Guido Viaro como agente atuante em seu tempo e muito além...
Larissa Moreira dos Santos, Luana da Silva Azevedo e Arthur Ruiz Babora
Larissa Moreira dos Santos, Luana da Silva Azevedo e Arthur Ruiz Babora
(Guido Viaro Neto, em entrevista à RPC, 05/08/2017)
Viaro trabalhando no sótão da EMBAP
(imagem: site Guia das Artes)
Nascido em Polesine - Província de Rovigo, Veneto, Itália em 1897. Viaro era pintor, ilustrador, caricaturista, desenhista, escultor, gravador, professor e articulista. Atuou fortemente em nosso país e veio a falecer no mesmo, no ano de 1971 em Curitiba, Paraná.
Frequentou um curso de pintura em Badia Polesine, Itália, em 1907, ao mesmo tempo em que realizou os estudos primários. Acabou tendo que interromper seus estudos para se alistar na Marinha Italiana na Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918). (ENCICLOPÉDIA ITAÚ, 2017)
Viaro trabalhando no sótão da EMBAP
(imagem: site Guia das Artes)
Entre 1921 e 1927, viajou por diversos países europeus, na Itália, chegou a estudar pintura em Veneza e na Escola Rossi de Bolonha. Guido veio para o Brasil em 1927. Permaneceu por algum tempo em São Paulo, onde, além de trabalhar como ilustrador e caricaturista em jornais, fez painéis e afrescos para casas comerciais e residenciais.
Em 1929, veio para o Paraná e fixou residência em Curitiba. Ficou inicialmente num hotel, no centro da cidade, mas logo instalou-se no terceiro andar de um prédio na rua XV de Novembro, bem no centro da cidade. Seu atelier ficava no último andar, espaço esse que se transformou num ponto de encontro de artistas plásticos como João Turin, o cantor de ópera Túlio de Lemos e o violinista Leo Cobe, entre outros. Acabou conhecendo o professor Theodoro de Bona (1904 - 1990) e o pintor Alfred Andersen (1860 - 1935). Trabalhou, ao lado de Poty Lazzarotto (1924 - 1998), na ilustração da revista Joaquim, em 1946. (ENCICLOPÉDIA ITAÚ, 2017) (RUSSO, Débora Maria, 2008, p. 4)
Atuou como professor em instituições como, Ateliê/Escola de Desenho e Pintura Guido Viaro, Colégio Belmiro César, Iguassú, Liceu Rio Branco, Colégio Estadual do Paraná, na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e também na Escola Profissional República Argentina, escola essa que hoje recebe o nome de Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro.
Fotografia de Guido Viaro
(imagem: site da Rede Globo)
Deposição - 1956
Viaro tem entre seus temas mais constantes a representação de atividades do cotidiano, com forte sentido documental como nas séries de águas-fortes em que enfoca feiras, acampamentos ciganos, jogos de cartas e festas.
Dois de seus tios, que eram artistas, deram-lhe as primeiras noções de desenho e pintura e, a partir daí, desenvolveu-se sozinho, aprendendo e dominando as técnicas do óleo, da têmpera, da monotipia e da aquarela. (Arte do Paraná, 2014)
Seus trabalhos revelam afinidade com o expressionismo, principalmente pela dramaticidade e tom poético com que retratam a figura humana. Destacando-se por sua vasta produção gráfica, o artista se dedica também à realização de obras de temática religiosa, tanto em gravura como em pintura. Algumas dessas telas lembram afrescos renascentistas. (Escritório de Arte, 2021)
Lavadeiras - 1960
Guaratuba - 1949
Paisagem - 1940
Guido Viaro foi paisagista, pintor de figuras e de naturezas-mortas. A paisagem paranaense, com seus pinheiros típicos e sua neblina que envelopa as formas. Viaro foi capaz de as representar de uma forma mais sensível. (Arte do Paraná, 2014)
Mas foi acima de tudo, pintor de figuras, e ele próprio costumava explicar:
"Tudo isso é feito para chegar à figura humana; a gente faz paisagem para ser fundo da figura humana; a gente faz natureza-morta para ser complemento da figura humana. É no homem que se realiza toda a grandeza e a meta final da obra plástica."
(Viaro, Guido; CD-Rom: 500 anos de Pintura Brasileira)
Paisagem - 1948
Viaro não se considerava um retratista, argumentando que não pintava especificamente as pessoas e sim os tipos que elas representam.
