Se pudéssemos voltar o tempo em mais de 500 anos, poderíamos ver um Brasil bem diferente do atual. Em meio a florestas e campos viviam animais de várias espécies e povos com costumes que foram se modificando ao longo do tempo.
Por milhares de anos, apenas indígenas viveram no território brasileiro. Pertenciam a vários grupos, cada um falava uma língua e organizavam-se de acordo com seus costumes e crenças.
Na época da vinda dos europeus, havia perto de 6 milhões de índios. Hoje, não chega a meio milhão a população que vive em aldeias.
Saiba um pouco sobre alguns desses povos.
Yawalapiti (iaualapiti)
Esse grupo habita, com outras treze nações indígenas, a reserva do Parque Nacional do Xingu, situado no Mato Grosso.
Vivem em grandes casas, chamadas por eles de malocas, dispostas em círculo em torno de uma praça, onde acontecem os rituais e festividades.
A maloca é uma grande casa em formato oval, coberta de palha, seu chão é batido e não tem divisões internas. Geralmente, é construída sem janelas e com uma única porta. O interessante é que pelo modo de sua construção, torna-se bem arejada, própria para o forte calor da região.
Um chefe yawalapiti quase não precisa dar ordem, pois cada indivíduo da aldeia sabe seu papel. Porém, em caso de necessidade, não toma decisões sem antes consultar um conselho de homens e mulheres mais idosos a respeito do problema.
Bororó
Eles estão no Mato Grosso. Na cultura desses índios, o costume é a moça fazer o pedido de casamento preparando uma comida e levando para o rapaz. Se ele comer, é porque está aceitando o namoro. Em troca, leva uma caça para a família dela.
Xavante
Vivem no Mato Grosso, em aldeias que reunem moradias feitas com palha ou combinando base de alvenaria e teto de palha. Elas são construídas próximas umas das outras em semicírculo aberto para o rio mais próximo.
Uma tradição desse povo é que os meninos entre 12 e 13 anos vão para uma casa, onde ficam por cinco anos preparando-se para a vida adulta. Lá aprendem a caçar, pescar e seguir os rituais.
Ianomâmi
Vivem no Amazonas, em Roraima e na Venezuela. São uma das maiores nações indígenas do mundo, dividem-se em grupos e falam línguas diferentes. Em suas aldeias há uma grande casa redonda onde cada família tem seu lugar para acender a fogueira e instalar suas redes.
O curumim não tem nome até os 2 anos. Por volta dos 8 anos, o maior defeito do indiozinho passa a ser seu nome definitivo.
Os ianomâmis são muito vaidosos. Nas festas, os homens capricham na pintura do corpo, as mulheres colocam flores nas orelhas e braços e passam folhas perfumadas da floresta no corpo.