Der Motor des Panzers ist ebenso seine Waffe wie die Kanone.
O motor de um tanque é uma arma tão importante como o canhão.
Heiz Guderian
A IMPORTÂNCIA DOS TANQUES
Em Novembro de 1929, o presidente do Conselho Revolucionário Militar, camarada K. Voroshilov, concluiu que os projectos de tanques e material de transporte com lagartas, disponíveis para produção industrial na União Soviética, encontravam-se muito desactualizados, relativamente ao que se produzia nas restantes potências industriais do mundo, nomeadamente a Alemanha, Grã-Bretanha, França, Checoslováquia e Estados Unidos da América, nomeando o camarada Ordzhonikidze para resolver o problema.
Cerca de um mês mais tarde, foi proposto enviar uma comissão representativa da indústria militar soviética ao exterior para adquirir projectos, equipamentos e assistência técnica que habilitassem a União Soviética a produzir localmente o melhor que existia em todo o mundo.
Apesar da Rússia soviética se encontrar numa espécie de quarentena sanitária que impedia a venda de tecnologia e equipamento militar, o ouro extraído por trabalho escravo nos gulags da Sibéria falou mais alto e a Comissão iniciou a sua visita aos países acima mencionados a 30 de Janeiro de 1930.
Na Checoslováquia e na França os contactos não foram animadores, mas já na Grã-Bretanha foram amavelmente recebidos pelos representantes da Vickers que se comprometeram a vender e a acompanhar tecnicamente um tanque de pequenas dimensões que, depois de adaptado, originou na União Soviética os Voroshilovets, produzidos na fábrica de tractores de Estalinegrado (STZ), bem como o tanque anfíbio T-37.
Na Alemanha foram analisados modelos de reboque com lagartas, derivados de maquinaria agrícola, mas a cereja no topo o bolo chegou com os contactos nos Estados Unidos da América para aquisição de tanques com o modelo revolucionário de suspensão e alta velocidade Christie.
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Pela feliz adopção deste modelo, nasceram os tanques de «cavalaria ligeira» da série BT290, e por evolução o próprio T-34.
Os contratos celebrados nesta viagem de compras ao mundo capitalista foram um enorme sucesso para os soviéticos.
Por um lado, pela constatação de que os líderes políticos e empresários do mundo capitalista se vergavam perante o ouro da Sibéria, ou seja, as declarações políticas de bloqueio não passavam exactamente disso mesmo… de declarações.
Por outro lado, por ter permitido à indústria soviética aproveitar a capacidade industrial instalada e comprada a peso de ouro a projectistas ocidentais para dar um salto tecnológico, projectando a partir de 1932 e produzindo em série a partir de 1933 o que de melhor existia no mundo.
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TORTUREM OS NÚMEROS QUE ELES CONFESSAM!
Foram fabricadas 115 unidades T-34 em 1940 e 2 800 unidades em 1941, na sequência da decisão n.º 1216-502ss de Maio de 1941 do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética e do Comité Central do PCUS302, sendo previstas 1 800 unidades na fábrica 183 e 1 000 unidades na STZ de Estalinegrado. Nesta unidade em concreto, previa-se mesmo uma produção sempre crescente entre 60 e 150 unidades por mês a atingir no final do 1941.
No entanto, a consulta dos inventários dos diferentes Corpos Mecanizados colocados a 1 de Junho em primeira linha de fronteira Ocidental permite constatar que existiam 832 unidades T-34 e, a 22 de Junho, cerca de 1 000 unidades. A simples aritmética leva-nos a concluir que até 22 de Junho deveriam ter sido fabricados pelo menos 1 400 unidades, que somadas às 115 existentes no ano anterior, demonstram que a União Soviética deveria poder alinhar entre 1 400 e 1 500 unidades. Quantitativo que está de acordo com a contabilidade disponível nos registos soviéticos303. Ou seja, cerca de 500 unidades suplementares de T-34 estariam localizadas em reserva de segunda linha ou em processo de transporte.
Sendo seguramente um número muito reduzido, comparado com as mais de 60 000 unidades de todos os modelos somados produzidos até 1945, a verdade é que nesta data os alemães não possuíam um único exemplar comparável ao T-34 e muito menos aos cerca de 500 KV disponíveis naquela data em primeira linha.
Acresce que tanto o T-34 como o KV já se encontravam em fase de produção industrial. Apesar de ter sido seriamente afectada pelo processo de transferência para os Urais, a verdade é que a produção da fábrica de Estalinegrado só deixou de produzir T-34 em Setembro de 1942, quando as novas unidades industriais do Cáucaso já estavam a produzir em velocidade de cruzeiro Mesmo após a invasão, a indústria soviética ainda conseguiu produzir naquele ano de 1941 mais de 1 400 T-34 que substituíram as unidades entretanto destruídas.
