucional e do fortalecimento da equidade.
No esporte, mais especificamente na NBA, as coisas não eram diferentes.
Em uma liga predominantemente dominada por brancos, a NBA (National Basketball Association) teve seu primeiro atleta negro em 1950, com Earl Llloyd e seu primeiro atleta negro draftado de um time universitário para a liga: Chuck Cooper (este ultimo sendo escolhido pelo Boston Celtics)
Em 1956, a mesma equipe de Boston trazia para sua equipe o primeiro atleta afro-americano com status de superastro da liga: o então jovem Bill Russell.
Apesar de ser um atleta com números e marcas impressionantes, sendo campeão em 11 de suas 13 temporadas em Boston, os torcedores do time da cidade boicotavam seus próprios atletas por motivos raciais.
O Celtics vivia o maior momento e dinastia de sua história, porém, com as arquibancadas cada vez mais vazias, com as ruas um verdadeiro caos com protestos, violências e vandalismos. A cidade não aceitava atletas negros em sua equipe.
Visto isso, em 26 de dezembro de 1964, o lendário Red Auerbach (ex-técnico e presidente do Boston Celtics), responsável por 16 dos 17 títulos da franquia mais vitoriosa da NBA, resolveu comprar a briga e dar um passo ainda maior no combate racial da liga e da própria cidade, quebrando o chamado "acordo de cavalheiros" que funcionava como um termo racista para sempre ter, pelo menos, um jogador branco na quadra em todos os momentos.
Com isso, entrava em quadra pela equipe de Boston, o primeiro quinteto titular apenas formado por negros na história da NBA.
Posteriormente, a liga foi se tornando um forte expoente no que refere-se à ativismo social, pregando por justiça nas causas igualitárias, muito graças aos atletas celtas que lutaram para que isso fosse possível.