Oi, de novo! Você se recorda de algo que falamos na primeira cartilha sobre uma técnica para te ajudar com os textos na hora da prova? Sim? Não? Talvez?
Aqui na segunda cartilha vamos colocar o que dissemos na cartilha passada em prática, e utilizar dessa técnica um pouco mais de modo a ajudar você a ficar craque! Também apresentaremos um pouco do que você vai encontrar em LEM no Vestibular da UFPR, e também no ENEM. Afinal, saber o que te espera é importante.
Então, se prepara que a gente vai te deixar pronto para enfrentar qualquer textão sem derramar uma gota de suor!
Independentemente de qual for sua escolha de LEM, você terá (geralmente) dois textos para interpretar e responder as questões. São textos relativamente longos, pois cada um tem algumas questões, mas isso não deve te assustar, já sabemos que não será necessário lê-lo inteiro!
>Importante lembrar também que as questões estarão escritas em Inglês, o que vai acabar ajudando na hora de buscar as respostas dentro dos textos.
Na breve parte da Língua Estrangeira (sim, breve: apenas 5 questões), você encontrará textos mais simples, se comparados a outros vestibulares, e as perguntas estão em português. Por conta disso, nossa estratégia já definida pode ficar um pouco mais difícil de ser aplicada, mas ainda assim funciona!
Devo estudar gramática?
O próprio manual do candidato especifica que a gramática será avaliada como parte da interpretação do texto. Ou seja, ele não será tão importante para essa parte da prova. Como talvez você tenha percebido, a palavra “gramática” só apareceu uma única vez na tiragem anterior, na parte de LEM. Duvida? Vai lá conferir!
Dito isso, foque em praticar a estratégia que definimos anteriormente!
A expressão fake news vem do inglês e pode ser traduzida simplesmente por “notícia falsa”, mas não se limita a isso. Olhando através das lentes da era da pós-verdade, esse tipo de notícia pode ser montada de diferentes formas. Pode-se, por exemplo, usar vários dados verdadeiros, mas apresentá-los de forma a chegar a uma conclusão falsa. Essa conclusão não precisa nem estar explícita no texto, basta tomar um caminho que leve o próprio leitor a uma falácia.
Outra forma muito comum são dados fora de contexto, em que algo que foi dito, ou uma foto que foi tirada num dado momento é tratado como recente, de forma a “comprovar” um ponto de vista enviesado. Ou de maneira um pouco mais trabalhada, vários dados verdadeiros de diferentes contextos são apresentados juntos, aumentando a “credibilidade”.
É uma ideia muito antiga, usada principalmente para ganhar algum tipo de poder por subjugar os de opinião contrária, mas que tem ganhado mais força com toda a tecnologia que temos disponível, pois torna-se muito simples criar e espalhar fake news, em qualquer de suas formas.
Vamos dar uma olhada em exercícios baseados no seguinte trecho de uma notícia sobre o tema. Se quiser tentar responder por conta própria e depois ler nossa resolução, fique à vontade! Ela estará após para que você possa resolver sem spoilers.
The rise of fake news
In December 2016 Edgar M. Welch drove six hours from his home to Washington DC, where he opened fire in a pizzeria with an assault rifle. He had previously read an online news story about the restaurant being the headquarters of a group of child abusers run by Hillary Clinton. He decided to investigate for himself; fortunately, no one was hurt.
The story about Hillary Clinton (...) was quickly denounced by publications such as The New York Times and The Washington Post. However, many people thought that these papers were themselves lying for political ends and instead of disappearing, the fake story snowballed. Tweets from ‘Representative Steven Smith of the 15th District of Georgia’ claimed that the mainstream media were telling falsehoods. Even though both this name and district were invented, the message was re-tweeted many times. A YouTube refutation of the New York Times article got 250,000 hits.
There are also various reasons why people create fake news. Some have political motives, to belittle or incriminate their opponents. Other websites, like The Onion, deliberately publish fake news as satire – humorous comment on society and current affairs. Another group is in it for the profit: many people clicking on entertaining fake news stories can bring in a lot of advertising revenue. One man running fake news sites from Los Angeles said he was making up to US$ 30,000 a month in this way. There are also those, like the small-town teenagers in Macedonia who wrote fake news stories about Donald Trump, who seem to be motivated partly by money and partly by boredom. (...)
(Adapted from:https://learnenglishteens.britishcouncil.org/skills/reading/advanced-c1-reading/rise-fake-news )
1) Why did Elgar Welch go to the pizzeria?
a. He was trying to commit robbery.
b. He hated all supporters of Hillary Clinton.
c. He was working as a private investigator and investigating a crime.
d. He had become concerned after reading an untrue news story.