Só em 1942 os alemães começaram a produzir (em números reduzidos) armas que tecnicamente se pudessem equivaler.
Em 22 de Junho, Hitler conseguiu reunir 3 332 tanques de todos os tipos somados, sendo que 1 039 (tipo Panzer 38t e Panzer III) estavam equipados com uma peça de 37mm, 1 146 possuíam peças de 50mm ou superiores (Panzer III e IV). As restantes 1 081 unidades eram Panzer I ou II e nem deveriam ser considerados como tanques.
Em boa verdade, no Verão de 1941, somente os Panzer IV e os StuGe, com os seus canhões de 75mm, tinham calibre suficiente para usar as granadas ocas 38 Hl/A e 38HL/B.
Este tipo de granadas apresenta uma performance, em teoria, independente da distância e da velocidade do projéctil e o seu efeito é obtido pela ejecção de um fluxo de metal, sob a forma de plasma, que perfura as espessas blindagens do T-34 e do KV-1305. No entanto, os StuGe III não ultrapassavam as 220 unidades e a sua distância máxima de sucesso em combate rondava os 500 metros. O que significava que o seu número não era de molde a produzir qualquer efeito significativo como caçador de tanques e a distância a que podia actuar com eficácia não o colocava ao abrigo da eventual resposta dos seus adversários.
«Quem não tem cão, caça com gato», e o Ostheer teve de «caçar com gato» durante o primeiro ano de combates. Mesmo após a invasão, a indústria soviética ainda conseguiu produzir naquele ano de 1941 mais de 1 400 T-34 que substituíram as unidades entretanto destruídas.
Só em 1942 os alemães começaram a produzir (em números reduzidos) armas que tecnicamente se pudessem equivaler.
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A guerra-relâmpago define-se como uma ofensiva brutal, tendo em vista a obtenção de uma vitória decisiva rápida. Esta estratégia apoia-se na concentração, num schwerpunct, numa frente limitada, de uma força mecanizada capaz de provocar uma ruptura do dispositivo adverso. Baseada na acção conjunta de forças mecanizadas, apoiadas por importantes meios aéreos e terrestres, privilegia a velocidade de execução com vista a finalizar um cerco conduzindo à aniquilação das forças adversas».
Pascal Colombier
SERIA POSSÍVEL UMA GUERRA-RELÂMPAGO CONTRA A UNIÃO SOVIÉTICA?
A «Directiva 21» («Operação Barbarossa»), assinada por Hitler a 18 de Dezembro de 1940, deixava muito claro que nessa data «todas as ordens a serem emitidas pelos Comandantes-em-Chefe com base nesta directiva devem indicar claramente que são medidas de precaução para a possibilidade de que a Rússia mude a sua atitude presente relativamente a nós», ou seja, em finais de 1940 Hitler já pressentia a possibilidade de que Estaline se estava a preparar para, no momento mais adequado, atacar a retaguarda alemã, enquanto o grosso das suas forças se encontrava empenhada na luta contra o Império Britânico.
O mesmo documento determinava como «objectivo final» da operação «estabelecer uma cobertura contra a Rússia asiática a partir da linha geral Volga-Arcângel ou Astracan-Arcângel (linha A-A). Então, em caso de necessidade, a última área industrial da Rússia nos Urais poderá ser eliminada pela Luftwaffe».
O cumprimento desse objectivo, sem necessidade de produzir e distribuir pelas tropas na Frente, equipamentos, vestuário, combustíveis e lubrificantes adaptados a condições extremas de temperatura, exigia que a Wehrmacht percorresse os cerca de 2 300 quilómetros que separam o ponto de partida em Byalistock e a chegada em Arcângel, entre 22 de Junho e, no máximo, meados de Dezembro, ou seja, em cerca de 23 semanas.
Uma média de 100 quilómetros por semana até pode parecer um valor aceitável para um passeio, mas certamente que o Exército Vermelho não consentiria semelhante aventura.
Deve ser ainda tido em conta que um exército regular com os meios disponíveis na época só poderia combater de forma conveniente entre meados de Maio e meados de Setembro, atendendo a que, além das naturais dificuldades decorrentes do Inverno, se deveria tomar em consideração a Rasputitsa de Primavera e Outono. Nessa época do ano, as fortes chuvadas transformavam os caminhos de terra que atravessavam a Bielorrússia, a Rússia e a Ucrânia em lamaçais intransponíveis. Os alemães aprenderiam à sua custa em 1941 o valor destas barreiras naturais.
Tendo iniciado as operações a 22 de Junho de 1941, como seria possível cumprir tão apertado calendário?
O que terá levado Hitler a precipitar os acontecimentos nesse ano e tomar a iniciativa contra a União Soviética com uma janela de oportunidade tão exígua?
