As Ciências Humanas, no Ensino Fundamental/Anos Finais (apresentam-se por meio de dois componentes curriculares, Geografia e História), constituem-se como espaço de debate, reflexão, compreensão e de valorização da diversidade humana, em suas múltiplas identidades. Sua contribuição para o percurso formativo dos estudantes ocorre por meio do relacionamento e da articulação das vivências cotidianas aos aspectos político, sociais, cultural e econômico, promovendo o desenvolvimento das identidades e contribuindo para a valorização da diversidade humana e cultural.
Desse modo, a área desenvolve competências e habilidades capazes de lidar com a sociedade no que tange à consciência cívica, social (espaço social) e ambiental, trabalhando na dimensão da construção humana através das gerações; na compreensão do espaço ocupado pelo homem, suas construções e intervenções; na constituição das individualidades (consciência de si) e respeito às coletividades (consciência do outro).
Nessa perspectiva, o RCM/Poções apresenta como proposta para as Ciências Humanas a necessidade de estimular uma formação ética, elemento fundamental para a formação das novas gerações, auxiliando os estudantes a construírem um sentido de responsabilidade para valorizar: os direitos humanos, o respeito ao ambiente e à própria coletividade, o fortalecimento de valores sociais, tais como a solidariedade, a participação voltada para o bem comum e, sobretudo, a preocupação com as desigualdades sociais. E ainda, cultivar a formação de estudantes intelectualmente autônomos, com capacidade de articular categorias de pensamento histórico e geográfico em face de seu próprio tempo, percebendo as experiências humanas e refletindo sobre elas, com base na diversidade de pontos de vista.
Propõem também a interseção entre os saberes de forma inter e transdisciplinar afim de possa ser estabelecido a relação entre o espaço e o tempo histórico, rompendo com o dogma de que a Geografia estuda exclusivamente o espaço e a sociedade do tempo no presente, e a História, exclusivamente o tempo no passado. Assim, espaço e tempo, serão entendidos dentro do seu contexto de articulação entre as partes e a totalidade, num processo de compreensão em que o tempo se materializa no espaço para se transformar em produto social.
Em suma, a área de Ciências Humanas, dentro do ensino Fundamental/Anos Finais deve propiciar aos alunos a capacidade de interpretar o mundo, de compreender processos e fenômenos sociais, políticos e culturais e de atuar de forma ética, responsável e autônoma diante de fenômenos sociais e naturais.
O Referencial Curricular do Município de Poções – RCM (sob as orientações do DCRB e a BNCC) apresenta seus direcionadores como proposta para a Educação Geográfica nos desdobramentos das quatros séries do ensino Fundamental/Anos Finais:
⦁ O COMPONENTE CURRICULAR DA GEOGRAFIA representa para a formação do educando do ensino Fundamental/Anos Finais uma oportunidade para que estes possam compreender o mundo em que se vivem, na medida em que aborda as ações humanas construídas nas distintas sociedades existentes nas diversas regiões do planeta.
⦁ Ao mesmo tempo, a EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA contribui para a compreensão do conceito de identidade, expresso de diferentes formas: na compreensão perceptiva da paisagem, que ganha significado à medida que, ao observá-la, nota-se a vivência dos indivíduos e da coletividade; nas relações com os lugares vividos; nos costumes que resgatam a nossa memória social; na identidade cultural; e na consciência de que somos sujeitos da história, distintos uns dos outros e, por isso, convictos das nossas diferenças.
⦁ Nessa FASE FINAL DO ENSINO FUNDAMENTAL (6º ao 9° ano) pretende-se garantir a continuidade e a progressão em níveis crescentes de complexidade da compreensão conceitual a respeito da produção do espaço. Para tanto, é preciso que os alunos ampliem seus conhecimentos sobre o uso do espaço em diferentes situações geográficas regidas por normas e leis historicamente instituídas, compreendendo a transformação do espaço em ‘território usado’ – espaço da ação concreta e das relações desiguais de poder, considerando também o espaço virtual proporcionado pela rede mundial de computadores e das geotecnologias. Desenvolvendo a análise em diferentes escalas, espera-se que os estudantes demonstrem capacidade não apenas de visualização, mas que relacionem e entendam espacialmente os fatos e fenômenos, os objetos técnicos e o ordenamento do território usado (BNCC, 2017).
⦁ A GEOGRAFIA CONTEMPORÂNEA, comprometer-se com a formação integral do educando, em suas dimensões física, cognitiva, afetiva, simbólica, ética, moral e social, visando a promoção e compreensão do mundo no qual o aluno se insere. Ela se materializa na construção dos conhecimentos que este componente curricular possui na capacidade de abordar, discutir e intervir nas demandas da complexidade-mundo e nas intervenções sociedade-natureza, fornecendo os estímulos e os questionamento de como ocorrem a apropriação e transformação dos arranjos para a construção dos espaços geográficos, no âmbito local, regional, nacional ou global. Assim, o educando estará em constante processo de formação evolutiva, baseada em pensamento crítico, reflexivo e participativo.
