O termo tipo 1 indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária para prevenir cetoacidose, coma e morte.
A destruição das células beta é geralmente causada por processo autoimune, que pode ser detectado por autoanticorpos circulantes como anti-descarboxilase do ácido glutâmico (anti-GAD), anti-ilhotas e anti-insulina, e, algumas vezes, está associado a outras doenças autoimunes como a tireoidite de Hashimoto, a doença de Addison e a miastenia gravis.
O desenvolvimento do diabetes tipo 1 pode ocorrer de forma rapidamente progressiva, principalmente, em crianças e adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos), ou de forma lentamente progressiva, geralmente em adultos, a doença se chama Latent Autoimmune Diabetes in Adults (LADA), em português é Doença Autoimune Latente em Adultos. Esse último tipo de diabetes, embora assemelhando-se clinicamente ao diabetes tipo 1 autoimune, muitas vezes é erroneamente classificado como tipo 2 pelo seu aparecimento tardio. Estima-se que 5-10% dos pacientes inicialmente considerados como tendo diabetes tipo 2 podem, de fato, ter LADA.
A insulina é um hormônio anabólico que tem função bastante significativa no organismo de todos os seres humanos, mas também é conhecida pelo uso nos tratamentos de diabetes. Apesar disso, é bem comum que as pessoas não saibam exatamente como a insulina age e quais os seus benefícios para quem sofre com essa doença.
O que a insulina faz?
A insulina exerce um papel central na regulação da homeostase da glicose, ou seja, no controle do nível de glicose no sangue. Além disso, ela reduz a produção de glicose pelo fígado e aumenta a captação desse hormônio nos tecidos adiposo e muscular. O que acontece é que a insulina, ao controlar o nível de glicose no sangue, também consegue auxiliar na regulação do metabolismo, atuando como uma opção frente à deficiência parcial ou total da absorção da insulina pelo pâncreas, comum nessa doença.
Como a insulina ajuda os diabéticos?
Apesar da insulina ser essencial para vários casos de diabetes, nem todos os diabéticos utilizam deste tratamento. A insulina é mais utilizada como tratamento para os portadores do tipo 1, que têm deficiência absoluta de insulina e, por isso, precisam de aplicações regulares do hormônio. Já para quem possui diabetes tipo 2, o tratamento é baseado em mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares, mas também podem ser indicados medicamentos e até mesmo insulina em alguns casos para um maior controle da glicemia ou conforme a doença for evoluindo.
Para os pacientes que necessitam, atualmente existem diversos tipos de insulina no mercado brasileiro. O uso de cada um vai depender da necessidade do tempo de ação, início, pico e duração do efeito, que são indicados pelo médico.