É possível argumentar que mesmo sem cumprir a totalidade da distância prevista, seria possível às tropas alemãs encontrar aquartelamentos de Inverno, assegurar a Frente e prosseguir a marcha quando o tempo voltasse a permitir. A História ensina que Napoleão tentou precisamente o mesmo em Moscovo e com os resultados que são conhecidos. Acresce que não era, nem nunca foi, um facto adquirido que os soviéticos abrissem mão da sua capital sem a transformarem numa gigantesca Estalinegrado. O que mesmo na hipótese de uma vitória alemã inutilizaria a cidade como aquartelamento de Inverno.
O intensivo processo de mobilização iniciado pelos soviéticos permitiu transformar, em poucas semanas, os 5,5 milhões de soldados disponíveis a 22 de Junho em cerca de 10 milhões, tendo os contingentes sido alargados para mulheres e crianças sempre que necessário.
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O MEDO EM CRESCENDO
Em mensagem interceptada pelos alemães a 25 de Junho de 1940, o embaixador jugoslavo em Moscovo informava o seu governo que, segundo o embaixador britânico na capital soviética, S. Cripps, «o colapso da França tinha colocado o governo soviético em grande receio de que a Alemanha lançasse um ataque súbito e inesperado e que estavam a tentar ganhar tempo». Em conversa com o seu colega turco, o diplomata jugoslavo concluiu que, perante o aumento do poder militar soviético, a guerra entre a Alemanha e a União Soviética era inevitável.
As suspeitas de Hitler de que a Grã-Bretanha tudo faria para aliciar Moscovo para o seu campo, e de que esse esforço poderia ser bem-sucedido, foram reforçadas pelos relatórios das conversações dos diplomatas britânicos em Moscovo, interceptadas pelos serviços de espionagem alemães.
A intercepção de um relatório enviado para Ancara pelo embaixador turco em Moscovo a 5 de Julho permitiu aceder às confidências do embaixador britânico, segundo o qual o presidente do Presidium do Soviete Supremo, M. I. Kalinin, tinha assegurado que «a Grã-Bretanha e a União Soviética tinham muitos interesses em comum [e] que era necessário chegar a um entendimento».
No dia seguinte, os alemães interceptam novo telegrama, agora enviado para Atenas, pela legação grega em Moscovo, referindo que o mesmo S. Cripps acreditava que «a União Soviética se preparava aceleradamente para a guerra», tendo o representante grego replicado que «tomando a Alemanha conhecimento desses preparativos, seguramente passaria ao ataque imediato». Cripps terá depois retorquido que «como a Alemanha não se podia preparar para atacar a Rússia antes do Outono, e mesmo então não poderia suportar uma campanha de Inverno, seria forçada a adiar a guerra contra a Rússia até à próxima Primavera, quando os russos também já estariam preparados».
A 16 de Julho foi interceptada outra mensagem do embaixador turco. O diplomata relata para Ancara comentários de S. Cripps, nos quais este admite compreender «perfeitamente» a sensibilidade da questão, «mas face a um iminente ataque alemão (…) somos forçados a um entendimento com os russos, seja qual for o custo».
Os relatórios dos serviços de informações alemães que chegavam à secretária de Hitler reafirmavam que o gigantesco esforço de rearmamento soviético havia tomado um novo ímpeto, que se verificavam constantes movimentações de tropas e aumentara a construção de infraestruturas militares junto da fronteira soviético-alemã. Ao mesmo tempo, os serviços de Reinhard Heydrich referiam que as missões comerciais soviéticas, agora frequentes no âmbito dos tratados comerciais vigentes, aproveitavam para disseminar propaganda comunista e organizar células nas fábricas da Alemanha.
Estas informações terão certamente contribuído para estabelecer no espírito de Hitler um quadro de prioridades na defesa daquilo que considerava serem os interesses estratégicos da Alemanha, tanto do ponto de vista do enquadramento político e racial, como do ponto de vista militar.
A Grã-Bretanha era cada vez menos um inimigo a confrontar, senão mesmo um futuro aliado a considerar.
Inversamente, tornara-se urgente e vital derrotar a ameaça soviética.
Com o espírito atormentado pelo receio de um conflito a Leste, Hitler continuou a acumular informações de que o aliado soviético estava cada vez mais empenhado em exibir o seu músculo militar perante as nações vizinhas e a retomar uma retórica de atrito político para com os nazis em particular e a Alemanha em geral.
Moscovo, por sua vez, também não escondia o seu desagrado perante a intervenção alemã em mais uma crise territorial nos Balcãs reivindicada pela União Soviética como integrante da sua esfera de influência exclusiva.
