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Escalando

Escalando no Marumbi...

O Marumbi é um dos grandes centros de escalada em rocha do Brasil. As vias de escalada começaram a surgir em 1940, e hoje existem cerca de 80 vias, com comprimentos que variam de 20 a 350 metros. As escaladas são exigentes, pouco protegidas e bastante expostas. Então, é muito bom preparar-se bem antes de escalar um de seus paredões.  

O material mínimo indispensável para quase todas as vias inclui: duas cordas de 50 metros, capacete, cadeirinha, sapatilha de escalada, mosquetões, fitas, costuras expressas, estribos, cliff hangers, um jogo de entaladores mecânicos (friends, camalots) e um jogo de nuts.

Informe-se a respeito das vias no COSMO. Os seus integrantes saberão indicar as vias de acesso, o material necessário, graus de dificuldade, duração e outras informações que você precisar. Se você está pensando em abrir uma nova via no Marumbi converse antes com a Gerência do Parque.

Não adicione proteções nas vias sem antes consultar os respectivos conquistadores. Respeite a ética local e não destrua os refúgios naturais onde os escaladores fazem bivaque. Avise ao COSMO qualquer alteração que ocorrer, tais como grampos enferrujados, quebra de agarras, queda de blocos soltos, etc.

Tenha certeza de ter todas as informações necessárias para realizar a via pretendida com segurança. Apesar da existência do COSMO na base do Marumbi, um resgate nas paredes da Esfinge, Abrolhos ou Torre dos Sinos é extremamente perigoso, além de demorado, e o transporte por helicóptero normalmente não pode ser realizado em função das condições do tempo. É melhor prevenir do que remediar.

Escalar com montanhistas experientes, observar suas técnicas e fazer perguntas é a melhor maneira de aprender. Cada cordilheira ou serra tem sua próprias peculiaridades geológicas e climáticas que afetam as possíveis rotas de ascensão. Quem escalar durante o inverno sentirá a diferença no verão. Períodos prolongados escalando uma cadeia de montanhas proporciona o conhecimento de como encontrar rotas naquela área, mas o escalador que entra em uma nova serra tem que estar pronto para aprender novamente.Alguns conselhos detalhados sobre rotas são conseguidos em conversas com as pessoas locais. Converse com os moradores, montanhistas e guarda-parques. Pergunte por trilhas e picadas que não aparecem nos mapas e sobre melhores locais para cruzar riachos. Pare nas entradas dos parques e converse com o guarda-parque sobre as condições climáticas do momento e a situação das rotas. Gaste alguns minutos batendo papo com outros escaladores que tenham parado junto ao guarda-parque para saber das suas aventuras. Estudar em casa toda a informação disponível tornará sua viagem mais fácil e menos frustrante ao procurar a rota certa.

Enquanto você estiver escalando mantenha um olho voltado para possíveis locais de acampamento de emergência, fontes de água ou qualquer coisa que possa tornar o seu retorno mais fácil e seguro.

Mínimo Impacto Ao Escalar

Não danifique a vegetação da base das vias. Ela é indispensável para a estabilizar todo o platô que forma a base.

Não arranque mato da parede. O que você chama de mato pode ser um endemismo valioso que só ocorre naquele paredão ou uma espécie ainda não conhecida pela ciência.

Não danifique as proteções fixas existentes e não coloque outras sem antes consultar a Administração do Parque Marumbi. Lembre-se que os grampos velhos das vias fazem parte de uma história, de uma cultura. Valorize o que é nosso!