OLÁ, ALUNOS, ESSE SERÁ O NOSSO ESPAÇO DE ESTUDOS!!!!!
Aqui estarão as atividades para os sextos e sétimos anos. Então, FIQUE LIGADO(A), porque, aos poucos, será postado atividades para vocês!!!!❤💕💖
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Alunos, trabalharemos esta semana um CONTEÚDO NOVO! Assista COM ATENÇÃO à vídeo aula sobre Artigos e registre os slides e o exercício no seu caderno.👇👇👇 BONS ESTUDOS!!! 👩🏫👩🏫👩🏫
Alunos, nesta semana, iremos estudar um CONTEÚDO NOVO. Assista à vídeo-aula COM ATENÇÃO. Ao final do vídeo, eu digo quais slides vocês devem registrar no caderno. 👇👇 BOA AULA!!!❤💖💕
Leitura da resenha do filme: O milagre da cela 7. Pensa num filme que vai fazer você chorar.....
(Não é preciso copiá-lo, apenas lê-lo com muita atenção)
O milagre da Cela 7 é de extrema sensibilidade , e a forma com que desenrola sua história vai derrubando gradativamente todas as barreiras que o espectador possa ter, e constrói uma empatia que nos aproxima do universo de seu protagonista. E aí que nosso coração se parte. Estamos no interior da Turquia , região majoritariamente populada pelos curdos. Lá, uma família unida se diverte e cuida de seus afazeres diários . Ova ( Nisa Sofyia Aksongur) , uma menina de aproximadamente 7 anos, é a alegria da casa, onde também vivem a avó, Fatma (Celile Toyon Uysal) e o pai, Memo (Aras Bulut Iynemli). A única diferença nessa família, tão igual a qualquer outra, é que o pai é um homem com deficiência intelectual.
O que todos na vila veem com estranhamento, para Ova é motivo de alegria: para ela, o pai é seu melhor amigo. Só que o diferente também causa repulsa, inveja, raiva, e fica evidente para o espectador que a deficiência de Memo não é bem quista na vila, o que torna a vida dessa pequena família bem difícil. Um dia, um trágico acidente ocorre e Memo é apontado com culpado, sendo confinado no presídio local.
Sinceramente, na primeira cena em que Memo aparece já dá vontade de chorar. Sério. A entrega que o ator Aras Bulut Iynemli confere ao personagem é tão fidedigna, que nem por um momento a gente desconfia que o que estamos vendo é atuação, Esse cara é realmente bom, gente, guardem o nome dele! E a sintonia que ele tem com a pequena Nisa Sofyia Aksongur é tão palpável, que imediatamente cria uma conexão ao espectador sobre a profundidade dessa relação pai e filha. Pela excelência do trabalho, os dois estão de parabéns.
O roteiro de Kubilay Tat dosa muito bem a história dessa família com o drama pessoal vivido por Memo, mas sempre com um olhar externo à trama. Esse distanciamento ajuda a gente a ter uma perspectiva melhor do todo, das relações de poder que imperam de igual forma em todas as cidades do mundo, e, por estarmos de fora, conseguimos entrar na história aos poucos, como quem também está entrando e descobrindo um mundo diferente do normativo.
Ao dirigir "Milagre da Cela 7" , Mehmet Ada Oztekin alterna bem entre o drama e o engraçado para construir uma atmosfera inocente, própria de seus protagonistas. E nem por isso é menos duro para quem assiste o filme. Nos remete a premiados longas como "O Menino do Pijama Listrado" e "A Vida é Bela". Embora seja uma refilmagem de um longa sul-coreano, "Milagre na Cela 7"propõe originalidade ao retratar esse drama dentro do universo turco em uma época pré-internet e pré constituição turca sobre os direitos humanos, que sempre viram com distinção os curdos.
Fonte: https://cinepop.com.br/critica-milagre-na-cela-7-filme-da-netflix-que-vaite-fazer-chorar-muito-244106/Acesso em 03 de abr. 2020.
Agora responda aos questionamentos: (Registrar no caderno)
a) Releia o título da resenha e comente por que foi utilizada a reticência.
b) No fragmento, “[...] confere ao seu personagem é tão fidedigna [...]” que outra palavra (sinônima) pode ser substituída a que está sublinhada, sem perder o sentido? OBS: Procure no dicionário.
c) Analise o trecho do 1º parágrafo 👇👇👇
“O milagre da cela 7 é de extrema sensibilidade, e a forma com que desenrola sua história vai derrubando gradativamente todas as barreiras que o espectador possa ter, e constrói uma empatia que nos aproxima do universo de seu protagonista”.
O que significa a palavra empatia, retirada do trecho acima? Consulte um dicionário.
Explique o trecho acima destacado. O que significa, no contexto do texto, as barreiras em que o autor quis se referir?
d) Adjetivo é uma palavra que serve para dar uma qualidade (negativa ou positiva) ao substantivo. Releia o texto e identifique 3 adjetivos e as palavras que eles qualificam. (SE OS 6º ANOS NÃO CONSEGUIREM, SEM PROBLEMAS)
e) Volte ao texto referente à resenha do filme e indique em que parágrafo se descreve as personagens do filme.
f) Assista ao filme e comente com seus familiares, em casa ou com os amigos nas redes sociais e nos grupos do WhatsApp, que tal? E aí, como você avalia o filme? O que você aprendeu?
Use a #TarefaProfNinaFilme para discutir sobre o conteúdo de sua postagem. Ao compartilhar com seus colegas, amigos ou familiares, não se esqueça de tirar uma foto e enviá-la a mim! ;)
Observação: Caso você não consiga assistir ao filme, deixe os seus comentários a respeito do que achou da resenha do filme!!!
Questão nº1 – Leia os títulos das notícias a seguir.
I – Há 1,5 mil vagas de emprego abertas em Minas, segundo Secretaria do Trabalho.
Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/01/10/internas_economia.
II – Sensação térmica no Rio está há dez dias acima dos 40 graus.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/rio/sensação-termica-no-rio-esta-ha-dez-dias-acima-dos-40-graus.
III – Daqui a cinco anos, uma explosão vai mudar o céu, prevê astrônomo.