No Verão de 1940, os governos de Itália e da Alemanha empenharam-se em mediar o conflito territorial entre a Roménia e a Hungria, acabando por oferecer em simultâneo garantias de integridade à Roménia e satisfazer os desejos territoriais da Hungria. Esta intervenção permitiu concomitantemente defender os interesses petrolíferos da Alemanha e colocar um impedimento à tão ansiada expansão soviética para os Balcãs. Tal facto não deixou de ser encarado em Moscovo com azedume e mais uma prova de que Hitler, satisfeito com as suas conquistas a Ocidente, se preparava agora para voltar a sua cobiça para o Leste.
Como resultado das conversas havidas no seu retiro de Berghof com vários dirigentes dos países balcânicos nos finais de Julho de 1940, das mensagens interceptadas e das informações dos seus serviços de informação militar, Hitler consciencializou-se progressivamente de que uma intervenção contra a União Soviética era inevitável e premente, antes que esta concluísse o seu programa de rearmamento e se tornasse impossível uma acção ofensiva.
Ou pior, antes que Moscovo desencadeasse um ataque contra os interesses alemães quando e onde fosse mais eficaz.
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O SILÊNCIO DOS CULPADOS
A reacção atípica de Estaline perante tão brilhante vitória militar sobre os odiados japoneses, que haviam derrotado e humilhado os russos cerca de 30 anos antes, merece alguma ponderação. Com excepção de uma medalha, correspondente ao título de herói da União Soviética, entregue a Jukov a 29 de Agosto de 1939, caiu sobre este acontecimento uma cerrada cortina de silêncio.
Porquê?
O general D. Ortenberg, director do jornal do Exército Soviético, Krasnaya Zvezda, em entrevista publicada em 18 de Agosto de 1993, confessou que tinha recebido ordens expressas de Estaline para não publicar uma única linha sobre esta grandiosa e prestigiante vitória do Exército Vermelho. Aliás, nem neste, nem em qualquer dos restantes jornais publicados na União Soviética, tal evento aparece mencionado. Tão pouco a rádio ou a agência TASS reproduziram notícias sobre a brilhante vitória no longínquo Oriente.
Num país onde as notícias dos sucessos da construção do socialismo, reais ou efabuladas, elaboravam longamente sobre a exigência dos mineiros para aumentarem a sua própria carga horária, e assim ultrapassarem os consecutivos recordes de produção de carvão numa remota mina da Ucrânia, no prémio atribuído a um operário, necessariamente membro do Partido, responsável pelo aumento de produção de aço numa qualquer siderúrgia dos Urais, ou o aumento da colheita de trigo numa herdade colectiva, como compreender que uma vitória desta dimensão não fosse efusivamente referida e comemorada?
Sempre se poderá argumentar que o astuto e prudente Estaline, garantida uma severa reprimenda aos japoneses, se remeteu ao silêncio, não pretendendo em vésperas de previsíveis acontecimentos na Europa deixar escalar um sangrento conflito com o Japão, em razão de uma remota e inóspita área do Extremo-Oriente.
Porém, no final de Maio, os japoneses já estavam convictos de que os incidentes não teriam mais consequências e estavam determinados a não prolongar a questão, atendendo a que também da Rússia não havia notícias nos jornais das escaramuças nas quais os japoneses tiveram de retirar da área de Nomonham, na fronteira da Mongólia, após sofrerem mais de 600 baixas.
Neste quadro, Estaline teve por esta data, a oportunidade de encerrar a questão de forma vitoriosa, deixando ao governo de Tóquio e ao exército de Kwantung um aviso contra futuras aventuras agressivas. Preferiu nesse momento enviar o seu mais agressivo comandante, Jukov, dar-lhe carta branca e os meios necessários para desenvolver uma ofensiva de grande escala e assim arriscar uma guerra declarada com o Império do Japão.
Em resumo, ao proibir a publicação de notícias sobre os recontros de Khalkin-Gol, o objectivo de Estaline não podia ser o de não deixar escalar o conflito no Oriente, evitando a humilhação do Japão com notícias em jornais sobre a sua derrota.
Estaline empenhou-se em garantir que na União Soviética e no mundo esta brilhante vitória não constaria dos noticiários. Porquê?
No Verão de 1939, as nuvens negras da guerra já eram bem visíveis sobre a Europa.
A Alemanha, a França e a Grã-Bretanha já se encontravam em irreversível rota de colisão para um conflito que não podia, na perspectiva de Estaline, deixar de ser longo e devastador, mas simultaneamente pleno de oportunidades para desencadear movimentos de massas exauridas pela guerra e exigindo a implantação de um novo regime político, como o que havia sido implantado na União Soviética na final da Grande Guerra de 1914-1918.
A guerra era uma oportunidade para o Movimento Comunista Internacional triunfar em resultado do inevitável choque entre as massas populares e a burguesia detentora do poder.
Dando provas de um notável realismo, e ao mesmo tempo de um repugnante cinismo, Estaline manobrava como podia no sentido de promover esse conflito.
