Red Fox - 06/03/2021
Essa semana a Sony perdeu um processo contra a Justiça de São Paulo. O caso foi que alguns jogadores que compraram o PS5 estavam compartilhando os códigos de resgate dos jogos com outros usuários de PS4. A Sony descobriu o esquema e para punir tais jogadores a empresa cortou o acesso deles a PSn, serviço de distribuição de jogos online e acesso a internet no console.
Com isso o Tribunal de Justiça entrou com um processo contra a empresa alegando que ela não poderia banir jogadores de PS5 a usarem os serviços da plataforma online, defendendo o consumidor e pedindo para concederem punições mais leves. Nesta semana o resultado da ação saiu, com a Sony perdendo o processo e tendo que restaurar o acesso a PSN para os jogadores.
Na compra do PS5 o jogador recebe um cartão da PS Plus Collection para resgate de 10 títulos, tanto para o novo console quanto para o PS4. No caso, jogadores estavam compartilhando tais códigos de resgate com outros usuários que, por uma brecha no PS4, conseguiram baixar os jogos utilizando o mesmo código.
Isso mostra que (além do brasileiro sempre dar um jeitinho!) com a nova geração de títulos distribuídos somente digitais fica impossível emprestar os jogos para seus amigos. Na era dos CD/DVDs era extremamente fácil e comum se emprestar os discos para outros que tinham o console, e com os blu-rays não foi diferente. Mas hoje a tendência da distribuição somente digital está começando a afetar o jeito que se compartilha os jogos, visto que os PCs e notebooks já não possuem entradas de disco, além dos novos consoles terem opções sem entrada de mídia física, mostrando uma grande mudança na indústria.
Novos tempos, novos meios
O crescimento de PC gamers nos últimos anos mostrou o quanto as plataformas Steam e Epic Games são fortes e populares. Porém os equipamentos como PCs e notebooks já não possuem entradas para leitura de discos, dependendo somente de títulos digitalmente distribuídos. E como os jogadores compartilham seus jogos uns com os outros? Bem, em resposta direta não compartilham.
Mas a Steam investiu nesse quesito nos últimos tempos apresentando o sistema Family Sharing para todos os usuários. Ele consiste em um jeito de partilhar a biblioteca de jogos com outros usuários da plataforma, concedendo a permissão de seus amigos baixarem e jogarem os títulos que você comprou. Esse sistema funciona em praticamente todos os jogos presentes na Steam e podendo ser compartilhados com até 5 contas de usuários ou até 10 PCs.
Mesmo sendo um recurso novo e praticamente exclusivo da plataforma da Valve, ele consegue provar que ainda é possível compartilhar seus jogos com seus amigos, bastando eles terem somente a Steam instalada. E isso mostra que a transição de jogos em mídias físicas para distribuídos totalmente digitais pode ser mais tranquila já que essa era uma das maiores preocupações dos usuários.
Agora só resta saber se outras plataformas irão adotar algum tipo de compartilhamento virtual entre os jogadores, porque o caso da Sony mostrou, além da malandragem dos usuários na plataforma, uma preocupação no que diz respeito a forma de compartilhar os jogos entre os amigos. E caso as empresas adotem um sistema parecido com o Family Sharing, além de ser o fim das mídias físicas vai ser necessário muito espaço de armazenamento nos consoles!