Bons amigos em três países (1938): Pôster de propaganda japonês celebrando a participação da Itália no Pacto Anticomintern em 6 de novembro de 1937. No topo, Hitler, Konoe e Mussolini.
A FORMAÇÃO DO EIXO - 2º GUERRA
Com a conquista da Renânia, o Tratado de Versalhes estava sendo violado pelos alemães. Como reagiram as grandes potências da Europa? Não reagiram. A “benevolência” da Liga das Nações foi muitas vezes justificada com o argumento de que assim evitaria um confronto direto com os nazistas. Essa atitude de tolerância em relação ao expansionismo nazifascista ficou conhecida como Política de Apaziguamento.
Encorajada pela inércia das potências democráticas, a Alemanha expandiu-se em direção à Europa Ocidental. A Itália, por sua vez, invadiu a Etiópia, e o Japão conquistou territórios na Ásia. O avanço do nazifascismo foi reafirmado em novembro de 1936 pela assinatura do Pacto Antikomintern entre a Alemanha e o Japão. O acordo era dirigido diretamente contra a União Soviética. No ano seguinte, Mussolini aderiu ao pacto, selando o compromisso bélico dos três países no chamado Eixo Berlim-Roma-Tóquio.
Em 1938, os alemães invadiram e anexaram o território da Áustria, sem nenhuma resistência armada. Conhecida como Anschluss, a anexação teve como justificativa a unidade dos povos germânicos. A Liga das Nações não se manifestou diante do ocorrido.
A anexação da Áustria acirrou o nacionalismo das populações de ascendência germânica dos Sudetos (antes pertencente ao Império Alemão), na Tchecoslovaquia, que reivindicavam o direito de voltar a integrar o Estado alemão. Mas o governo tcheco não aceitava a autonomia dos Sudetos e sua incorporação pela Alemanha.
Em nome da Liga das Nações, as potências aliadas iniciaram negociações diplomáticas com a Tchecoslováquia e a Alemanha, pretendendo, assim, evitar uma guerra na região. No dia 29 de setembro de 1938, o primeiro-ministro britânico Nellive Chamberlain e o primeiro-ministro francês Édouard Daladier reuniram-se em Munique com Hitler e Mussolini. A presença de um representante da Tchecoslováquia foi considerada desnecessária. No encontro, denominado Conferência de Munique, a Alemanha conseguiu uma acordo que permitiu a anexação de algumas regiões da Tchecoslováquia, e Hitler comprometeu-se, a partir daquela data, a resolver todas as questões de interesse internacional mediante consulta.
BRAICK, Patrícia Ramos & MOTA, Myriam Becho. História das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo – 2013 - Ed. Moderna