Disponível em: http://observador.pt/2017/01/10/daqui-a-cinco-anos-uma-explosao-vai-mudar-o-ceu-preve-astronomia.
a) Qual palavra pode substituir, sem alterar o sentido, o termo há no título I?
b) Essa mesma substituição pode ser feita no título II?
c) Explique a diferença de sentido entre as expressões há dez dias e a cinco anos nos títulos II e III?
Questão nº2 - Complete as frases abaixo com HÁ ou A
a) A meteorologista disse que _____ muita probabilidade de chuva amanhã.
b) Estamos morando ____ cinco quilômetros do metrô.
c) ______ bolo na geladeira.
d) Estamos aqui ____ dias.
e) Viajaremos _____ Belém daqui _____ alguns dias.
f) Os alunos chegaram _____ pouco.
g) Estamos _____ uma semana do meu aniversário.
Questão nº3 – Diga se o “a” destacado nas frases abaixo é: artigo, pronome oblíquo ou preposição.
DICA: PARA RESPONDER ESTA QUESTÃO É NECESSÁRIO ASSISTIR NOVAMENTE À VÍDEO-AULA DO PROF. NOSLEN. Postado aqui no dia 15/6 (bem no final da página) ou Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=M4XnsiMMN6M. 😉😉😉
a) Ela ainda se agarrava a fantasias.
______________________
b) Maria havia deitado tarde. Ela ainda dormia quando o pai a chamou.
_____________________________
c) Estivemos em consulta com a pediatra.
__________________________
d) Eu disse a ela que estava tudo bem.
___________
e) A bolsa de couro branca, comprei-a com o dinheiro da aposentadoria.
___________________ __________
Questão nº1 – Leia a seguir o trecho de uma entrevista. (Não é necessário copiar)
Entrevista: Scott Weems
”O riso é tão importante para nossa vida quanto a inteligência ou a criatividade”
Rir nos torna mais inteligentes, criativos e saudáveis, segundo o neurocientista Scott Weems.
[...] Em suas pesquisas, Weems descobriu que o humor é o segredo de pessoas inteligentes e criativas. Nesta entrevista ao site de Veja, Weems explica por que não levamos o humor a sério e conta como piadas e anedotas são a chave para atingir pensamentos sofisticados e nos torna mais saudáveis e criativos.
Por que costumamos explodir em risadas frente a situações constrangedoras?
Nossa mente transforma confusão em prazer. O cérebro é lugar cheio de conexões e ideias competindo por atenção. Isso nos leva a raciocinar, mas também traz conflito, porque, às vezes, temos duas ou mais ideias sobre o mesmo assunto. Quando isso acontece, nosso cérebro só tem uma coisa a fazer: rir. [...]
Disponível em: http: //veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-riso-e-tao-importante-para-nossa-vida-quanto-a-inteligencia-ou-a-criatividade.
Perguntas: (É necessário copiá-las)
Releia estas três frases do texto.
I - “Por que costumamos explodir em risadas frente a situações constrangedoras?”
II - “Nesta entrevista ao site de Veja, Weems explica por que não levamos o humor a sério e conta como piadas e anedotas são a chave para atingir pensamentos sofisticados e nos tornar mais saudáveis e criativos”.
III – “O cérebro é lugar cheio de conexões e ideias competindo por atenção. Isso nos leva a raciocinar, mas também traz conflito, porque, às vezes, temos duas ou mais ideias sobre o mesmo assunto”.
a) Por que, na primeira frase, é usada a forma por que, com duas palavras?
b) O uso de por que, na segunda frase, pode ser explicado pela mesma regra? Justifique.
c) Qual das três frases o porquê pode ser substituído por pois? Explique.
Questão nº2 – REESCREVA as frases da fala de Calvin (quadrinho 2) e da mãe (quadrinho 3) abaixo e complete com um dos porquês no lugar das estrelinhas.
Questão nº3 – Complete as frases a seguir no caderno, substituindo as lacunas (espaços pontilhados) por: por que, porque, por quê ou porquê (s).
a) Todos sabem ................... você tirou nota baixa: ................... não se dedicou ao estudo como deveria.
b) Você conhece bem as dificuldades ...................... estou passando.
c) Estou infeliz e não sei dizer ...................... . Seria ........................... não recebi o telefonema que esperava?
d) Em tudo que eu faço existe um .............................. .
Questão nº1 - Leia a tirinha abaixo de Calvin:
a) Observe a fala de Calvin no primeiro quadrinho: a quem se refere o pronome “ela”?
b) A partir do pensamento de Haroldo, no último quadrinho, explique que lição a mãe de Calvin aprendeu?
c) Explique se o emprego do verbo “há” no primeiro quadrinho está correto? Por qual outra palavra, sinônimo, pode-se trocá-lo sem alterar o sentido?
d) Diga se o “a” nas frases abaixo são: artigo, pronome oblíquo ou preposição.
1 – “Por que ela iria querer outra criança? Ela já tem a mim!”. ________________________________
2 – “Sim, ela deve ter aprendido a lição...” ___________________________________________________
3 – Estou preocupado com a minha mãe, pois a encontrei várias vezes chorando.
______________________________________________________________________________________
Questão nº2 – Analise o enunciado abaixo, a fim de encontrar desvio, erro com relação às regras da língua portuguesa. No caso de haver, registre seu comentário/resposta.
A três anos visitamos as praias nordestinas
______________________________________________________________________________________
Questão nº3 – Leia a tirinha abaixo.
a) A partir da leitura da história acima, qual a opinião dos adolescentes sobre o uso de celular? Justifique sua resposta com elementos da tirinha. Você concorda com ela?
b) O verbo “há”, no terceiro quadrinho, indica tempo passado ou futuro?
c) Retire 2 palavras que pertencem à linguagem coloquial, informal. Como essas palavras deveriam ser escritas na linguagem padrão, culta?
Questão nº1 – Leia a tira a seguir e faça o que se pede.
a) Por que, ao final da tira, Calvin se irrita e desiste de fazer perguntas a Haroldo? Comente sua resposta.
b) Nos dois balões do primeiro quadrinho, aparecem termos semelhantes. Identifique-os e formule uma explicação para o uso de cada um deles.
Questão nº2 – Observe a seguir os termos em destaque.
