Congadas são manifestações culturais de origem africana, aportadas no Brasil com a chegada dos negros escravos, que se amalgamaram a elementos nativos e também do catolicismo europeu. Rememoram, por meio do canto e dança, as lutas religiosas travadas na Idade Média entre cristãos e mouros, suas origens na África, a viagem forçada pelos mares, a escravidão no Brasil e também situações cotidianas.
Os tipos de grupos ou ternos variam de acordo com sua função ritual: Congo ou Congado, Moçambique, Catupés, Marujos, Vilões e outros. Suas festas, em geral, associam-se às celebrações em homenagem a santos de devoção negra, como N. Sra. do Rosário, Santa Ifigênia e São Benedito.
Em Patos de Minas predomina Congado e Moçambique, com origem marcada pela intensificação da presença de negros na região, a partir de meados do século XVIII. Com o passar do tempo, seus ritos foram sendo reelaborados naturalmente, adaptando-se às realidades locais e atores envolvidos. Atualmente, há nove grupos no município, sendo dois de Congado e sete de Moçambique, com rigorosa organização hierárquica, composta por Rei, Rainha, Capitão e outros.
Há diferença entre Congado e Moçambique. O Moçambique tem mais movimento, mais dança. Com instrumentos musicais diversos, implementa uma batida musical mais acelerada. Já o rito no Congado, ao contrário, é mais lento, tanto em relação ao movimento do grupo como também na forma de executar seu canto.