Como bem observou Quirino Campofiorito,
"exibe então uma energia expressionista que atende ao real e à insinuação intensiva do drama, com as acentuações de uma comovente ternura".
(Arte do Paraná, 2014)
Marafonas - 1942
Auto Retrato - 1934
Ao longo de sua carreira Viaro recebeu diversas críticas, tanto positivas como negativas, mas em sua maioria elas complementavam a essência de suas obras. Segundo Tereza Cristina, em sua dissertação:
"Viaro enfocou, durante toda sua obra, com seu desenho também expressivo e estilo figurativo, uma temática social que buscava a valorização do ser humano. É isto que o tornou díspar dos componentes da ´Família´ (Família Artística Paulista), aproximando-o mais de Clóvis Graciano, (...) que se descartou da constante dos membros desse grupo, vencendo o regionalismo, a interpretação do próprio meio, dando à sua obra um enfoque social. Teve um desenho muito expressivo e foi sempre figurativo."
(RAMOS, Tereza Cristina Lunardelli, 1984, p. 15).
Queima de café devido à crise de 1929.
Alguns anos após a chegado do Guido Viaro no Brasil, houve a famosa crise de 1929 que acabou afetando o nosso país, já que os Estados Unidos era o maior comprador de café, um produto brasileiro muito importante na época. O Paraná, onde Guido permaneceu desde então até sua morte, sofria com desempregos e falências de empresas, principalmente com a queda da exportação de erva-mate, que era um produto de destaque na economia do estado (BONDARIK, 2007, p. 19). Inclusive, nessa época o projeto de Andersen para a criação de uma Academia de Belas Artes tinha sido aprovado, mas devido à crise, não teve condições de ser implantado (TORRES, 2016, p. 108).
Politicamente, a situação nacional também era muito delicada, era o momento de pôr fim à Republica Velha onde as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo revezavam o poder e as eleições sofriam muito com fraudes, então houve a Revolução de 1930, que levou ao Golpe de Estado, passando o poder para Getúlio Vargas, cujo mandato durou 15 anos (BONDARIK, 2007, p. 19-21).
Após Vargas ter sido deposto pelos militares, deu-se início da chamada República populista no Brasil que durou de 1945 à 1964, tendo como cenário internacional o fim da Segunda Guerra Mundial e dando início a um período de polarização, a Guerra Fria. Durante esse momento delicado do país, os artistas que participavam da publicação da revista de cunho artístico literário “Joaquim” de Curitiba, incluindo Guido Viaro, buscavam romper com o academicismo local e estavam, no geral, mais críticos, exigindo e ansiando por novas tendências (BORGES, 2008, p. 113-117).
Houve então uma modernização, um crescimento na indústria brasileira que se intensificou mais ainda no governo de Juscelino Kubistchek (1956 – 1961), fazendo com que o Paraná sofresse um surto de desenvolvimento econômico (CAVALCANTI, 2019). Durante esse período, os espaços culturais cresceram também com a construção da Biblioteca Pública do Paraná e, alguns anos mais tarde, o Teatro Guaíra (ESPAÇOS CULTURAIS-GOVERNO DO PARANÁ).
Juscelino Kubistchek inaugurando produtos da Mercedes Benz.
Em 1964 foi implantado o regime militar no Brasil, reprimindo os artistas fortemente. Embora o momento político fosse complicado, os artistas brasileiros estavam constantemente desviando da censura, criticando a ditadura e contribuindo para o enfraquecimento do regime, abrindo os olhos de muitos cidadãos. No ano de 1970 a opressão do regime militar se intensificou e muitos artistas acabaram por ceder ao sistema e seguir o gosto das autoridades. Ainda assim, havia um grupo de pessoas que resistiam (ARRIADA; FONSECA, 2019, p. 1-5).
Guido Viaro é um ótimo exemplo de quem quebrava os padrões de ensino artístico e defendia a revolução, defendendo sempre a liberdade de expressão (RUSSO, 2008, p. 49-54). Foi descrito por Fernando Velloso, que foi um dos seus alunos, como um professor que ensinava a arte de verdade e não apenas a técnica (VELLOSO, ECOA, 14 de julho de 2020).
Guido Viaro faleceu em 1971, antes do fim da ditadura no ano de 1985.