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MESTRES DA BLITZKRIEG
Desde a Conferência de Teerão em 1943, passando pela Conferência de Ialta e pela Conferência de Potsdam, no final de Julho de 1945, que Estaline se havia comprometido junto dos restantes aliados a que, ao findar a guerra na Europa, revogaria o Tratado de Não-Agressão com o Império do Japão e lançar-se-ia em campanha contra os «agressivos samurais» do país Sol-Nascente.
Para além dos compromissos diplomáticos com os seus aliados, tal operação era imprescindível para a expansão da esfera de influência soviética no Extremo-Oriente, tomando o lugar que havia sido anteriormente ocupado pelo Japão, cuja derrota era agora iminente, mas que explorava ainda a rica província chinesa da Manchúria.
Era forçoso estar presente no tabuleiro de xadrez de uma China desmembrada em fracções rivais, das quais o Partido Comunista de Mao Zedong constituía um importante aliado e potencial detentor do poder na mais populosa nação do mundo.
A este propósito, Vasilevsky esclarecia de forma lapidar o resultado da operação soviética no Extremo-Oriente:
Aplicando um golpe esmagador às tropas japonesas na Coreia,o exército soviético criou as condições favoráveis para a actividade dos revolucionários (...) Na região norte do país, os trabalhadores liderados pelos comunistas começaram a construir a primeira nação verdadeiramente independente e democrática da história coreana (...) Como resultado da derrota do Japão, foram criadas condições favoráveis na China, Coreia do Norte e Vietname do Norte para a vitória das revoluções populares (...) O exército Popular de Libertação da China, recebeu grandes quantidades de armas, equipamento militar e munições.
A todos estes factores acrescia a ambição do czar Estaline em reocupar os territórios perdidos e lavar a face da vergonha e verdadeiro trauma nacional a que os japoneses haviam submetido a Rússia em 1905.
Desde Março de 1945, antes mesmo da derrota da Alemanha, começaram a ser organizados e deslocados os meios para a campanha do Extremo-Oriente. Com o fim das hostilidades na Europa, aos 5.º e 39.º exércitos estacionados em Konigsberg, na Prússia Oriental, foram adicionados o 6.º exército blindado da Guarda e o 53.º exército, estacionados na Checoslováquia, tendo sido despachados para o Extremo-Oriente, onde se juntaram às tropas das Frentes já estacionadas na região.
Os soviéticos movimentaram 1,5 milhões de homens, 3 074 blindados, 1 852 canhões de assalto, 27 086 canhões e morteiros, bem como 1 171 lança-foguetes Katyusha, tendo para o efeito utilizado 136 000 vagões, organizados entre 22 a 30 comboios diários, circulando pela via transiberiana.
A questão logística relevante que se colocava ao avanço de uma tão impressiva massa militar resultava do imperativo de fornecimento nos locais onde as forças se encontrassem, de um suprimento constante de milhares de toneladas de comida, combustíveis e munições.
Qualquer redução do volume de fornecimentos ou a sua interrupção significava não só a paragem do avanço das tropas, bem como a eventual incapacidade de suportar um contra-ataque inimigo e a consequente catástrofe.
Este movimento só é possível num território praticamente despojado de vias de comunicação e sujeito a intensas chuvas de Verão utilizando a via ferroviária. Acontece que a bitola, ou seja, a distância entre carris do sistema ferroviário soviético e chinês era diferente. Para este processo faraónico, o exército soviético fez deslocar para o local cerca de 500 000 homens com a exclusiva incumbência de sustentar a logística do movimento das tropas, procedendo à impressionante correcção de bitola a uma média de 71 quilómetros por dia338. Chegados o mais próximo possível das tropas, os fornecimentos eram descarregados directamente no terreno ou pura e simplesmente ficavam nos vagões aguardando movimento.
O mais extraordinário de todo este processo é que o marechal A. Vasilevski, comandante do Estado-Maior do teatro de operações, conseguiu efectuar este movimento de tropas, e colocá-las em posição de combate, sem que os japoneses tivessem qualquer indício da sua iminência.
A surpresa foi, tal como em 1939, total para os japoneses.
Os soviéticos designaram esta operação por «Tempestade de Agosto» e consagrou a mestria das Forças Armadas soviéticas e do seu comandante A. Vasilevsky na arte do planeamento operativo e da conjugação das diferentes armas num objectivo global de um teatro de operações, a uma escala geográfica terrestre sem comparação em toda a guerra.
A designação e o sucesso da operação terão mesmo, segundo algumas fontes, influenciado o general Schwartzkopf na atribuição do nome de «Tempestade do Deserto» à operação desencadeada em 1991 contra o Iraque de Sadam Hussein.