1 – Por que algumas pessoas não conseguem assoviar?
2 – Por que não sentimos a Terra girar?
a) Justifique o emprego desses termos em cada um desses títulos
b) Explique por que a palavra “Terra”, da frase 2, está escrita com letra maiúscula.
Questão nº3 - Observe as frases abaixo e complete-as com: porque, por que, porquê ou por quê.
a) ________________ você vai se atrasar amanhã?
b) Não sei o ______________ você ainda não enviou seu poema para o concurso.
c) Não consegui ir à aula ontem, ________________ estava doente.
d) Sua irmã estava chorando ________________ ?
e) Todos estavam rindo e eu não sabia o ______________?
VOCÊS PODEM OU IMPRIMIR AS ATIVIDADES, OU COPIÁ-LAS, COMO PREFERIR.......
Novamente iremos retomar nesta semana a classe gramatical dos Substantivos.
Assista ao vídeo a seguir que o ajudará a relembrar:
Atividades:
Atividade 1 - Observe esta tirinha:
a) Qual foi a intenção de Magali ao assustar Mônica?
b) Leia esta frase, baseada na narrativa da tirinha:
Mônica estava lendo um livro quando Magali a assustou.
Quais substantivos foram usados na frase?
c) Formule outra frase baseada na narrativa da tirinha, desta vez usando um substantivo derivado da palavra "maçã".
Atividade 2- Leia o poema abaixo "Família" , de Carlos Drummond de Andrade, para responder as perguntas ao lado.
a) Identifique e classifique os substantivos em concretos e abstratos. Qual tipo prevalece no poema?
b) Qual a função dos substantivos concretos no poema?
c) Qual a função dos substantivos abstratos?
d) Qual o substantivo abstrato que resume a concepção do poema sobre a família?
e) Cozinheira, copeira, goiabada, leiteiro são derivados de que palavras?
f) O substantivo abstrato "preguiça" dá origem a um substantivo concreto presente no poema. Qual é ele?
Atividade 3 - Leia o texto a seguir:
Circuito fechado
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos [...], telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis [...]. Bandeja, xícara pequena. [...] Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. [...] Carro. [...] Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. [...] Poltrona, livro. [...] Televisor, poltrona. [...] Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama [...], espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
RAMOS, Ricardo. In: Melhores contos de Ricardo Ramos. São Paulo: Global, 2001. p.59-60.
a) O que essas palavras nomeiam?
b) Você acredita que o texto conta uma história? Explique.
c) O personagem é do gênero masculino ou feminino? Criança ou adulto? Explique, retirando substantivos que comprovem sua resposta.
VOCÊS PODEM OU IMPRIMIR AS ATIVIDADES, OU COPIÁ-LAS, COMO PREFERIR.......
Novamente iremos retomar, nesta semana, a NARRATIVA e suas características (os elementos da narrativa)
Assista NOVAMENTE ao vídeo (quantas vezes achar necessário) para relembrar e fazer as próximas questões!
Na atividade 1, iremos trabalhar dois contos. "Biruta", de Lygia Fagundes Telles e"Negócio de menino com menina", de Ivan Angelo.
Biruta
Lygia Fagundes Telles
Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. Andava cm dificuldade, tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus bracinhos finos.
- Biruta, eh, Biruta! - chamou sem se voltar.
O cachorro saiu de dentro da garagem. Era pequenino e branco, uma orelha em pé e a outra completamente caída.
- Sente-se aí, Biruta, que vamos ter uma conversinha - disse Alonso pousando a bacia ao lado do tanque. Ajoelhou-se, arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos.
Biruta sentou-se muito atento, inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita, ora para a esquerda, como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono. A orelha caída ergueu-se um pouco, enquanto a outra empinou, aguda e ereta. Entre elas, formaram-se dois vincos, próprios de uma testa franzida do esforço de meditação.
- Leduína disse que você entrou no quarto dela - começou o menino num tom brando. - E subiu em cima da cama e focinhou as cobertas e mordeu uma carteirinha de couro que ela deixou lá. A carteira era meio velha e ela não ligou muito. Mas se fosse uma carteira nova, Biruta! Se fosse uma carteira nova! Me diga agora o que é que ia acontecer se ela fosse uma carteira nova!? Leduína te dava uma surra e eu não podia fazer nada, como daquela outra vez que você arrebentou a franja da cortina, lembra? Você se lembra muito bem, sim senhor, não precisa fazer essa cara de inocente!...
Biruta deitou-se, enfiou o focinho entre as patase baixou a orelha. Agora, ambas as orelhas estavam no mesmo nível, murchas, as pontas quase tocando o chão. Seu olhar interrogativo parecia perguntar:
"Mas o que foi que eu fiz, Alonso? Não me lembro de nada..."
- Lembra sim senhor! E não adianta ficar aí com essa cara de doente, que não acredito, ouviu? Ouviu, Biruta?! - repetiu Alonso lavando furiosamente os pratos. Com um gesto irritado, arregaçou as mangas que já escorregavam sobre os pulsos finos. Sacudiu as mãos cheias de espuma. Tinha as mãos de velho
- Alonso, anda ligeiro com essa louça! - gritou Leduína, aparecendo por um momento na janela da cozinha. - Já está escurecendo, tenho que sair!
- Já vou indo - respondeu o menino enquanto removia a água da boca. Voltou-se para o cachorro. E seu rostinho pálido se confrangeu de tristeza. Por que Biruta não se emendava, por que? Por que razão não se esforçava um pouco para ser melhorzinho? Dona Zulu já andava impaciente. Leduína também. Biruta fez isso, Biruta fez aquilo...
Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. Leduína ficou desesperada, vinham visitas para o jantar, precisava encher os pastéis, "Alonso, você não viu onde deixei a carne?" Ele estremeceu. Biruta! Disfarçadamente, foi à garagem no fundo do quintal, onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo de parede. Biruta estava lá deitado bem em cima do travesseiro, com a posta de carne entre as patas, comendo tranquilamente. Alonso arrancou-lhe a carne, escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne desaparecera, aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado, "o que é que eu faço, dona Zulu?"
Ambas estavam na sala. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. Ele então tirou a carne de dentro da camisa, ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão
- Está aqui Leduína.
