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O escritor e poeta José Gomes Ferreira nasceu há 125 anos (9 de junho de 1900 − 8 de fevereiro de 1985). Licenciou-se em Direito, foi cônsul na Noruega, traduziu fitas cinematográficas e redigiu, sob vários pseudónimos, muitos textos para revistas, jornais e antologias poéticas. Em 1948, iniciou a publicação da sua obra poética, caracterizada pela denúncia de todo o tipo de situações de injustiça e de alienação, e de permanente contestação do real. Embora os seus poemas sejam lidos e estudados no ensino básico, é pela prosa, nomeadamente por Aventuras de João sem Medo, sem dúvida a sua obra mais conhecida. São razões mais do que válidas para considerar José Gomes Ferreira o nosso Destaque do Mês.
O Destaque do Mês de maio está em sintonia com as celebrações do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, uma efeméride que muito acarinhamos.
O nosso agrupamento sempre foi conhecido pelo acolhimento e pela variedade de alunos, oriundos dos mais diversos países do mundo. Não é por acaso que o nosso lema é «Aprender, Ensinar, Partilhar e Acolher - AEPA, o agrupamento que constrói o futuro».
O Destaque do Mês de abril abrange o período de Os Dias da Leitura, a nossa versão alongada da Semana da Leitura, que decorreu de 21 de março a 9 de abril, data da última atividade programada para este evento.
Este ano, a programação das atividades foi articulada com as Comemorações do V centenário do nascimento de Luís de Camões. Por essa razão, fazia sentido evidenciar a vida e a obra camonianas no nosso Destaque do Mês.
Na ESPA, temos alunos dos 7.º ao 12.º anos dos ensinos básico e secundário, respetivamente, aos quais se acrescentam os cursos profissionais e os cursos noturnos. Por isso, a nossa seleção de obras tem de ser eclética e abrangente.
Para saber o que pode ler de Camões, sobre Camões ou dedicado a Camões, consulte o nosso Catálogo.
A 16 de março, celebra-se o bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco. Nome cimeiro da literatura portuguesa, a sua vida de aventuras e desventuras parece retirada de uma das suas novelas românticas, a que não falta um sinistro final: suicídio devido a avançada cegueira. A obra deste prolífero escritor merece ser o nosso Destaque do Mês.
Consulte o nosso Catálogo para saber o que pode ler deste autor.
Annelies Marie Frank tornou-se uma das figuras mais conhecidas da 2.ª Guerra Mundial após a divulgação póstuma do Diário de Anne Frank, em 1947, que começou a escrever no dia do seu 13.º aniversário.
Anne Frank desapareceu num dia de fevereiro ou março de 1945 no campo de concentração Bergen-Belsen. Para relembrar os 80 anos da sua morte, durante estes meses, publicámos excertos da relação amorosa entre ela e Peter van Pels registados em 𝑂 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝐴𝑛𝑛𝑒 𝐹𝑟𝑎𝑛𝑘. Também na biblioteca, ela é o nosso Destaque do Mês.
Consulte o nosso Catálogo para saber o que pode ler desta autora.
Personalidade discreta, mas muito conceituada e produtiva, Teolinda Gersão nasceu a 30 de janeiro de 1940 e foi professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou literatura alemã e literatura comparada até 1995.
Dedicou-se posteriormente à escrita literária, sendo autora de romances, novelas e contos, obras traduzidas em mais de vinte línguas. Várias foram adaptadas ao teatro − sendo encenadas em Portugal e no estrangeiro − e também ao cinema. Tem histórias para crianças, livros para adolescentes e obras para um público mais adulto.
Teolinda Gersão recebeu importantes prémios literários: Grande Prémio de Romance e Novela da APE (1995), Prémio do PEN Clube (1981 e 1989), Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (2003), Prémio Fernando Namora (1999 e 2015) e Prémio Literário Vergílio Ferreira 2017 pelo conjunto da sua obra.
Consulte o nosso Catálogo para saber o que pode ler desta autora.
O'Neill é um dos grandes poetas da portugalidade. Os seus versos − como os do poema "Gaivota", "Há palavras que nos beijam" ou "Amigo" − colam-se à alma portuguesa. Saiba mais AQUI.
Em novembro, o mote foi a celebração dos 160 anos da publicação de Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne. Assim, para o Destaque do Mês, recuperámos algumas obras deste autor, como Vinte mil léguas submarinas e A volta ao mundo em 80 dias, e outros livros com inspiração verniana, como Rumo à Lua, das Aventuras de Tintin.
Júlio Verne viveu no final do século XIX, falecendo no começo do século XX. É considerado por alguns críticos literários como o criador do género da ficção científica, uma vez que escreveu sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, as máquinas voadoras e a viagem à Lua.
O tema do MIBE deste ano é Bibliotecas Escolares: a ligar comunidades! Pensámos então em colocar como Destaque do Mês livros de autores de diversas nacionalidades que viveram ou estão a viver em Portugal, que escrevem ou escreveram em Português ou que se relacionam com Portugal.
Escolhemos para o cartaz que elaborámos os escritores José Eduardo Agualusa, Kalaf Epalanga, Mia Couto, Clarice Lispector, Antonio Tabucchi, Richard Zimler e Chico Buarque. Mas à mesa, outros se lhes juntaram: Ondajki e Germano Almeida. Quem virá mais?
O Destaque do Mês de junho assinala os 80 anos do Dia D, 6 de junho de 1944, nome pelo qual ficou para a História o primeiro dia do desembarque na Normandia das tropas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.
