O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência relativa de insulina. A administração de insulina nesses casos, quando efetuada, não visa evitar cetoacidose, mas alcançar controle do quadro hiperglicêmico. A cetoacidose é rara e, quando presente, é acompanhada de infecção ou estresse muito grave. A maioria dos casos apresenta excesso de peso ou deposição central de gordura. Em geral, mostram evidências de resistência à ação da insulina e o defeito na secreção de insulina manifesta-se pela incapacidade de compensar essa resistência. Em alguns indivíduos, no entanto, a ação da insulina é normal, e o defeito secretor mais intenso.
A cetoacidose é uma complicação da diabetes que pode ser fatal. Acontece quando o corpo utiliza alternativas como suprimento energético, e neste caso, os estoques de gordura. Os sintomas da cetoacidose geralmente são: hiperglicemia, pele e boca seca, muita sede, fadiga elevada, alta respiração, dor no abdômen, vômito e náusea, hálito com cheiro de acetona e confusão mental.
Muitos pacientes com DM2 necessitam utilizar insulina em algum momento do tratamento por:
Progressão de doença, com declínio de função das células-beta pancreáticas;
Má adesão ao tratamento farmacológico ao longo do tratamento;
Dificuldade na adesão ao manejo farmacológico em longo prazo.
A melhora no controle glicêmico não é capaz de reverter complicações macrovasculares já existentes, mas auxilia na desaceleração da evolução da doença e na prevenção de danos adicionais.