A A rede em roda consistiu em um movimento formativo ocorrido nos anos 2014, 2015 e 2016, na intenção de a rede municipal divulgar os trabalhos realizados nas diferentes unidades escolares (creches e EMEIEF).
Na ocasião, profissionais da educação apresentavam seus trabalhos em polos organizados previamente, tendo como protagonistas desta ação, os próprios docentes da rede. Posteriormente, sob assessoria pedagógica de Maria Selma de Moraes Rocha, este movimento era publicado em formato de revistas anuais.
As revistas e o próprio movimento formativo, se tornou o marco "curricular" dessa gestão.
Capa da revista A rede em roda - versão entregue para os profissionais da rede municipal da educação de Santo André.
Em 2014, a publicação ocorreu em duas versões: uma, destinada aos profissionais da educação, traziam as diretrizes e as políticas educacionais a serem aprofundadas e discutidas em momentos coletivos, alicerçando as práticas e concepções discutidas anteriormente neste município. Outra, distribuída os alunos, na intenção de divulgar o trabalho desenvolvido no chão das salas de aula.
Capa da revista A rede em roda - versão distribuída para todos os alunos da rede municipal de Santo André.
As diretrizes definidoras da política educacional promovidas pela Secretaria da Educação, naquele momento, preconizavam a Democratização do Acesso à Educação, a Democratização da Gestão, a Qualidade Social da Educação, a Valorização dos Profissionais da Educação, Gestão Democrática e Proteção Integral à Infância e à Juventude (SANTO ANDRÉ, 2014).
As revistas traziam aspectos da política educacional de Santo André, caracterizando o município como uma Cidade Educadora. As políticas públicas contextualizavam a compreensão do potencial transformador inerente à educação, ao desenvolver a consciência e o pensamento crítico, nos campos das ciências, das artes, da filosofia, da tecnologia, da educação física, e sobretudo, garantindo uma educação inclusiva e integral. A ideia consistia em, por meio da participação e da interação dos sujeitos em diferentes equipamentos e ações públicas, promover movimentos educativos entre as escolas, as pessoas, os movimentos sociais, os espaços e tempos da cidade, fortalecendo a integralidade e a articulação destas políticas, contribuindo, na mesma medida, para a emancipação social e cultural (SANTO ANDRÉ, 2014).
No ano de 2015, as revistas foram sistematizadas em formato PDF, e disparadas apenas para as Equipes Gestoras, que ficaram responsáveis pela divulgação e discussão de seu conteúdo nas unidades escolares.
Nesta edição, as diretrizes mencionadas na publicação de 2014 foram retomadas, e a política educacional do município comprometido com a garantia do direito a uma educação pública de qualidade social e democrática, reafirmada.
No contexto de Cidade Educadora, que integravam os diferentes territórios e ações educativas no município, efetivavam-se as políticas públicas em consonância a concretização da gestão participativa e democrática. Na ocasião, Santo André era a coordenadora das Cidades Educadoras do Brasil, sediando em novembro/2015 o Encontro Nacional das Cidades Educadoras (SANTO ANDRÉ, 2015).
Apesar disso, o trabalho pedagógico estava direcionado "[...] com base na teoria crítica. Entendemos que a atividade educativa, em uma sociedade desigual e injusta, não pode se reduzir à busca de uma eficiência conteudista ou disciplinar. Esta investigação cognitiva é que dará os elementos para que os professores e professoras possam coletivamente refletir a partir de suas práticas" (SANTO ANDRÉ, 2016, p. 39, no prelo).