Apesar de ter feito exposições coletivas, principalmente com João Turin, Guido também fez diversas exposições individuais. Selecionamos aqui alguns exemplos
Exposições Individuais:
1941 - Curitiba PR - Individual, na Sociedade Dante Alighieri
1945 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nigri
1946 - Curitiba PR - Individual, na Escola Normal de Curitiba
1948 - Curitiba PR - Individual, na Escola de Música e Belas Artes do Paraná
1953 - Curitiba PR - Individual, na Biblioteca Pública do Paraná
1969 - Curitiba PR - Individual, na Biblioteca Pública do Paraná
(Escritório de Arte, 2021)
Imagem retirada do acervo de quadros, que se localiza no centro de Curitiba, Bourbon Curitiba Convention Hotel. (Clube Gazeta do Povo, 2020)
Instituições que recebem o nome de Guido Viaro, demarcando sua importância e registrando a história desse grande artista e professor
Foi inaugurado o Museu Guido Viaro, na capital paranaense, em 1975. Em 1996, foi lançado o vídeo Impressões de Guido Viaro, realizado por Carlos Henrique Tulio. No ano seguinte, ocorreu a mostra Guido Viaro 100 Anos, que reuniu, além das obras de Viaro, outros artistas paranaenses em homenagem ao centenário do nascimento desse artista e mestre. (ENCICLOPÉDIA ITAÚ, 2017)
O vídeo ao lado mostra um tour pelo interior do Museu Guido Viaro. É interessante fazer esse tour online enquanto não podemos visitar e contemplar esse museu que tem tanta história para contar.
O museu abriga, além de uma vasta mostra da obra do artista Ítalo-brasileiro Guido Viaro, um anexo onde são realizadas em média 10 exposições temporárias por ano. Há também uma sala dedicada ao escritor curitibano Dalton Trevisan, que contém seus livros, traduções, filmes baseados em sua obra e estudos críticos.
Tour online pelo Museu Guido Viaro, disponível no YouTube
O museu Guido Viaro existiu entre 1975 e 1995, pertencia à prefeitura municipal de Curitiba. Com o encerramento de suas atividades, o acervo ficou em posse da família do artista, que recebia muitos pedidos de escolas, universidades e estudiosos das artes para visitação.
Em 2009, a família inaugurou o atual espaço, um dos poucos museus particulares da cidade. O museu desenvolve uma atividade cultural intensa, oferecendo visitas guiadas para escolas, universidades e grupos de interessados. O museu também é sede, desde 2011, do Cineclube Espoletta, que, sempre aos sábados, exibe filmes seguidos por debates. Há também muitos concertos de música, lançamentos de livros, saraus poéticos e diversas outras manifestações culturais abertas à comunidade. (MUSEU GUIDO VIARO)
O Museu se encontra atualmente na rua XV de Novembro, número 1348, no centro de Curitiba.
Caso tenha se encantado com o Museu e obras mostradas no vídeo acima e queira visitar, aqui está a localização no Google Maps.
Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro
(imagem: site Centro de artes Guido Viaro)
Esse é o Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro. Ele oferece gratuitamente cursos de formação continuada nas linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. Contemplando também Educação Inclusiva, Literatura e Arte Circense. Seus cursos são direcionados aos professores de todas as disciplinas da educação básica, estudantes das licenciaturas e curso de Formação de Docentes.
Também oferta cursos livres para a comunidade em geral de Desenho e Pintura, Mosaico, Cerâmica e Vidro, Teatro, Circo, Danças Circulares, Dança, Musicalização e Literatura. (CENTRO DE ARTES GUIDO VIARO)
Este Centro de Capacitação foi inaugurado em 1886 por Antonio Mariano de Lima. Inicialmente recebeu o nome de Escola de Artes e Indústrias do Paraná.
Ao longo de tantos anos de história, foram mestres desta escola: Alfredo Andersen, Guido Viaro, Maria Amélia D’Assumpção e Inocência Falce, alunos: Zaco Paraná e João Turin (aluno-professor), dentre outros.
Em 1992 a escola mudou seu nome, como homenagem ao precursor da Arte-Educação no Estado e grande mestre da pintura – Guido Viaro, passou a denominar-se “Centro de Artes Guido Viaro”. (CENTRO DE ARTES GUIDO VIARO)
Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro
(imagem: site Cultura 930)
Desde 2006 está localizado no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. Com o passar dos anos, o Centro vem ampliando suas ações e além da formação continuada dos profissionais da rede pública de ensino e dos cursos para estudantes e para a comunidade em geral, desenvolvendo projetos de acessibilidade e eventos culturais como as Mostras de Arte, Te Encontro no Guido, entre outros.