⦁ No 6º ANO:
⦁ Propõe-se a retomada da IDENTIDADE SOCIOCULTURAL, do reconhecimento dos lugares de vivência e da necessidade do estudo sobre os diferentes e desiguais usos do espaço, para uma tomada de consciência sobre a escala da interferência humana no planeta. Aborda-se também o desenvolvimento de conceitos estruturantes do meio físico natural, destacadamente, as relações entre os fenômenos no decorrer dos tempos da natureza e as profundas alterações ocorridas no tempo social. Ambas são responsáveis pelas significativas transformações do meio e pela produção do espaço geográfico, fruto da ação humana sobre o planeta e sobre seus elementos reguladores. Trata-se, portanto, de (a) compreender o conceito de natureza; (b) as disputas por recursos e territórios que expressam conflitos entre os modos de vida das sociedades originárias e/ou tradicionais; (c) e o avanço do capital, todos retratados na paisagem local e representados em diferentes linguagens, entre elas o mapa temático. O entendimento dos conceitos de paisagem e transformação é necessário para que os alunos compreendam o processo de evolução dos seres humanos e das diversas formas de ocupação espacial em diferentes épocas. Nesse sentido, espera-se que eles compreendam o papel de diferentes povos e civilizações na produção do espaço e na transformação da interação sociedade/natureza (BNCC, 2017).
⦁ No 7º ANO:
⦁ Os objetos de conhecimento abordados partem da FORMAÇÃO TERRITORIAL DO BRASIL, sua dinâmica sociocultural, econômica e política. Objetiva-se o aprofundamento e a compreensão dos conceitos de Estado-nação e formação territorial, e também dos que envolvem a dinâmica físico-natural, sempre articulados às ações humanas no uso do território. Espera-se que os alunos compreendam e relacionem as possíveis conexões existentes entre os componentes físico-naturais e as múltiplas escalas de análise, como também entendam o processo socioespacial da formação territorial do Brasil e analisem as transformações no federalismo brasileiro e os usos desiguais do território. Nesse contexto, as discussões relativas à formação territorial contribuem para a aprendizagem a respeito da formação da América Latina, em especial da América portuguesa, que são apresentadas no contexto do estudo da geografia brasileira. Ressalta-se que o conceito de região faz parte das situações geográficas que necessitam ser desenvolvidas para o entendimento da formação territorial brasileira (BNCC, 2017).
⦁ No 8º ANO:
⦁ Como objeto de conhecimento para os dois últimos anos do Ensino Fundamental (8º e 9°), O ENSINO DE GEOGRAFIA SE CONCENTRA NO ESPAÇO MUNDIAL. Para isso, parte da compreensão de que, na realidade atual, a divisão internacional do trabalho e a distribuição da riqueza tornaram-se muito mais fluídas e complexas do ponto de vista das interações espaciais e das redes de interdependência em diferentes escalas. Por esse motivo, no estudo dos países de diferentes continentes (América, Europa, Ásia, África e Oceania), são tematizadas as dimensões da política, da cultura e da economia. Nessa direção, o 8º ano, pretende-se, com as possíveis análises, que os estudantes possam compreender a formação dos Estados Nacionais e as implicações na ocupação e nos usos do território americano e africano (BNCC, 2017).
⦁ No 9º ANO:
⦁ É dada atenção para a CONSTITUIÇÃO DA NOVA (DES)ORDEM MUNDIAL E A EMERGÊNCIA DA GLOBALIZAÇÃO/MUNDIALIZAÇÃO, assim como suas consequências. Por conta do estudo do papel da Europa na dinâmica econômica e política, é necessário abordar a visão de mundo do ponto de vista do Ocidente (especialmente dos países europeus, desde a expansão marítima e comercial, consolidando o Sistema Colonial em diferentes regiões do mundo). É igualmente importante abordar outros pontos de vista (seja o dos países asiáticos na sua relação com o Ocidente, seja o dos colonizados, com destaque para o papel econômico e cultural da China, do Japão, da Índia e do Oriente Médio). Entender a dimensão sociocultural e geopolítica da Eurásia na formação e constituição do Estado Moderno e nas disputas territoriais possibilita uma aprendizagem com ênfase no processo geo-histórico, ampliando e aprofundando as análises geopolíticas, por meio das situações geográficas que contextualizam os temas da geografia regional (BNCC, 2017).
Estudar GEOGRAFIA é uma oportunidade para compreender o mundo em que se vive, na medida em que esse componente curricular aborda as ações humanas construídas nas distintas sociedades existentes nas diversas regiões do planeta. Ao mesmo tempo, a EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA contribui para a formação do conceito de identidade, expresso de diferentes formas: (a) na compreensão perceptiva da paisagem, que ganha significado à medida que, ao observá-la, nota-se a vivência dos indivíduos e da coletividade; (b) nas relações com os lugares vividos; (c) nos costumes que resgatam a nossa memória social; (d) na identidade cultural; (e) e na consciência de que somos sujeitos da história, distintos uns dos outros e, por isso, convictos das nossas diferenças.
Para fazer a leitura do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, os alunos precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO. O pensamento espacial está associado ao desenvolvimento intelectual que integra conhecimentos não somente da Geografia, mas também de outras áreas (como a História, Matemática, Ciência, Arte e Literatura). Essa interação visa à resolução de problemas que envolvem mudanças de escala, orientação e direção de objetos localizados na superfície terrestre, efeitos de distância, relações hierárquicas, tendências à centralização e à dispersão, efeitos da proximidade e vizinhança etc.
O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO, uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios para compreender aspectos fundamentais da realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial, as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.
Essa é a grande contribuição da Geografia aos alunos da Educação Básica: desenvolver o pensamento espacial, estimulando o raciocínio geográfico para representar e interpretar o mundo em permanente transformação e relacionando componentes da SOCIEDADE E DA NATUREZA.
