Ruínas restauradas da antiga cidade de Hillah, da Babilônia. Foto: Jukka Palm / Shutterstock.com
O termo Mesopotâmia significa “terra entre rios” e foi criado pelos gregos para denominar a região do Crescente Fértil situada entre os rios Tigre e Eufrates.
Por volta de 7000 a.C., a mesopotâmia era ocupada por comunidades seminômades que foram atraídas para a região pelas condições favoráveis à atividade agrícola. O regime de chuvas periódicas possibilitava a formação de um material orgânico que fertilizava os campos próximos aos rios, favorecendo o cultivo e a colheita de várias espécies agrícolas.
O excedente produzido nessas terras favoreceu o crescimento demográfico e permitiu a realização de trocas entre os assentamentos da região. Vivendo em comunidades mais complexas, os moradores começaram a se especializar em atividades que até então eram realizadas em caráter eventual por homens e mulheres, como a fabricação de vasos cerâmicos, a cestaria, a tecelagem e a metalurgia do bronze.
A especialização marcava o surgimento de uma divisão do trabalho nas comunidades e de critérios de diferenciação social.
A produção de excedentes, o aumento populacional e a crescente especialização do trabalho foram seguidos da formação de aldeias sedentárias e de uma elite dirigente, com poderes para cobrar impostos, julgar crimes e fazer as leis. Inicialmente, o poder político estava associado à religião oficial, que legitimava e reforçava a autoridade dos governadores.
Do surgimento de aldeias sedentárias, por volta de 7000 a.C., à constituição de núcleos urbanos plenos, cerca de 3 mil anos depois, houve um longo processo, com ritmos diferenciados para cada local. A aglomeração de pessoas em cidades marcava o início das primeiras civilizações.
Civilização “ (...) é uma palavra com muitos sentidos. Em relação à organização social humana, esta pode ser entendida como um processo inexorável que torna a sociedade cada vez maior, melhor e mais complexa. Ou pode ser o conjunto de produções materiais e culturais de uma sociedade.”
BRAICK, Patrícia Ramos & MOTA, Myriam Becho. História das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo – 2013 - Ed. Moderna