O Programa Saúde Nota 10 é uma iniciativa estratégica de educação ambiental das unidades AEGEA no Espírito Santo. Operado via Parceria Público-Privada com a CESAN e em cooperação com a Secretaria Municipal de Educação de Serra (SEDU), o projeto atua nas áreas de abrangência da concessionária Ambiental Serra.
O programa tem como objetivo central fornecer a alunos e professores do 6º ano do Ensino Fundamental II e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ferramentas para o aprofundamento em temas transversais: cidadania, meio ambiente, água e saneamento.
A metodologia foca no desenvolvimento de soluções práticas para os desafios locais das escolas e bairros, especificamente no que tange ao ciclo da água, tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos.
Organização e Componentes Formativos
O programa estrutura-se para atender diferentes níveis de ensino e perfis profissionais dentro do ambiente escolar:
Público-Alvo: Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II.
Corpo Docente: Professores de Ciências (preferencialmente), Geografia ou áreas afins que desenvolvam temas de sustentabilidade.
Formação Técnica: Os docentes participam de uma capacitação presencial de 4 horas e recebem suporte via plataforma digital Academia Aegea Social e apostilas de apoio.
Planejamento e Execução
As ações são executadas em sala de aula através de metodologias práticas e recursos audiovisuais:
Concurso de Desenho/Produção Textual: Estudantes do 6º ano devem elaborar uma história em quadrinhos original sobre o tema "Água e esgoto tratados: Saúde para todos".
Gincana do Óleo: As turmas engajam-se na coleta de óleo de cozinha usado. Cada 1 litro coletado é revertido em 500ml de detergente biodegradável, fomentando a economia circular.
Plano de Aula: Professores planejam e executam projetos baseados em metodologia investigativa que analisem os impactos do saneamento na comunidade local.
Territórios Prioritários: O planejamento inclui ações intensificadas em 10 bairros com histórico crítico de uso incorreto da rede coletora de esgoto.
Monitoramento e Prestação de Contas
O controle da eficácia e participação no programa é realizado por meio de registros formais:
Controle de Participação: A adesão da escola é formalizada via Termo de Adesão, e a participação de alunos e professores exige o preenchimento de fichas de inscrição específicas.
Rastreabilidade de Resíduos: O recolhimento de óleo é monitorado através da "Ficha de Controle de Recolhimento de Óleo", garantindo a transparência no processo de destinação correta.
Avaliação de Resultados: A medição do engajamento ocorre ao final de um ciclo de 4 meses após a formação, resultando em premiações para as unidades com maior desempenho na gincana.
O projeto Defesa Civil nas Escolas surge da necessidade de fortalecer a resiliência comunitária no município de Serra, que historicamente enfrenta desastres anuais como inundações e deslizamentos, especialmente entre os meses de novembro e março.
O objetivo central é capacitar a comunidade escolar, inserindo a cultura de Gestão de Risco e Gerenciamento de Desastres no ambiente educacional. Ao educar crianças e jovens, o projeto busca gerar uma mudança de comportamento e uma melhor percepção de risco que se estenda para toda a sociedade a curto, médio e longo prazo.
Organização e Componentes Formativos
A atuação da Proteção e Defesa Civil é organizada em cinco fases interdependentes que compõem o currículo formativo do projeto:
Gestão de Risco (Ações Prévias)
Prevenção: Focada em evitar desastres por meio de mapeamento de áreas de risco, obras estruturantes, legislações de ocupação de solo e capacitação social.
Mitigação: Busca limitar os impactos quando o evento é inevitável, utilizando monitoramento ambiental, emissão de alertas e planos de evacuação.
Preparação: Desenvolvimento de capacidades para uma resposta eficiente, incluindo planos de contingência, treinamentos e exercícios simulados.
Gerenciamento de Desastres (Ações Durante e Pós)
Resposta: Ações imediatas de socorro, busca e salvamento, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais.
Recuperação: Ações definitivas para reconstruir a infraestrutura e restabelecer a normalidade, visando condições melhores do que as anteriores ao evento.
Planejamento e Execução
A metodologia de execução foi desenhada para integrar o tema ao cotidiano escolar de forma prática e teórica:
Capacitação de Multiplicadores: Treinamento direcionado aos professores da rede municipal.
Material Didático: Elaboração de plano de aula padronizado, com customização para a realidade geográfica específica de cada unidade de ensino.
Instruções em Sala: Aulas teóricas de 1 hora ministradas por professores ou agentes da Defesa Civil.
Oficinas Práticas: Realização de oficinas laboratoriais de gestão de risco para aplicar o conhecimento nivelado na teoria.
Resultados Esperados: O sucesso do programa é avaliado pela melhoria documentada na percepção de risco dos alunos e na mudança de comportamento das comunidades em relação à ocupação de áreas de risco.
O Programa de Educação Ambiental Formação Continuada, promovido pelo Parque Botânico Vale, é uma iniciativa pedagógica estratégica voltada para a construção de saberes socioambientais. O programa fundamenta-se nos quatro pilares da educação estabelecidos pela UNESCO: Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser.
