Escolhas, dinheiro e o método Reiki - 29/10/2015 - por: Eduardo Fonseca
A falta de compreensão sobre esse assunto, por grande parte das pessoas — sejam praticantes de Reiki ou não — levou-me a escrever este artigo, com o intuito de trazer um pouco mais de clareza sobre o tema.
Existem muitos "defensores" do Reiki, cujas opiniões divergem quando os assuntos envolvem dinheiro e escolhas. Principalmente por parte daqueles que propagam o Reiki. E, independentemente de quem seja o protagonista, a verdade é que o legado de Mikao Usui Sensei é simples: o Reiki não tem nada a ver com dinheiro, e sim com as escolhas dos praticantes — escolhas essas que revelam suas verdadeiras intenções e realidades espirituais.
Quando as escolhas são erradas, todos perdem — tanto quem propaga o Reiki quanto quem o recebe. Aquele que transmite o Reiki corrompe seu próprio Ser, reforçando o véu que o cega. Um dos exemplos disso é quando o praticante tenta monopolizar o Reiki-ho, usando a lógica e a esperteza para justificar "bons motivos", quando, na verdade, está encobrindo intenções egoístas. Quando os propósitos íntimos são popularidade e ambições pessoais, o resultado é sempre negativo para a grande família universal.
Devido às nossas imperfeições — que não são poucas —, tendemos a buscar atenção, elogios e posição. Essa escolha alimenta o ego, em vez de nutrir o coração, afastando o praticante cada vez mais do verdadeiro Reiki-ho. "Mestres", como são chamados os professores de Reiki no Ocidente, quando percorrem esse caminho perigoso, acabam por distorcer o legado de Usui Sensei. Levam informações distorcidas tanto para não praticantes quanto para praticantes despreparados, o que pode ter consequências sérias, inclusive fechando portas para aqueles que desejam apenas contribuir para o bem maior.
O "mestre" de Reiki que opta por alimentar mais o ego do que o coração cria uma espécie de "bola de neve" que cresce gradualmente. Esse tipo de conduta se espalha no coletivo, e, quando tais portas se abrem — e depois se escancaram —, a pessoa torna-se cada vez mais resistente a fechá-las. Não faltarão vibrações para reforçar tais escolhas, o que a distancia ainda mais da luz à qual pertence.
Esforço é necessário simplesmente para enxergar, e mais esforço ainda é necessário para trabalhar o que precisa ser transformado no próprio íntimo. Apenas a energia do Reiki, ou receber diversas sintonizações, não torna alguém um Ser iluminado — e isso é óbvio. Mas a resistência à mudança interior faz com que a pessoa continue buscando soluções fora de si. Como diz um saudoso amigo: cada um tem que fazer a sua parte. Por meio do método Reiki, aprendemos técnicas e procedimentos que nos permitem perceber o que normalmente passa despercebido — e, caso assim escolhemos, trabalhar sobre isso e sair da própria prisão.
Sem generalizar ou julgar, percebo certo descaso com o legado de Usui Sensei: o desrespeito com os símbolos do Reiki, usados em produtos ou situações comerciais de interesse próprio; as frenéticas tentativas nas redes sociais de promover textos, vídeos e imagens com finalidade de marketing pessoal; anúncios em revistas e livros em que a pessoa se autointitula, sutilmente, como "grão-mestre"; cursos e mais cursos vibracionais sendo oferecidos, inclusive “novos”, que não passam de manipulações energéticas. Entre outras situações que não cabe a mim ficar apontando — mas quem observa com atenção, percebe que “há algo estranho”. Quais são os verdadeiros propósitos? Dinheiro? Reputação? A resposta está na paz interior. Deixo aqui um alerta, na intenção de contribuir com esses companheiros de jornada que, aos poucos, vão se fechando na ociosidade (alimentando mais o ego do que o coração) e no orgulho.
Aproveitando: faça outra pergunta a si mesmo — aonde tudo isso vai nos levar?
Não acho que o Reiki deva ser ensinado gratuitamente. Afinal, ele não chegou até nós sem esforço ou valor. Também não estou dizendo que a forma de pagamento deva ser exclusivamente em dinheiro. Ao escrever isso, espero sinceramente que você saiba separar o dinheiro dos seus sentimentos. Dinheiro é apenas dinheiro — uma moeda corrente para troca de serviços ou bens. O dinheiro não é bom nem mau. Devolva a ele o seu propósito real, para que seja utilizado de forma justa e consciente.
E, no fim, o que levamos daqui? Você sabe a resposta. Busque o equilíbrio. Entenda a relação energética entre os dois lados — aluno e professor — para que ambos se sintam bem em seus reais propósitos.