Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a extensão na Arquitetura e Urbanismo (Univale)
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a extensão na Arquitetura e Urbanismo (Univale)
A extensão, baseada na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, tem como princípio a "dialogicidade" com a sociedade. Isso permite que o curso de Arquitetura e Urbanismo identifique demandas reais das comunidades e proponham soluções que vão além da teoria, abordando desafios globais em escala local, conforme preconizado pela Agenda 2030 da ONU.
No processo de reformulação da extensão durante o ano de 2025, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Univale analisou que a extensão no curso está ligada a 6 ODS:
ODS 4: Educação de Qualidade
• Promove capacitação técnica e reflexiva por meio de oficinas, materiais didáticos e educação popular.
• Articula saberes acadêmicos e comunitários, fortalecendo a aprendizagem inclusiva.
ODS 10: Redução das Desigualdades
• Atua em comunidades em situação de vulnerabilidade socioespacial, reduzindo disparidades no acesso a conhecimentos e recursos urbanísticos.
ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis
• Aborda planejamento urbano, acessibilidade, morfologia das cidades e intervenções socioambientais.
• Promove paisagismo colaborativo, agricultura urbana e requalificação de espaços públicos.
ODS 13: Ação Contra a Mudança Global do Clima
• O Extensão Integradora trabalha com conforto ambiental e paisagismo, contribuindo para adaptações climáticas em escala local.
ODS 15: Vida Terrestre
• Iniciativas como hortas comunitárias e paisagismo sustentável incentivam a preservação de ecossistemas urbanos.
ODS 17: Parcerias e Meios de Implementação
• Fortalece a cooperação entre universidade e sociedade civil por meio de metodologias participativas.
Benefício Comunitário: Contribuição direta para a qualidade do serviço de saúde oferecido a centenas de famílias da Vila dos Montes e região.
Aprendizado Prático: Os estudantes tiveram a oportunidade de lidar com as complexidades de um projeto de saúde, incluindo a legislação sanitária e as necessidades funcionais específicas de um ambiente clínico.
Responsabilidade Social: O curso reforça seu papel na sociedade, utilizando o conhecimento técnico para solucionar problemas urbanos e melhorar a infraestrutura pública.
O curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIVALE, por meio de suas atividades de Extensão não obrigatória, desenvolve ações com impacto direto na comunidade. Uma dessas iniciativas é o projeto EMAU (Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo), que promove a aplicação prática dos conhecimentos acadêmicos em benefício social.
O projeto em destaque é o "Projeto arquitetônico de ampliação Posto de Saúde Vila dos Montes I, II e III".
O Escritório Modelo funciona como um laboratório de prática supervisionada, onde alunos, sob orientação de professores, desenvolvem projetos reais para a comunidade ou instituições que não teriam acesso a serviços profissionais de Arquitetura e Urbanismo.
A comunidade buscou o EMAU explicando que a reforma é de extrema necessidade para a comunidade e só poderia ser desenvolvida com o apoio da extensão do curso de arquitetura e urbanismo.
A ação concentrou-se no projeto de ampliação de uma unidade básica de saúde crucial para a região: o Posto de Saúde Vila dos Montes I, II e III. Unidades de saúde são equipamentos urbanos essenciais para a qualidade de vida e o bem-estar da população. Todavia foram feitas visitas ao local e reuniões constantes com a comunidade.
O projeto de extensão no Posto de Saúde Vila dos Montes I, II e III, teve como principal objetivo a elaboração de soluções arquitetônicas que visassem a melhoria da infraestrutura e o aumento da capacidade de atendimento do Posto de Saúde. Isso inclui a otimização de fluxos, a criação de novos ambientes de atendimento (consultórios, salas de espera, etc.) e a garantia de acessibilidade, segurança e conforto para usuários e profissionais.
Enfoque Comunitário: O projeto representa uma contribuição direta para a qualidade de vida das famílias do Jardim Alice, oferecendo um espaço seguro e projetado para a educação das crianças da comunidade.
Aprendizado Especializado: Estudantes do curso aprofundaram seus conhecimentos em arquitetura institucional e educacional, aprendendo a projetar para um público altamente específico (crianças) e a lidar com as complexidades da arquitetura social e comunitária.