Para tanto, é necessário assegurar a apropriação de conceitos para o domínio do conhecimento fatual (com destaque para os acontecimentos que podem ser observados e localizados no tempo e no espaço) e para o exercício da cidadania.
Ao utilizar corretamente os conceitos geográficos, mobilizando o pensamento espacial e aplicando procedimentos de pesquisa e análise das informações geográficas, os alunos podem reconhecer: (1) a desigualdade dos usos dos recursos naturais pela população mundial; (2) o impacto da distribuição territorial em disputas geopolíticas; (3) e a desigualdade socioeconômica da população mundial em diferentes contextos urbanos e rurais.
Desse modo, a aprendizagem da Geografia favorece o reconhecimento da diversidade étnico-racial e das diferenças dos grupos sociais, com base em princípios éticos (respeito à diversidade e combate ao preconceito e à violência de qualquer natureza). Ela também estimula a capacidade de empregar o raciocínio geográfico para pensar e resolver problemas gerados na vida cotidiana, condição fundamental para o desenvolvimento das competências gerais previstas na BNCC.
Nessa direção, a BNCC (reafirmado no RCM/Poções) está organizada com base os principais conceitos da Geografia contemporânea, diferenciados por níveis de complexidade. Embora o espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os alunos dominem outros conceitos mais operacionais e que expressam aspectos diferentes do ESPAÇO GEOGRÁFICO: território, lugar, região, natureza e paisagem.
O conceito de ESPAÇO é inseparável do conceito de TEMPO e ambos precisam ser pensados articuladamente como um processo. Assim como para a História, o tempo é para a Geografia uma construção social, que se associa à memória e às identidades sociais dos sujeitos. Do mesmo modo, os tempos da natureza não podem ser ignorados, pois marcam a memória da Terra e as transformações naturais que explicam as atuais condições do meio físico natural.
Assim, pensar a temporalidade das ações humanas e das sociedades por meio da relação tempo-espaço representa um importante e desafiador processo na aprendizagem de Geografia.
Para isso, é preciso SUPERAR A APRENDIZAGEM COM BASE APENAS NA DESCRIÇÃO DE INFORMAÇÕES e fatos do dia a dia, cujo significado restringe-se apenas ao contexto imediato da vida dos sujeitos. A ultrapassagem dessa condição meramente descritiva exige o domínio de conceitos e generalizações. Estes permitem novas formas de ver o mundo e de compreender, de maneira ampla e crítica, as múltiplas relações que conformam a realidade, de acordo com o aprendizado do conhecimento da ciência geográfica.
Para garantir o desenvolvimento das competências específicas das Ciências Humanas (Geografia & História), cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes Objetos de Conhecimento – que na BNCC/DCRB/RCM são entendidos como conteúdos, conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em Unidades Temáticas (UT’s).
As UT’s são os blocos que definem um arranjo dos objetos de conhecimento ao longo do Ensino Fundamental adequado às especificidades dos diferentes componentes curriculares. Para cada unidade temática, a organização dos assuntos a serem trabalhados em cada ano de escolaridade (6º, 7º, 8º e 9º anos), vão servir de referência para a construção dos currículos e planejamentos de ensino, que devem ser complementados e/ou redimensionados conforme as especificidades dos contextos locais.
Essas UT’s estão estruturadas em um conjunto de habilidades cuja complexidade cresce progressivamente ao longo dos anos. Essas habilidades mobilizam conhecimentos conceituais, linguagens e alguns dos principais processos, práticas e procedimentos de construções dos saberes envolvidos na dinâmica dos conhecimentos das Ciência Humanas.
Em relação à Geografia e a História Escolar, dentro da proposta pedagógica da BNCC (RCM), devem ser enfatizadas as articulações das competências e habilidades de ambos os componentes curriculares dentro da área do conhecimento de Ciências Humanas. Ou seja, os educadores desses componentes devem ter a clareza de que a construção dos sentidos das aprendizagens, nas unidades temáticas e no interior de cada uma delas em cada ano do de ensino, só terá sua finalidade alcançada a partir da conexão entre os saberes dessas ciências. Logo, é preciso compreender quais são os objetivos dos conhecimentos de cada UT’s da Geografia e da História e como eles se relacionam nas unidades de trabalho.
O componente GEOGRAFIA dentro das orientações político-filosófica e pedagógicas da BNCC (DCRB/RCM-Poções) foi dividido em CINCO UNIDADES TEMÁTICAS únicas e comuns ao longo de todas as séries do Ensino Fundamental, em uma progressão das habilidades:
⦁ O SUJEITO E SEU LUGAR NO MUNDO (focalizam-se as noções de pertencimento e identidade). Procura-se expandir o olhar para a relação do sujeito com contextos mais amplos, considerando temas políticos, econômicos e culturais do Brasil e do mundo. Dessa forma, o estudo da Geografia constitui-se em uma busca do lugar de cada indivíduo no mundo, valorizando a sua individualidade e, ao mesmo tempo, situando-o em uma categoria mais ampla de sujeito social: a de cidadão ativo, democrático e solidário. Enfim, cidadãos produtos de sociedades localizadas em determinado tempo e espaço, mas também produtores dessas mesmas sociedades, com sua cultura e suas normas.