- Mas falta um pedaço!
- Esse pedaço eu tirei pra mim. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda.
- Mas por que você escondeu o resto? - perguntou a patroa, aproximando-se
- Por que fiquei com medo.
Ele ainda tinha bem viva na memória a dor brutal que sentira nas mãos corajosamente abertas para os golpes da escova. Lágrimas saltaram-lhe dos olhos. Os dedos foram ficando roxos, mas ela continuava batendo com aquele mesmo vigor obstinado com que escovara os cabelos, batendo, batendo, como se não pudesse parar mais.
- Atrevido! Ainda te devolvo pro asilo, seu ladrãzinho!
Quando ele voltou à garagem, Biruta já estava lá, as duas orelhas caídas, o focinho entre as patas, piscando, piscando os olhinhos ternos. "Biruta, Biruta, apanhei por sua causa, mas não faz mal."
Biruta então ganiu sentidamente. Lambeu-lhe as lágrimas. Lambeu-lhe as mãos.
Isso tinha acontecido há duas semanas. E agora Biruta mordera a carteirinha de Leduína. E se fosse a carteira de dona Zulu?
- Hem, Biruta?! E se fosse a carteira de dona Zulu?
Já desinteressado, Biruta mascava uma folha seca.
- Por que você não arrebenta minhas coisas? - prosseguiu o menino elevado a voz. - Você sabe que tem todas as minhas pra morder, não sabe? Pois agora não te dou presente de Natal, está acabado. você vai ver se ganha alguma coisa. Você vai ver!...
Girou sobre os calcanhares, dando as costas ao cachorro. Resmungou ainda enquanto empilhava a louça na bacia. Em seguida, calou-se, esperando qualquer reação por parte do cachorro. Como a reação tardasse, lançou-lhe um olhar furtivo. Biruta dormia profundamente.
Alonso então sorriu. Biruta era como uma criança. Por que não entendiam isso? Não fazia nada por mal, queria só brincar... Por que dona Zulu tinha tanta raiva dele? Ele só queria brincar, como as crianças. Por que dona Zulu tinha tanta raiva de crianças?
Uma expressão desolada amarfanhou o rostinho do menino. "Por que dona Zulu tem que ser assim? O doutor é bom, quer dizer, nunca se importou nem comigo nem com você, é como se a gente não existisse, Leduína tem aquele jeitão dela, mas duas vezes já me protegeu. Só dona Zulu não entende que você é que nem uma criancinha. Ah Biruta, Biruta, cresça logo, pelo amor de Deus! Cresça logo e fique um cachorro sossegado, com bastante pêlo e as duas orelhas de pé! Você vai ficar lindo quando crescer, Biruta, eu sei que vai!"
- Alonso! - Era a voz de Leduína. - Deixe de falar sozinho e traga logo essa bacia. Já está quase noite, menino.
Alonso ergueu-se afobadamente. Mas antes de pegar a bacia meteu a mão na água e espargiu-a no focinho do cachorro.
- Chega de dormir, seu vagabundo!
Biruta abriu os olhos, bocejou com um ganido e levantou-se, estirando as patas dianteiras, num longo espreguiçamento.
O menino equilibrou penosamente a bacia na cabeça. Biruta seguiu-o aos pulos, mordendo-lhe os tornozelos, dependurando-se com os dentes na barra do seu avental.
- Aproveita, seu bandidinho! - riu-se Alonso. - Aproveita que eu estou com a mão ocupada, aproveita!
Assim que colocou a bacia na mesa, ele inclinou-se para agarrar o cachorro. Mas Biruta esquivou-se, latindo. O menino vergou o corpo sacudido pelo riso.
- Aí, Leduína que o Biruta judiou de mim!...
A empregada pôs-se guardar rapidamente a louça. Estendeu-lhe uma caçarola com batatas:
- Olhaí para o seu jantar. Tem ainda arroz e carne no forno.
- Mas só eu vou jantar? - surpreendeu-se Alonso ajeitando a caçarola no colo.
- Hoje é dia de Natal, menino. Eles vão jantar fora, eu também tenho a minha festa. Você vai jantar sozinho.
Alonso inclinou-se. E espiou apreensivo para debaixo do fogão. Dois olhinhos brilharam no escuro: Biruta estava lá. Alonso suspirou. Era bom quando Biruta resolvia se sentar! Melhor ainda quando dormia. Tinha então a certeza de que não estava acontecendo nada. A
trégua. Voltou-se para Leduína.
- O que o seu filho vai ganhar?
- Um cavalinho - disse a mulher. A voz suavizou. - Quando ele acordar amanhã, vai encontrar o cavalinho dentro do sapato dele. Vivia me atormentado que queria um cavalinho, que queria um cavalinho...
Alonso pegou uma batata cozida, morna ainda. Fechou-a nas mãos arroxeadas.
- Lá no asilo, no Natal, apareciam umas moços com uns saquinhos debalas e roupas. Tinha uma que já me conhecia, me dava sempre dois pacotinhos em lugar de um. A madrinha. Um dia, me deu sapato, um casaquinho de malhae uma camisa.
- Por que ela não ficou com você?
- Ela disse uma vez que ia me levar, ela disse. Depois, não sei por que ela não apareceu mais...
Deixou cair na caçarola a batata já fria. E ficou em silêncio, as mãos abertas em torno a vasilha. Apertou os olhos. Deles, irradiou-se para todo o rosto uma expressão dura. Dois anos seguidos esperou por ela. Pois não prometera levá-lo? Não prometera? Nem lhe sabia o nome, não sabia nada a seu respeito, era apenas " a madrinha". Intilmente a preocurava entre as moças que apareciam no fim do ano com os pacotes de pesentes. Inutilmente cantava mais alto do que todos no fim da festa, quando então se reunia aos meninos da capela. Ah, se ela pudesse ouvi-lo!
"... O bom jesus é quem nos traz
A mensagem de amor e alegria"...
- Também é muita responsabilidade tirar crianças para criar! - disse Leduína desamarrando o avental. - Já chega os que a gente tem...