Sabemos hoje que o surpreendente desencadear súbito da «Tempestade de Agosto», a 9 de Agosto de 1945, e, sobretudo o seu sucesso meteórico, foi o elemento fundamental para a decisão do governo japonês aceitar «o inaceitável» e submeter-se a uma rendição incondicional da sua orgulhosa pátria, contrariamente às fanfarronices americanas que reclamam o papel decisivo do bombardeamento atómico de 6 de Agosto sobre Hiroxima e de 9 de Agosto sobre Nagasaki.
O resultado do confronto das duas superpotências do pós-guerra contra o Japão é bem significativo.
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…aquele que toma a iniciativa sabe de antemão o que está a fazer e o que deseja fazer, conduz as suas massas ao local onde pretende desferir o seu golpe. Aquele que espera é por todo o lado antecipado, o inimigo irá cair sobre fracções das suas forças, e ele não sabe onde o inimigo irá dirigir o seu esforço principal, nem que meios lhe opor.
A.H.Jomini (1779-1869)
LATAS DE CONSERVA PARA A FRENTE OCIDENTAL!
Os argumentos mais utilizados para justificar tanto os esforços de Estaline em evitar por todos os meios a guerra com a Alemanha, como após o seu fracasso, justificar os desastres dos primeiros tempos da «Operação Barbarossa», podem ser assim resumidos:
A boa-fé e amor à paz de Estaline tinham sido traídas pelo pérfido ataque de Hitler.
A 12 de Abril de 1941, reúne no Kremlin, o Conselho de Comissários do Povo, ainda sob a presidência nominal de Molotov, que aprova o Decreto n.º 908 - 383ss, estabelecendo os quantitativos contratados de material militar a entregar às Forças Armadas durante o 2.º trimestre de 1941, ou seja, até 30 de Junho de 1941.
Num simples trimestre, antecedendo o início das hostilidades, deveriam ter sido entregues à Força Aérea, 2 179 novos caças, incluindo 930 Mig-3; 1 099 bombardeiros e 402 IL-2 (Sturmovik), num total de 3 700 novos aviões; cerca de 6 000 peças de artilharia de diferentes calibres; aproximadamente 500 000 armas ligeiras pessoais de vários tipos; 458,4 milhões (!) de cartuchos de calibre 7,62mm; e finalmente, para não sermos exaustivo, 250 tanques KV, 600 tanques T-34, cerca de 600 komsomolets e voroshilovets. Estes veículos, além de servirem como tractores de artilharia, possuíam ainda capacidades de fogo idênticas ao Pz-1.
O Conselho de Comissários do Povo e o Comité Central do PCUS, na prática, Molotov e Estaline, assinam a 2 de Maio de 1941, o Decreto n.o 1216-502ss que fixa a produção de tanques T-34 para 1941 em 2 800 unidades, a serem produzidos nas fábricas 183 e STZ (Estalinegrado). Em documento designado «Cronograma de trabalho para o desenvolvimento do plano de mobilização para LVO MP-411», assinado pelo tenente-general Popov e dirigido ao vice-Chefe do Estado-Maior major-general Subbotin, em 21 de Março de 1941, classificado como nível de sigilo 3, foram estabelecidos de forma cronologicamente organizada as diferentes iniciativas para mobilização, que deveria estar concluída a 10 de Junho de 1941.
(…)
Disperso por entre milhares de documentos possíveis de encontrar nos arquivos da antiga União Soviética, encontrámos uma directiva sucinta, classificada como «Altamente Confidencial», do Comité de Defesa do Estado, o qual na sua resolução GKO-36ss de 07/06/1941, com a assinatura do Camarada Presidente, V. Molotov determina:
Encarregar o serviço de reservas estatais de materiais, sob autoridade dos Comissários do Povo da União Soviética, para transferir da reserva de mobilização uma quantidade de 20 milhões de latas de carne e 13 milhões de latas de conservas de peixe do território do Distrito Militar do Trans-Baikal na Frente do Extremo Oriente [para a Frente Ocidental].»
A primeira estranheza resulta de que a mera transferência de latas de conserva de carne e peixe, entre a intendência de dois corpos militares, possa ser classificada como «Altamente Confidencial» e merecer o despacho pessoal do Camarada Molotov. A segunda questão que se coloca é sobre a razão que poderia motivar nesta data a transferência desses recursos alimentares. Finalmente, a utilização de expressão «Frentes», só expressas no léxico militar soviético em tempos de guerra, que manifestamente ainda não existia em 7 de Junho de 1941.
Como é do conhecimento geral, as tropas quando aquarteladas nos seus locais de estacionamento habitual não consomem conservas, antes utilizam alimentos frescos obtidos a partir da economia local e confecionados diariamente.
páginas 344 a 345; 348 a 349
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A ALMA DO SOLDADO
Quais eram as condições materiais em que se movia, vivia e como pensavam as massas de soldados da poderosa Wehrmacht nesses dias de 1941?