⦁ CONEXÕES E ESCALAS (a atenção está na articulação de diferentes espaços e escalas de análise, possibilitando que os alunos compreendam as relações existentes entre fatos nos níveis local e global). Os alunos precisam compreender as interações multiescalares existentes entre sua vida familiar, seus grupos e espaços de convivência e as interações espaciais mais complexas. A conexão é um princípio da Geografia que estimula a compreensão do que ocorre entre os componentes da sociedade e do meio físico natural. Ela também analisa o que ocorre entre quaisquer elementos que constituem um conjunto na superfície terrestre e que explicam um lugar na sua totalidade. Conexões e escalas explicam os arranjos das paisagens, a localização e a distribuição de diferentes fenômenos e objetos técnicos, por exemplo. No decorrer desse processo, os alunos devem aprender a considerar as escalas de tempo e as periodizações históricas, importantes para a compreensão da produção do espaço geográfico em diferentes sociedades e épocas.
⦁ MUNDO DO TRABALHO (incorpora-se o processo de produção do espaço geográfico através do entendimento da construção da articulação entre o natural/agrário e o urbano/industrial, numa interdependência entre campo e cidade). Destacando-se as alterações provocadas pelas novas tecnologias no setor produtivo, fator desencadeador de mudanças substanciais nas relações de trabalho, na geração de emprego e na distribuição de renda em diferentes escalas. A Revolução Industrial, a revolução técnico-científico-informacional e a urbanização devem ser associadas às alterações no mundo do trabalho. Nesse sentido, os alunos terão condição de compreender as mudanças que ocorreram no mundo do trabalho em variados tempos, escalas e processos históricos, sociais e étnico-raciais.
⦁ FORMAS DE REPRESENTAÇÃO E PENSAMENTO ESPACIAL (reunião de aprendizagens que envolvem o Raciocínio Geográfico). Constitui uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios (Analogia, Conexão, Diferenciação, Distribuição, Extensão, Localização e Ordem) para compreender aspectos fundamentais da realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial, as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas. É o domínio da leitura e elaboração de mapas e gráficos num processo evolutivo, iniciando-se na alfabetização cartográfica para a ampliação com a compreensão e interpretação das fotografias, dos mapas temáticos, esquemas, imagens de satélites, audiovisuais, gráficos, entre outras alternativas, são frequentemente utilizados no componente curricular. Quanto mais diversificado for o trabalho com linguagens, maior o repertório construído pelos alunos, ampliando a produção de sentidos na leitura de mundo. Compreender as particularidades de cada linguagem, em suas potencialidades e em suas limitações, conduz ao reconhecimento dos produtos dessas linguagens não como verdades, mas como possibilidades.
⦁ NATUREZA, AMBIENTES E QUALIDADE DE VIDA (busca-se a unidade da geografia, articulando geografia física e geografia humana, com destaque para a discussão dos processos físico-naturais do planeta Terra). Essa noção procura levar os estudantes a estabelecer relações mais elaboradas, conjugando natureza, ambiente e atividades antrópicas em distintas escalas e dimensões socioeconômicas e políticas. Dessa maneira, torna-se possível a eles conhecer os fundamentos naturais do planeta e as transformações impostas pelas atividades humanas na dinâmica físico-natural, inclusive no contexto urbano e rural.
Em todas essas unidades, destacam-se aspectos relacionados ao Exercício da Cidadania e à aplicação de conhecimentos da Geografia diante de situações e problemas da vida cotidiana, tais como: estabelecer regras de convivência na escola e na comunidade; discutir propostas de ampliação de espaços públicos; e propor ações de intervenção na realidade, tudo visando à melhoria da coletividade e do bem comum.
Portanto, espera-se que com o desenvolvimento evolutivos das Cinco Unidades Temáticas propostas pela BNCC e reafirmadas pelo DCRB e RCM/Poções, os educandos possam compreender os processos que resultaram na desigualdade social, nos diferentes espaços geográficos, assumindo a responsabilidade de transformação da atual realidade, fundamentando suas ações em princípios democráticos, solidários e de justiça. Dessa maneira, possibilita-se o entendimento do que é Geografia, com base nas práticas espaciais, que dizem respeito às ações espacialmente localizadas de cada indivíduo, considerado como agente social concreto. Ao observar e analisar essas ações, visando a interesses individuais (práticas espaciais), espera-se que os alunos estabeleçam relações de alteridade e de modo de vida em diferentes tempos e espaços.
O QUE:
Utilizar os conhecimentos geográficos.
PARA:
Entender a interação sociedade/ natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.
O QUE:
Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos.
PARA:
A compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.
O QUE:
Desenvolver autonomia e senso crítico.
PARA:
Compreensão e aplicação do Raciocínio Geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.
O QUE:
Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias.
PARA:
A resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
O QUE:
Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas).
PARA:
Questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.
O QUE:
Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista.
PARA:
Respeitar e promover a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.
O QUE:
Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência, determinação e cooperação.
PARA:
Propor ações sobre as questões socioambientais e justiça social com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
De acordo com a BNCC a grande contribuição da Geografia aos educandos da Educação Básica se encontra em “desenvolver o pensamento espacial, estimulando o raciocínio geográfico para representar e interpretar o mundo em permanente transformação e relacionando componentes da sociedade e da natureza” (BRASIL, 2017).