Desenvolvimento Sustentável: A proposta buscou incorporar soluções que garantam conforto ambiental e o uso racional de recursos, alinhando o projeto às práticas de sustentabilidade.
Mais uma ação de impacto social desenvolvidas pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIVALE através do EMAU (Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo), destacamos uma iniciativa voltada para a educação e o cuidado infantil: o "Projeto de nova creche comunitária para o bairro Jardim Alice".
O projeto abordou a necessidade vital da comunidade do Jardim Alice por uma nova infraestrutura dedicada ao acolhimento e desenvolvimento das crianças.
A demanda por vagas em creches comunitárias é uma realidade em muitas regiões, e o projeto surgiu para oferecer uma solução arquitetônica completa para essa carência no Jardim Alice. Além de uma verba internacional destinada ao projeto, mas que só seria possível diante do projeto arquitetônico desenvolvido.
O desenvolvimento de um projeto de creche exige uma compreensão aprofundada das necessidades pedagógicas, de segurança e de bem-estar das crianças. O projeto teve que conciliar:
Funcionalidade: Salas de aula adequadas, refeitório, berçário, áreas administrativas e de serviço.
Segurança e Legislação: Conformidade com as normas de segurança contra incêndio e padrões sanitários para ambientes infantis.
Pedagogia: Criação de espaços lúdicos, convidativos e estimulantes para o desenvolvimento infantil, como pátios cobertos e áreas de lazer ao ar livre.
Acessibilidade: Garantia de que toda a estrutura fosse acessível para crianças, pais e funcionários com mobilidade reduzida.
Orçamento limitado: A principal dificuldade foi criar um projeto de alta qualidade funcional e estética, utilizando materiais e técnicas construtivas que fossem economicamente viáveis para uma creche comunitária. Isso exigiu criatividade no uso de recursos e na busca por soluções inteligentes e de baixo custo.
Conhecimento Histórico-Urbanístico: O projeto gera dados essenciais para o entendimento da cidade, auxiliando futuros planos diretores e políticas urbanas voltadas para áreas de risco.
Formação Qualificada: Alunos extensionistas e mestrandos desenvolvem habilidades avançadas em pesquisa, análise de dados territoriais e mapeamento de riscos, um diferencial crucial na área de Arquitetura e Urbanismo.
Reconhecimento Científico: Os relatos desta parte do processo serão submetidos para publicação em revista especializada em extensão, conferindo credibilidade acadêmica ao trabalho e divulgando o conhecimento gerado para a comunidade científica nacional.
Subsídio para o OBIT: Fornece material robusto e científico para o Observatório, que poderá utilizar essas informações para propor soluções de resiliência urbana e políticas públicas mais eficazes.
O Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIVALE expande sua atuação para além do convencional, investindo em pesquisas de impacto urbano-regional. Um exemplo disso é o projeto de extensão: Morfologia urbana: formação e consolidação do bairro São Pedro em Governador Valadares.
Este projeto se destaca por ser uma iniciativa de extensão não obrigatória ligada diretamente ao Programa de Mestrado da UNIVALE, com o apoio do OBIT (Observatório de Políticas Públicas, Inovação e Território). Essa integração garante rigor científico à pesquisa e maior relevância social aos resultados.
O estudo visa compreender a fundo como o bairro São Pedro, uma área de fundamental importância em Governador Valadares, se formou e se consolidou ao longo do tempo.
A pesquisa é centrada na Morfologia Urbana do São Pedro, ou seja, no estudo da forma física do bairro – seu traçado, parcelamento do solo e tipologia das construções.
Etapas do Estudo:
Levantamento Morfológico Atual: Coleta e análise de dados para mapear e entender a configuração física presente do bairro.
Busca Histórica: Investigação da evolução do espaço ao longo das décadas.
O elemento central e mais crítico do estudo é a análise da influência histórica das enchentes sobre a formação do bairro São Pedro.
O projeto busca responder a questões cruciais como:
De que maneira os eventos de inundações moldaram ou restringiram o crescimento e a ocupação do bairro?
Quais foram as estratégias de adaptação ou as fragilidades na construção e no planejamento urbano em resposta aos históricos níveis do Rio Doce?
O curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIVALE incorpora a extensão como componente curricular obrigatório através da Extensão Integradora. Esta modalidade garante que todos os alunos matriculados, durante o semestre participem ativamente no desenvolvimento e elaboração de propostas que atendam às necessidades da comunidade.
Nesta edição, a instituição atendida foi o CMEI Padre Leonardo Senne (Centro Municipal de Educação Infantil). O desenvolvimento iniciou-se no primeiro semestre de 2025 e teve sua conclusão em novembro do mesmo ano, com diferentes propostas para cada turma.
O Princípio da Integração: O projeto de Extensão Integradora tem como objetivo fazer com que o aluno aplique os conhecimentos adquiridos em diversas disciplinas (projeto, história, teoria do urbanismo, conforto ambiental, patrimônio, etc.) para propor soluções concretas para uma instituição real ou para a comunidade em seu entorno.
A Extensão Integradora consolida o papel da Universidade como agente de transformação social, alinhando a excelência acadêmica com a responsabilidade cívica.
Segundo período
O 2º período do curso de Arquitetura e Urbanismo da Univale, propôs uma intervenção artística em um muro interno da creche CMEI Padre Leonardo Senne, por meio da realização de arte com caquinhos de cerâmica colorida inspirada nos desenhos das próprias crianças da creche.
O projeto do muro de caquinhos mosaico foi finalizado e representa uma importante ação de integração entre alunos, famílias e escola. Por meio da arte e da colaboração, construímos não apenas um espaço mais colorido e acolhedor, mas também fortalecemos os laços da comunidade escolar e valorizamos a criatividade das crianças. O resultado final é a materialização coletiva de sonhos, ideias e aprendizados.
Quarto período
Os estudantes do quarto período tiveram como objetivo principal trabalhar as questões relativas ao conforto ambiental junto à comunidade do CMEI Padre Leonardo Senne.
A cidade tem um histórico de altas temperaturas, principalmente no verão, durante o primeiro semestre do ano os estudantes buscaram a comunidade com essa objetivo e entenderam que o conforto térmico seria realmente o ponto de atenção principal a ser desenvolvido no projeto. As professoras e funcionários da creche apontaram grande interesse em trabalhar o assunto.
Os estudantes desenvolveram atividades com as crianças para tratar o assunto. Uma cartinha para colorir e um teatro foram elaborados usando linguagem adegada para a idade e abordou os impactos das árvores, sombras, cursos d'água e ouros elementos da natureza no conforto térmico cotidiano.
Sexto período
Paisagismo voltado ao espaço infantil.
Com intenção de propor melhorias nos espaços externos, com foco educativo, ambiental e estético e incentivar a convivência das crianças com a natureza;
A proposta foi implantar uma horta comunitária, transformando espaços ociosos em locais de convivência e aprendizado, com melhorias na acessibilidade, ventilação e áreas sombreadas para maior conforto das crianças.
IMPACTOS ESPERADOS:
•Melhoria na qualidade do espaço externo;
• Aumento da interação entre crianças e natureza;
• Estímulo ao aprendizado através do ambiente;
• Valorização do espaço da creche;
• Facilidade de manutenção a longo prazo
Objetivos:
Incentivar o contato com a natureza e o aprendizado ambiental.
Integração entre aprendizado e prática ambiental, fortalecendo o vínculo com o meio;
Sustentabilidade por meio do uso de materiais reaproveitados e soluções simples.
Foram realizadas vistas à creche durante os dois semestre de 2025. Nestas oportunidades foram identificados os principais problemas apontados pela comunidade e espaço que precisavam de ajustes.
No segundo semestre de 2025 foi definida a ação e o espaço com potencial para implantação da horta de forma segura;
Aconteceram também consultas e visitas com a professora Janaína do curso de Agronomia, estudantes e professores do curso de Arquitetura.
Oitavo período
A turma do 8º período desenvolveu uma revista infantil e quatro livros didáticos contando a história do bairro Altinópolis.
Com intenção de consolidar a proposta de valorização da história e identidade do bairro Altinópolis, por meio de materiais pedagógicos criativos e acessíveis.
No primeiro semestre de 2025, além da busca pelas informações, foi desenvolvida uma revistinha infantil com quadrinhos contando um pouco da história do Altinópolis, juntamente com atividades educativas.
Para o segundo semestre do ano novos personagens foram criados para acompanhar o leitor pelos novos livros, além de participarem também das atividades didáticas nas apostilas dos professores. Neste período foram produzidos quatro livros: três voltados aos professores, organizados por nível de ensino(Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II) e um destinado à comunidade local. A proposta é que os livros ultrapassem os muros do CMEI Padre Leonardo Senne, promovendo o compartilhamento do conhecimento e fortalecendo o vínculo entre escola, alunos, famílias e o bairro Altinópolis.
“Queremos que este livro seja lido com o coração aberto. Que ele chegue às salas de aula, às rodas de conversa, aos quintais e praças. Que desperte lembranças, sorrisos e orgulho de cada morador do Altinópolis.”
Que o patrimônio cultural nunca deixe de ser ensinado, pela sua capacidade de preservar a identidade e a memória de um povo, transmitindo cultura, saberes e história às futuras gerações, sempre com a valorização das raízes de cada comunidade em mente.
Décimo período
Os alunos do décimo período da Extensão Integradora concentraram sua intervenção no refeitório do CMEI, um espaço vital para a rotina das crianças, com foco na otimização estética e na durabilidade.
O diagnóstico apontou uma condição de desgaste acentuado e baixa atratividade visual no ambiente do refeitório, caracterizado por: Paredes que apresentavam sujidade e deterioração constante; Ausência de elementos visuais que estimulassem ou tornassem o espaço mais acolhedor para o público infantil.
A proposta desenvolvida não se limitou à solução arquitetônica tradicional, mas adotou uma metodologia participativa para garantir a execução e a apropriação do projeto:
Intervenção técnica para tratamento das paredes e aplicação de pintura de base, visando maior durabilidade e higiene.
Melhoria estética criação de um projeto de pintura com desenhos lúdicos e simplificados, adequados à faixa etária e que transformem o espaço em um ambiente visualmente estimulante.
A pintura executada em regime de mutirão, com a participação direta de pais dos alunos e funcionários da instituição. Os desenhos serão marcados diretamente nas paredes, facilitando a execução e garantindo que o resultado final seja alcançável dentro do orçamento e tempo limitados (Viabilidade Técnico-Financeira).
Dessa forma, a proposta transcendeu a mera melhoria física do ambiente. O projeto dos alunos do décimo período atinge três objetivos cruciais:
Melhoria Funcional: Proporciona um espaço de refeição mais limpo, durável e agradável.
Engajamento Cívico: Promove a cocriação e o engajamento comunitário, fortalecendo o vínculo afetivo e o sentimento de pertencimento entre a creche, os pais e os alunos.
Sustentabilidade Social: Garante que a solução seja viável e replicável, deixando um legado de cooperação e zeladoria na comunidade.
O Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIVALE marcou presença de forma significativa no 1º Encontro de Extensão Universitária, evento realizado em conjunto com o prestigiado 23º Simpósio de Pesquisa e Iniciação Científica da instituição.
A participação do curso integrou o CIRCUITO DE EXTENSÃO 01, que teve como título "Comunicação Social e Cultura".
A Extensão Universitária na Univale estabelece uma via de mão dupla entre a Universidade e a Sociedade, aplicando o conhecimento científico e acadêmico para atender às demandas sociais. Nesse contexto, curso de Arquitetura e Urbanismo demonstrou como suas ações vão além dos projetos de edificações, abordando temas cruciais na interface com a cultura e o patrimônio.
No âmbito do CIRCUITO DE EXTENSÃO 01, o curso apresentou resumos desenvolvidos pelos estudantes, relatando os êxitos da extensão obrigatória e iniciativas que exploram a relação entre o espaço construído e as práticas culturais e o patrimônio de uma comunidade. Um dos trabalhos apresentados pelos estudantes do curso, foi escolhido como destaque e está selecionados para integrar uma publicação anual desenvolvida pelo Encontro de Extensão Universitária da Univale.
