USO: Em grupo
QUANTIDADE: 4 unidades
TOTAL DE PEÇAS: 8 peças por unidade.
RECOMENDADO: A partir de 10 anos
LOCALIZAÇÃO: E7P6
DATA DE PUBLICAÇÃO: 03/07/2026
PUBLICADO POR: Beatriz Oliveira Santos
CATALOGADO POR: João Claro (PROLICE).
USO: Em grupo
QUANTIDADE: 4 unidades
TOTAL DE PEÇAS: 8 peças por unidade.
RECOMENDADO: A partir de 10 anos
LOCALIZAÇÃO: E7P6
DATA DE PUBLICAÇÃO: 03/07/2026
PUBLICADO POR: Beatriz Oliveira Santos
CATALOGADO POR: João Claro (PROLICE).
A Trilha dos Restos é um jogo pedagógico manipulável desenvolvido para auxiliar na compreensão da divisão euclidiana, com ênfase no conceito de resto da divisão. O material é composto por um tabuleiro organizado em cinco colunas e vinte e três casas numeradas, representando o percurso que os jogadores devem percorrer até a linha de chegada. Cada participante é representado por um pino (ou tampinha colorida) que se desloca ao longo da trilha conforme os resultados obtidos durante a partida. A dinâmica do jogo utiliza três dados não convencionais. O primeiro apresenta apenas números ímpares (1, 3, 5, 7, 9 e 11), o segundo contém apenas números pares (2, 4, 6, 8, 10 e 12), enquanto o terceiro possui os números 1, 2, 3, 5, 7 e 9, utilizados como divisores. O jogo transforma o cálculo do resto da divisão em uma atividade lúdica, permitindo que os estudantes compreendam esse conceito de forma concreta e dinâmica.
A Trilha dos Restos pode ser utilizada em atividades individuais, em duplas ou em pequenos grupos, favorecendo a aprendizagem colaborativa.
Preparação do jogo:
Inicialmente, cada jogador escolhe um pino ou uma tampinha colorida para representá-lo no tabuleiro e posiciona sua peça na casa inicial da coluna correspondente.
Lançamento dos dados:
Em cada rodada, o jogador lança os dois primeiros dados e multiplica os valores obtidos, encontrando o produto da operação.
Cálculo da divisão:
Em seguida, realiza o lançamento do terceiro dado, que determina o divisor. O estudante divide o produto encontrado pelo número sorteado e calcula o resto da divisão.
Movimentação no tabuleiro:
Se o resto da divisão for maior que zero, o jogador avança no tabuleiro uma quantidade de casas igual ao valor desse resto. Caso a divisão seja exata, ou seja, o resto seja igual a zero, o jogador permanece na mesma posição durante aquela rodada.
Conclusão da partida:
As rodadas continuam sucessivamente até que um dos participantes ultrapasse a última casa da trilha (linha 23), sendo declarado vencedor.
Durante toda a atividade, o professor pode solicitar que os estudantes expliquem os cálculos realizados, identifiquem padrões nos restos obtidos e comparem diferentes estratégias utilizadas ao longo do jogo.
A Trilha dos Restos possui como principais objetivos:
Desenvolver a compreensão da divisão euclidiana, especialmente do conceito de resto da divisão.
Favorecer a compreensão da relação entre dividendo, divisor, quociente e resto.
Estimular o raciocínio lógico-matemático por meio de situações lúdicas.
Desenvolver habilidades de cálculo envolvendo multiplicação e divisão.
Possibilitar a identificação de padrões e regularidades nos restos das divisões.
Favorecer a resolução de problemas utilizando operações matemáticas.
Incentivar a participação ativa e a aprendizagem por meio da manipulação do material.
Desenvolver a atenção, a concentração e o pensamento estratégico durante a realização do jogo.
Promover a interação entre os estudantes por meio de atividades colaborativas.
A Trilha dos Restos constitui um importante recurso para o ensino da divisão, tornando a aprendizagem mais dinâmica e significativa.
Entre suas principais potencialidades, destacam-se:
Favorece a compreensão do conceito de divisão euclidiana de maneira concreta e visual.
Estimula a descoberta de padrões numéricos e das regularidades dos restos nas divisões.
Desenvolve o raciocínio lógico e matemático por meio de desafios lúdicos.
Torna a aprendizagem mais motivadora e participativa.
Possibilita a aprendizagem ativa, colocando o estudante como protagonista da resolução dos cálculos.
Pode ser utilizada tanto em atividades individuais quanto em grupos.
Favorece a compreensão de que o resto de uma divisão sempre é menor que o divisor.
Estimula o cálculo mental e o desenvolvimento das operações de multiplicação e divisão.
Incentiva a tomada de decisões e o pensamento estratégico durante a partida.
Embora seja um recurso bastante eficiente para o ensino da divisão, a Trilha dos Restos apresenta algumas limitações.
Pode favorecer a automatização dos cálculos caso o estudante apenas registre os restos sem compreender o significado da divisão realizada.
Enfatiza principalmente o conceito de resto, explorando de forma menos aprofundada o quociente e outras propriedades da divisão.
Em turmas numerosas, a utilização do material pode demandar mais tempo, pois cada jogador realiza os cálculos individualmente.
Sua aplicação concentra-se em um conteúdo específico, não abrangendo outros conceitos relacionados às operações matemáticas.
O fator sorte, decorrente do lançamento dos dados, pode influenciar o resultado da partida, fazendo com que o desempenho no jogo nem sempre reflita exclusivamente o domínio do conteúdo matemático.
Requer mediação constante do professor para garantir que os estudantes compreendam os procedimentos utilizados e não apenas executem mecanicamente os cálculos.
A dinâmica do jogo pode tornar-se repetitiva após várias partidas, sendo recomendável a criação de novos desafios ou adaptações para manter o interesse dos estudantes.