Ficamos uma semana sem postagens no Blog pois estávamos em Replanejamento com o Governo Estadual e nossa Escola. Essa semana também será curtinha pois teremos um feriado. Mas vou enviar suas atividades e espero que semana que vem estejam preparados para nossa avaliação sobre Egito, Mesopotâmia, Hebreus, Fenícios e Persas, já somando nota para o Segundo Bimestre.
Vamos iniciar nossos estudos sobre a GRÉCIA ANTIGA, e postarei um texto resumindo os itens que estudaremos sobre essa civilização. Sua tarefa será ler com calma e elaborar um resumo no caderno normal ou um mapa mental, com as informações mais relevantes.
Grécia Antiga
A Grécia Antiga formou-se na Península Balcânica, na Europa, a partir da miscigenação dos povos aqueus, eólios, jônios e dórios. Constituía-se de cerca de 110 pólis, ou seja, cidades-Estado, com governos e leis próprias, sendo unidos porém pelo idioma, pela religião, costumes, enfim, pela Cultura. Havia pólis com 5 mil habitantes e outras com 20 ml, por exemplo. A sociedade grega era formada por cidadãos (homens ricos, militares, donos de terras e escravos, políticos), homens livres (pobres, trabalhavam para os cidadãos em suas terras, comerciantes, sem direito à participação militar, pagando impostos e servindo nas guerras, se necessário) e os escravos (capturados nas guerras, endividados ou por nascimento). A Herança Cultural Grega é gigantesca: a democracia (que excluía mulheres, escravos e estrangeiros); as olimpíadas; o teatro; as fábulas; a mitologia; obras literárias como Ilíada e Odisseia (escritas pelo poeta grego Homero); contribuições nas Artes Plásticas (Arquitetura, Escultura, Pintura etc); Filosofia (Platão, Sócrates, Aristóteles etc); a História (com Heródoto); contribuições na Medicina, com Hipócritas, na Matemática (ex: Teorema de Pitágoras) etc.Atenas e Esparta são bons exemplos comparativos pois enquanto Atenas caminhou para a evolução democrática, investia mais em Educação masculina, os homens serviam ao exército dos 18 aos 20 anos, Esparta continuou oligárquica, aristocrática, ou seja, com o poder político nas mãos dos ricos = oligos,aristói = “nas mãos de poucos, só dos melhores”; os bebês eram analisados ao nascer e se fossem muito magros ou com sinais de deficiência física ou mental, eram assassinados; o treinamento militar começava aos 7 anos, quando o menino era levado para o quartel e iniciava o Agogê, que consistia em aprender a lutar, nadar, matar, passar fome e frio, roubar, enfim, tornar-se um soldado até os 30 anos, quando saia para casar-se e engravidar sua esposa (para ter herdeiros e soldados novos), antes de partir para a primeira batalha. Se sobrevivesse até os 60 anos, torna-se um Ancião, ou seja, um político respeitado na cidade.
GUERRA DE TROIA
As obras Ilíada e Odisséia, do poeta grego Homero, contam que essa guerra ocorreu entre 1300 a.C. e 1200 a.C. O príncipe de Tróia, Páris (filho de Príamo e irmão de Heitor, o primogênito=o mais velho), “sequestrou” Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. Este reuniu um grande exército, comandado por seu irmão mais velho, Agamenon, rei de Micenas. Aquiles e Ulisses se destacaram entre a legião de soldados, que atravessou o Mar Egeu a bordo de mais de mil navios, num total de 50 mil homens. Durante 10 anos cercaram Troia, até que os gregos teriam construído um grande cavalo de madeira e fingido ter desistido. Por considerarem o cavalo um animal sagrado, os troianos recolheram o “presente”, levando-o para a cidade. De seu interior saíram os guerreiros de Ulisses, sendo Troia saqueada, destruída e incendiada. O herói troiano, Enéias, filho de Vênus, e alguns sobreviventes se instalaram no Lácio, dando origem ao povo romano. Dessa guerra vem a expressão “presente de grego”; “é difícil agradar a gregos e troianos” e “calcanhar de Aquiles” (o ponto fraco de uma pessoa).
Guerras Médicas ou Greco-Pérsicas
A riqueza das cidades gregas como Atenas, Esparta e Tebas acabou atraindo a cobiça do então poderoso Império Persa, que as atacaram e as fez esquecer suas diferenças, unindo-as contra o inimigo comum. Atenas era detentora da melhor frota naval e Esparta, dona da melhor força terrestre. Nos 11 anos de duração das guerras greco-pérsicas ocorreram 4 batalhas importantes:
-Maratona (490 a.C.): batalha marítima vencida pelos gregos, sob o comando do ateniense Milcíades. Os persas foram liderados pelo rei Dario.
-Termópilas (480 a.C.): batalha terrestre vencida pelos persas, comandados por Xerxes, com cerca de 144 mil soldados. Nessa batalha, os “300” espartanos, liderados pelo rei Leônidas, resistiram até o último homem depois de terem sido cercados no desfiladeiro das Termópilas.
-Salamina (480 a.C.): batalha marítima vencida pelos atenienses liderados por Temístocles.
-Plateias (479 a.C.): batalha vencida pelos gregos, liderados por Pausânias, com 10 mil espartanos e 30 mil gregos, sendo que os persas tinham 3 homens para cada grego (cerca de 120 mil soldados).
Após a vitória sobre os persas, Atenas não permitiu a retirada das cidades-Estado da Confederação de Delos, pois estas lhe pagavam com navios, soldados ou dinheiro. Notando o enriquecimento de Atenas, Esparta formou a Liga do Peloponeso e, aliando-se à outras pólis, iniciou a Guerra do Peloponeso (434-404 a.C.), não percebendo a aproximação do povo macedônio, liderados pelo rei Filipe II (pai de Alexandre Magno, O Grande), que invadiu e conquistou a Grécia, em 338 a.C.
Semana que vem enviarei a avaliação e também uma videoaula sobre Grécia Antiga, para podermos prosseguir com nossos estudos!
Não desanime, se esforce, se cuide, estude! O importante é preservarmos nossas vidas e voltarmos todos juntos e mais fortalecidos quando pudermos realmente!
Beijos e Saudades!
Não se esqueçam de assistir às aulas pelo CMSP e TV EDUCAÇÃO.