Alonso baixou o olhar. E de repente sua fisionomia iluminou-se. Puxou o cachorro pelo rabo. Riu-se:
-Eh, Biruta! Está com fome, Biruta? Seu vagabundo! Vagabundo!... Sabe, Leduína, Biruta também vai ganhar um presente que está escondido lá debaixo do meu travesseiro. Com aquele dinheirinho que você me deu, lembra? Comprei uma bolinha de borracha, uma beleza de bola! Agora dele não vai precisar mais morder suas coisas, tem a bolinha só pra isso. Ele não vai mais mexer em nda, sabe, Ledeuína?
- Hoje cedo ele não esteve no quarto da dona Zulu?
O menino empalideceu.
- Só se foi na hora em que fui lavar o automóvel... Por que Leduína? Por quê? Que foi que aconteceu?
Ela hesitou. E encolheu os ombros.
- Nada. Perguntei à toa.
A porta abriu-se bruscamente e a patroa apareceu. Alonso encolheu-se um pouco. Sondou a fisionomia da mulher. Mas ela estava sorridente. O menino sorriu também.
- Ainda não foi pra sua festa, Leduína? - perguntou a moça num tom afável. Abotoava os punhos do vestido de renda. - Pensei que você já estivesse saído... - E antes que a empregada respondesse, ela voltou-se para Alonso: - Então? Preparando seu jantarzinho?
O menino baixou a cabeça. Quando ela lhe falava assim mansamente, ele não sabia o que dizer.
- O Biruta está limpo, não está? - Prosseguiu a mulher, inclinando-se para fazer uma carícia na cabeça do cachorro. Biruta baixou as orelhas, ganiu dolorido e escondeu-se debaixo do fogão.
Alonso tentou encobrir-lhe a fuga:
- Biruta, Biruta! Cachorro mais bobo, deu agora de se esconder... - Voltou-se para a patroa. E sorriu desculpando-se: - Até de mim ele se esconde.
A mulher passou mão no ombro do menino:
- Vou a uma festa onde tem um menino assim do seu tamanho. Ele adora cachorros. Então me lembrei de levar o Biruta emprestado só por esta noite. O pequeno está doente, vai ficar radiante, o pobrezinho. Você empresta seu Biruta só por hoje, não emnpresta? O automóvel ja está na porta. Ponha ele lá que já estamos de saída.
O rosto do menino resplandeceu num sorriso. Mas então era isso?!... Dona Zulu pedido o Biruta emprestado, precisando do Biruta!... Abriu a boca para dizer-lhe que sim, que o Biruta estava limpinho, e que ficaria contente de emprestá-lo para o menino doente, estava muito contente com isso... Mas sem dar-lhe tempo de responder, a mulher saiu apressadamente da cozinha.
- Viu, Biruta? Você vai numa festal - exclamou Alonso, beijando repetidas vêzes o focinho do cachorro. - Você vai numa festa, seu sem-vergonha! Numa festa com crianças, com doces. com tudo! Mas pelo amor de Deus, tenha juizo, nada de desordens! Se você se comportar, amanhã cedinho te dou uma coisa. Vou te esperar acordado, hem? Tem um presente no seu sapato ... - acrescentou num sussurro, com a boca encostada na orelha do cachorro. Apertou-lhe a pata. - Te espero acordado, Biru ... Mas não demore muito!
O patrão já estava na direção do carro. Alonso aproximou-se.
- O Biruta, doutor...
O homem voltou-se ligeiramente. Baixou os olhos.
- Está bem, está bem. Pode deixá-lo ai atrás.
Alonso ainda beijou furtivamente o focinho do cachorro. Em seguida, fêz·lhe uma última carícia, colocou-o no assento do automóvel e afastou-se correndo.
- Biruta vai adorar a festa! - exclamou assim que entrou na cozinha. - E lá tem doces, tem crianças, ele não quer outra coisa! - Fez uma pausa. Sentou-se. - Hoje tem festa em teda parte, não, Leduina?
A mulher já se preparava para sair.
- Decerto.
Alonso pôs-se a mastigar pensativamente.
- Foi hoje que Nossa Senhora fugiu no burrinho?
- Não, menino. Foi hoje que Jesus nasceu. Depois então é
que aquele rei manda prender os três.
Alonso concentrou-se, apreensivo:
- Sabe, Leduina, se algum rei malvado quisesse matar o Biruta, eu me escondia com ele no meio do mato e ficava morando lá a vida inteira, só nós dois!... - Riu-se metendo uma batata na boca. E de repente ficou sério, ouvindo o ruido do carro que já saia. - Dona Zulu estava linda, não?
- Estava.
- E tão boazinha também. Você não achou que hoje ela estava boazinha?
- Estava, estava muito boazinha, sim... - concordou a empregada. E riu-se.
- Por que você está rindo?
- Nada - respondeu ela pegando a sacola. Dirigiu-se à porta. Mas antes, parecia querer dizer qualquer coisa de desagradável e por isso hesitava, contraindo a boca.
Alonso observou-a. E julgou adivinhar o que a preocupava.
- Sabe, Leduína, você não precisa dizer para Dona Zulu que ele mordeu sua carteirinha, eu já falei com ele, já surrei ele, ele não vai fazer mais isso nunca mais, eu prometo que não.
A mulher voltou-se para o menino. Pela primeira vez encarou-o. E após vacilar ainda um instante, decidiu-se:
- Olha aqui, se êles gostam de enganar os outros, eu não gosto, entendeu? Ela mentiu para você, Biruta não vai mais voltar.
- Não vai o quê? - perguntou Alonso pondo a caçarola em cima da mesa. Engoliu com dificuldade o pedaço de batata que ainda tinha na boca e levantou-se. - Não vai o quê, Leduína?
- Não vai mais voltar. Hoje cedo ele foi no quarto dela e rasgou um pé de meia que estava no chão. Ela ficou daquele jeito. Mas não te disse nada e agora de tardinha, enquanto você lavava a louça, escutei toda a conversa dela com o doutor: que não queria mais esse vira-lata, que ele tinha que ir embora hoje mesmo, e mais isso, e mais aquilo... O doutor pediu para ela esperar, que amanhã dava um jeito, você ia sentir muito, hoje era Natal... Não adiantou. Vão soltar o cachorro bem longe daqui e depois seguem para a festa. Amanhã ela vinha dizer que o cachorro fugiu da casa do tal menino. Mas eu não gosto dessa história de enganar os outros, não gosto. É melhor que você fique sabendo desde já, o Biruta não vai voltar.
