Energia do Reiki é inteligente? - 09/06/2017 - por: Eduardo Fonseca


Alguns praticantes afirmam que a energia do Reiki é inteligente; já outros, não. Mas, afinal, por que tamanha contradição? A resposta é simples: limitações. Todos nós estamos incluídos em tais limitações.


Por definição, a palavra inteligência refere-se ao conjunto dos atributos intelectuais do indivíduo, como, por exemplo: aprender, pensar, compreender, conhecer, raciocinar, planejar, resolver problemas, julgar, lembrar, entre outros.


Será que realmente podemos afirmar que, entre todos os tipos de energia das mais variadas ordens e planos, nenhuma possui o atributo de ser inteligente? Ou apenas possuem como características serem fracas, fortes, sutis, condensadas, curativas, deletérias, cinéticas, mecânicas, térmicas, entre outras definições encontradas atualmente na humanidade? Em outras palavras, energia é apenas energia — não é boa nem ruim — e necessita de alguém para operá-la.


No entanto, todos os praticantes concordam que o Reiki é uma energia salutar e de ordem superior. Como seres humanos em estágio de evolução, podemos realmente analisar, em um sentido amplo, o que é de ordem superior? E classificar uma energia como sendo de tal ordem? Uma coisa é certa: o nosso trilhar apenas começou.


Entretanto, quando um praticante diz que a energia do Reiki é inteligente, refere-se ao fato de que ela atua na causa geradora do desequilíbrio, independentemente de onde esteja. Todos os praticantes de Reiki sabem — ou, pelo menos, deveriam saber — que são canais da energia do Reiki durante as aplicações. Tal energia não é controlada pelo praticante; ela é “ativada” pela intenção.


Mesmo os mais preparados estão longe de compreender o quadro completo do cliente para uma análise precisa. Praticantes com abertura para a percepção vibracional notam, sutilmente, durante a sessão, a energia da pessoa, a energia do Reiki e a energia dos desequilíbrios (caso existam), por meio da técnica do Byosen. Perceber e compreender, porém, são coisas bem diferentes.


Isso gera uma pergunta comum: já que o Reiki atua na causa, por que é necessária a imposição das mãos? No método de aplicação ocidental, desenvolvido após Hawayo Takata, em comparação com o método tradicional, existem diferenças. No primeiro, independentemente do desequilíbrio, há imposições de mãos padronizadas ao longo do corpo. Já no método tradicional, há uma grande atenção à área da cabeça e do pescoço, e, após isso, são tratadas as zonas dos desequilíbrios seguindo o Byosen — podendo ser com toque direto ou "indireto". Além do toque, Usui aplicava massagem, percussão, deslizamento, sopro, olhar e direcionava a energia de forma específica. Tudo isso era associado a diversas técnicas de tratamento, conforme a necessidade e o trabalho intuitivo.


Através dessa comparação, a resposta torna-se cada vez mais evidente. Porém, vamos dar continuidade: uma pessoa com deficiência física, sem os membros superiores, poderia aplicar Reiki? A resposta é sim. O Reiki não é aplicado com o corpo físico, e sim com o amor maior.