Festejar a liberdade, no mundo de hoje, e numa Europa fustigada, mais uma vez, pela guerra, apresenta-se como uma urgência para a formação dos nossos alunos enquanto futuros cidadãos, tema transversal a todos conteúdos programáticos. Comemorar a Revolução dos Cravos é falar do antes (ditadura) e do depois (as conquistas de Abril). É caracterizar um Portugal isolado do mundo e falar da abertura do país ao planeta e principalmente à Europa, como membro efetivo da União Europeia. Comemorar o 25 de Abril é também falar das conquistas, das pessoas, das inovações, das alterações de mentalidade, da emancipação das mulheres, da modernização do país, do futuro. É falar da estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, de desenvolvimento sustentável, entre muitas outras coisas.
in "Projeto de Comemoração dos 50 Anos do 25 de Abril" (adaptado)
*Projeto bianual.
Ao longo de dois anos, celebrámos este marco importante na História contemporânea do nosso país. Foram diversas as atividades desenvolvidas com o objetivo de congregar os alunos dos diferentes ciclos, cursos e anos letivos.
O projeto culminou num espetáculo, no auditório da ESPA, envolvendo professores e alunos, que celebrou a liberdade de expressão que o 25 de Abril de 1974 nos trouxe.
O professor doutor José Pacheco Pereira é um grande comunicador. Para responder à questão “Onde estava você no 25 de Abril?”, contou as suas movimentações de jovem universitário, em trabalho clandestino antirregime nessa manhã, na cidade do Porto, ainda adormecida.
Logo às primeiras horas, a notícia que corria era que tinha havido um golpe de Kaúlza de Arriaga, militar conotado com os ultras do regime. Na rádio, apenas se ouviam marchas militares. Depois, as horas foram passando e as notícias foram mudando: a rádio começou a passar músicas proibidas pelo regime, os cartazes de protesto já não eram arrancados das paredes. A sensação da mudança ia crescendo.
A propósito de tudo e de nada, o conferencista foi-nos contando como era o Portugal de então, a censura e a repressão, a fuga à guerra e a fuga a salto para o estrangeiro, a miséria social e a condição da mulher reprimida, subjugada e maltratada num país dominado onde as "mães solteiras nunca tiveram boa literatura".
No final, vários alunos colocaram questões sobre o passado político de Pacheco Pereira, a sua perspetiva sobre a atualidade portuguesa e sobre o legado de Abril, o futuro, a educação, etc.
Na mesa desta conferência estiveram a diretora do AEPA, Ana Paula Catalão, a coordenadora da Biblioteca Escolar, a professora Aura Figueira, uma das coordenadoras do Projeto Comemoração dos 50 anos do 25 de Abril, a professora Alda Arguelles, e o aluno David Moreira representando a Associação de Estudantes.
A conferência contou com a colaboração da Associação de Estudantes e da turma do Curso de Turismo 3TT, excecional no apoio e logística. A assistir, estiveram as turmas 10.º CT2, 10.º LH2 e 11.º SE e diversos professores. Neste contexto, o professor Ilídio Trindade leu um poema de sua autoria, relativo ao tema e criado especialmente para esta ocasião.
Alguns momentos desta conferência foram gravados e podem ser visionados abaixo.
O Projeto de Comemoração dos 50 anos do 25 de Abril do AEPA decidiu aderir ao Ciclo de Conferências do 50.º Aniversário do 25 de Abril promovido pela Associação 25 de Abril. As conferências foram transmitidas via zoom, tendo como público-alvo alunos do 6.º ao 12.º anos.
No dia 28 de fevereiro, da parte da manhã, a turma 10.º LH2 assistiu a uma destas conferências, dinamizada por um Capitão de Abril.
Desta forma, os nossos alunos tiveram uma oportunidade única de contactarem diretamente com um protagonista desse momento tão importante da nossa História.
No dia 24 de abril, na Escola Pedro Alexandrino, foi inaugurada a exposição "25 de Abril" com trabalhos oriundos de todas as escolas do agrupamento. Esta exposição teve uma maior concentração de trabalhos na Biblioteca da ESPA, nomeadamente na sala multifunções, para além de diversos trabalhos espalhados por toda a escola.
Também nesta exposição foi incluída a mostra do Destaque do mês com os livros do 1.º ciclo dedicados a esta temática.
Na sala Multifunções, também foram projetados filmes alusivos ao 25 de Abril.
No âmbito do protocolo estabelecido com o Plano Nacional de Cinema, aproveitámos esta ocasião para divulgar excertos de alguns dos inúmeros filmes selecionados pelo PNC para um ciclo de cinema dedicado a este tema.
O ciclo de cinema, denominado "25 Filmes de Abril - Ciclo de Cinema PNC", partiu da tentativa de responder às seguintes interrogações:
Até que ponto têm os jovens portugueses uma ideia, uma opinião, sobre o 25 de Abril?
Até que ponto reconhecem na imagem em movimento o poder de representar a História ou as memórias coletivas do seu país?
A porta de entrada da sala da biblioteca da ESPA foi decorada com um enorme cartaz com as três primeiras estrofes do poema "Trova do mês de abril" de Manuel Alegre. A conceção e grafismo do painel esteve a cargo do aluno Valentyn Vasyliak, do 11.º AV, a quem muito agradecemos.
Numa das fotografias, através do vidro, consegue-se ver o Destaque do mês de abril.
