As oficinas do projeto Soil Movements discutem corpos, territórios e justiça ambiental desde a perspectiva de jovens lideranças vinculadas a movimentos da agricultura familiar, agroecologia e reforma agrária.
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Muiri mbué apurakí tá nheêsawa piri tá, ybyasú itá remakatu kuri kaá ekobé sesásçawa suí pisasú Tuxawa itá irumu mirá itá kupixawa anama, kaá suikiri karu katu munhãsawa suí yby.
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Los talleres del proyecto Soil Movements abordan cuerpos, territorios y justicia ambiental desde la perspectiva de jóvenes liderazgos vinculados a movimientos de agricultura familiar, agroecología y reforma agraria.
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The Soil Movements project workshops explore bodies, territories, and environmental justice from the perspective of young leaders engaged in movements for family farming, agroecology, and agrarian reform.
Em 2 de março de 2026, realizamos a Oficina 1 da campanha formativa Soil Movements UNESCO. O encontro abriu o percurso coletivo da formação com uma conversa sobre território, memória, experiência e cuidado.
Conduzida por Paula e Rafael, a oficina começou com a leitura de um poema e seguiu com uma apresentação sobre agroecologia, modos de vida e práticas coletivas de cuidado com a terra. Ao longo da atividade, também foram compartilhadas experiências ligadas a acampamentos, produção de alimentos e formas comunitárias de organização.
Na segunda parte do encontro, os participantes foram convidados a um exercício de respiração e visualização, retomando memórias ligadas aos seus próprios territórios. A proposta mobilizou imagens, sons, cheiros, águas, construções, animais e transformações percebidas ao longo do tempo. Depois, o grupo abriu uma roda de partilha.
Outros relatos enfatizaram o próprio gesto de retorno produzido pela oficina.
Também houve quem nomeasse esse movimento como volta ao lugar de pertencimento: “Viajei ou retornei, talvez, para o território, para o meu território, para a minha aldeia.” E, em uma formulação que reuniu corpo, memória e espaço vivido, outro participante afirmou: “A gente é corpo-território.”
A Oficina 1 marcou, assim, um momento especial de partilha e reflexões na campanha formativa: o encontro reuniu palavras que passam a compor a memória viva do processo coletivo que transitamos.
“Foi uma experiência muito interessante. É como se eu tivesse acreditado recordar e viver.”
“Meu território mudou muito do que era, do que se tornou. Eram casas simples, e hoje são casas grandes.”
“As minhas lembranças antigas eram todas positivas, mas mudanças novas viraram mudanças ruins.”
“Foi muito bom voltar para ele. Pelo menos na minha lembrança como era.”
“Viajei ou retornei, talvez, para o território, para o meu território, para a minha aldeia.”
“É um território em disputa, é um território ruim, vive em conflito.”
“Foi a memória da minha avó lavando roupa no rio.”
“Em 2020 chegou a mineradora.”
“A gente é corpo-território.”