1. James, Religião e neurologia
- juízos existenciais vs juízos de valor (ou espirituais)
- aspectos patológicos das experiências religiosas
- "materialismo médico"
- dos aspectos patológicos dos indivíduos que têm experiências religiosas não se pode derivar nada sobre o valor dessas experiências
- critérios de avaliação empírica das experiências: efeitos práticos
2. Religião e saúde mental
- Moreira-Almeida et al. (2014), Clinical implications of spirituality to mental health, Rev. Bras. Psiquiatr. 36.2
- Moreira-Almeida et al. (2006), Religiousness and mental health: a review, Rev. Bras. Psiquiatr. 28.3 [Resumo: OBJETIVO: A relação entre religiosidade e saúde mental tem sido uma perene fonte de controvérsias. O presente artigo revisa a evidência científica disponível sobre a relação entre religião e saúde mental. MÉTODO: Os autores apresentam os principais estudos e as conclusões de uma revisão sistemática abrangente dos estudos sobre a relação religião-saúde mental. Utilizando-se de várias bases de dados, a revisão identificou 850 artigos publicados ao longo do século XX. O presente artigo também inclui uma breve contextualização histórica e metodológica, além de uma atualização com artigos publicados após 2000 e a descrição de pesquisas conduzidas no Brasil. DISCUSSÃO: A ampla maioria dos estudos de boa qualidade encontrou que maiores níveis de envolvimento religioso estão associados positivamente a indicadores de bem estar psicológico (satisfação com a vida, felicidade, afeto positivo e moral mais elevado) e a menos depressão, pensamentos e comportamentos suicidas, uso/abuso de álcool/drogas. Habitualmente, o impacto positivo do envolvimento religioso na saúde mental é mais intenso entre pessoas sob estresse (idosos, e aqueles com deficiências e doenças clínicas). Mecanismos teóricos da conexão religiosidade-saúde mental e as implicações clínicas destes achados são discutidos. CONCLUSÕES: Há evidência suficiente disponível para se afirmar que o envolvimento religioso habitualmente está associado a melhor saúde mental. Atualmente, duas áreas necessitam de maior investimento: compreensão dos fatores mediadores desta associação e a aplicação deste conhecimento na pratica clínica.]
- Gomes et al. (2013), Religion as a protective factor against drug use among Brazilian university students: a national survey, Rev. Bras. Psiquiatr. 35.1
- Boneli et al., Mental Disorders, Religion and Spirituality 1990 to 2010: A Systematic Evidence-Based Review, J Relig Health 52. [Resumo: A religião/espiritualidade tem sido cada vez mais examinada na pesquisa médica das últimas duas décadas. Apesar do número crescente de estudos publicados, uma revisão sistemática baseada em evidências dos dados disponíveis no campo da psiquiatria não foi feita nos últimos 20 anos. A literatura foi buscada usando a base PubMed (1990–2010). Examinamos pesquisas originais sobre religião, religiosidade, espiritualidade e termos correlatos publicadas nas revistas que pertencem ao grupo das 25% mais citadas nas áreas de psiquiatrias e neurologia de acordo com o index ISI de 2010. A maioria dos estudos concentrou-se em religião ou religiosidade e apenas 7% envolviam intervenções. Dentre as 43 publicações que satisfizeram esses critérios, trinta e uma (72,1%) encontraram uma relação entre o nível de envolvimento religioso/espiritual e menos distúrbios mentais (positivos), oito (18.6 %) encontraram resultados mistos (positivos e negativos), e duas (4.7 %) relataram mais distúrbios mentais (negativos). Todos os estudos sobre demência, suicídio e distúrbios relacionados ao estresse encontraram associações positivas, bem como 79 e 67 % dos artigos sobre depressão e abusos de substâncias, respectivamente. Por outro lado, achados dos poucos estudos sobre esquizofrenia foram mistos, e aqueles sobre distúrbios bipolares não encontraram nenhuma associação ou associação negativa. Há bons indícios de que o envolvimento religioso está correlacionado a uma melhor saúde mental no que tange a depressão, abuso de substância e suicídio; alguns indícios em distúrbios relacionados ao estresse e demência; indícios insuficientes em distúrbios bipolares e esquizofrenia e ausência de dados sobre muitos outros distúrbios mentais. ]
3. Camadas da mente
4. Jogos em vários níveis
5. Tao Te Ching 11, 14, 23, 28