Como vocês estão? E quando vimos, já é Setembro... Não desanimem do Isolamento, de usar máscara, de proteger-se e a quem você ama e convive.
Essa semana, como estamos estudando a Revolução Francesa, postarei resumo sobre a Era Napoleônica e suas influências sobre Portugal e o Brasil.
Também por esses dias, vocês farão o Simulado de Humanas, com resultado único, valendo para todas as disciplinas de Humanas. Para esse Simulado, estudem o Processo de Independência dos EUA. Serão 5 questões alternativas.
NAPOLEÃO BONAPARTE: no início de seu governo, Napoleão empregou o povo na construção de obras públicas (edifícios, estradas, portos etc); garantiu uma parte das divisões de terras feita pelos jacobinos; criou a nova moeda, o franco e apoiou os burgueses (girondinos) em seus negócios. Em 1804, através de um plebiscito (votação onde o povo dá sua opinião sobre um assunto), torna-se Imperador e iniciou campanhas militares contra outros países, dominando grande parte da Europa. Quando tentou invadir a Inglaterra (ilha), perdeu e decretou o Bloqueio Continental, isto é, todos os países sob seu domínio ou que ousasse fazer comércio com a Inglaterra, seria punido ou invadido. Em 1812, a Rússia rompeu com os franceses e voltou a comercializar com a Inglaterra. Napoleão reuniu 600 mil soldados e marchou em direção à Rússia. Os russos utilizaram a estratégia da “terra arrasada”, ou seja, destruíam qualquer abrigo ou alimento e se escondiam dos franceses, fazendo com que estes se aprofundassem em seu território, enquanto o inverno se tornava mais rigoroso. Aí atacaram. Restaram 40 mil homens vivos, a maioria gravemente feridos. Ao retornar à França, Napoleão foi vencido e preso na ilha de Elba, de onde fugiu e governou por “Cem Dias”. Derrotado pelos ingleses (Batalha de Waterloo), é exilado na ilha de Santa Helena, no meio do Oceano Atlântico, onde morre em 1821, aos 52 anos. A França volta a ser governada através da monarquia (Dinastia Bourbon).
NAPOLEÃO, PORTUGAL E O BRASIL: Após perder para a Inglaterra, Napoleão decreta o Bloqueio Continental, obrigando os países dominados a não comercializar com a Inglaterra. Portugal era dependente da Inglaterra devido à acordos onde compravam os manufaturados ingleses (tecidos, sapatos, ferramentas, navios etc), e estes compravam os produtos agrícolas retirados do Brasil (pau-brasil, açúcar etc) e o vinho português. Por isso, não podia aderir ao bloqueio e se o fizesse, Inglaterra invadiria o Brasil. D. João, príncipe-regente de Portugal (sua mãe, D. Maria “Louca”, era a rainha), optou por “fugir” para o Brasil, trazendo a família real, nobres, funcionários, soldados, enfim, cerca de 14 mil pessoas, em 36 navios (escoltados pelos ingleses), levando também jóias, obras de arte, ouro dos bancos, munição, livros, roupas (e pouca água e comida), em aproximadamente 50 dias de travessia no Atlântico. Em janeiro de 1808 chegaram a Salvador, depois instalando-se no Rio de Janeiro, onde os soldados obrigavam as pessoas à cederem suas casas, colocando na porta as iniciais PR (=Príncipe-Regente, ou “prédio roubado”, “ponha-se na rua”). Ocorreu a “Abertura dos Portos”, ou seja, o Brasil poderia comercializar livremente, sem interferência de Portugal: e o “Tratado de Navegação e Comércio”, onde os produtos ingleses pagariam 15% de tarifa alfandegária, os portugueses 16% e demais países, 24%.D. João trouxe artistas e intelectuais para o RJ, construiu o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Imprensa Régia, a Escola da Marinha, a Escola Médica, o Jardim Botânico, o Paço (prefeitura) etc. Nessa instituições, criou os empregos necessários aos portugueses. Somente após a morte de Napoleão é que D. João retorna à Portugal, em 1821, tornando-se um rei parlamentarista, ou seja, obedecendo à Constituição. Deixa no Brasil seu filho mais velho, D. Pedro, como príncipe-regente, que no dia 07/09/1822 proclama a “Independência” do Brasil, aliando-se à elite brasileira e prometendo não tirar nenhum de seus privilégios.
Entrar com o Google Meet, aula de 09/09, às 09h35min.
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