João Baptista, uma das grandes figuras do tempo do advento, pede-nos este Domingo conversão e que endireitemos os caminhos do Senhor, justamente para que Ele possa vir até nós e entrar nos nossos corações e nas nossas vidas. O tempo do advento é um tempo para regressarmos a Deus, conversão é isso mesmo, regressar e voltarmo-nos mais para Deus, é orientar-se para ALGUÉM, para Deus, com quem cortámos relações, distanciando-nos e quebrando a aliança, porque Deus está perto, está próximo o Reino de Deus; e aos mesmo tempo voltarmo-nos mais para os outros, de quem nos afastámos.
E bem precisamos de nos converter: das nossas divisões, dos nossos egoísmos, das nossas guerras e invejas, das nossas raivas e ódios, das invejas, das mentiras, das manhas, das astúcias, das violências e das nossas injustiças e faltas de solidariedade, da nossa falsidade e hipocrisia, da nossa indiferença face ao mal que grassa em tanto lugar. E então o Reino, como dom maravilhoso, será visível e palpável entre nós. O Advento, aliás, é esta espera activa do Messias e do Seu Reino.
Há muitos cristãos que vivem acomodados no facto de terem feito todo o percurso na Igreja e que pelo facto de cumprirem certos deveres e regras já estão dispensados da santidade e de darem um testemunho irrepreensível da sua fé. Nada mais ilusório. O que João Batista nos diz este Domingo é que que não basta dizer-se cristão e filho de Deus. É preciso sê-lo mesmo, com empenho e verdadeira santidade, é preciso dar frutos todos os dias e viver e manifestar uma vida de verdadeira fidelidade a Cristo e ao Evangelho. Será que o fazemos?