Atuando em regime de colaboração com instituições públicas da Grande Vitória, o projeto foca prioritariamente em estudantes do Ensino Fundamental 2 (7º ano), buscando integrar o conhecimento teórico à prática vivencial em um ambiente de conservação.
Objetivos
O propósito central do programa é a formação de multiplicadores. Através de uma abordagem sistêmica, os objetivos incluem:
Promover o engajamento e o comprometimento dos estudantes com a sustentabilidade e a cidadania.
Desenvolver o entendimento crítico sobre os eixos temáticos: água, biodiversidade, resíduos, energia e ar.
Estimular a autonomia dos alunos para a criação de soluções que beneficiem a comunidade escolar, local ou o ambiente doméstico.
Organização e Execução
A metodologia do programa é processual e colaborativa, garantindo o suporte necessário para a participação plena das escolas.
Encontros Presenciais: As turmas realizam quatro visitas anuais ao Parque Botânico Vale. Cada encontro tem duração estimada entre 2h e 2h30min, período em que a equipe técnica explora os temas ambientais e transversais com os alunos.
Logística: Para assegurar a acessibilidade e a permanência, o Parque disponibiliza transporte e lanche para as turmas em todos os encontros programados.
Temáticas: O conteúdo abrange recursos naturais e questões de cidadania, permitindo uma visão holística dos impactos humanos no ecossistema.
Culminância
O ciclo formativo encerra-se no mês de novembro com o Evento de Culminância. Este momento é dedicado à apresentação dos projetos desenvolvidos pelos estudantes dentro de suas respectivas escolas ao longo do ano.
O Programa Agrinho é uma iniciativa de responsabilidade social que visa a formação de cidadãos conscientes e engajados. Através de ações educativas, o projeto estimula estudantes e professores da zona rural (ou de escolas que atendam alunos residentes nestas áreas) a buscarem soluções criativas para a melhoria da qualidade de vida em suas comunidades.
OBJETIVOS
Formação Cidadã: Estimular o pensamento crítico e o engajamento de crianças e estudantes na melhoria da qualidade de vida local.
Inovação Pedagógica: Fomentar o uso da tecnologia e da pesquisa como motores de desenvolvimento no campo.
Valorização Profissional: Reconhecer e premiar práticas pedagógicas de excelência desenvolvidas por professores e pedagogos.
ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO
O programa fundamenta-se na Pedagogia da Pesquisa, estruturando-se nas seguintes etapas operacionais:
Capacitação Metodológica: O SENAR realizará treinamentos presenciais obrigatórios de 4 horas para os professores inscritos, visando alinhar as diretrizes do tema "Tecnologia que transforma o campo".
Diagnóstico e Intervenção: O docente deve realizar um diagnóstico das condições da comunidade e propor soluções práticas.
Como parte da metodologia do Programa, os educadores aplicam a Pedagogia da Pesquisa, junto aos alunos, para realizar um diagnóstico das condições da comunidade, propor soluções e colocá-las em prática. Em seguida, os alunos produzem desenhos e redações, e os educadores relatam as experiências pedagógicas desenvolvidas. Esses trabalhos são enviados ao SENAR-AR/ES, onde serão analisados e premiados nas seguintes categorias:
Educação Infantil
Educação Especial
Ensino Fundamental I
Ensino Fundamental II
Professores – Relato de Experiência Pedagógica
Coordenador Municipal
Pedagogo (categoria nova)
O Projeto Recicla Escola foi implementado em 2012 nas Unidades de Ensino do município, em consonância com a Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), marco regulatório que estabelece princípios, objetivos e diretrizes para a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos no país.
O Projeto Recicla Escola foi implementado em 2012 nas Unidades de Ensino do município, em consonância com a Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), marco regulatório que estabelece princípios, objetivos e diretrizes para a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos no país.
Atualmente, o Projeto está presente em 148 Unidades de Ensino, observando também a Lei Municipal nº 4.194/2014, que institui o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Serra, define diretrizes para sua implementação e estabelece as demais providências correlatas.
Dessa forma, o Recicla Escola consolida-se como uma política pública educacional alinhada aos marcos legais federal e municipal, promovendo a educação ambiental, a responsabilidade socioambiental e a formação de uma cultura sustentável no âmbito escolar.
ORGANIZAÇÃO E COMPONENTES FORMATIVOS
O Projeto Recicla Escola encontra-se organizado a partir de ações educativas voltadas à promoção da educação ambiental e da inclusão social, com foco na conscientização da comunidade escolar quanto à correta separação dos resíduos sólidos e à valorização do trabalho dos catadores de materiais recicláveis.
Os componentes formativos do projeto contemplam palestras e orientações práticas, direcionadas a profissionais da educação e demais membros da comunidade escolar. Essas ações abordam temas relacionados à reciclagem, sustentabilidade, responsabilidade socioambiental e uso adequado o Local de Entrega Voluntária (LEV), favorecendo a construção de conhecimentos e atitudes alinhadas à preservação ambiental.