Inserido na Extensão Integradora, o curso promoveu um evento experimental que se mostrou muito exitoso. Além das ações voltadas diretamente para a comunidade, houve uma semana de formação para os estudantes do curso sobre a extensão universitária. A realização da 1ª Semana Mãos à Obra Extensionista, de 15 a 19 de Setembro de 2025, foi um marco que contribuiu para a efetivação das horas destinadas à extensão nas APS e promoveu ativamente a cultura extensionista entre seus discentes do Curso de Arquitetura e Urbanismo. O evento serviu como um ciclo de formação breve e diário (30 minutos/dia), com o objetivo de debater as diretrizes da extensão, apresentar boas práticas e oferecer orientação docente para o desenvolvimento e a qualificação das propostas da Extensão Integradora, obtendo resultados muito exitosos no engajamento e na qualidade técnica dos trabalhos.
Os moradores do entorno da praça do Bairro Cidade Nova, buscaram o curso de arquitetura na intenção de desenvolver um projeto de adequação para o espaço . A comunidade havia buscado a prefeitura que se prontificou a executar as melhorias diante da apresentação de um projeto.
Os alunos da extensão desenvolveram e apresentaram o projeto que conceituaram como "Janela do Sol". Os moradores ficaram muito satisfeitos com o projeto elaborado no Escritório Modelo e vão apresenta-lo à prefeitura para a execução.
Durante o período de desenvolvimento do projeto de extensão, foi elaborado o projeto de uma capela velório para o distrito de Córregos do Bernardo. A capela está localizada no terreno da Igreja Nossa Senhora das Graças, no qual também já foi elaborado o projeto de um anexo, com um salão de festas coberto, que atenderá às festividades da igreja.
O projeto da capela surgiu diante da necessidade da comunidade de ter um local apropriado para velar seus integrantes. Assim, foi desenvolvido um espaço que além do salão principal, que é o espaço da capela em si, também abriga um quarto, para que os entes queridos possam descansar durante o uso da capela; além de instalações sanitárias feminina e masculina, uma copa e um DML. Além disso, a parte destinada ao apoio de quem estará utilizando a capela é rodeada por uma varanda e ao todo o projeto soma 97,65m².
A capela segue o estilo da igreja existente no local, seguindo o padrão construtivo e os revestimentos utilizados. Com a paleta de cores, azul e branco, o tijolinho aparente também foi utilizado para compor a fachada com um elemento vazado. O salão principal é iluminado com pendentes, na parede dos fundos um rasgo em forma de cruz permite que a luz passe e que parte da paisagem seja observada.
O projeto de extensão desenvolvido na Praça de Esportes, de Governador Valadares, teve como objetivo propor uma revitalização da iluminação e no paisagismo da praça. Assim, após visita técnica realizada no local para levantamento de dados foi possível concluir que a iluminação estava precária, tendo vários locais com ela inexistente.
Diante disso, foi desenvolvido o projeto lumínico, que procurou levar iluminação para todos os espaços, gerando maior segurança e conforto aos usuários.
A entrada foi iluminada com balizadores que guiam o visitante em todo o trajeto até as quadras, piscinas e outras instalações. Postes de iluminação já existentes na praça receberam outros refletores, para atender o lado em que não era iluminado. Na quadra de areia e no playground foram instalados mais poste de iluminação, para poder iluminar a área que até então era bem precária. Além disso, foi realizada também uma intervenção no paisagismo, preservando as vegetações existentes e complementando-as nos locais em que se fazia preciso.
No projeto elaborado foi proposta uma ampliação da área de festas e substituição da cobertura existente, que se estende até a cozinha desse espaço. É importante ressaltar que essa cobertura encontra-se em péssimo estado de conservação, tendo sido constatado cupim no madeiramento e deterioração das telhas de fibrocimento (espessura inferior à 5mm).
O espaço de festas terá uma área total de 268,80m², contará com cobertura em estrutura metálica; o fechamento dos fundos deverá ser executado em blocos de concreto, completando o muro existente até a altura da cobertura. Propõe-se também uma parede em tijolos cerâmicos maciços e aparentes para dividir o espaço de festas dos lavabos.
Estendendo a cobertura até a cozinha, criou-se mais um espaço coberto, aumentando a área social do salão.
É importante ressaltar que, exceto a ampliação da área coberta destinada ao salão de festas, os demais ambientes não serão modificados, somente a substituição da cobertura. Esta será executada para o salão de festas e também para cobrir os demais ambientes.
