SUGESTÃO DE CÂNTICOS:
Escutai-me, Senhor, e respondei-me
A minha alma tem sede
Tu que nas margens do lago
Eu estou à porta e chamo
A messe é grande
Quero ouvir teu apelo, Senhor
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SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO:
Homilia
Esta parábola que acabámos de ouvir não é uma descrição daquilo que Jesus fará no fim do mundo ou da nossa vida. O que Ele fará ou deixará de fazer, logo veremos.
Jesus chama-nos atenção é para a necessidade de estarmos preparados para o encontro com Deus, que vem e não sabemos quando, encontro que será a realização definitiva da nossa vida. É preciso viver numa atitude de vigilância permanente na vida, em espírito de espera vigilante, na expectativa do encontro com Deus, com Jesus Cristo, que, para nós cristãos, é o mais importante. Vigilância é não deixar que o azeite se acabe e a candeia da fé não se apague.
E, como nos diz a parábola, no fim da vida o azeite dos outros não vai chegar para nós se não fizemos o que tínhamos a fazer. Receberemos muito dos outros, mas cada um vai ter de dar contas de si e da sua vida. Há uma responsabilidade pessoal que cada um vai ter diante de Deus por aquilo que viveu. Só temos uma vida, não a podemos desperdiçar, há que a viver bem e como deve ser.
E o que é mesmo vigiar?
Não é viver na passividade, mas numa espera ativa e comprometida com Deus. É viver a vida com sabedoria e sensatez, preocupando-nos com o essencial da vida como dar o rumo certo à vida, viver a vida com fidelidade a Jesus Cristo e ao Evangelho, levar uma vida de santidade, não deixar que a chama da fé se apague e seja um pavio fumegante, vivendo-se uma relação viva com Jesus Cristo e com a Igreja, alimentar a amizade com Jesus Cristo, levar uma vida de verdadeira e intensa oração e convivência com Jesus Cristo, participar nos sacramentos, nomeadamente na missa de Domingo e no sacramento da confissão, para crescermos na comunhão com Jesus Cristo e com os outros, é estarmos próximos dos nossos irmãos e irmãs, para os ajudarmos a resolver os problemas e dificuldades da vida, é sermos presença viva de Cristo no mundo, praticando o bem e as boas obras e lutando pela instauração da justiça e do amor, pelo anúncio do reino de Deus. Como seremos felizes se Deus assim vier ao nosso encontro.
Não vigiar é ceder à insensatez de só viver para os prazeres da vida, de ir atrás das vaidades e futilidades do mundo, distraído e anestesiado, renunciar a uma relação viva com Jesus e ao compromisso com o Evangelho e o Reino de Deus, viver a vida num contínuo adiar para amanhã do que é mais importante, optando-se hoje sempre pelo mais fácil e agradável, mas não o mais digno e correto, cultivar uma fé morna e um testemunho cristão insipido, viver desleixado em viver uma vida responsável e no cumprimentos dos nossos deveres e dos mandamentos de Cristo e da Igreja.
Como é que andas a viver? Com sensatez ou com insensatez?
Felizes os que andam na lei do senhor e seguem os seus caminhos.