Alonso fixou na mulher o olhar inexpressivo. Abriu a boca.
A voz era um sopro quase inaudível:
- Não? ..
Ela perturbou-se.
- Que gente também! - explodiu. Bateu desajeitadamente no ombro do menino. - Não se importe, não, filho. Vai, vai jantar...
Ele deixou cair os braços ao longo do corpo. E arrastando os pés, num andar de velho, foi saindo para o quintal. Dirigiuse à garagem. A porta de ferro estava erguida. A luz do luar, uma luz branca e fria, chegava até a borda do colchão desmantelado.
Alonso cravou os olhos brilhantes e secos num pedaço de osso roído, meio encoberto sob um rasgão do lençol. Ajoelhouse. E estendeu a mão tateante. Tirou debaixo do travesseiro uma bola de borracha.
- Biruta - chamou baixinho. - Biruta... - repetiu. E desta vez só os lábios se moveram e não saiu som algum.
Muito tempo ele ficou ali ajoelhado, imóvel, segurando a bola.
Depois apertou-a fortemente contra o peito, como se quisesse enterrá-la no coração.
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Conto extraído de: TELLES, Lygia Fagundes. Histórias escolhidas. São Paulo: Boa Leitura Editora, 1961.
Negócio de menino com menina
Ivan Ângelo
O menino, de uns dez anos, pés no chão, vinha andando pela estrada de terra da fazenda com a gaiola na mão. Sol forte de uma hora da tarde. A menina de uns nove anos ia de carro com o pai, novo dono da fazenda. Gente de São Paulo. Ela viu o passarinho na gaiola e pediu ao pai:
- Olha que lindo! Compra pra mim?
O homem parou o carro e chamou:
- Ô menino.
O menino voltou, chegou perto, carinha boa. Parou do lado da janela da menina. O homem:
- Este passarinho é pra vender?
- Não senhor.
O pai olhou para a filha com uma cara de deixa pra lá.
A filha pediu suave como se o pai tudo pudesse:
- Fala pra ele vender.
O pai, mais para atendê-la, apenas intermediário:
- Quanto você quer pelo passarinho?
- Não tou vendendo não senhor.
A menina ficou decepcionada e segredou:
- Ah, pai, compra.
Ela não considerava, ou não aprendera ainda, que negócio só se faz quando existe um vendedor e um comprador. No caso, faltava o vendedor.
Mas o pai era um homem de negócios, águia da Bolsa, acostumado a encorajar os mais hesitantes ou a virar a cabeça dos mais recalcitrantes:
- Dou dez mil.
- Não senhor.
- Vinte mil.
- Vendo não.
O homem meteu a mão no bolso, tirou o dinheiro, mostrou três notas, irritado.
- Trinta mil.
- Não tou vendendo, não, senhor.
O homem resmungou “que menino chato” e falou pra filha:
- Ela não quer vender. Paciência.
A filha, baixinho, indiferente às impossibilidades da transação:
- Mas eu queria. Olha que bonitinho.
O homem olhou a menina, a gaiola, a roupa encardida do menino, com um rasgo na mangam o rosto vermelho de sol.
- Deixa comigo.
Levantou-se, deu meia volta, foi até lá. A menina procurava intimidade com o passarinho, dedinho nas grestas da gaiola. O homem, maneiro, estudando o adversário:
- Qual é o nome deste passarinho?
- Ainda não botei nome nele, não. Peguei ele agora.
O homem, quase impaciente:
- Não perguntei se ele é batizado não, menino. É pintassilgo, é sábia, é o quê?
- Aaaah. É bico-de-lacre.
A menina, pela primeira vez, falou com o menino:
- Ele vai crescer?
O menino parou os olhos pretos nos olhos azuis.
- Cresce nada. Ele é assim mesmo, pequenininho.
O homem:
- Canta?
- Canta nada. Só faz chiar assim.
- Passarinho besta, hein?
- É. Não presta pra nada. É só bonito.
- Você Pegou ele dentro da fazenda?
- É. Aí no mato.
- Essa fazenda é minha. Tudo que tem nela é meu.
O Menino segurou com mais força a alça da gaiola, ajudou com a outra mão nas grades. O homem achou que estava na hora e falou já botando a mão na gaiola, dinheiro na outra mão.
- Dou quarenta mil! Toma aqui.
- Não senhor, muito obrigado.
O Homem, meio mandão:
- Vende isso logo, menino. Não ta vendo que é pra menina?
- Não, não tou vendendo não.
- Cinquenta mil! Toma! _ e puxou a gaiola.
Com cinquenta mil se comprava um saco de feijão, ou dois pares de sapatos, ou uma bicicleta velha.
O menino resistiu, segurando a gaiola, voz trêmula.
- Quero não senhor. Tou vendendo não.
- Não vende por quê, hein? Por quê?
O menino acuado, tentado explicar:
- É que eu demorei a manhã todinha pra pegar ele e tou com fome e com sede, e queria ter ele mais um pouquinho. Mostrar pra mamãe.
O homem voltou para o carro, nervoso. Bateu a porta, culpando a filha pelo aborrecimento.
O menino chegou pertinho da menina e falou baixo, para só ela ouvir:
- Amanhã eu dou ele pra você. Ela sorriu e compreendeu.
1) Ler os contos, imprimindo ou copiando-os, porque posteriormente vocês irão ler os contos em aula.
2) Completar com os elementos principais da narrativa para os dois textos.
a) Personagem principal:
b) Outros personagens (se tiver):
c) Espaço (onde, lugar que aconteceu):
d) Tempo (quando aconteceu a história):
e) Conflito ou situação-problema:
f) Solução:
g) Desfecho:
DICA: TODAS AS RESPOSTAS CONTÉM UM DITONGO (duas vogais na mesma sílaba) SEGUIDO POR X, S OU Ç.
a) Depois do almoço ou do jantar, alguém tem que me lavar. Quem sou?
b) Fresca, seca ou em calda, quem me come sempre se esbalda. Quem eu sou?
c) Depois da peça ou do show, a plateia me usa para mostrar que gostou. Quem eu sou?
