Escrito por: Vitor Martins
Através da grande influência de seu pai, o ex-piloto Emilio de Villota, Maria sempre se viu ligada à prática automobilística. Apesar destes fatores, Maria de Villota começou a carreira profissional nas pistas de maneira tardia aos 16 anos através do kart, onde conheceu seu adversário mais duro ao longo de sua carreira: o preconceito por ser uma mulher dentro de um esporte tradicionalmente masculino.
Tal paixão e esforços foram recompensados ao disputar a extinta Formula Superleague, representando a equipe do Atlético de Madrid. Era a grande chance da sua vida, e a mesma abraçou.
Em 2011, parte de seu sonho tornou-se realidade ao ser chamada pela antiga equipe da F1 (Lotus) para testar um carro-modelo usado na temporada de 2009. Tais testes renderam tantos elogios que, no ano seguinte, Maria tornou-se piloto de testes oficiais da equipe Marussia, também da F1.
Porém, o sonho se tornaria um grande pesadelo ainda naquele ano de 2012. Durante uma sessão de testes no Aeroporto de Duxford, na Inglaterra, em julho. O carro de Villota começou a acelerar repentinamente em direção à traseira de um caminhão que estava com uma rampa erguida na altura da cabeça da espanhola. Como forma instintiva de reação, a piloto virou a cabeça para a esquerda, o que deixou o lado direito de seu rosto completamente vulnerável.
Após meses de internação lutando por sua vida, Villota perdeu sua visão do olho direito somado a alguns danos permanentes em seu crânio. Após o anúncio de sua aposentadoria, Villota se tornou uma figura ativista, lutando por mais visibilidade feminina dentro de seu esporte.
Porém, a corrida mais importante de sua vida encerraria em 2013, aos 33 anos. A piloto foi encontrada morta em um quarto de hotel em Sevilla (onde iria realizar uma palestra), 15 meses após o acidente. A causa da morte foi confirmada pelas autoridades como causas naturais.
Sua vida chegava ao fim, mas sua insistência por mais seguranças na categoria mais alta do automobilismo e sua luta por mais espaço feminino permanecem vivos até hoje, provando que havia conquistado a vitória mais significativa que poderia ter: a luta a favor de sua própria coragem.