A BNCC ainda lança o reflexivo de que os educandos ao utilizar corretamente o raciocínio geográfico pelo desenvolvimento coerente de suas habilidades, serão capazes de mobilizar o pensamento espacial e aplicar os procedimentos das informações geográficas para alancar diferentes competências de compreender: a desigualdade socioeconômica da população mundial em diferentes contextos urbanos e rurais, assim como dos usos dos recursos naturais e suas consequências; o impacto da distribuição territorial em disputas geopolíticas; o reconhecimento da diversidade étnico-racial e das diferenças dos grupos sociais, com base em princípios éticos (respeito à diversidade e combate ao preconceito e à violência de qualquer natureza); a capacidade de pensar e resolver problemas gerados na vida cotidiana (idem, 2017), entre muitos outros.
Para tanto, é necessário assegurar que os alunos dominem a apropriação dessas habilidades ao longo de cada etapa de ensino, de forma substancial e progressiva, afim de que possam alcançar as competências que lhes garantam aplicar os conhecimentos construídos no seu ambiente de vivência. Isso, no entanto, exige que a escola e o professor adotem novas ferramentas pedagógicas que fuja do ensino enciclopédico, à base de muito conteúdo para ser decorado, e busque meios para que os estudantes possam trilhar sua via na construção do conhecimento pelo desenvolvimento da criatividade, comunicação, pensamento crítico e habilidades de investigação e de análise.Foi desse pensamento que as habilidades do Ensino Fundamental/Anos Finais foram analisadas dentro do quadro do componente curricular da Geografia. O compromisso central foi no sentido de fazer emergir e consolidar aquelas habilidades que dão sustentação para que os educandos possam adquirir o raciocínio geográfico, num processo evolutivo e consubstanciável que se materializa das mais simples às mais complexas: pela Identificação, com a condição de poder relacionar fatos, texto, imagens ou tabelas observadas; indo para a Transformação, pela possibilidade de fazer operações mentais que envolvem a transformação dos dados interpretados; até a Compreensão, pela desenvolvimento do raciocínio para resolver problemas, formular preposições e diagnósticos, além da condição de apresentar conclusões com argumentos diante de cenários complexos.
Para isso foi desenvolvido uma metodologia de análise para as habilidades da BNCC/Geografia levando-se em consideração a observação dos três grupos dos entes federados: Nacional (como base direcionadora), Estadual (acrescentadas no Currículo Bahia) e Municipal (aquelas que foram incluídas no DRCB). A partir daí as habilidades receberam as seguintes classificações:
[ ]
Quando a HABILIDADE vem como referencial da BNCC.
[ ]
Quando a HABILIDADE foi incluída pelo Currículo Bahia no DCRB.
Quando a HABILIDADE foi confirmada pela Rede/Poções no Currículo Bahia (DCRB).
Quando a HABILIDADE recebeu acréscimo pela Rede/Poções no Currículo Bahia (DCRB).
Quando o Currículo Bahia (DCRB) recebeu uma Nova HABILIDADE pela Rede/Poções.
Quando no Currículo Bahia (DCRB) houve a exclusão completa de uma HABILIDADE pela Rede/Poções.
UNIDADES TEMÁTICAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
O SUJEITO E SEU LUGAR NO MUNDO
1 – 2 – 3 – 5
Identidade sociocultural (EF06GE01)
Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses lugares em diferentes tempos.
1 – 2 – 3 – 5 - 7 (EF06GE02)
Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade, com destaque para os povos originários, dentro da relação soiedade-natureza para a formação do espao geografio baiano e poçõense.
1 – 2 – 3 – 5 - 7
(EF06GE03)
Identificar e avaliar as mudanças no espaço geográfico do município de Poções, urbano e rural, a partir das atividades econômicas do setor agropecuários, comercial e de serviços.
CONEXÕES E ESCALAS
2 – 3 – 5 – 6
Relações entre os componentes físico- naturais (EF06GE04)
Descrever os movimentos do planeta e sua relação com a circulação geral da atmosfera, o tempo atmosférico, os padrões climáticos, sua relação e impactos sobre a dinâmica social e econômica no campo e na cidade.
6 – 2 – 4 – 5 (EF06GE05)
Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes hidrográficas do Brasil, Bahia e do município de Poções, assim como de suas localizações no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal.
2 – 3 – 4 – 5 (EF06GE06)
Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais, e a relação desta com a constituição das soiedades num determinado espaço geográfico.
MUNDO DO
TRABALHO
1 – 2 – 3 – 5
Transformação das paisagens naturais e antrópicas (EF06GE07*)
Identificar as características das paisagens transformadas pelo trabalho humano a partir do desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização e ofertas de diversos serviços, partindo de sua realidade.
6 – 1 – 2 – 3 – 7
EF06GE08*)
Explicar as mudanças na interação humana com a natureza a partir do surgimento das cidades, considerando os processos produtivos dentro da comunidade poçõense, relacioando esta com a história do estado, Brasil e o mundo.
FORMAS DE
REPRESENTAÇÃO
E PENSAMENTO
ESPACIAL
2 – 5
Fenômenos naturais
e sociais
representados de
diferentes maneiras (EF06GE09)
Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas.
5 – 4 – 2 (EF06GE010)
Elaborar modelos tridimensionais, blocos diagramas e perfis topográficos e de vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície terrestre.
NATUREZA,
AMBIENTES E
QUALIDADE DE
VIDA
6 – 1 – 2 – 3 – 5
Biodiversidade e
ciclo hidrológico EF06GE11)
Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras, terraceamento, aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema de irrigação, tratamento e redes de distribuição), bem como suas vantagens e desvantagens em diferentes épocas e lugares.
