Escrito por: Vitor Martins
Nascido no subúrbio de Maryland, Len Bias cresceu em um lar extremamente humilde e pobre da cidade.
Como consequência de sua condição de vida, sonhava em ser uma pessoa bem sucedida no futuro para que pudesse deixar suas dificuldades apenas no passado. Sendo um cidadão afro-americano, tal simbologia em “vencer na vida no maior país, economicamente falando, do mundo” se tornava ainda mais necessária para ele.
E seria através do esporte que encontraria seu maior talento para alcançar suas maiores realizações profissionais e pessoais.
No fim dos anos 70 e início dos anos 80, já mostrava - ainda no ensino médio - um estilo de jogo totalmente diferente do habitual nas grandes ligas norte-americanas para a época. Seu estilo explosivo, voraz, extremamente atlético e preciso, aliado a sua técnica, credenciou-o como um dos maiores talentos no basquete em anos.
Seu espírito competitivo e dominante, em ambos os lados da quadra, o levou a uma bolsa de estudos para jogar na Universidade de Maryland. Era a chance de Bias mostrar que seu talento não se limitava apenas a expectativas. E o atleta, inacreditavelmente, conseguiu superar ainda mais aquilo que já se esperava dele, sendo colocado em comparação com Michael Jordan como os grandes nomes de uma futura geração.
Em 1986, declarou elegível para o draft da NBA, realizando seu sonho de jogar na liga de basquete mais importante do mundo, sendo escolhido pelos atuais campeões (Boston Celtics) que, naquele momento, começava a organizar uma reestruturação em seu elenco, até então, envelhecido.
Bias tornava-se a esperança de uma continuidade vitoriosa da equipe, porém, isso se tornaria um pesadelo menos de 48 horas mais tarde.
De volta para sua cidade natal, Bias resolveu fazer uma festa com amigos em comemoração a sua chegada à NBA. Em certo ponto, Bias consumiu altas doses de cocaína e teve uma overdose na mesma noite.
A ambulância chegou ao local em menos de 10 minutos, contudo, não foi o suficiente para salvar a vida do atleta de 22 anos, colocando um ponto final em um futuro brilhante e três pontos intermináveis no imaginário daqueles que pensam como tudo poderia ter sido diferente, o eterno “e se…”