Desde logo, a infantaria deslocava-se na sua esmagadora maioria a pé, ou na melhor das hipóteses por meios hipomóveis. Futuro escritor e jornalista, o então tenente August von Kageneck traça um quadro da realidade diária e dos pensamentos do soldado de infantaria alemão que avançava na Rússia:
A imensidade do País, o incrível primitivismo da vida desta população, as estradas inexistentes, a sede, o calor, a poeira, os piolhos e o cheiro nauseabundo dos cadáveres em decomposição de todo o tipo de criaturas (…) A marcha era terrivelmente silenciosa. Calcava a areia, uma areia sem fundo que retinha as botas, aquelas botas que pesavam dois quilos (…)Dez, quinze, vinte cinco quilómetros durante a manhã. Uma breve pausa no calor do meio dia (…) Mais uma vintena de quilómetros [à tarde] (…) E os cavalos (…) moviam carroças de bagagens com duas toneladas de carga, por um, dois, três ou quatro, guiados por rudes palafreneiros (…) que por vezes tinham de “meter as mãos nas rodas” para fazer passar os veículos nos sulcos profundos cravados nos caminhos (…) esforçando-se para acompanhar o movimento dos panzer que passavam por eles roncando e levantando toneladas de poeira.
Por seu lado, o soldado Heinrich Stahr, destacado na Frente Leste em 1941, descrevia assim aos seus camaradas de trabalho na Hamburg Hochbahn A. G., o que pensava sobre as «estradas» na União Soviética:
As estradas. Nós na infantaria somos, provavelmente, o melhor juiz dos bons e maus caminhos, pois temos que marchar quilómetro após quilómetro sobre eles. Também aqui os soviéticos nada fizeram. As estradas principais não são melhores do que os caminhos do campo. Acreditem em mim, meus queridos camaradas, os soldados amaldiçoaram estas condições após marchar 40 ou 50 quilómetros em tais estradas. Além disso, estão 30-35º C à sombra e enormes nuvens de poeira tornam quase impossível respirar. Pântanos, florestas e más estradas, tornam a acção militar desagradável, mas continuamos a avançar.
A comida era proporcionada por cozinhas de campanha que acompanhavam as tropas em deslocação. Os soldados tinham direito a uma refeição quente por dia, o que não era muito frequente, e na sua falta um pão, o kommissbrot, um pouco de margarina, queijo em tubo, umas rodelas de salsicha, acompanhados de chá ou de uma espécie de café a que os soldados, atendendo à sua duvidosa qualidade, chamavam negerschweiss, suor de negro.
Tanto ou mais importante do que o fornecimento de munições e alimentos era seguramente a convicção de cada soldado na superioridade e justeza da causa que o levava a lutar em terra alheia e o impelia a arriscar a própria vida.
Não teria seria possível mobilizar e fazer lutar, com nunca desmentida determinação, durante vários anos, dezenas de milhões de homens, sem lhes incutir o sentimento de justeza da sua causa.
A disciplina, o terror dos batalhões disciplinares e dos fuzilamentos punitivos não poderiam ter produzido semelhante resultado durante tão alargado período de tempo.
Quanto ao soldado russo, fácil é encontrar motivos para a sua determinação.
O russo é, de uma forma atávica, historicamente patriota e a defesa contra uma invasão, tida por injustificada da sua terra, teria sido motivo amplamente suficiente para garantir o seu empenhamento. Mas o que pensava o soldado alemão? É certo que um Estado totalitário pode com maior facilidade atacar o seu vizinho sem se deter com excessivas justificações. Porém, manifestante mais cosmopolita e com maior formação escolar, o povo alemão exigia uma fundamentação racional mais sólida do seu casus belli.
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Assim, pois, o mais importante em uma operação militar é a vitória e não a persistência. Esta última não é benéfica. Um exército é como o fogo: se não o apagas, consumir-se-á por si mesmo.
Sun-Tzu, A Arte da Guerra
A GUERRA COM A ALEMANHA É INEVITÁVEL
A 6 de Maio, por decreto redigido numa simples linha pelo presidium do Soviete Supremo, Estaline era nomeado, sem qualquer justificação, Presidente do Conselho de Comissários do Povo da União Soviética, ou seja, chefe de governo, em substituição de Molotov, que até então ocupara o cargo.357 Noutro decreto da mesma data, Molotov é remetido para vice-Presidente do mesmo órgão, mantendo as funções de responsável pelos Negócios Estrangeiros.
Qual o real sentido desta substituição naquele momento concreto?
Seguramente que não se tratava do cumprimento de um formalismo legal.
De facto, até aquele momento, o mínimo que se pode dizer é que os bolcheviques não se deixavam prender excessivamente por formalismos burgueses decorrentes da legalidade.