Assim, propomos como Destaque do Mês os seguintes livros:
A guerra de 39-45 – Jean Mathiex; il. Daniel Picard
O século do povo: A Segunda Guerra Mundial, 1939-1945 – John Stevenson
História universal comparada – Julian Holland
O Destaque do Mês de maio assinala a diversidade cultural, temática muito acarinhada no nosso agrupamento. Este mês, no dia 21, celebra-se o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento que destaca não apenas a riqueza das culturas do mundo, mas também o papel fundamental do diálogo intercultural para alcançar a paz e o desenvolvimento.
A pluralidade cultural deve ser reconhecida como património comum da humanidade e um princípio indissociável dos direitos humanos, da cidadania e das liberdades fundamentais do ser humano. A proteção e a promoção da diversidade cultural pressupõe o reconhecimento da igualdade, da dignidade e o respeito por todas as culturas, enquanto condição essencial para o desenvolvimento sustentável e internacional.
Assim, propomos como Destaque do Mês os seguintes livros:
Bem-vindos ao nosso mundo – Moira Butterfield; il. Harriet Lynas
Mundo islâmico: esplendor de uma fé – Francis Robinson
A nossa pele arco-íris – Manuela Molina Cruz; il. Natalia Agudelo
O deus das pequenas coisas – Arundhati Roy
Viver em sociedade: as diferenças – trad. Ema Rodrigues
O último suspiro do mouro –Salman Rushdie
Istambul: memórias de uma cidade – Orhan Pamuk
Doze anos escravo – Solomon Northup
O mês de abril é mês do 25 de Abril e, como seria natural, o Destaque do Mês vai para alguns dos muitos livros que têm sido publicados para crianças e jovens sobre o assunto.
As publicações sobre e a propósito do 25 de abril não se esgotam nesta pequena amostra. No Catálogo da Biblioteca encontram-se muitos mais exemplares de livros e vídeos sobre o assunto.
De realçar também que a Constituição da república portuguesa faz parte dos aspetos fundadores da nossa democracia, que só foi possível a partir desta data.
Romance do 25 de Abril em prosa rimada e versificada – João Pedro Mésseder; il. Alex Gozblau
Era uma vez o 25 de Abril – José Fanha
Histórias de Abril: um passado com presente – alunos das escolas do concelho de Odivelas
O 25 de Abril contado às crianças ...e aos outros – José Jorge Letria; il. João Abel Manta
25 de Abril – Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada; il. Sofia Cavalheiro
Aproveitando a data de nascimento de Gabriel García Márquez, 6 de março, celebramos a obra deste grande escritor colombiano que foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1982.
Em 1967, publicou o seu romance mais conhecido, Cem anos de solidão. Entre as suas melhores obras também se inclui Crónica de uma morte anunciada (1981). Em 1985, publicou O amor nos tempos de cólera, romance muito apreciado pelos seus leitores.
Mas as nossas propostas não se ficam por aqui, como é possível vislumbrar pela fotografia da bancada que temos na BE da ESPA. O melhor é visitar-nos ou então consultar o Catálogo da Biblioteca.
O ciclo de 12 anos do calendário do zodíaco chinês é representado por 12 animais diferentes: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco. O animal do zodíaco é determinado pelo ano de nascimento, o que significa que os nascidos em 2024 serão do signo do Dragão, cujo ano começa a 10 de fevereiro.
Na Ásia, o Dragão, enquanto criatura sagrada, é um signo do zodíaco muito popular. Acredita-se que representa uma liderança forte e grande, por isso muitos casais chineses querem ter filhos durante este ano. Além do mais, segundo os cálculos do calendário do zodiaco chinês, em 2024 as mulheres vão assumir o controlo em muitas áreas. Este ano está também associado à tecnologia, à arte e ao design, bem como à espiritualidade.
Como Destaque do Mês, escolhemos quatro livros e um filme baseados neste animal lendário:
O dragão branco – Anne McCaffrey
O dragão de fumo – João Aguiar
O reino do Dragão de Ouro – Isabel Allende
O olhar do dragão – Álvaro Magalhães (coleção Triângulo Jota)
O tigre e o dragão – filme de Ang Lee
Catálogo da Biblioteca.
Para janeiro, a escolha recaiu em Marco Polo, visto que no dia 8 deste mês passam 700 anos da sua morte. Quer a sua vida como o livro As viagens de Marco Polo influenciaram a expansão marítima e a era das grandes navegações da Europa em direção ao Oriente.
Marco Polo foi um mercador, aventureiro e viajante veneziano que nasceu, provavelmente, em 1254, em Veneza, Itália, e morreu em 1324, nessa cidade. Viajou da Europa para a Ásia entre 1271-95, portanto, em plena Idade Média, e permaneceu na China durante dezassete anos. A sua obra, Il Milione, conhecida em português como As Viagens de Marco Polo, tornou-se um clássico geográfico.
A história da viagem de Marco Polo começou quando partiu para a Ásia com o pai e o tio. Dirigiram-se à corte do rei mongol Kubilai e, a seu serviço, percorreram a Tartária, a China e a Indochina. Depois de regressarem a Veneza, Marco comandou uma galera na guerra contra Génova, acabando por ser feito prisioneiro. Durante o cativeiro, ditou as suas aventuras de viagem a um prisioneiro, Rusticiano de Pisa, que foram traduzidas em latim, em 1315, pelo frei Francisco Pipino. Em 1485, depois de traduzidas em várias línguas, foram impressas. A tradução portuguesa surgiu em 1502.
Marco Polo – Richard Humble ; il. Richard Hook
Marco Polo – Simone Abraham Thisse
Catálogo da Biblioteca.