SUGESTÃO DE CÂNTICOS:
Aclamai a Deus
Mostrai-nos, Senhor, o caminho da vida
Onde dois ou três
Vinde comer do meu pão
Fica junto a nós
Cantai comigo
Link útil para quem quer ouvir o salmo de cada Domingo: Clique aqui
Encontre aqui também os cânticos litúrgicos
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO:
Homilia
Tomou o Pão, recitou a bênção, partiu e entregou-lho. Nesse momento abrira-lhe os olhos e reconheceram-no. Esta é a frase central do Evangelho de hoje. É a eucaristia, a missa. A missa está estruturada sobre o mesmo plano que o Evangelho dos discípulos de Emaús. Tem duas partes, que constituem as duas mesas: a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística. Na Palavra de Deus escutada e meditada e no pão da Eucaristia repartido damo-nos conta de que Jesus, vivo e ressuscitado, é o nosso grande companheiro de viagem, damo-nos conta de que o Ressuscitado continua vivo, caminhando ao nosso lado, alimentando-nos ao longo da caminhada, ensinando-nos que a felicidade está no dom, na partilha, no amor. Sempre que nos juntamos com os irmãos à volta da mesa de Deus, celebrando na alegria e na festa o amor, a partilha e o serviço, encontramos o Ressuscitado a encher a nossa vida de sentido, de plenitude, de vida autêntica.
O reconhecimento de Jesus está dependente da repetição do seu gesto agora na Igreja e por parte da Igreja. O reconhecimento da presença de Jesus agora faz-se na repetição dos seus gestos pela Igreja, em relação a todos. Assim como jesus, que se juntou aos discípulos no caminho para Emaús explicando-lhe as escrituras, assim também, na pregação da Igreja, bispos, padres, diáconos, catequistas, mestres de teologia, anunciam, explanam, aprofundam e lembram aos homens de hoje a Palavra de Deus. No entanto, o reconhecimento de Jesus dá-se quando essa Palavra se faz gesto nos gestos e nas atitudes da Igreja e na vida de cada cristão. Quando essa vida repartida de Jesus continua na vida repartida da Igreja. Então abrem-se os olhos e reconhece-se a presença de Jesus. A Palavra ganha rosto e presença de vida.
Porque é tão difícil assegurar hoje a transmissão do Cristianismo de uma geração para a outra? Porque é que nós, no Portugal de hoje, olhamos para as nossas comunidades cristãs e vemos sobretudo pessoas acima dos 50 anos? Porque é que encontramos nelas um número significativo de crianças até à 1ª comunhão e esse número começa a baixar depois? Porque é que encontramos nas nossas comunidades menos gente na força da vida? Podem ser muitas as respostas, mas não tenham dúvida de que a principal é porque nós, os mais velhos, ou todos os que frequentamos a Igreja, não fazemos ou não fizemos tudo que é preciso fazer para que os olhos de todos se abram e reconheçam a presença de Jesus na família cristã e na comunidade cristã. Talvez não proclamemos o suficiente a Palavra de Deus, talvez não a partilhemos nos seus sinais sacramentais, talvez não a desdobremos em gestos concretos de caridade e de solidariedade cristã. Quando fizermos tudo isso, há de acontecer o que sucedeu com os discípulos de Emaús: os olhos hão de abrir-se e Jesus será reconhecido.