Módulo 1
Dias – 04 – 11 – 18 – 25 de agosto
Sonho, devaneio, fantasia e ficção.
Este módulo buscará mostrar a especificidade do ficcional frente às questões do sonho, do devaneio e da fantasia. O específico do ficcional se dá na contramão do inconsciente? Em que medida?
1 – Como perceber o próprio da ficção nas construções do sonho, do devaneio e da fantasia?
2 – A ficção e o mundo como teatro.
3 - A instabilidade da metáfora, suporte para a construção do ficcional.
4 – O pensamento compensatório e a negação da ficção.
Módulo 2
Dias 01 – 08 – 15 – 22 de setembro
A construção referencial interna e a construção referencial externa
Este módulo tratará das questões referenciais que fazem com que o texto da ficção costurado tanto para fora das referências implícitas quanto para dentro das referências explícitas.
1 – Como o texto pode criar referências internas e o que elas comunicam.
2 – Método e trabalho – exemplos das diversas medidas, tomadas emprestadas a alguns escritores
3 – O mundo é o mundo, como reduzi-lo ao texto.
4 – Cruzamentos entre as referencialidades.
Dias – 29 de setembro – 06 – 20 – 27 de outubro
A reescritura de um texto:
O meu que é do outro / O do outro que é meu.
Todo texto não se cria apenas com a capacidade de trazer inovações ao já posto no mundo; muitas vezes o texto tem de buscar aproximar-se de outro texto para construir sua literalidade, bem como o sujeito não se constrói apenas com referências próprias, mas com percepção e transmutação no outro. Este módulo tratará desta questão.
1 – Quem é o outro em que me espelho? A lição de Alice nos país das maravilhas
2 – O objeto ou o olho? Quem determina o fotografado? As intermediações da imagem na ficção.
3 – O papel em branco – desafios do outro que se nega à escrita.
4 – Peso e repouso – os móbiles como imagem do literário.
Módulo 4
Dias – 03 – 10 – 17 – 24 de novembro
O romance – técnicas de escrita da modernidade - derivações da escrita burguesa
Este módulo, partindo da análise de Robson Crusoé, buscará verificar quais são as possibilidades de construção do romance chamado burguês. Junto à constituição do romance como espelho das vontades burguesas, tematizará este módulo aas diferenças entre a escolha que se faz do desastre e do trágico. A auto ironia como medida da avaliação do texto ficcional.
1 – Robson Crusoé – a medida do senso comum.
2 – O desastre como tradução do contemporâneo.
3 – Do romance burguês à percepção do consumo.
4 - A auto ironia como escape do senso comum.
Módulo 5
Dias – 01 – 08 – 15 – 22 de dezembro
O rio como lugar da passagem – A construção e a ambiguidade dos movimentos do leitor.
Este módulo tem como preocupação a amplitude do texto e a possibilidade de construção de leitura para além do tempo autoral. A incerteza como medida do escrito. A metáfora como deslocamento de sentido, como não afastar o leitor ante as possíveis dificuldades provocadas pela ficção?
1 – O texto deve construir ambiguidades para além das certezas do leitor?
2 – As margens do rio são confiáveis? Por que é necessário o fluxo das águas?
3 – O encantamento do leitor deve ser buscado, em que medida?
4 – A relação entre obra, leitor e autor.