1 – 4 – 5 – 3 – 2 (EF06GE12)
Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade local e do mundo.
1 – 3 - 4 – 5
3 -7 (EF06GE013)
Analisar as mudanças climáticas, hidrológica e da biodiversidade nos biomas da Caaatinga e Mata Atlântica, dentro do espaço geográfico limítrofe do município de Poções, assim como seus agentes causadores.
UNIDADES TEMÁTICAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
O SUJEITO E SEU LUGAR NO MUNDO
3 – 5
Ideias e concepções sobre a formação territorial do Brasil
(EF07GE01*)
Avaliar, por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil, da Bahia e com destaque para o município de Poções, sempre considerando a relação homem-natureza, no tempo e espaço.
1 – 2 – 5 (EF07GE02)
Analisar as reais circunstâncias pelas quais se deu a formação do espaço poçõense no decorrer da história, e sociais que identificando os contextos econômicos, político serviram de atração para os primeiros aglomerados e organização sociedade.
CONEXÕES E ESCALAS
1 – 2 – 3 – 4 – 5
Formação territorial do Brasil (EF07GE03*)
Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação socioeconômica e territorial da Bahia e do Brasil, assim como aqueles existentes na sociedade poõesnse, compreendendo os seus conflitos e tensões históricas contemporâneas, para a constituição e evidências das significações de pertencimento dentro dos espaços.
6 – 7 – 3 – 5 (EF07GE04*)
Selecionar argumentos que reconheçam as territorialidades dos povos indígenas originários, das comunidades remanescentes de quilombos, de povos das florestas e do cerrado e caatinga, de ribeirinhos e caiçaras, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como direitos legais dessas comunidades.
4 – 5 – 3 – 2
Características da população brasileira (EF07GE05*)
Analisar a distribuição territorial da população brasileira e baiana, considerando a diversidade étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática), assim como aspectos de renda, sexo e idade nas regiões brasileiras.
4 – 5 – 3 – 2
7 (EF07GE06*)
Identificar as características socioculturais do Território de Identidade 20 (Sudoeste Baiano/Vitória da Conquista), procurando evidenciar as influências direta dos grupos étnicos para a constituição da sociedade poçõense.
4 – 5 – 3 – 2
7
(EF07GE07*)
Compreender a influência direta e indireta do grupo étnico negro/africano para o conjunto cultural, sociolinguístico e econômico do município de Poções, refletindo também sobre a constituição e importância das comunidades quilombolas dentro da região.
MUNDO DO
TRABALHO
5 – 3 – 2
Produção, circulação e consumo de mercadorias (EF07GE08*)
Analisar fatos e situações representativas das alterações ocorridas entre o período mercantilista e o advento do capitalismo e suas repercussões na atualidade.
6 – 1 – 2 – 3 – 4 (EF07GE09)
Discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de mercadorias provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, em diferentes lugares e em sua comunidade.
5 – 2 – 3 – 4
Desigualdade social e o trabalho (EF07GE10*)
Analisar a influência e o papel das redes de transporte e comunicação na configuração do território brasileiro e baiano, identificando as desigualdades no espaço urbano e rural, mundo regional e local e as consequências disso.
2 – 3 – 5 (EF07GE11)
Estabelecer relações entre os processos de industrialização e inovação tecnológica com as transformações socioeconômicas do território brasileiro e baiano, identificando as influências destas no espaço poçõesnse.
2 – 3 – 5 - 7
(EF07GE12)
Compreender o perfil demográfico da sociedade poçõense no que diz respeito aos indicadores: renda per capita, distribuição de renda (centro e periferia), expectativa de vida, taxa de mortalidade infantil e taxa de escolaridade e alfabetização.
FORMAS DE
REPRESENTAÇÃO
E PENSAMENTO
ESPACIAL
5 – 4 – 3
apas temáticos do Brasil (EF07GE13*)
Interpretar e elaborar mapas temáticos e históricos, inclusive utilizando tecnologias digitais, com informações demográficas e econômicas do Brasil e da Bahia (cartogramas), identificando padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais.
5 – 4 – 2 – 3 (EF07GE14*)
Elaborar e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas, com base em dados socioeconômicos das regiões brasileiras e dos territórios de identidade da Bahia.
NATUREZA,
AMBIENTES E
QUALIDADE DE
VIDA
6 – 3 – 4 – 5
Biodiversidade brasileira (EF07GE15*)
Caracterizar dinâmicas dos componentes físico-naturais no território nacional e estadual, bem como sua distribuição e biodiversidade (Florestas Tropicais, Cerrados, Caatingas, Campos Sulinos e Matas de Araucária).
1 – 2 – 3 – 4 – 5 (EF07GE16)
Identifiar, analisar e comparar unidades de conservação existentes no município de Poções com outras localidades brasileiras, com base na organização do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
1 – 2 – 3 – 4
5 - 7
(EF07GE17)
Analisar e compreender os biomas de transição contidos no território poçõense: a Caatinga, identificando suas formas de uso sustentável e formas de preservação e a Mata Atlântica, com destaque para a importância do Parque Nacional de Boa Nova.
UNIDADES TEMÁTICAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
O SUJEITO E SEU LUGAR NO MUNDO
6 – 1 – 2 – 3 – 4
Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais
(EF08GE01*)
Descrever as rotas de dispersão da população humana pelo planeta e os principais fluxos migratórios em diferentes períodos da história, discutindo os fatores históricos e condicionantes físico-naturais associados à distribuição da população humana pelos continentes e sua espacialização no país e no estado.