No texto acima, não há divisão das letras em palavras e as palavras em frases. Sua tarefa é organizar o texto, com as letras maiúsculas, os parágrafos e as pontuações onde achar apropriado, de acordo com o sentido.
Dica: No 1º parágrafo, há 1 frase e 1 vírgula.
No 2º parágrafo, há 2 frases e 3 vírgulas.
Assista ao vídeo-aula sobre "Variação Linguística", copie o conteúdo dos slides no caderno e faça exercícios. 👇 👇👇👇👇👇
Questão nº1 - Leia esta charge e, em seguida, responda às questões propostas.
Tanto o texto não verbal (imagem) quanto o texto verbal (a fala de personagem) causam estranhamento por não estarem, de alguma forma, adequados ao contexto.
a) Onde estão as personagens?
b) O que as personagens provavelmente farão?
c) Qual das duas personagens está vestida de forma inadequada ao local? Por quê?
d) Por que a fala do homem de terno e gravata causou estranhamento no surfista?
e) Você considera adequada a maneira como o homem de terno e gravata usou a língua? Por quê?
Questão nº 2 – Releia este trecho de um texto e responda a próxima questão:
- E aí, pai, beleza?
- Beleza, filho. E tu? Tudo certo?
- Certo. E você? À procura da batida perfeita?
- Sempre, rapaz. E aí? Como é que tá o colégio?
- Ah! O colégio tá bem! Eu que... você sabe como é que é, né?
a) Esse trecho se refere ao início, ao meio ou ao final do diálogo entre pai e filho? Como você concluiu isso?
b) Nesse fragmento, há o emprego de uma linguagem formal ou informal?
c) Há no diálogo uma frase que o filho não terminou de dizer. Identifique-a.
d) Nesse diálogo que está incompleto, complete a frase, levando em conta quem a produziu e o contexto de produção.
Questão nº3 - Observe a imagem ao lado, retirada do Facebook,
e responda as perguntas a seguir
a) Que variedade linguística o personagem da imagem ao lado usou para se expressar: linguagem culta ou coloquial?
b) Observando bem a imagem, diga pelo menos dois motivos que contribuem para que o personagem fale dessa forma?
c) Esse jeito como o personagem falou dá para o ouvinte /leitor compreender? Por quê?
d) Essa linguagem usada por ele é considerada "correta" ou "errada"? Por quê?
e) Que efeito de sentido o sinal de pontuação reticências atribui ao texto?
EXERCÍCIO SOBRE LÍNGUA FALADA E LÍNGUA ESCRITA
1 – O texto a seguir foi escrito por um aluno. O problema é que o autor escreveu como se estivesse falando, por isso ele (o texto) apresenta alguns problemas.
REESCREVA o texto, adaptando-o às regras da norma culta, padrão da língua escrita: pontuação, ortografia e acentuação corretas, evite as repetições de palavras e coloque os parágrafos.
DICA: Prestar atenção, pois as falas de narrador e personagem estão juntas e com letras minúsculas. Separe-as, colocando parágrafos e as letras maiúsculas.
Havia uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho e sua mãe que chamava Maria. Chapeuzinho Vermelho estava apanhando flores sua mãe chamou Chapeuzinho Vermelho o que é mamãe vai levar doces à vovozinha está bom mamãe mais não vá pelo caminho da floresta Chapeuzinho Vermelho vai pelo caminho do riu está bom mamãe mais como Chapeuzinho Vermelho era muito sapeca foi pelo caminho da floresta e la encontrou o lobo mau ele fingiuse que ele machucou a perna ele enguliu a menina e a vovozinha depois os casadores mataram o lobo mau e tirou a vovozinha e a menina elas ficaram muito agradecidas.
ATUALIDADES, INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Questão nº1 - Leia a reportagem abaixo, NÃO É PRECISO COPIÁ-LA, apenas registrar o título no caderno: “Coronavírus: Em Minas, “armoço” com frango caipira vira caso de polícia”, copiar as perguntas e completá-las.
MANCHETE DO JORNAL “O ESTADO DE S. PAULO”, EM 27 DE MARÇO DE 2020:
Coronavírus: Em Minas, “armoço” com frango caipira vira caso de polícia
Em Andradas, município mineiro de 40 mil habitantes, reunião de amigos durante a quarentena quase acaba em confusão.
A ordem foi dada pelo prefeito. Fechem os comércios, parques e clubes. Nada de aglomeração pela cidade. Nas ruas, a guarda municipal vai fazer ronda para ver quem está descumprindo as ordens.
Mas e o almoço com frango caipira que já estava combinado com os amigos, como fica? Alisson não resistiu. Pelo whatsapp, “Jatubá”, como Alisson é conhecido entre os mais chegados, combinou o encontro. Tomou cuidado. Para não chamar a atenção dos vizinhos, pediu para que todo mundo colocasse os carros dentro do terreno, que é cercado por um muro alto. Os amigos toparam. Frango caipira fervendo na panela, cerveja gelada, música... a festa começou!
Jatubá não atentou para um detalhe. No prédio da frente, seu amigo Rafael, o “Feijão”, que não foi chamado para o almoço, acompanhava tudo da janela. Feijão não teve dúvida, passou a mão no telefone e ligou para a guarda municipal.
Os guardas chegaram até a casa, disseram que teve uma denúncia sobre uma festa com dez pessoas. Jatubá explicava que não era uma festa, mas um almoço entre amigos. Aos risos, Feijão registrava tudo da janela, mandando fotos e mensagens aos amigos pelo Whatsapp, para um grupo que inclui o próprio Jatobá, que passava apuros com a polícia. Indignado, Jatobá disparou um áudio contra o Feijão:
“Oh, chifrudo. Tamo fazendo armoço. Tamo em seis aqui. Foi você que denunciou, né? Quanto ceis tão aí? “
Carlos, o “Ju”, que estava no grupo de Whatsapp, mandou um áudio para cima do Jatobá, tratando de enquadrar o amigo:
“Tá certim, Jatubá, Tem que prende ocêis memo. É seis! Num interessa. Você não entende i-so-la-men-to? O que é isolamento? É ocê fica dentro da tua casa, céguim! Então, vai pra tua casa e fica lá ocê e tua mãe. Num é procê ficar no meio da farra, leva o zoto. Se a gripe pega ocê , ocê vai vê. Vai apanha ainda, além de pega gripe”.