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO
O planejamento do Projeto Recicla Escola está fundamentado na articulação entre a Secretaria Municipal de Educação (SEDU) e a Secretaria de Serviços (SESE), em consonância com o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado em 2011 com o Ministério Público, que estabelece a supervisão e o monitoramento da coleta seletiva pela SESE.
A execução do projeto ocorre mediante contato prévio da Secretaria de Serviços (SESE), com as Unidades de Ensino, para agendamento de visitas técnicas. Durante essas visitas, é avaliada a viabilidade de instalação do Local de Entrega Voluntária (LEV) na escola e são fornecidas orientações à comunidade escolar sobre o uso adequado do equipamento.
As ações educativas são desenvolvidas em sala de aula e em outros espaços pedagógicos, por meio de metodologias práticas e utilização de recursos audiovisuais, visando ampliar o engajamento dos participantes e assegurar a efetividade do processo formativo. O material reciclável coletado nos LEVs é encaminhado às cooperativas e associações de catadores do município, incluindo RECUPERLIXO, ABRASOL e AMARVILA.
MONITORAMENTO E PRESTAÇÃO DE CONTAS
O monitoramento do Projeto Recicla Escola é realizado de forma sistemática, com vistas ao acompanhamento da eficácia das ações e da participação das Unidades de Ensino envolvidas. Esse controle ocorre por meio de registros formais, tais como relatórios de visitas técnicas, registros fotográficos, A prestação de contas fundamenta-se na consolidação desses registros, permitindo a avaliação contínua do alcance dos objetivos propostos, garantindo a transparência das ações desenvolvidas e subsidiando a tomada de decisões para o aprimoramento e expansão do projeto no âmbito da rede municipal de ensino.
O Projeto Caiman é uma iniciativa do Instituto Marcos Daniel (IMD), desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, voltada à promoção da educação ambiental. O projeto realiza ações de sensibilização ambiental que oportunizam ao público o conhecimento sobre a espécie foco do projeto, suas características e interações em seu habitat natural, compreendido como o seu espaço de vida e equilíbrio ecológico.
Mais do que a disseminação de informações, o Projeto Caiman busca enfrentar o desafio de promover a mudança de atitudes em relação ao uso sustentável dos recursos naturais e à valorização da vida em todas as suas formas, contribuindo para a formação de uma consciência ambiental crítica e responsável.
Conscientizando e sensibilizando estudantes, sobre a importância da preservação ambiental, bem como promover a ampliação do olhar socioambiental dos profissionais da educação, fomentando a construção de uma rede interdisciplinar voltada à formação de cidadãos críticos, autônomos e comprometidos com decisões ecologicamente responsáveis.
ORGANIZAÇÃO E COMPONENTES FORMATIVOS
O Projeto Caiman apresenta organização pedagógica fundamentada nos princípios da Educação Ambiental, conforme preconiza a legislação vigente, em especial a Lei nº 4.461/2016, que institui a Política de Educação Ambiental no Município da Serra. Os componentes formativos estão estruturados a partir de ações educativas que articulam conhecimento científico, sensibilização ambiental e práticas pedagógicas interativas.
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO
O planejamento do Projeto Caiman contempla a organização prévia das ações educativas por meio de agendamento das visitas ao Centro de Educação Ambiental Jacuhy (CEA), assegurando o atendimento sistemático e ordenado das Unidades de Ensino. A execução do projeto ocorre mediante articulação entre o Instituto Marcos Daniel e a Secretaria Municipal de Educação, por intermédio da Gerência de Programas de Apoio Pedagógico (GPAP).
As atividades são realizadas em ambiente educativo apropriado, com visitas guiadas previamente agendadas, atendendo estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A metodologia adotada privilegia práticas participativas e o uso de recursos pedagógicos interativos, possibilitando a integração entre teoria e prática e favorecendo o engajamento dos participantes.
MONITORAMENTO E PRESTAÇÃO DE CONTAS
O monitoramento do Projeto Caiman é realizado de forma sistemática, por meio de instrumentos formais de acompanhamento, tais como controle de agendamentos, listas de presença e registros das visitas.
A prestação de contas das ações desenvolvidas ocorre a partir da consolidação desses registros, permitindo a avaliação da abrangência do atendimento, da participação da comunidade escolar e do alcance dos objetivos pedagógicos propostos. Esses procedimentos asseguram a transparência do projeto, subsidiam a tomada de decisões e possibilitam o aperfeiçoamento contínuo das ações, bem como o atendimento às exigências dos órgãos gestores e parceiros institucionais.
MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
A avaliação do projeto considera a participação dos estudantes, o envolvimento dos profissionais da educação e o alcance dos objetivos pedagógicos propostos, possibilitando a análise contínua da efetividade das ações desenvolvidas e subsidiando o aprimoramento das práticas educativas, bem como a prestação de contas aos órgãos parceiros e gestores envolvidos.