O Plano Nacional de Cinema (PNC) é dinamizado pela Direção-Geral da Educação (DGE), pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. Trabalha com um universo de mais de 600 escolas de todo o país e também com escolas portuguesas dos países da CPLP. Tem como objetivos principais implementar a literacia para o cinema junto do público escolar e garantir os instrumentos básicos de «leitura» e compreensão de obras cinematográficas e audiovisuais. Para tal, disponibiliza uma plataforma streaming de cinema, um instrumento de acesso do público escolar a filmes e documentários selecionados, enquadrada num conjunto de medidas pedagógicas integradas.
Através da Biblioteca Escolar, o AEPA aderiu a este plano no ano letivo 2023-2024. A sua equipa tem em mira a divulgação do Plano Nacional de Cinema e a apresentação regular de sugestões de visionamento, tendo em conta os conteúdos programáticos e uma formação mais abrangente e inclusiva. A equipa do PNC AEPA é constituída pelas professoras Aura Figueira e Edite Marques.
de Jonas Poher Rasmussen
Vários países | 2021 | 90 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário
Num encontro incomum, mas muito cativante, Flee – A Fuga é um documentário que também é um filme de animação. Ou será o contrário? Num registo biográfico e diarístico, conta-se a história de um refugiado, o afegão Amin, que é gay num país em que a homossexualidade oficialmente não existe, ao ponto de nem sequer haver uma palavra para a designar.
Em estilo de entrevista, Amin conta o seu percurso de sobrevivência do Afeganistão até à Dinamarca, onde encontra refúgio. No momento presente, mais velho e com uma carreira profissional de sucesso – que sempre colocou em primeiro lugar – prepara-se para casar com o seu namorado de longa data. Mas guarda ainda muitos segredos do seu passado, que só agora volta a recordar, partilhando-os pela primeira vez com o próprio noivo.
Baseada em factos reais vividos, sentidos na pele por muitos, a história de Amin relata um percurso violento e difícil, em que a corrupção se cruza com a morte. O filme aborda uma terrível passagem pela Rússia, onde os polícias inspiram mais receio do que os ladrões, e desmascara os negócios sem fronteiras do tráfico humano em que os migrantes – com a promessa de uma futura libertação – são sujeitos a condições de vida infra-humanas.
Estamos perante um filme diferente e dinâmico que surpreende, em que a animação se entrecruza com imagens reais que retratam a época narrada e que nos impedem de ignorar a realidade em que vivemos.
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste filme.
de Mamoru Hosoda
Japão | 2021 | 121 min
Público-alvo
2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário
Após a morte da mãe, de quem era muito próxima, Suzu afastou-se dos amigos e isolou-se no seu próprio mundo. Certo dia, enquanto navegava pela internet, entrou no mundo U, um universo virtual com mais de cinco mil milhões de membros, onde sentiu ter finalmente a oportunidade de recomeçar uma “nova vida”. Aí, longe da penosa realidade em que tinha vivido, Suzu transformou-se em Belle, uma cantora pop muito famosa, segura de si e admirada por todos.
Inspirado na história de A Bela e o Monstro, este filme de animação foi escrito e realizado por Mamoru Hosoda, o autor japonês de O Rapaz e o Monstro e Mirai.
Hosoda volta à dimensão virtual com uma releitura da história de A Bela e o Monstro, o famoso conto de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1711-1780), tal como fizera em Mirai (2018), em que um menino descobre um jardim mágico que lhe permite viajar no tempo e conhecer parentes de outras eras. Porém, a história ganha atualidade por decorrer na era do digital e das redes sociais, entrelaçada com uma intriga de infelicidade e desconcerto adolescente.
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste filme.
de Ilker Çatak
Alemanha | 2023 | 104 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário
Carla Nowak, uma jovem professora de Educação Física e Matemática, inicia o seu primeiro emprego numa escola secundária. Destaca-se dos outros docentes graças ao seu idealismo.
Quando há uma série de roubos na escola e se suspeita de um dos seus alunos, ela decide investigar o caso. Carla tenta mediar entre pais indignados, colegas obstinados e alunos agressivos, mas vê-se implacavelmente confrontada com as estruturas do sistema escolar.
Quanto mais desesperadamente tenta agir de forma correta, mais a jovem professora se aproxima do seu limite.
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste filme.
de Estibaliz Urresola Solaguren
Espanha | 2023 | 125 min
Público-alvo
3.º ano e secundário
Para comemorar o Dia Mundial do Cinema, sugerimos o visionamento de um filme sobre o caso verídico de uma criança transgénero.
Ane tem três filhos, entre as quais Aitor (Sofía Otero), de oito anos, cuja alcunha em basco é Coco. Durante as férias de verão numa zona rural do País Basco, a criança passa por uma fase de profundo questionamento sobre a sua identidade de género. Sendo rapaz, Aitor sente-se rapariga. As dúvidas adensam-se, os pensamentos da criança acumulam-se e resultam em momentos de mágoa e conflito.
