SUGESTÃO DE CÂNTICOS:
Aclamai Jesus Cristo
Ditoso o que segue
Sabes, Senhor
Vinde à ceia do Senhor
Não fostes vós
No fim dos tempos
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SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO:
Homilia
Nesta parábola, os talentos não são as nossas capacidades, são sobretudo aqueles bens, aqueles dons que o Senhor nos confia (a fé, a sua palavra, os sacramentos, a comunidade ou a Igreja, os carismas, entre outros) para que nós os desenvolvamos, não apenas em nosso proveito, mas em proveito de todos e concretamente da Igreja.
Todo o homem e mulher recebeu talentos de Deus. Não há ninguém que não se deva comprometer na vida e no serviço da Igreja, no serviço do mundo. Deus coloca-nos no caminho uns dos outros e faz-nos encontrar na Igreja, na variedade dos seus membros e órgãos, para que todos possamos dar e receber e assim nos possamos realizar e desenvolver. O que é que tenho andado a fazer dos talentos de Deus?
Como acabámos de ouvir, o terceiro servo da parábola de Mateus ficou tolhido pelo medo e opta por jogar pela seguro, que se vem a revelar falso. O medo deriva, nos dois casos, de uma falsa imagem de Deus, que é visto como um homem duro e exigente. É assim que ficamos muitas vezes paralisados, sem perceber os dons de Deus, a começar pelo dom de Deus por excelência, que é o Espírito Santo, são dinâmicos, e não pedras imóveis! E que o Deus da parábola é o Senhor da alegria e não do medo! Nós somos este servo, muitas vezes.
Não lutamos, não nos esforçamos, não arriscamos, não ganhamos mais para bem de todos. Quantas vezes não somos cristãos que desistem por medo e cobardia e se demitem do seu papel na construção de um mundo melhor. Limitamo-nos a cumprir as regras, ou a refugiamo-nos no nosso cantinho cómodo, sem força, sem vontade, sem coragem de ir mais além. Não falhamos, não cometemos “pecados graves”, não fazemos mal a ninguém, não corremos riscos; limitamo-nos a repetir sempre os mesmos gestos, sem inovar, sem purificar, sem nada transformar; não fazemos, nem deixamos fazer e limitamo-nos a criticar asperamente aqueles que se esforçam por mudar as coisas… Não pomos a render os “bens” que Deus nos confiou e deixamo-nos secar sem dar frutos. Não é isto que Deus espera de nós.
Sem medo de arriscar e falhar, temos de ser ativos, generosos, corajosos e ousados ao longo de toda a vida e não em ficarmos encolhidos, frios e inertes, ciosamente guardando um grande tesouro… Negociantes ousados, colaborando com Deus para a todos salvar-mos e não o tempo todo indiferentes e sentados em cima dos talentos de Deus, sem os fazer render.
Mas vós, irmãos, não andeis nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.