Mostra
Mostra
que mostram que a natureza não é um recurso a ser utilizado, mas é a própria vida. Então, essa possibilidade faz parte da Mostra O Vale além do Aço: viagens por outros territórios, desenvolvida por estudantes do CEFET-MG campus Timóteo. O evento será realizado no dia 18 de novembro, das 8h30 às 11h30, no campus Timóteo.
Durante quase nove meses, estudantes da segunda série do ensino técnico integrado em Desenvolvimento de Sistemas, Edificações e Química leram, pensaram, refletiram e discutiram sobre um tema tão caro e urgente: o Vale tem algo além do aço, tem vidas que se cruzam e que valem a vida. Agora, é hora desses estudantes apresentarem todo esse trabalho em exposições que ressaltam essa temática tão importante para todos da região.
A Mostra é fruto do projeto de ensino ― “O Vale além do Aço” ―, que envolve professoras e professores do Departamento de Formação Geral, do CEFET-MG campus Timóteo (DFGTM), em uma parceria transdisciplinar com diferentes áreas: Biologia, Educação Física, Filosofia, Geografia, História, Língua Portuguesa e Redação.
A ideia do projeto é suscitar questões que apontam para a complexa relação entre sujeitos e natureza. Partindo disso, questiona-se o caráter evidente do próprio nome da região: Vale do Aço, em que os sentidos aparecem como relacionados ao perfil econômico, industrial e à exploração extrativista realizada há anos. Aqui é preciso um deslocamento: o Vale tem e dá vida, o Vale é mais que aço.
Venha com a gente e atravesse esses itinerários repletos de questões, de possibilidades e deslocamentos…
O Vale além do Aço: viagens por outros territórios será uma mostra de arte e cultura que proporcionará ao visitante uma imersão ao modo de vida e perspectiva dos povos indígenas dessa região. Para isso, o público percorrerá três itinerários artísticos: Raízes (Desenvolvimento de Sistemas); Uma jornada de descoberta: explorando as opressões sobre as populações indígenas (Edificações); Entrelaçando épocas: o Vale antes e depois do Aço (Química).
“A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas
isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a
gente quer reduzi-la a uma coreografa ridícula e utilitária. [...] Nós temos que ter coragem para ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência”.
Ailton Krenak
Circuito 1 | 1º andar
curadoria: 2ª série Desenv. de Sistemas
Neste circuito, a ideia é que o visitante tenha um mínimo encontro com a biodiversidade e a rica herança cultural do Parque Estadual do Rio Doce. Para isso, o itinerário Raízes se dará em duas partes: na primeira, o visitante vai percorrer pela história da reserva e da trajetória dos povos originários; na segunda, o visitante vai se sentir dentro do Parque, a partir das fotografias tiradas pelos estudantes e do cenário com plantas naturais da reserva, possibilitando essa sensação de encontro com a natureza e a conscientização sobre a beleza e importância do Parque.
Circuito 2 | 1º andar
curadoria: 2ª série Edificações
O itinerário criativo intitulado Uma jornada de descoberta: explorando as opressões sobre as populações indígenas potencializa a ideia de que não há caminhos prontos e acabados, os caminhos se fazem no caminhar. Ao andar pela instalação, o visitante terá uma experiência criativa imersiva, percorrendo um fluxo artístico composto por trilhos que proporcionarão uma viagem a outros pontos, pontos que não necessariamente são físicos, mas territórios projetados criativamente para representar a perspectiva da população indígena sobre o Vale. Esse caminho se constrói de forma multissensorial. Por meio do toque, ao pisar em trilhos que remetem à estrada de ferro; por meio dos sons, no processo de ambientação da instalação; por meio do olhar, ao apreciar as obras produzidas pelos estudantes; por meio das emoções, ao propor a participação na composição de uma obra coletiva. Todo esse trajeto é um convite à reflexão.
Circuito 3 | 2º andar
curadoria: 2ª série Química
Na exposição Entrelaçando épocas: o Vale antes e depois do Aço, o visitante vai fazer um passeio pelo trem da história do Vale do Aço, a começar pelo que ele era antes e o percurso para ser o que é hoje. Quando entregar seu bilhete de passagem, vai passar por “vagões” que contam um pouco da linha do tempo do Vale. No percurso, o visitante verá poemas e manchetes de notícias que mostram histórias silenciadas e também que celebram a vida e a natureza. Para ter uma experiência sensorial única, o itinerário terá animais em origami e comidas típicas dos povos indígenas (tão presentes no nosso cotidiano). Embarque com a gente e venha nessa viagem para conhecer um pouco mais sobre o Vale!