7 – 5 – 4 – 3
1 – 2 - 6 (EF08GE02)
Compreender a atual situação de desenvolvimento e subdesenvolvimento, da configuração regional do mundo em Países Centrais (do Norte) e Países Periféricos (do Sul) como produto direto da ideologia eurocêntrica e do tipo de colonização ocorrida do globo.
1 – 2 – 3 – 5
Diversidade e dinâmica da população mundial e local (EF08GE03)
Relacionar fatos e situações representativas da história das famílias do município de Poções, considerando a diversidade e os fluxos migratórios da população mundial.
3 – 4 – 5 (EF08GE04)
Analisar aspectos representativos da dinâmica demográfica, considerando características da população (perfil etário, crescimento vegetativo e mobilidade espacial).
1 – 2 – 3- 5 - 7 (EF08GE05)
Identificar as desigualdades presentes na população a partir dos indicadores demográficos, pensando alternativas para fortalecer o desenvolvimento social da comunidade poõesnse, na Bahia, no Brasil e no mundo.
1 – 2 – 3 – 4 – 5 (EF08GE06*)
Compreender os fluxos de migração na América Latina (movimentos voluntários e forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração) e as principais políticas migratórias da região, traçando paralelos com a dinâmica nacional, baiana e poçõense.
CONEXÕES E ESCALAS
2 – 3 – 4 - 5
Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial
(EF08GE07)
Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o entendimento de conflitos e tensões na contemporaneidade, com destaque para as situações geopolíticas na América e na África e suas múltiplas regionalizações a partir do pós-guerra.
3 – 5 -7 (EF08GE08)
Analisar a atuação das organizações mundiais nos processos de integração cultural e econômica nos contextos americano e africano, reconhecendo, em seus lugares de vivência, marcas desses processos.
2 – 3 – 4 – 5 – 7
(EF08GE09)
Analisar os impactos geoeconômicos, geoestratégicos e geopolíticos da ascensão dos Estados Unidos da América no cenário internacional em sua posição de liderança global e na relação com a China e o Brasil.
3 – 4 – 5 - 7 (EF08GE10*)
Analisar a situação do Brasil e de outros países da América Latina e da África, assim como da potência estadunidense na ordem mundial do pós-guerra, identificando os desdobramentos disso na Bahia e comunidade local.
3 – 4 – 5 (EF08GE11*)
Analisar os padrões econômicos mundiais de produção, distribuição e intercâmbio dos produtos agrícolas e industrializados, tendo como referência os Estados Unidos da América e os países denominados de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), reconhecendo o papel desempenhado pela Bahia e sua contribuição nesse contexto.
2 – 3 – 5 -7 (EF08GE12*)
Distinguir e analisar conflitos e ações dos movimentos sociais brasileiros e baiano, no campo e na cidade, comparando com outros movimentos sociais existentes nos países latino-americanos.
3 – 4 – 5 (EF08GE13*)
Analisar áreas de conflito e tensões nas regiões de fronteira do continente latino-americano e o papel de organismos internacionais e regionais de cooperação nesses cenários, comparando com a situação brasileira.
3 – 5 (EF08GE14)
Compreender os objetivos e analisar a importância dos organismos de integração do território americano (Mercosul, OEA, OEI, Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina, Aladi, entre outros).
MUNDO DO
TRABALHO
3 – 5
Os diferentes contextos e os meios técnico e tecnológico na produção (EF08GE15*)
Analisar a influência do desenvolvimento científico e tecnológico na caracterização dos tipos de trabalho e na economia dos espaços urbanos e rurais da América e da África, estabelecendo aproximações e distanciamentos com a realidade brasileira e baiana e possíeis influências no município de Poções.
3 – 5 - 4
(EF08GE16*)
Analisar os processos de desconcentração, descentralização e recentralização das atividades econômicas a partir do capital estadunidense e chinês em diferentes regiões no mundo, com destaque para o Brasil e a Bahia.
1 – 2 – 3 – 5 – 6 –
7
Transformações do espaço na sociedade urbano- industrial na América Latina (EF08GE17*)
Analisar a importância dos principais recursos hídricos da America Latina (Aquífero Guarani, Bacias do rio da Prata, do Amazonas e do Orinoco, Bacia do Rio São Fancisco, sistemas de nuvens na Amazônia e nos Andes, entre outros) e discutir os desafios relacionados à gestão e comercialização da água.
3 – 5 (EF08GE18)
Analisar as principais problemáticas comuns às grandes cidades latino-americanas, particularmente àquelas relacionadas à distribuição, estrutura e dinâmica da população e às condições de vida e trabalho.
3 – 4 – 5 (EF08GE19)
Analisar a segregação socioespacial em ambientes urbanos e rurais da América Latina, com atenção especial ao estudo de favelas, alagados
e zona de riscos.
FORMAS DE
REPRESENTAÇÃO
E PENSAMENTO
ESPACIAL
2 – 3 – 4 – 5
Cartografia: anamorfose, croquis e mapas temáticos da América e África (EF08GE20)
Elaborar mapas ou outras formas de representação cartográfica para analisar as redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida e usos e ocupação de solos da África e América.
2 – 3 – 4 - 5 (EF08GE21*)
Interpretar cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas com informações geográficas acerca da África e América e comparar com outros.
