Neste tema, os alunos do 8.º ano determinaram o caráter químico (ácido, neutro ou básico/ alcalino) de soluções aquosas, utilizando indicadores colorimétricos e a escala de pH. A atividade integrou trabalho experimental em laboratório e no exterior, promovendo uma aprendizagem ativa, contextualizada e científica.
Desafio conseguiremos identificar as amostras de "soluções desconhecidas"? No laboratório, os alunos determinaram o caráter químico de várias soluções aquosas do quotidiano (vinagre, limpa vidros, água destilada, água com sabão) utilizando indicadores colorimétricos líquidos, como a fenolftaleína e o tornesol; e para comparar os resultados, aplicaram também tiras colorimétricas e fita de papel indicador universal para determinação de pH, de modo a consolidar os conceitos apreendidos.
À descoberta do pH do solo. Nem todos os solos são iguais. A sua acidez ou basicidade pode influenciar o crescimento das plantas, o tipo de culturas que aí podem vingar e até o equilíbrio dos ecossistemas. Com base nesta premissa (e em articulação com o projeto "Mini florestas"), lançámos a questão: qual será o pH do solo que pisamos todos os dias?
A atividade continuou no exterior, com a recolha de uma amostra de solo da escola.
Os alunos prepararam uma solução aquosa do solo, (utilizando um teste colorimétrico expedito), aplicando as tiras para determinação de pH. Observaram as mudanças de cor e compararam com a escala de pH, determinando se o solo era ácido, neutro ou básico.
Ao nosso redor, o som está presente em quase tudo: nas conversas, na música, nos ruídos do dia a dia… Mas afinal, o que é o som? Como se propaga? Porque ouvimos melhor nuns ambientes do que noutros?
Neste tema, compreendemos que o som é produzido por vibrações de um material. Estudámos a propagação do som e analisámos tabelas de velocidade do som em diversos materiais (sólidos, líquidos e gases). Explorámos o som como uma vibração que se propaga em diferentes materiais, através de atividades práticas e experiências, realizadas dentro e fora da sala de aula. Investigámos o comportamento do som em espaços abertos e fechados, medimos nível de intensidade sonora (ou nível sonoro) com o sonómetro, e observámos fenómenos como a ressonância com a ajuda dos diapasões.
Este percurso permitiu-nos compreender melhor conceitos como frequência, período, amplitude; altura, timbre, intensidade, intensidade sonora (ou nível sonoro), e aplicar os conhecimentos em contextos reais, desenvolvendo o espírito científico e a curiosidade.
Realizámos várias experiências para compreender como se produz e propaga o som. Utilizámos diapasões para observar e sentir que o som resulta de vibrações que se propagam no ar e podem ser detetadas pelo ouvido. Trabalhámos com vários diapasões com frequências diferentes, o que nos permitiu ouvir sons com alturas distintas: quanto maior a frequência, mais alto ou mais agudo é o som. Através da observação e comparação dos sons produzidos, compreendemos a relação entre a frequência e altura. Também interpretámos audiogramas, identificando o nível de intensidade sonora e os limiares de audição (exames que muitos de nós realizamos ao longo da vida para conhecer a acuidade/ capacidade auditiva).
Relacionamos a reflexão e a absorção do som com o eco e a reverberação, interpretando o uso de certos materiais nas salas de espetáculo. Estudámos atributos do som e sua deteção pelo ser humano, espetro sonoro e até fenómenos acústicos, como o eco, relacionando com exemplos na natureza (ecolocalização, nos animais) e aplicações da reflexão do som no dia a dia (ultrassons, sonar, ecografia).
Os diapasões, como os que aparecem na imagem, são instrumentos metálicos em forma de “Y” usados principalmente para produzir uma nota-padrão de referência. Servem para:
Afinação de instrumentos musicais – produzem um som puro (geralmente a nota Lá = 440 Hz) usado para afinar instrumentos.
Experiências de física – para estudar fenómenos como vibração, ressonância e propagação do som.
Testes auditivos – em medicina, são usados por profissionais de saúde para avaliar a audição e a condução óssea do som.
Quando já estávamos mais familiarizados com os vários temas que fazem parte do conteúdo "Som", continuámos o trabalho com uma atividade fora da sala de aula, medindo o nível de intensidade sonora ou nível sonoro, cuja unidade é o dB (a que já nos habituámos, na linguagem comum, a ouvir como "decibéis"), em diferentes locais do espaço escolar. Utilizámos aplicações digitais e sonómetros, comparando valores e discutindo fontes de ruído.
Depois de identificarem fontes de poluição sonora, em ambientes diversos, recorrendo ao uso de sonómetros, e, com base em pesquisa, avaliar criticamente as consequências da poluição sonora no ser humano, propondo medidas de prevenção e de proteção, os grupos prepararam apresentações para partilhar os resultados das suas investigações. Analisámos dados, organizámos ideias e apresentámos conclusões aos colegas, aplicando o vocabulário científico de forma clara e fundamentada.
Por fim, os alunos testaram as aprendizagens realizadas através de um Quiz.
Esta abordagem ativa permitiu-nos ligar a teoria à prática, ancorar os conhecimentos anteriormente adquiridos, quer na vida diária dos alunos, quer na escola, promover aprendizagens significativas e desenvolver competências de observação, registo e comunicação, aprofundando a nossa compreensão do som como fenómeno físico.