Primeiro de setembro de 1939, a vida era mais leve como balões flutuando no ar. Eu me lembro de brincar em meu jardim. Ver meus pais na cozinha, preparando meu jantar preferido, da minha linda casa de boneca comprada com tanto esforço dos meus pais. Minha mãe se chamava Charllote e eu me sentia amada quando meus cabelos longos e loiros eram penteados por ela, enquanto minha canção preferida era cantada pela sua voz suave. Meu pai se chamava Oliver e ele comprava meus vestidos favoritos. Nós éramos a família Roberts.
Mas em primeiro de setembro de 1939, meu jardim ficou cinza, meus balões no ar foram destruídos por mísseis. Minha família feliz ficou como oceanos de lágrimas nos olhos. A guerra chegou destruindo a minha casa de bonecas.
A minha infância acabava ali quando descobri que minha casa não era mais segura. Bombas caindo por toda parte, aviões de guerra por toda parte. A escolha era fugir, nós fomos correndo pela rua, vendo as pessoas correndo e chorando. Eu não sabia ao certo aonde chegaríamos, até que chegamos no mar.
Meu pai comprou um navio para nós não morrermos ali na guerra. Ele era enorme, feito de madeira. Minha imaginação falaria que viraríamos piratas, mas quanto às outras pessoas? Elas morreriam ali? Eu entrei aos prantos no navio. Me sentindo covarde por ter deixado essas pessoas para trás, só salvando a minha pele.O navio partiu e foi embora. Falaram que estávamos a salvos. Um dia se passou o navio balançando ao sabor do vento. O céu ficou cinza e eu sentia chuvas, raios trovões e o medo. Meu pai estava muito preocupado, eu ouvia barulhos estranhos, pois o navio estava totalmente fora de controle. Minha mãe me abraçava forte. O navio começou a afundar, não estávamos salvos. Eu tentava correr, mas não havia saída, a água estava em meu pescoço, ele virou, eu bati minha cabeça.
Preto e preto. Eu enxergava tudo preto e meu corpo tão leve como o ar. Eu ouvia uma voz no fundo, eu havia morrido, mas eu voltaria para uma missão. Eu corri no universo junto com as estrelas e voltei à terra por um portal, era tudo sobrenatural.
Branco e branco. Eu voltei ao mundo tão leve como ar. Fui encontrada pela diretora de um orfanato, que mostrou, crianças peculiares parecidas comigo. Meus pais morreram,mas eu voltara e iria viver para sempre, tão leve como o ar.
Autores: Gabriel, Mauricio, Yasmin Nascimento, 8° A.