NATUREZA,
AMBIENTES E
QUALIDADE DE
VIDA
6 – 1 – 2 – 3
Identidades e interculturalidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e portuguesa e África (EF08GE22)
Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valoração na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
1 – 2 – 3 (EF08GE23)
Analisar o papel ambiental e territorial da Antártica no contexto geopolítico, sua relevância para os países da América do Sul e seu valor como área destinada à pesquisa e à compreensão do ambiente global.
1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 - 7
Diversidade ambiental e as transformações nas paisagens na América Latina (EF08GE24)
Identificar os principais recursos naturais dos países da América Latina, analisando seu uso para a produção de matéria-prima e energia e sua relevância para a cooperação entre os países do Mercosul.
1 - 2 – 3 – 4 – 5 (EF08GE25)
Identificar paisagens da América Latina e associá-las, por meio da cartografia, aos diferentes povos da região, com base em aspectos da geomorfologia, da biogeografia e da climatologia.
1 -2 – 3 – 4 – 5 (EF08GE26*)
Analisar as principais características produtivas dos países latino-americanos (como exploração mineral na Venezuela; agricultura de alta especialização e exploração mineira no Chile; circuito da carne nos pampas argentinos e no Brasil; circuito da cana- de-açúcar em Cuba e no estado; polígono industrial do sudeste brasileiro e plantações de soja no centro-oeste e na Bahia; maquiladoras mexicanas, entre outros).
UNIDADES TEMÁTICAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
O SUJEITO E SEU LUGAR NO MUNDO
2 – 3 – 4 - 5
A hegemonia europeia na economia, na política e na cultura (EF09GE01*)
Analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias regiões do planeta, notadamente em situações de conflito, intervenções militares e/ou influência cultural em diferentes tempos e lugares, destacando a repercussão no território brasileiro e no baiano e sua influência na sociedade poçõense.
2 – 3 – 5 - 7
Corporações e organismos internacionais (EF09GE02)
Analisar a atuação das corporações internacionais e das organizações econômicas mundiais na vida da população em relação ao consumo, à cultura e à mobilidade.
7 – 5 – 3
– 1 - 2
As manifestações culturais na formação populacional (EF09GE03*)
Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas, partindo de sua localidade como forma de compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças.
1 – 2 – 3- 5 - 7 (EF09GE04)
Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais.
CONEXÕES E ESCALAS
1 – 3 – 5
Integração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização
(EF09GE05)
Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica, política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização.
2 – 3 – 4 - 5
A divisão do mundo em Ocidente e Oriente
(EF09GE06)
Associar o critério de divisão do mundo em Ocidente e Oriente com o Sistema Colonial implantado pelas potências europeias.
1 – 2 – 3 – 4 - 5
Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia e Oceania
(EF09GE07)
Analisar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes histórico-geográficos de sua divisão em Europa e Ásia.
1 – 2 – 3 – 4 - 5
(EF09GE08*)
Analisar transformações territoriais, considerando o movimento de fronteiras, tensões, conflitos e múltiplas regionalidades na Europa, na Ásia e na Oceania, comparando casos no Brasil e na Bahia.
1 – 2 – 3 – 4 – 5 - 7 (EF09GE09)
Analisar características de países e grupos de países europeus, asiáticos e da Oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico- naturais.
MUNDO DO
TRABALHO
1 – 2 -3 – 4 - 5
Transformações do espaço na sociedade urbano- industrial (EF09GE10)
Analisar os impactos do processo de industrialização na produção e circulação de produtos e culturas na Europa, na Ásia e na Oceania.
2 – 3 - 5
(EF09GE11*)
Relacionar as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de industrialização com as transformações no trabalho em diferentes regiões do mundo e suas consequências no Brasil, na Bahia e na sociedade poçõesnse.
2 – 3 - 5
Cadeias industriais e inovação no uso dos recursos naturais e matérias- primas (EF09GE12*)
Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro em diferentes países, com destaque para o Brasil, Bahia e na cidade de Poções.
1 – 2 – 3 – 5 (EF09GE13)
Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-prima.
FORMAS DE
REPRESENTAÇÃO
E PENSAMENTO
ESPACIAL
3 – 4 – 5 - 7
eitura e elaboração de mapas temáticos, croquis e outras formas de representação para analisar informações geográficas (EF09GE14)
Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais.
3 – 4 - 5 (EF09GE15)
Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.
NATUREZA,
AMBIENTES E
QUALIDADE DE
VIDA
3 – 4 - 5
Diversidade ambiental e as
transformações nas paisagens na
Europa, na Ásia e na Oceania
(EF09GE16)
Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da Oceania.
1 – 2 – 3 – 4
– 5 - 7 (EF09GE17)
Explicar as características físico-naturais e a forma de ocupação e usos da terra em diferentes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania.
1 – 2 – 3 – 4
– 5 - 7 (EF09GE18)
Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências dos usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica, hidrelétrica, eólica e nuclear) em diferentes países.
1 – 2 – 3 – 4
– 5 - 7 (EF09GE19)
Compreender que há uma relação desproporcional entre o desenvolvimento econômico (da União Europeia e países da Ásia – China, Índia e Japão) com a proteção do meio ambiente, fazendo-se necessária a reflexão sobre a criação de instrumentos capazes de aliar o fator econômico à defesa do meio ambiente e à justiça social, o que implica na busca por um ‘Desenvolvimento Sustentável’.