Sendo certo que Estaline era «simplesmente» o Secretário-Geral do Partido, isso nunca o impediu de dirigir com mão-de-ferro a União Soviética. Basta recordar que já nas conversações que levaram à assinatura do Pacto Ribbentrop-Molotov, foi pessoalmente o ditador Estaline quem representou os soviéticos e assinou o mapa do Protocolo Secreto que dividiu a Polónia e estabeleceu «esferas de influência» entre os dois países.
Em datas anteriores a 6 de Maio de 1941, Estaline poderia, e provavelmente deveria, sob o ponto de vista institucional, ter substituído Molotov na chefia do governo.
Na mente de Estaline, manifestamente, algo de muito relevante iria ocorrer a curto prazo. Algo que este pretendia assumir publicamente para a História como sua responsabilidade e capitalizar os resultados.
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ESCONDER O JOGO
Os bastidores da propaganda são igualmente significativos.
Os alemães faziam chegar aos ouvidos dos russos que as concentrações de tropas na região Leste do Reich não tinham outro objectivo que não fosse retirá-las do raio de acção dos bombardeiros britânicos.
Nas vésperas da invasão, Goebbels, na entrada de 14 de Junho de 1941 do seu «Diário», menciona ter escrito um artigo fictício para o Volkischer Beobachter intitulado «Creta como Exemplo», no qual traça os paralelos entre a Batalha de Creta e uma invasão das Ilhas Britânicas. Neste artigo, o Ministro da Propaganda supostamente «falava demais» e o jornal foi rapidamente apreendido antes de chegar às bancas.
O objectivo era dar a entender a todos os estrangeiros que haviam tido acesso ao jornal antes da apreensão, que a Alemanha se preparava em breve para uma iniciativa contra a Grã-Bretanha e que os movimentos de tropas a Leste eram uma «mistificação».
Estaline também fez tudo o que estava ao seu alcance para preservar o sigilo dos movimentos de tropas e garantir que quaisquer fugas de informação fossem devidamente desvalorizadas. Nesse sentido, a TASS emite a 9 de Maio um comunicado reproduzido pelo Izvestia:
Jornais japoneses publicaram uma nota da agência Domei Tsushin de Nova Iorque, que afirma que, de acordo com relatórios da agência em Riga, a União Soviética está a concentrar grandes forças militares nas suas fronteiras ocidentais.Círculos diplomáticos em Moscovo disseram à agência que a concentração de tropas na fronteira ocidental desenvolve-se em muito grande escala, implicando o descontinuar do tráfego de passageiros no caminho-de-ferro da Sibéria, justificado pela transferência de tropas do Extremo-Oriente principalmente para as fronteiras ocidentais. Da Ásia Central também estão a ser transferidos grandes contingentes militares. Inclui dois exércitos do ar sob comando directo do Comando Supremo, um exército colocado à disposição do Distrito Militar Especial de Kiev, consistindo em 800 bombardeiros e 900 caças (…) A TASS está autorizada a declarar que a mensagem (…) é o fruto de uma grande imaginação do seu autor (…) não é esperado qualquer “grande concentração de forças militares” nas fronteiras ocidentais da União Soviética. Existe, no entanto, um grão de verdade distorcida na mensagem da Domei Tsushin. De facto, foi transferida uma divisão de infantaria da região de Irkutsk para Novosibirsk devido a melhores condições de alojamento. Tudo o resto, é ficção contínua.
No documento original existe uma nota de Estaline:
C. Molotov. Eu acho que seria possível uma refutação.
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páginas 370 a 383 não disponíveis
MOBILIZAÇÃO
A 20 de Junho de 1940, o marechal Timochenko, então Comissário do Povo para a Defesa da União Soviética, assina a Ordem N.º 130374, designada «Manual de Mobilização de Unidades Militares, Órgãos e Organismos do Exército Vermelho». Este manual foi elaborado e distribuído às tropas no contexto dos planos de preparação para um iminente conflito armado e refere como conceito geral que:
Portanto, a base da preparação do Exército Vermelho para defender o Estado socialista são as indicações genéricas do camarada Estaline, em que refere que «é necessário que nosso povo se mantenha em estado de prontidão e mobilização em face do perigo de um ataque militar, que nenhum acidente e nenhuns truques dos nossos inimigos externos possam apanhar-nos de surpresa (Estaline)».
A conclusão evidente destes «conceitos gerais» é a de que Estaline determina que «por razões imputáveis ao carácter intrinsecamente agressivo das potências capitalistas» a guerra é inevitável; que a União Soviética não pode ser colhida desprevenida; que se deve operar uma «transição suave», leia-se «oculta», para o estado de mobilização geral do país para a guerra, e que o momento em que esta se iniciará, é uma decisão do Conselho de Comissários do Povo, ou seja, de Estaline.
páginas 382 a 383
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páginas 383 a 392 não disponíveis