Aos poucos, Ane apercebe-se que aquilo que encara como “uma sensibilidade especial” de Aitor é algo mais aos olhos dos outros. Lentamente, os desassossegos da criança, da sua mãe, da avó, do pai, dos irmãos juntam-se num complexo enredo de emoções.
Trata-se de um filme nostálgico e sensível sobre identidade e crescimento, que em nenhum momento necessita de recorrer ao drama excessivo, nem a moralismos, para alcançar profundidade no que é contado.
20 000 Espécies de Abelhas é o primeiro filme de ficção da basca Estibaliz Urresola Solaguren. O filme estreou em 2023 no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde ganhou três prémios, incluindo o Urso de Prata para Sofía Otero pela Melhor Interpretação em Papel Principal.
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste filme.
Especial 50 ANOS - 25 DE ABRIL
Até que ponto têm os jovens portugueses uma ideia, uma opinião sobre o 25 de Abril? Reconhecerão na imagem em movimento o poder de representar a História, as memórias coletivas do seu país? Ao completarem-se 50 anos sobre a revolução do 25 de Abril de 1974, é crucial transmitir aos jovens o poder simbólico e icónico da imagem em movimento, relacioná-la com a História e perceber a sua força como estratégia transformadora da realidade.
Com "25 Filmes de Abril - Ciclo de Cinema PNC", o Plano Nacional de Cinema apresenta um diverso leque de sugestões cinematográficas que se adaptam a vários ciclos e públicos com idades e interesses variados.
Para saber mais sobre as celebrações desta efeméride no AEPA, consulte a nossa página 50 anos do 25 de Abril.
de Deniz Gamze Ergüven
Turquia, Alemanha, França
2015 | 97 min
Público-alvo
9.º ano e secundário
Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, sugerimos um filme que retrata a cruel condição feminina que ainda hoje se vive em muitos países.
É verão na Turquia. Lale e as suas quatro irmãs vivem numa pequena aldeia com a avó e com o tio. Um dia, depois do fim das aulas, são apanhadas a brincar na praia com alguns colegas de escola. A brincadeira, apesar de inocente, é mal interpretada pelos familiares, que a consideram inapropriada e escandalosa pela religião muçulmana, o que virá a ter consequências inesperadas. O castigo não tarda e as cinco raparigas são fechadas em casa, proibidas de qualquer contacto com o mundo exterior. A casa da família transforma-se lentamente numa prisão e os seus casamentos começam a ser planeados. Porém, incapazes de se deixarem dominar, elas encontram as suas próprias formas de contornar as regras que lhes são impostas.
Mustang marca a estreia na realização de longa-metragem de Deniz Gamze Ergüven. O filme foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (representando a França).
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste filme.
de Noémia Delgado
Portugal | 1976 | 116 min
Público-alvo
9.º ano e secundário
O título do filme indica aquele que é o elemento fundamental destas festividades, as máscaras. Usadas em celebrações nas várias aldeias, podem ser feitas de madeira, couro ou latão e são, tradicionalmente, envergadas por rapazes solteiros, combinando com fatos de lã de cores vivas, em especial amarelo, laranja e vermelho, que enfeitam com ruidosos chocalhos. A completar a indumentária levam um pau comprido, para amedrontar quem com eles se cruza ou para espalharem a palha que encontram pelo caminho.
A preparação e desenvolvimento de festas em terras do nordeste transmontano, numa celebração do Ciclo de Inverno − do Natal à Quarta-Feira de Cinzas, integradas nas Festas dos Rapazes, de Santo Estevão, do Natal, do Ano Novo, dos Reis e, em casos especiais, do Carnaval.
Através da representação dos mascarados e seus rituais, sublinhando uma estreita ligação aos ciclos de nascimento/vida/morte, o filme resulta num testemunho fundamental no panorama do cinema e da cultura portuguesa.
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste documentário.
De 11 a 15 de dezembro, no sentido de promover a defesa mundial dos direitos humanos, o PNC e a BE propõem o visionamento de um documentário e de dois filmes que focam precisamente essa luta:
Belle − história verídica da filha de um capitão britânico e de uma escrava africana que, após a morte da mãe, é levada para Inglaterra e criada no meio aristocrático. No século XVIII, em que a escravatura é encarada com normalidade, Belle descobre a mentalidade racista e a própria situação limitada da mulher.
Selma: A Marcha da Liberdade − em 1965, milhares de pessoas caminharam da cidade de Selma até ao Alabama durante a campanha para a igualdade de direitos ao voto. Esta marcha liderada por Martin Luther King Jr. contra a segregação racial da comunidade negra nos EUA sensibilizou a opinião pública mundial.