Tomou-se cuidado para locar o salão com os afastamentos necessários da igreja existente, visto que esta se encontra em processo de inventariado junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) de Minas Gerais.
O salão de festas proposto pode ser visualizado na Figura 5, cujas imagens foram obtidas por meio da maquete eletrônica elaborada para o local. Nota-se que a cobertura receberá uma platibanda de fechamento.
Projetos desenvolvidos no ano de 2021
Tipo de ação: Atividade de extensão
Responsáveis: Professores Simone Amaral e João Marcos
Disciplinas: Composição Tridimensional
Período: 1º período
Descrição da atividade: Pintura das escadarias e de muro na entrada da comunidade do Buracão, bairro Carapina, em Governador Valadares - MG, a partir de trabalho compositivo realizado pelos estudantes na disciplina Composição Tridimensional.
Justificativa: A atividade está em conformidade com o Plano Nacional de Extensão Universitária, onde a UNIVALE estabelece objetivos da extensão que repercutem nos projetos pedagógicos dos cursos, tais como a curricularização da extensão, como processo acadêmico definido e efetivado nos Projetos Pedagógicos dos Cursos, em função das exigências da realidade, indispensável na formação do aluno, na qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade. Essa ação contribui para assegurar a relação bidirecional entre a Instituição e a sociedade, de tal modo que os problemas sociais urgentes recebam atenção produtiva por parte da UNIVALE.
Data de realização da atividade: 11 de julho de 2021
Alcance quantitativo: Por volta de 15 participantes internos e 10 participantes externos.
Alcance qualitativo: A ação foi importante para dar visibilidade a uma comunidade que fica à margem de ações concretas do poder público, além de contribuir com a beleza estética proporcionada pela intervenção artística na comunidade, além da construção de uma auto-imagem positiva por parte da comunidade. A ação também mostra as ações extensionistas da UNIVALE e seu compromisso com as comunidades locais.
Como instituição Comunitária de Ensino Superior (ICES), a Univale, por meio de suas ações extensionistas, reafirma sua interlocução com os diversos segmentos sociais, de forma a contribuir para o desenvolvimento das comunidades em seu entorno, cumprindo sua natureza institucional, na promoção da democratização do saber acadêmico e científico.
A ação atende aos cinco eixos fundantes da política extensionista:
1) A interação dialógica entre a universidade e a comunidade como cerne da dimensão ética dos processos de extensão universitária; 2) A interdisciplinaridade e interprofissionalidade na superação da dicotomia entre generalismos e especializações em respostas à complexidade da realidade social e da atuação profissional; 3) A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão que oportuniza a produção de conhecimentos por meio de metodologias participativas, no formato investigação-ação, envolvendo tanto o ensino quanto a pesquisa na dialogicidade extensionista; 4) O impacto na formação do estudante, ampliando seu universo de referência e oportunizando o contato direto com as grandes questões contemporâneas da sua área, colocando-o como protagonista de sua formação técnica e cidadã; e 5) O impacto e transformação social e institucional, contribuindo na solução de problemas sociais qualificando as demandas e antecipando as necessidades dos vários grupos sociais e, prioritariamente, das populações mais vulneráveis na perspectiva da inclusão.
Tipo de ação: Extensão curricularizada
Responsáveis: Patrícia Falco Genovez/ Maria Terezinha Bretas Vilarino (Ilara Duran fez o contato com o Conselho Deliberativo do Patrimônio)
Disciplinas: Patrimônio Cultural e Técnicas Retrospectivas
Descrição da atividade: Educação Patrimonial (A Univale autorizou a utilização de um material de Educação Patrimonial pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico e Cultural da Prefeitura - A Secretaria de Educação imprimiu o material e distribuiu nas escolas municipais).
Justificativa: Esta ação de extensão promove a Educação Patrimonial do município, favorece a pontuação do ICMS Cultural local junto ao IEPHA e consolida o papel da Univale na preservação da memória local e regional.
Data de realização da atividade: 24/09/2021
Alcance quantitativo: 73 escolas da rede municipal
Alcance qualitativo: O material disponibilizado traz impacto significativo para a promoção da Educação Patrimonial, tornando-se um instrumento para professores e alunos da rede municipal. A médio prazo pode produzir uma mudança de mentalidade no tocante à memória local.