2) Why did many people not believe The Washington Post and The New York Times when they denounced the pizzeria story?
a. They checked the facts and found that the articles were incorrect.
b. They didn't trust anybody.
c. They thought the newspapers had a political agenda.
d. They thought the newspapers had not researched the story carefully enough.
3) Who is Steven Smith?
a. a local politician from Georgia
b. a journalist on The New York Times
c. a member of the US House of Representatives
d. a fictitious person, created to attack the media
4) Which type of motivation for the creation of fake news is not given?
a. It’s a way of making money from people who pay to read the stories.
b. It’s a way of commenting on current affairs.
c. It’s a way of attacking your political opponents.
d. It’s a form of entertainment.
E aí? O que achou? Muito complicado? Vamos ver como resolver de forma simples!
Lembra do primeiro passo da nossa estratégia? Não? Então vamos revisar: ler a questão e suas alternativas, para saber o que você precisa buscar no texto. É o que vamos fazer em todas as questões, mas vamos primeiro tomar a número 1 como exemplo.
Temos um nome na pergunta, Edgar Welch, e a palavra pizzeria que são fáceis de identificar e entender. Já nas alternativas, temos como palavras chave commit robbery para a letra (a); hated e Hillary Clinton para a letra (b); private investigator para a letra (c); e concerned e untrue news story para a letra (d). Passando os olhos rapidamente pelo texto, já encontramos o nome da pergunta logo no primeiro parágrafo, portanto é lá que vamos nos concentrar.
Nesse mesmo parágrafo, encontramos a expressão assault rifle. Relacionada à letra (a), certo? Com certeza, mas se pensarmos bem, essa expressão só está falando de um tipo de rifle, mas o parágrafo não comenta mais nada sobre algum roubo. Descartamos a letra (a).
Opa, encontramos também o nome da política americana! Mas tem algo falando sobre hated? Não… então descartamos a letra (b) também. Opa, encontramos a palavra investigate também! Calma, ela está seguida de for himself… ou seja, ele não é um investigador particular. Bom, então nos sobra a letra (d)! Correto, mas vamos ver por quê.
Ué, nada de concerned no parágrafo… pois é, mas encontramos “read an online news story about the restaurant” (omitimos o resto para não nos preocuparmos com gramática aqui), o que nos leva à resposta correta, pois já sabemos sobre a pizzaria e sobre a investigação por conta própria.
Ok, para as outras questões, vamos acelerar um pouco o passo. Na questão 2, temos os nomes de dois famosos jornais americanos: The Washington Post e The New York Times. Nas alternativas, temos: (a) checked the facts e incorrect; (b) didn't trust anybody; (c) newspapers e political agenda; e (d) newspapers e researched. Essa é rapidíssima de encontrar. No segundo parágrafo, encontramos os nomes dos jornais e “political ends”, que condiz com a letra (c). Se quiser ter certeza, tente encontrar as outras palavras chave no texto.
Continuando, na questão 3 temos uma pegadinha para aqueles que têm pressa. Temos outro nome, Steven Smith. Nas alternativas: (a) politician e Georgia; (b) journalist; (c) member e Representatives; e (d) fictitious person. Lendo rapidamente, encontramos tanto Georgia quanto Representative, então pode ser (a) ou (c), certo? Cuidado! Pra início de conversa, esse título atribuído ao nome está entre aspas. E pra completar, se continuarmos lendo, encontramos “this name and district were invented”, ou seja, esse é um nome fictício. Letra (d)!
Pra finalizar com chave de ouro, na questão 4, temos as palavras chave motivation e creation of fake news, e mantenha sua atenção! Temos em negrito a palavra not, ou seja, precisamos encontrar qual das alternativas não está no texto. Vamos lá: letra (a) making money e pay to read; (b) commenting e current affairs; (c) political opponents; e (d) form of entertainment. Vamos começar a análise de trás pra frente (por que será?). No terceiro parágrafo, temos duas formas para analisar a letra (d). Encontramos “entertaining fake news”, que pode nos indicar que essa resposta não é a correta; mas também, tendo um pouco mais de domínio do inglês, na última frase do texto temos “motivated (...) by boredom”, que é dizer a mesma coisa, mas com palavras opostas. As palavras das letras (b) e (c) também podem ser facilmente encontradas nesse parágrafo, mesmo que um pouco separadas, portanto … (surpresa, surpresa) a resposta correta é a letra (a)!
Toda essa análise demandou um bom tanto de texto para você ler, mas você também deve ter percebido que não tivemos que ler o texto inteiro, de ponta à ponta, certo? Para fins didáticos, pretendemos continuar seguindo essa forma de analisar textos e questões, mas a ideia é que com o tempo você torne-se totalmente independente e consiga fazer a análise por conta própria. Por isso mesmo que a análise vai continuar aparecendo só no fim, para que você tente praticar. Mas por hoje é isso! Continue lendo e mantendo o contato com o inglês para tornar a prova futura mais fácil!