Referências / Links:
ARRIADA, Eduardo; FONSECA, Liziane. História da Arte no Período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). Revista Seminário de História da Arte, Pelotas, v. 1, n. 8, p. 1-9, 2019. Disponível em: <periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/Arte/article/download/17907/10835> Acesso em: 16/07/2021.
BLOG, Colaborativo In: Arte do Paraná blog spot. Paraná: Arte do Paraná, 2021; Última atualização: 14/12/2014. Disponível em <http://artedoparana.blogspot.com/p/guido-viaro.html> Acesso em: 16/07/2021.
BONDARIK, Roberto. Revolução de 1930: o Paraná e o Norte Pioneiro (vol 1). Londrina: Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), 2007. Disponível em: <www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2007_uel_hist_artigo_roberto_bondarik.pdf> Acesso em: 16/07/2021.
BORGES, Eliana. Arte em seu Estado: história das artes plásticas paranaenses (vol. 1). Curitiba: Medusa, 2008. p. 109-130. Disponível em: <classroom.google.com/u/1/w/MzEwMjE0MTgyNDMz/t/all> Acesso em: 16/07/2021.
CAVALCANTI, Maria C. Industrialização Brasileira. Última atualização: 18/09/2019. Disponível em: <querobolsa.com.br/enem/geografia/industrializacao-brasileira> Acesso em: 16/07/2021.
Centro de Artes Guido Viaro. Curitiba, 2021. Disponível em: <http://centrodeartesguidoviaro.com.br/sobre> Acesso em: 16/07/2021.
Governo do Paraná. Espaços Culturais. Disponível em: <www.comunicacao.pr.gov.br/Pagina/Espacos-Culturais> Acesso em: 16/07/2021.
Museu Guido Viaro. Curitiba, 2021. Disponível em: <http://museuguidoviaro.com.br/index.html> Acesso em: 16/07/2021.
NETO, Guido Viaro. Entrevista concedida para RPC, realizada por Redação RPC, na data de 05/08/2017. Disponível em: <https://redeglobo.globo.com/rpc/meuparana/noticia/conheca-a-trajetoria-de-guido-viaro-pintor-escultor-e-ilustrador-talentoso.ghtml> Acesso em: 16/07/2021.
RAMOS, Tereza Cristina Lunardelli. A importância de Guido Viaro no meio cultural e artístico do Paraná. Dissertação (Mestrado em Artes) - Escola de Comunicações e Artes - ECA/USP, São Paulo, 1984. Acesso em: 16/07/2021.
RUSSO, Débora M. As Interfaces do Patrimônio Cultural de Guido Viaro, na Curitiba de 1930 a 1960 e sua Atuação na Revista Joaquim. Londrina: Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), 2008. Disponível em: <www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2306-6.pdf> Acesso em: 16/07/2021.
TORRES, Renato. A Participação dos Intelectuais na criação da escola de Música e Belas Artes do Paraná. In: Múltiplos autores. Cadernos de Pesquisa: Pensamento Educacional. V. 11 n. 29 (2016): Dossiê: Arte e Educação: Abordagens e Perspectivas. Curitiba: Universidade Tuiuti do Paraná, 2016. p. 101-120. Disponível em: <interin.utp.br/index.php/a/article/view/442/409>Acesso em: 16/07/2021.
VIARO, Guido. In: ENCICLOPÉDIA Livre Wikipédia. 2021; Última atualização: 05/09/2019. Disponível em <https://www.wikiart.org/pt/guido-viaro> Acesso em: 16/07/2021.
VIARO, Guido. In: ESCRITÓRIO de arte. São Paulo. 2021. Disponível em <https://www.escritoriodearte.com/artista/guido-viaro> Acesso em: 16/07/2021.
VELLOSO, Fernando. Entrevista realizada concedida para projeto ECOA, realizada por BRAGA, Hamed A; GASSEN, Lilian na data de 14/07/2020. Disponível em: <youtu.be/Rp_rNNoPpII> Acesso em: 16/07/2021.
Vídeo: MUSEU GUIDO VIARO. Curitiba, 05/03/2021. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=hKtST6usrYc&t=101s> Acesso em: 16/07/2021.
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