Documentário Eu, Malala − ver rubrica Um livro, um filme (procurar nesta página).
de Amma Asante
Reino Unido | 2013 | 100 min
Público-alvo
1.º ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário
de Ava DuVernay
EUA | 2014 | 128 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário
de Fernando Correia
Portugal | 1990 | 11 min
Público-alvo
pré-escolar
de Alexs Stadermann
Alemanha | 2014 | 80 min
Público-alvo
pré-escolar e 1.º ciclo
de Margarida Cardoso e Carlos Barroco; Portugal e Cabo Verde
2000 | 60 min
Público-alvo
2.º e 3.º ciclos
de Pawo Choyning Dorji
Butão | 2022 | 110 min
Público-alvo
2.º e 3.º ciclos
Plano Nacional de Cinema (PNC) e Plano Nacional de Leitura (PNL) em colaboração com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE)
A relação entre a literatura e o cinema estrutura-se numa contínua interligação. Os dois universos apresentam intrínsecas conexões, mas também diferenças óbvias. O paralelismo imediato que se pode estabelecer através da adaptação de livros, de documentários sobre escritores ou sobre grandes obras literárias nem sempre é o de argumentistas e realizadores, que podem ter outra visão.
Contudo, devem ser encarados como dois objetos diferentes: nem os livros substituem os filmes, nem os filmes substituem os livros. Mas podem complementar-se e serem estabelecidos pontos de ligação.
Pode um filme motivar para a leitura? Sim. Veja a abordagem sugerida pela RBE no guião "Um livro... um filme".
Livro − D'este viver aqui neste papel descripto: Cartas da guerra
"As cartas deste livro foram escritas por um homem de 28 anos na privacidade da sua relação com a mulher, isolado de tudo e de todos durante dois anos de guerra colonial em Angola, sem pensar que algum dia viriam a ser lidas por mais alguém. Não vamos aqui descrever o que são essas cartas: cada pessoa irá lê-las de forma diferente, seguramente distinta da nossa. Mas qualquer que seja a abordagem, literária, biográfica, documento de guerra ou história de amor, sabemos que é extraordinária em todos esses aspetos (...) Este é o livro do amor dos nossos pais, de onde nascemos e do qual nos orgulhamos. Nascemos de duas pessoas invulgares em tudo, que em parte vos damos a conhecer nestas cartas. O resto é nosso." (Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes in "Prefácio")
Filme − Cartas da Guerra
Cartas da Guerra é a história de um amor brutalmente interrompido por uma guerra incompreensível. É a história de um médico que se descobre escritor nas Terras do Fim do Mundo. É a história de um homem que ganha consciência política entre as chagas dos seus camaradas. É um intenso e agonizante poema feito filme, sob o olhar de Ivo Ferreira. O realizador, de 40 anos, adaptou a correspondência que António Lobo Antunes enviou à sua mulher Maria José enquanto serviu de médico alferes durante a Guerra Colonial, em Angola. (...) Um filme que respeita admiravelmente as palavras do autor, servindo-se delas para criar a estrutura que o atravessa e sustenta e dá margem para a recriação cinematográfica do realizador. (Manuel Halpern in Visão Se7e)
de João Botelho
Portugal | 2014 | 184 min
Público-alvo
secundário
Livro − Os Maias
Publicado em 1888 com o subtítulo Episódios da vida romântica, é considerado pelos críticos a melhor obra de Eça de Queirós e uma das obras-primas da literatura portuguesa. (...) Vale principalmente pela linguagem em que está escrito e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista) onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional. A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração. (...) A história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens. (in Infopédia)
Filme − Os Maias: cenas da vida romântica
O João Botelho não se limita a adaptar para o cinema a obra de Eça. Ele dá uma nova roupagem a “Os Maias”, mais moderna e inteligente. (...) Botelho de forma moderna filmou este livro, mas não o faz de forma literal. (...) O realizador introduz o espetador num estúdio de cinema, onde vemos pequenas maquetas dos cenários do filme, apresenta grande parte do elenco com as fotografias dos atores e outros elementos de cinema, como o argumento do filme. (...) O Portugal do século XIX continua muito parecido com o do século XXI. Estes episódios da vida romântica são no fundo uma crónica de costumes, de uma sociedade passiva, representados por uma classe social corrupta e sedenta de interesses mesquinhos, onde poucos acreditam em qualquer ideal que seja. (Tiago Resende in Cinema Sétima Arte)
de Fernando Vendrell
Portugal | 2018 | 115 min
Público-alvo
secundário
Livro − Apariçõo