O projeto "Poetas da Liberdade", desenvolvido por todas as turmas da Escola Carlos Paredes, teve o propósito de celebrar o quinquagésimo aniversário da Revolução de 1974. Assim, ao longo do mês de abril os alunos escrevem poemas alusivos à temática que, posteriormente, foram organizados e distribuídos pelos diferentes blocos da escola de forma a dinamizar a comunidade escolar. Além disso, para assinalar o dia do autor português também foram expostas algumas das suas obras. Trabalhos desenvolvidos resultaram da articulação entre as disciplinas de Português e de Ed. Visual das turmas de 2.º ciclo (5.º e 6.º anos).
A Exposição foi construída ao longo de todo o mês de abril, para poder coincidir com a data das celebrações do cinquentenário, motivo pela qual tem sido enriquecida com novos trabalhos.
Também no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril, as turmas do 1.º ciclo da EB Carlos Paredes realizaram atividades relacionadas com esse tema: realização de cravos em família, leitura de histórias em torno desta data e atividades de educação artística.
Coube à professora Paula Duarte, membro da equipa das BE, a orientação das atividades com os alunos, que muito as apreciaram.
Uma das iniciativas levadas a cabo pela Biblioteca, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 Abril de 1974, foi proceder ao levantamento de livros existentes na nossa biblioteca que, num momento ou outro, foram incluídos na lista de livros censurados.
Muitos dos autores que constam desta lista foram-no por serem conotados com ideias socialistas ou comunistas; outros, por serem opositores ao regime ou por expressarem um pensamento mais liberal relativo à vida social ou familiar.
Temas como a sexualidade, a escravatura ou a pobreza em Portugal eram habitualmente censurados, como é o caso de O crime do padre Amaro de Eça de Queiroz, Madame Bovary de Gustave Flaubert ou Gaibéus de Alves Redol. No entanto, alguns volumes surpreendem pela incongruência da escolha, como é o caso da História da literatura portuguesa de António José Saraiva.
Numa colaboração entre a disciplina de Português e a Biblioteca da ESPA, foi criado um padlet com o objetivo de divulgar a obra de alguns artistas que antes e depois do 25 de Abril marcaram o ambiente cultural português.
Desta forma, os alunos contactaram com a lírica, a escrita e as canções de autores como Zeca Afonso, Miguel Torga, Sérgio Godinho, Natália Correia, José Mário Branco ou Sophia de Mello Breyner Andresen, que nos marcaram e fizeram recordar:
"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio,
E livres habitamos a substância do tempo."
O Projeto de Comemoração dos 50 Anos do 25 de Abril, em parceria com a Biblioteca, convidou o jornalista Pedro Caldeira Rodrigues – leia o seu curriculum vitæ – para falar sobre "Jornalismo e Censura".
No auditório, Pedro Caldeira Rodrigues discursou e dialogou com os nossos alunos sobre a sua experiência profissional enquanto jornalista da agência Lusa e do jornal Público.
A sua intervenção centrou-se na sua atuação enquanto repórter de guerra na região dos Balcãs, no decurso das guerras na ex-Jugoslávia (1992-2000), e, mais recentemente, nas reportagens sobre a guerra na Ucrânia entre janeiro e março de 2022. Também abordou a censura durante o Estado Novo.
Leia uma entrevista a este jornalista intitulada "O controlo mediático é feito de duas formas, uma mais subtil e outra mais bruta".
Com a preciosa colaboração da professora Vera Oliveira, de História, foi possível criar na biblioteca da ESPA uma pequena e interessante exposição com objetos relacionados com a sociedade portuguesa antes da Revolução de Abril. Além dos manuais, destacam-se um exemplar do Diário de Notícias, 2.ª tiragem, a noticiar o "movimento militar", e uma réplica em plástico da famosa metralhadora G3.
O auditório encheu para o visionamento de um clássico sobre as horas essenciais e dramáticas da Revolução dos Cravos. Estamos a referirmo-nos ao filme Capitães de Abril, realizado por Maria de Medeiros, em 2000. Veja o trailer AQUI. Pretende ver o filme inteiro (cerca de 2 horas) com qualidade HQ? Clique AQUI.
No âmbito das comemorações do 25 de abril de 1974, foi lançado às escolas o desafio nacional para a construção de uma banda desenhada subordinada ao tema “25 de Abril – o que aconteceu nesse dia?”. Por iniciativa do Clube Europeu do nosso agrupamento, a turma do 10.º AV, sob a orientação da professora Ana Castanheira, participou com a BD que apresentamos, que foi selecionada. Aceda à página oficial desta iniciativa. Quando entrar, clique em "Vê aqui".
Na manhã de 26 de abril, a professora Cristina Ribeiro, da BE, e o professor José Hipólito, do Projeto Património Cultural e Cidadania Local, surpreenderam os presentes na sala de professores da ESPA – que com eles fizeram coro – com canções que fazem parte da história do 25 de Abril.
Os alunos das turmas de 5.º ano da EB Carlos Paredes assistiram à peça de teatro "Era uma vez um país a preto e branco: estórias de abril". Esta peça alusiva ao 25 de abril foi dinamizada pelo grupo Estórias com Asas.
Na biblioteca EB Carlos Paredes, os alunos das turmas 6.º 1.ª, 6.º 2.ª, 6.º 3.ª e 6.º 4.ª apresentaram os seus trabalhos realizados em História, Português, Educação Musical e PAM. Juntos cantámos e conversámos... conversámos muito!