Ateliê Casa Aberta
Ateliê Casa Aberta
O Ateliê Casa Aberta surge enquanto um espaço que busca propor encontros, experiências e investigações individuais e coletivas no campo das artes. Ocupado por pessoas que desejam entrar em contato com novos modos de expressão e que, não necessariamente, possuem trajetórias nas artes.
Tendo em vista os processos de cerceamento, aprisionamento e apagamento das experiências de liberdade criativa que atravessam os sujeitos na contemporaneidade, o Ateliê Casa Aberta surge como um espaço potencial de criação que busca promover rachaduras na densa malha do cotidiano da cidade. Por meio de oficinas, práticas, mostras e exposições convidamos todos aqueles que tenham interesse em construir esse território de partilhas, subjetivação e invenção conosco.
Enquanto um braço da Associação Casa Aberta, espaço de criações psicanalíticas, nos aliamos a psicanálise para pensar junto a Winnicott a importância psíquica de:
propiciar a oportunidade de experiências amorfas, impulsos criativos, motores e sensoriais, que constituem a matéria prima do brincar. É com base no brincar que se constitui a totalidade da existência experiencial humana. (WINNICOTT, p.107)
Se a infância é entendida em psicanálise enquanto uma fase cronológica do desenvolvimento, o infantil, por sua vez, está associado à sexualidade e ao inconsciente. Partimos do infantil associado a pulsão e entendemos o brincar como uma experiência atemporal, que abarca muito mais do que apenas as conhecidas brincadeiras de infância.
Assim, o Ateliê Casa Aberta propõe um espaço contínuo e permanente de estímulo e cultivo da atividade artística. Um convite para que adultos experimentem outros espaços, tempos e objetos, fazendo furo aos modos hegemônicos neoliberais que marcam as subjetividades pela aceleração contemporânea, produzindo corpos cansados e engessados em que as possibilidades de invenção se tornam cada vez mais reduzidas.
Winnicott define o brincar como tendo
(...) um espaço e um tempo. não é dentro. nem é fora. para controlar o que está fora, é preciso fazer coisas, não apenas pensar ou desejar, e fazer coisas demanda tempo. Brincar é fazer. (WINNICOTT, p.73)
Um tempo dedicado ao brincar: desenhar, rasgar, colar, costurar… Usando os objetos e materiais eleitos por cada um, a cada vez. Abrindo um espaço potencial de contato com o infantil que nos constitui e portanto, com o inconsciente.
Referência bibliográfica:
Winnicott, (1971) O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro, RJ: Imago, 1975.
Tem alguma ideia/proposta/provocação e acredita que na Casa Aberta seja possível? Entre em contato com a gente!
Atividades em andamento do Ateliê Casa Aberta
Oficina de experimentação sensível: HUMANIDADE: nosso devir-bicho
Atividades concluídas
Grupo-ateliê: entre a mão e a palavra: o gesto - 2023
Oficina Brincar de Palavra - 2023
Ateliê: colagem, uma estranha familiaridade, com Zazá - 2023
Ateliê "Que importa quem fala? Colagem, escrita e apropriação", com Zazá - 2024
Labirinto: ensaios de escuta - 2024
Ateliê Casa Aberta: práticas de estímulo e cultivo da atividade artística - 2024
Ateliê de escrita - com Amanda Malta e Marina Luna - 2025