Submissão é um grande desafio para vida de qualquer pessoa. Submissão não é sempre sinônimo de obediência. Submissão não é uma obediência inquestionável à autoridade; não é a resposta cega a todo tipo de ordem.
Submissão é uma atitude do coração. É uma vontade firme de seguir as instruções que não violem:
O que Deus nos diz
At 4.19 Mas Pedro e João, respondendo, lhes disseram: Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-nos antes a vós do que a Deus;
O que a Bíblia nos ensina
Js 1.8 Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido;
Is 8.20 A Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva;
At 17.11 Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim;
A sua fé e consciência baseadas na palavra de Deus
At 24.16 16 Por isso procuro sempre conservar minha consciência limpa diante de Deus e dos homens.
Rm 14.22 Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. 23 Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado;
1 Pe 2.19 Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus, alguém suporte aflições sofrendo injustamente;
2 Co 4.2 Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus;
2 Co 1.12 Este é o nosso orgulho: A nossa consciência dá testemunho de que nos temos conduzido no mundo, especialmente em nosso relacionamento com vocês, com santidade e sinceridade provenientes de Deus, não de acordo com a sabedoria do mundo, mas de acordo com a graça de Deus;
1 Co 8.7 Contudo, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem esse alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, fica contaminada 9 Contudo, tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. 10 Pois, se alguém que tem a consciência fraca vir você que tem este conhecimento comer num templo de ídolos, não será induzido a comer do que foi sacrificado a ídolos? 11 Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem. 12 Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo;
1 Co 10:28 Mas se alguém lhe disser: “Isto foi oferecido em sacrifício”, não coma, tanto por causa da pessoa que o comentou, como da consciência, 29 isto é, da consciência do outro e não da sua própria. Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros?
Devemos nos submeter àqueles que nos dirigem no Senhor, no governo, na sociedade e no lar. Fora desses limites, devemos buscar a graça para, mesmo não cumprindo uma ordem, manter sempre no coração uma atitude de submissão.
Na relação de autoridade e submissão, não pode haver divisão entre os que têm e dão, e os outros que sempre recebem. Todos somos ovelhas. Prontos a receber. O termo pastor (no grego poimén) no novo testamento usa-se exclusivamente com referência a Cristo, exceto referenciando os ministérios específicos em Ef 4. O verbo derivado – algo como pastorear e cuidar das ovelhas usa-se com referência aos anciãos encarregados com esta responsabilidade. Ou seja, o título não conta. Não devemos ser apresentados ou nos apresentarmos pelo título: discipulador fulano, diácono sicrano, até porque não somos, mas apenas estamos em determinada função.
Quando ouvimos sobre submissão na palavra de Deus, temos que a autoridade é fruto de reconhecimento e submissão do outro, e não de imposição, por isso, não temos que nos posicionar como quem tem, ou é autoridade, mas somente responder conforme a ação do sujeito.
Não podemos levar o discípulo a depender de nós: comprar, vender, trocar de emprego, viajar, e tantas situações corriqueiras não podem ser objeto de direção do discipulador. O discípulo precisa aprender a orar, jejuar, ler a palavra, ouvir o Senhor (relação com Deus), calcular o preço, conhecer as possíveis consequências de suas ações, e então, buscar a multidão de conselheiros, e buscar no amigo discipulador ajuda para fechar a situação. Só que nem sempre os caminhos serão claros, e mesmo assim o discípulo terá que fazer suas próprias escolhas e amadurecer com os processos e resultados.
Exemplo:
Um discípulo quer pedir um carro emprestado para viajar de férias e pede orientação se é uma boa, e se é um bom momento. Não podemos dizer sim ou não, não é uma questão de certo ou errado. Devemos apenas lembrá-lo de alguns princípios: não fazer dívidas; devolver o carro melhor do que pegou; se não vai causar um desconforto no dono do carro para que ele tenha conforto; que deve estar preparado para reparar prejuízos em caso de acidentes, roubo, pane; se é hora de plantar ou de colher; etc. O discípulo é quem decide e assume a responsabilidade.
Quando ocorre erro ou fracasso, nossa missão é lembrar das mesmas coisas, não podemos nos afetar, ficar chateados ou decepcionados, fomos convocados para treinar e formar, nos envolvermos com a pessoa, não com os problemas. Se não sabe, ensina-o. Se ele sabe e pratica, anima-o, alegra-te com ele. Se não pratica, admoesta-o e relembra-o. Se peca, na primeira vez admoesta-o, na segunda repreende-o. E assim, com tudo que o senhor nos instrui.