No grupo de whatsapp, Jatubá recebeu ainda outro alerta dos amigos, para que não brinque com o coronavírus:
“Cê tem mais de 60, Jatubá...”.
Texto adaptado. Ler na íntegra em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,coronavirus-em-minas-armoco-com-frango-caipira-vira-caso-de-policia,70003250773.
Perguntas: (Registrar as questões no caderno)
a) Qual a relação ao contexto de pandemia que estamos enfrentando com o assunto da reportagem?
b) Explique por que a palavra isolamento (oitavo parágrafo) está escrita em sílabas?
c) Qual a relação da linguagem informal, coloquial empregada na manchete: “armoço” com o conteúdo da reportagem ? Justifique sua resposta.
d) No final do texto/reportagem, Jatubá recebe uma advertência, uma chamada de atenção de outros amigos. Você acha que eles têm razão? Por quê?
e) Explique o que causa o humor na história da reportagem.
f) Reescreva o trecho abaixo passando para a linguagem culta, padrão, a estudada em sala de aula:
“Tá certim, Jatubá, Tem que prende ocêis memo. É seis! Num interessa. Você não entende i-so-la-men-to? O que é isolamento? É ocê fica dentro da tua casa, céguim! Então, vai pra tua casa e fica lá ocê e tua mãe. Num é procê ficar no meio da farra, leva o zoto. Se a gripe pega ocê , ocê vai vê. Vai apanha ainda, além de pega gripe”.
Questão nº2 – Leia a charge abaixo (registre as falas no caderno) para responder as questões que seguem:
Questões (Registrar no caderno):
a) Essa charge foi publicada no mês de março de 2020. Com relação ao assunto, ao tema, o que a reportagem (texto 1) tem em comum com a charge (texto 2)? Explique.
b) Por qual motivo o personagem que está na ilha não quer ser salvo? Você concorda com a atitude dele?
c) A linguagem empregada na charge pertence à norma padrão, culta ou à norma não padrão, coloquial? Justifique sua resposta.
Questão nº1 - Leia o texto nº1, que é um poema (NÃO PRECISA COPIÁ-LO) em forma de cordel, escrito por Moraes Moreira, para responder as questões que seguem. Observação: Cordel são folhetos contendo poemas populares, expostos para venda e pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome.
Quarentena
Eu temo o coronavírus
E zelo por minha vida
Mas tenho medo de tiros
Também de bala perdida,
A nossa fé é vacina
O professor que me ensina
Será minha própria lida
Assombra-me a pandemia
Que agora domina o mundo
Mas também do retrocesso
Que por aí escondido,
Às vezes é o que notamos
Passar o que já passamos
Jamais será esquecido
Com tanta coisa inda cismo...
Estão na ordem do dia
Eu digo não ao machismo
Também a misoginia,
Tem outros que eu não aceito
É o tal do preconceito
E as sombras da hipocrisia
O que vale é o ser humano
E sua dignidade
Vivemos num mundo insano
Queremos mais liberdade,
Pra que tudo isso mude
Certeza, ninguém se ilude
Não tem tempo, nem idade
Copiar e responder as perguntas no caderno:
a) Procure, no dicionário, o significado para a palavra “misoginia”.
b) A linguagem coloquial, também chamada de informal, utiliza gírias, abreviações. Retire, do poema acima, UMA marcação de linguagem coloquial.
c) O poema acima trata sobre a pandemia de coronavírus e outras mazelas que atingem o país. O que são mazelas? (procure no dicionário) De quais mazelas trata o poema?
Questão nº2 – Leia o texto nº2 abaixo, que é uma charge:
OBS: Copiar as falas da charge e copiar e responder as questões no caderno.
a) Procure, no dicionário, o significado de “xenofobia”.
b) Explique a crítica expressa pela leitura da charge.
c) Qual o tema/o assunto em comum do poema em cordel (texto 1) com a charge (texto 2)?
Questão nº3 – Leia o texto nº3 abaixo, que é uma tirinha:
OBS: Copiar as falas da tirinha e copiar e responder as questões no caderno.
a) Explique o humor da tirinha acima.
b) Pela leitura do PRIMEIRO quadrinho da tirinha (da terceira questão), qual relação temática pode ser estabelecida com a charge (da questão nº2)?
c) As falas contidas na charge e na tirinha (questões 2 e 3) pertencem à norma padrão/culta ou à norma não padrão/coloquial/informal? Explique.
EXERCÍCIOS:
Questão nº1 - Complete as frases abaixo com há ou a:
a) Tal fato ocorreu ______ tempo, num parque _____ cem metros daqui.
b) O chefe saiu ______ cinco minutos para o almoço e voltará daqui _____ uma hora.
c) Não o vejo ______ muitos anos, mas ______ dois dias recebi notícias dele.
d) Estive ______ pouco ______ um instante de perder a paciência.
e) Belo Horizonte fica ______ pequena distância de Betim, mas ______ 70 quilômetros de Sete Lagoas.
f) O sino soará daqui ____ cinco minutos.
g) Não nos vemos _____ alguns anos.
h) ____ poucos quilômetros da cidade, ____ uma feira de antiguidades.
i) _____ muito tempo que não ______ mais vagas naquela empresa.
Questão nº2 – Leia a tirinha abaixo:
a) Em: “Morreu agora a pouco Luiz Albeto Bayer!”, explique se o termo em destaque foi empregado corretamente, se não precisaria colocar no lugar o termo “há”.
b) Explique o que causa o humor na tirinha.
c) Nessa tirinha, foi usada SOMENTE a linguagem padrão, culta? Se não, indique qual palavra (s) é coloquial.
Questão nº3 – A propaganda abaixo está vinculada ao grupo Bayer, empresa ligada a produtos nas áreas de saúde e agricultura.
a) EXPLIQUE que relação pode ser estabelecida entre a tirinha (questão número 2) e a propaganda (questão número 3).
b) Em: “Hoje não, estou com dor de cabeça”, se tirarmos a vírgula, que efeito de sentido pode ser estabelecido? Justifique.