A ação inicia-se com a chegada a Évora de um novo professor, Alberto Soares, no início de mais um ano letivo. Alberto, o narrador, cedo se relaciona com o Doutor Moura, antigo colega do seu pai, e o seu círculo familiar, nomeadamente Ana, casada com Alfredo Cerqueira, Sofia, de quem se tornará explicador de Latim, e Cristina, a filha mais nova da família. Neste espaço familiar circulam também as figuras de Carolino, um dos seus alunos do Liceu, e o engenheiro Chico, um amigo da família, espécie de neorrealista militante. (...) Alberto é aquele que introduz o vírus da interrogação no seio da comunidade eborense: «Tinha uma missão a executar, uma extraordinária notícia a transmitir. (...) Era absolutamente necessário que a vida se iluminasse na evidência da morte». (in Infopédia)
Filme − Aparição
Mérito lhe seja dado, Fernando Vendrell observou bem as dimensões da obra, reconstruindo-as em cinema, em duas camadas. E fê-lo com elegância e bom gosto (...). O filme situa-se em Évora, cidade onde o próprio Vergílio Ferreira foi colocado como professor nos anos 50 do século passado. A cidade tem um ambiente claustrofóbico, contrariado por uma certa elite, a vários níveis à frente do seu tempo. É ali que o protagonista, Alberto, encontra Sofia, moralmente arrojada, musa de desejo e morte. Mas também Carolino, um aluno que adota como discípulo, mas que faz uma leitura fatalmente perversa das suas reflexões existencialistas, o que resulta num desfecho trágico de dupla leitura. Em Aparição, Fernando Vendrell recupera Vergílio Ferreira para o cinema português. (Manuel Halpern in Visão Se7e)
de Davis Guggenheim
EUA | 2015 | 89 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário (maiores de 12 anos)
Livro − Eu, Malala
No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. (in Wook)
Filme − Eu, Malala
“He Named Me Malala” é o nome do documentário sobre a vida de uma adolescente paquistanesa de 17 anos (...), a mais jovem vencedora do prémio Nobel da Paz (recebeu-o em 2014). É também uma das ativistas mais conhecidas do mundo pela defesa do direito à educação das meninas. «O meu pai só me deu o nome 'Malala', não fez de mim 'Malala'», diz. (...) «Eu continuo a ser uma rapariga normal, mas se tivesse uma mãe normal e um pai normal, já teria dois filhos nesta altura» (...). A rapariga que foi alvejada aos 15 anos por um terrorista da Al-Qaeda enquanto regressava da escola é, desde cedo, defensora do direito à educação. Foi aliás esse o motivo que levou ao ataque que sofreu. «Pensaram que a bala nos ia silenciar. (Mas) eu continuo a mesma Malala», diz no excerto lançado agora. O pai conta que ele e a mulher choraram «toda a noite» enquanto Malala lutava pela vida. (Catarina Marques Rodrigues in jornal Observador)
Refletir sobre o bullying
de Laura Wandel
Bélgica | 2021 | 72 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário
Nora tem sete anos e regressou à escola com Abel, o seu irmão mais velho. Quando ela percebe que ele é constantemente atormentado por alguns colegas, quer protegê-lo e contar aos pais. Mas ele obriga-a a guardar segredo. A pequena vê-se assim dividida entre o que considera certo e a lealdade à promessa que fez.
Recreio é o primeiro filme de Laura Wendel. Ganhou vários prémios internacionais, tal como o prémio FIPRESCI no Festival de Cinema de Cannes. É um drama sobre bullying e violência emocional entre crianças, habitado quase exclusivamente por elas (os poucos adultos que surgem são meros "figurantes").
Veja as nossas propostas de atividades para uma exploração didática deste filme.
de Marie-Castille Mention-Schaar
França | 2014 | 105 min
Público-alvo
9.º ano e secundário
de João de César Monteiro
Portugal | 1969 | 19 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário
de Margarethe von Trotta
Alemanha | 2013 | 108 min
Público-alvo
secundário
de Dorota Kobiela, Hugh Welchman
Reino Unido, Polónia | 2017 | 94 min
Público-alvo
3.º ciclo e secundário
No Dia Mundial do Cinema, iniciamos uma nova página dedicada à Sétima Arte!
O Plano Nacional de Cinema é dinamizado pela Direção-Geral da Educação (DGE), pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. A equipa do PNC AEPA é constituída pelas professoras Aura Figueira e Edite Marques.
Os filmes são disponibilizados gratuitamente às escolas inscritas no PNC, através da Plataforma de Filmes do PNC − um serviço em streaming exclusivo e gratuito, operacionalizado em ambiente escolar − e/ou através de exibições em sala de cinema.
Poderão ser exibidos em qualquer sala de aula em dia e hora a combinar com os interessados, visto que há formalidades no acesso ao serviço em streaming.
Como primeira sugestão, o PNC AEPA propõe a visualização de três grandes filmes: